No máximo, duas estrelas: novo aplicativo do BikePoa é alvo de reclamações de usuários

Em 2018, a tarifa diária do programa de aluguel de bicicletas, conveniado com a prefeitura municipal, passou de R$ 5 para R$ 8. Foto: Joana Berwanger/Sul21

Aumento dos preços. Usabilidade defasada. Inovações que não funcionam como deveriam. Operando desde o início de março em Porto Alegre, o novo sistema do BikePoa foi “abraçado pela população”, segundo nota da assessoria de imprensa do aplicativo. Mas essa realidade não se reflete nas avaliações de usuários. Na App Store, compatível com dispositivos IOS, o aplicativo mal supera a marca de duas estrelas. Já na Google Play, loja dos dispositivos Android, a nota fica em uma estrela.

Depois de tentativas falhas, Daniel considerou um alívio o sucesso na retirada. Foto: Guilherme Santos/Sul21
Na tarde da terça-feira (13), o cozinheiro Daniel Bittencourt conseguiu retirar sua bicicleta da estação pela primeira vez. Depois de tentativas falhas, considerou um alívio o sucesso na retirada. Ele não costuma andar de bicicleta, mas reconhece a economia em pequenos trajetos. Na últimas duas semanas, foi até as estações ativas no Centro Histórico para pegar as “laranjas”, mas acabou fazendo seu trajeto a pé. “Pedia para tentar novamente, novamente e novamente. Eventualmente tu desiste”, explica. Ele não reportou o erro ao aplicativo, mas o relato não é incomum. “Eu espero que eles cumpram o que prometeram, porque ter acesso a esse tipo de transporte é muito importante para Porto Alegre.” A assessoria responsável afirma que todas as estações existentes antes do novo contrato voltarão a operar até o mês de abril.

Na estação da rua Duque de Caxias, Jarbas Poléns, servidor público, afirma ter deixado de usar o sistema em diversas ocasiões por conta da diminuição de pontos de retirada. Pela primeira vez desde o início das operações, conseguiu conciliar seu trajeto com a disponibilidade do serviço. Em uma hora, sairia da Duque rumo à Farrapos e voltaria para o Centro para devolver a bicicleta. “Não tem estações por lá, mas se eu pedalar bem vai dar certo.” Mesmo se atrapalhando um pouco com a liberação por código, conseguiu o transporte. Porém, Jarbas argumenta que vai ter que comprovar se o aumento dos preços se justifica. “Antes era a metade. As bicicletas parecem mais firmes, mas tem que andar pra ver se vale”, afirma, inciando sua pedalada apressada para conseguir vencer o limite de uma hora.

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2 respostas

  1. Sul21?? Daí não.

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