Cais Mauá – movimento está restrito nas áreas secas

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Com começo de obras, consórcio fechou acesso ao Guaíba pelo Cais / Gerado Hasse / JÁ

Os mais de 100 funcionários remanescentes da extinta Superintendência de Portos e Hidrovias (SPH) em Porto Alegre foram notificados nesta quinta, 08/03), sobre as novas normas de circulação nas áreas secas do Cais Mauá, patrimônio público cedido à iniciativa privada por 25 anos.

As novas regras, visando à segurança das pessoas e à disciplina dos serviços, foram ditadas pelo consórcio Cais Mauá, responsável pelas obras de “revitalização” dos espaços (armazéns, galpões e pátios) situados ao longo da Avenida Mauá. É uma “linha dura” que conflita com o marasmo do lugar situado no centro histórico de Porto Alegre.

Foi anunciada a construção de um tapume que se unirá ao cinquentenário Muro de Contenção das Águas do Guaíba para restringir o movimento de pedestres na área seca do cais.

A circulação de visitantes está proibida, conforme aviso afixado em placas no pórtico central. Em cada um dos portões da área privatizada foram colocados guardas de uma empresa de segurança.

Já o movimento de embarcações no lado das águas segue as regras da navegação, pois, como lembra o engenheiro Álvaro Melo, diretor de manutenção da hidrovia: “A verdadeira frente do porto não fica na Avenida Mauá, mas nas águas do Guaíba”.

Além dos catamarãs que transportam passageiros na linha Porto Alegre-Guaíba-Porto Alegre, o canal do Guaíba é usado por navios de carga que buscam os terminais Navegantes, de Gravataí e Triunfo.

São apenas três ou quatro barcos por dia, mas sua movimentação é uma prova viva de que, de acordo com Melo, “a hidrovia continua funcionando”.

Os serviços básicos de manutenção da hidrovia são garantidos atualmente por uma centena de funcionários concursados em 2010 e que permanecem em suas funções graças a uma liminar da Justiça do Trabalho.

Desde o ano passado, quando da extinção da SPH, aposentaram-se mais de 40 funcionários admitidos na época do antigo Departamento Estadual de Portos Rios e Canais (DEPRC), criado nos anos 1930 e extinto no final do século XX.

Os veteranos que sobraram foram anexados ao quadro de pessoal da Secretaria dos Transportes, mas respondem operacionalmente à Superintendência do Porto de Rio Grande.

A tarefa mais constante do pessoal mantido em Porto Alegre é a manutenção dos sinais náuticos, especialmente boias cegas e boias luminosas que orientam o tráfego noturno entre o Lago Guaíba e Itapuã, na entrada da Laguna dos Patos.

Cada boia de luz pesando quase duas toneladas custa R$ 50 mil. Não são incomuns os abalroamentos de boias por navegantes distraídos. Bem mais frequentes são os furtos das lanternas alimentadas por sensores de energia solar – cada uma custa R$ 13 mil.

A reposição dessas peças é obrigação prioritária do pessoal da ex-SPH.

A falta de recursos impede a implantação de uma rede completa de iluminação da hidrovia Guaíba-Itapuã.

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Consórcio já pôs sua marca no Muro do Guaíba / JÁ

O projeto está pronto mas, para implantar a rede de boias luminosas, é preciso fazer um levantamento por sonar multifeixe do leito do Guaíba exigido pela Marinha (para a navegação) e pela Secretaria Estadual do Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (para liberar a extração de areia do leito do Guaíba).

A SPH tem a embarcação apta a fazer o serviço, mas falta o equipamento multifeixe a ser providenciado pela SEMA.

JORNAL JÁ – GERALDO HASSE

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Categorias:Outros assuntos, Projeto de Revitalização do Cais Mauá

10 respostas

  1. Esta certo que a area dos armazens ficou ultrapassada e não serve para o transporte fluvial de hoje,mas aquela outra parte do porto deveria ter sido modernizada para receber containers vindo de Rio grande por navegação via lagoa dos patos e escoar alguma exportação da mesma maneira. Agora é bom lembrar que a administração petista financiou um porto no Uruguai muito proximo da fronteira que pode vir a ser um concorrente de Rio Grande principalmenta para exportação.

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  2. Queremos ver esse espaço reconvertido de lixo a luxo!

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  3. Texto tendencioso.

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    • Acho que vou deletar. Realmente não deveria ter postado…

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      • É incrível como em dois parágrafos se nota a tendência do texto. Aí tu clica no link do site (que eu nunca tinha ouvido falar) e olha os banners: lançamento do livro “100 anos da revolução russa”, “Patrimônio ameaçado” (em defesa da FZB), “Comitê em defesa da democracia” e todo aquele papo furado de cartilha padrão da esquerda.

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  4. No primeiro parágrafo o cara já deixa claro seu viés político-partidário, ao dizer “patrimônio público cedido à iniciativa privada por 25 anos.” Aí, no segundo parágrafo ele coloca “revitalização”, assim, entre aspas, e o leitor não tem mais dúvidas, trata-se de um petista. rsrs É hilário quando você tem um pouquinho de treinamento intelectual para perceber estas nuances retóricas típicas da esquerda. Você não precisa mais do que dois parágrafos para identificar de onde o autor vem e para onde vai, é fantástico.

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  5. Mais de 100 funcionários de algo que não existe mais.Funcionários fantasma de uma empresa pública fantasma.
    E que tinham estacionamento “privativo” nas áreas do cais. Muitos alugavam as vagas para terceiros!

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    • A empresa ainda funciona normalmente. Não é fantasma. O Cais Navegantes continua ativo. Não fala o que não sabe.


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    • Antes da criatura fazer um comentário infeliz, deveria estudar o que vai colocar. Pelas hidrovias passam grande parte da receita pura do Estado do RS. Por ela, saem as exportações do polo petroquímico e por ela chegam o GLP que chega a casa da maioria dos gaúchos. E para chegar aos referidos locais, “estes fantasmas” se incorporam ou melhor se, materializam” e passam a trabalhar demarcando a via navegável que é obrigação da “empresa fantasma”. Além do próprio porto que recebe o Sal bruto e fertilizantes distribuídos para as grandes empresas industriais do Rio Grande. E se, tem informação de venda de vagas, deveria ter a confirmação. Para ver se, não foi algum político que tem mania de dar peitada para usar de suas influências e garantir vaga.


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