Viaduto Otávio Rocha: Prefeitura recebe sugestões do Legislativo

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Paim recebeu vereadores na tarde desta segunda-feira  Foto: Cesar Lopes/ PMPA

O prefeito em exercício, Gustavo Paim, esteve reunido na tarde desta segunda-feira, 15, com o presidente da Câmara Municipal, vereador Valter Nagelstein, e comissão composta pelos vereadores Luciano Marcantônio, André Carus, Reginaldo Pujol, Marcio Bins Ely, e representantes dos vereadores Moises Barboza, Claudio Janta e Adeli Sell.

O motivo do encontro foi a entrega de documento com sugestões para contribuir com o trabalho do poder Executivo no Viaduto Otávio Rocha, após visita liderada pela Câmara de Vereadores. As sugestões do Legislativo tratam de assistência social, segurança, revitalização urbana e econômica do viaduto e contém 13 itens.

Paim destacou que “se trata de um tema de grande complexidade que envolve pessoas em situação de rua por diversos fatores, como questões sociais e de desemprego, déficit habitacional, violência e insegurança, saúde e drogadição”. Ciente da complexidade, o Executivo tem desenvolvido estudos e atuações por meio de um Grupo de Trabalho (GT) entre as distintas secretarias e áreas de governo, sob comando da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), “e recebe as sugestões como uma ideia de formar esforços com relação a esse objetivo comum”, finalizou.

As sugestões serão analisadas pelas respectivas pastas e a prefeitura também se propôs a compartilhar com o Legislativo todas as medidas e ações tomadas no decorrer do projeto.

Prefeitura de Porto Alegre

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Categorias:Abandono, Arquitetura | Urbanismo, Outros assuntos

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12 respostas

  1. Há dois problemas aí, o dos moradores de rua e o do viaduto. O dos moradores de rua não tem como resolver a curto prazo até porque ser morador de rua é por vezes uma opção, um modo de viver.

    Já o viaduto em si, por mais que eu defenda ele como patrimônio histórico, ele tem uma relação antiquada com a cidade na parte de baixo, ao longo da Rua Borges de Medeiros. Existem um longo percurso sem lojas, em que existe apenas uma parede cega, isso não tem como resolver, parede cega junto ao alinhamento é para ser pixada e mijada mesmo. Falando apenas no achometro, sem investigar com atenção, eles tinham que abrir os arcos com lojas, as partes do viaduto que funcionam bem são justamente as que tem comercio.

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    • Concordo plenamente. Mas tem um detalhe. Atrás destas paredes cegas, dos dois lados, existe rocha pura. Não sei se eles estariam dispostos a gastar pra fazer lojas ali. Só a recuperação do viaduto, e da área de lojas deve ser bem cara, imagina dinamitar rochas pra criar novas lojas. Mas seria ótimo mesmo, tu tem razão. Outra consideração: aquele tipo de loja que tem ali é medíocre. Teriam que oferecer aos atuais permissionários a possibilidade de melhorarem, criar cafés bonitos e atraentes, lojas de souvenires, presentes, lancherias modernas, para virar um ponto turístico de verdade, não aquelas lojas decadentes. Caso eles não queiram melhorar, mudar de atividade, que saiam dali. É patrimônio público. E tem outro fato: eles não pagam a permissão de uso há anos, estão ali de graça. Está cheio de inadimplentes. Isso tem que acabar. Sei que não é fácil, não sei até que ponto existe um direito adquirido, mas ao meu ver, se é público isso não existe. Se fizerem a restauração e colocarem lojas novas, como atração, o viaduto decola. Pode escrever aí.

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    • Este tipo de argumentação objetiva e técnica deveria ser tratado pelo tal GT

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  2. Enquanto não resolverem todos problemas do pais não pode arrumar o viaduto?

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  3. bando de inúteis mamadores de nossos impostos, só o que são.

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  4. Este modo de política que para resolver problemas reais e práticos vai para a abordagem de toda a cadeia evolutiva social desde Pedro Álvares Cabral é a forma perfeita de não resolver nada.
    Eu chamo esse tipo de política de “política Datena”, que é aquela que faz render algo concreto em derivações, perfumarias e morcilhas que tangenciam de fato o tema e que nunca vão ser resolvidas completamente.
    Não estou dizendo que os problemas sociais elencados não existam ou que não estejam realmente vinculados de alguma forma à questão das melhorias do patrimônio, mas se para termos o viaduto da Borges restaurado, teremos que acabar com o problema das “pessoas em situação de rua”, eliminar as “questões sociais e de desemprego”, acabar com o “déficit habitacional, violência e insegurança, saúde e drogadição”, seria melhor nem estar criando GT para discutir o viaduto (talvez melhor seria botá-lo abaixo, uma vez que pelo visto nunca seria reformado e acabaria desabando).
    GT, audiência pública, etc. são ferramentas importantíssimas de participação popular e democratização da administração que foram desvirtuadas por políticos demagogos e por aqueles que ao invés de querer resolver um problema, preferem gerar outros…

    Conta básica da reunião:
    Se iniciou com o problema do viaduto e terminou-se com todas as mazelas que atacam o país desde 1500.
    Este é o verdadeiro 7 a 1!

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  5. Destes moradores de rua, alguns precisam so de um “empurrao” para voltar a ter uma vida normal, coragem de voltar para sua cidade, bairro ou familia.

    Todos sabemos que muitos “moradores de rua” na verdade sao malandros guardadores de carros e ladroes drogados que dormem em qualquer canto e estes se misturam aos “bons” para se esconder da lei.

    Sobre o tema, alguns programas permanentes deveriam existir (de verdade e ativamente) para reduzir o numero de moradores de rua.

    Cadastro atualizado e permanente dos moradores (principalmente os com “ponto fixo” como os do viaduto da Borges.

    Auxilio moradia para os que aparentemente nao tem vicios, apenas precisam de um emprego e um teto.

    Aconselhamento psicologico para os que “apenas” fugiram de casa, contato com as familias, compra de passagens intermunicipais…

    Encaminhamento para tratamento de saúde para os que desejarem se curar dos vicios etc…

    Isso resolve? Não!
    Mas com certeza faria POA deixar de ter 5mil moradores de rua e voltaria a ter seus numeros “agradáveis” ( se é que se pode dizer isso) de “apenas” mil moradores de rua

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  6. Achei geniais as sugestões e o diagnóstico dos vereadores. Disseram que é um problema de saúde pública e social, causado pela falta de moradias, desemprego e drogadição. Como eu não havia pensado nisso antes? Sugerem que se invista em programa de moradias, tratamento contra drogas e no acolhimento social. Que bom que as sugestões revelaram-se agora. A gente estava precisando desse banho de sapiência e discernimento sobre as mazelas da cidade. Ainda bem que a cidade possui um grupo de vereadores tão sapiente e antenado nas soluções. Obrigado, senhores vereadores. Agora nós finalmente sabemos a origem do problema.

    Curtido por 1 pessoa

    • Do jeito que essa cidade é abandonada, talvez eles realmente só tenham descoberto agora. Devem entrar em seus lindos carros caros e confortáveis, blindados talvez, com vidros bem escuros, daqueles proibidos pela legislação pra não ter que olhar em volta.

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      • E melhor ainda foi a entrevista do vice Gustavo Paim (já que o prefeito foi abandonou definitivamente a cidade) sobre o problema. Uma pérola de sabedoria e objetividade.

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