Cais Mauá já busca parceiros para ocupar onze armazéns

cais_2016_01Ao mesmo tempo em que iniciam as obras físicas de recuperação dos armazéns do Cais Mauá, os novos gestores do projeto começam a negociar com possíveis parceiros para ocupar os espaços comerciais na área.

Os movimentos ainda são reservados, principalmente quanto a nomes. Mas o novo executivo do empreendimento, Vicente Criscio, confirma que já há tratativas em andamento: “Já identificamos o que a cidade gosta e usa, as marcas que os gaúchos consomem, estamos conversando”.

Em 3,2 quilômetros de cais à beira do Guaíba, incluindo os armazéns, são 181 mil metros quadrados de área disponível, parte destinada a áreas públicas – ciclovias, praças, áreas verdes – parte para atividades de comércio e serviços.

“As negociações podem incluir desde um comércio pequeno, de uns 100 m², até grandes – um armazém com um supermercado, porque não?”, diz Criscio.

No dia 5 de março, depois de anos, foi concedida a licença de instalação, que permite o início das obras, do projeto Cais Mauá, empreendimento privado para revitalizar e explorar o principal espaço de Porto Alegre, berço da cidade, à beira do Guaíba.

No mesmo dia foi anunciada a mudança ocorrida ainda no ano passado na gestão do Fundo Cais Mauá, o consórcio que ganhou a concessão por 25 anos para explorar o espaço.

A ICLA Trust que geria o fundo foi substituída pela REAG, outra administradora de fundos de investimento.

O site da REAG na internet informa que ela administra 40 fundos num total de R$ 7 bilhões em ativos. “É a mais importante missão da minha vida”, disse João Carlos Mansur, presidente da REAG, ao receber a licença para o início das obras.

O Fundo Cais Mauá tem um PL (patrimônio líquido) de R$ 163 milhões. Tem pela frente uma obra de R$ 140 milhões ao longo de dois anos. As etapas seguintes, que vão precisar de mais R$ 400 milhões pelo menos. Há projetos, que ainda podem sofrer alterações, estão definidos apenas os índices construtivos (volumetria).

Tanto que o novo gestor está disposto a rever o conceito do shopping center previsto no projeto original, junto à usina do Gasômetro. Em vez de uma torre vertical, que gera protestos, uma ocupação horizontal, a céu aberto.

Vicente Criscio foi indicado como presidente para tocar o projeto do Cais Mauá.

JORNAL JÁ



Categorias:Outros assuntos, Projeto de Revitalização do Cais Mauá

8 respostas

  1. Que gere um pouco de alegria – arquitetônica/urbanística/cultural/histórica – à esta cidade tão carente de boas obras finalizadas. Ultimamente tudo tem dado tão errado… tomara que seja diferente no cais.
    Que tudo dê certo…

    Curtir

  2. Vai ficar show chão. Céu aberto e piada!


    https://polldaddy.com/js/rating/rating.js

    Curtir

  3. supermercado aí sem poder alterar a fachada? difícil. Mas torço para empreendimentos nível mc donalds, zaffari, burger king, que revitalizem de fato.

    Curtir

    • Supermercados têm margem de lucro muito pequena, difícil se instalar em um lugar “caro” como esse. Acho que só cafés, que vendem um capuccino por R$12,00 com custo de R$2,00 e o que se paga,na verdade, é a decoração, o ambiente, a simpatia/cordialidade dos atendentes, localização…

      Curtir

  4. “Em vez de uma torre vertical, que gera protestos, uma ocupação horizontal, a céu aberto.”
    protestos leia-se orçamento curto para fazer um shopping com telhado como aquele kkkk

    Curtir

  5. Segundo o projeto original o shopping nunca foi torre. Quanto à parte “há projetos que podem sofrer alterações”, isso significa que terão que passar por todo o processo de aprovação, o que suscita duas hipóteses; 1) Nunca houve projeto aprovado e o fundo entrará agora com o trâmite junto aos órgãos públicos. 2) Houve aprovação de projeto e agora o fundo terá que requerer modificações que terão que passar por todo o processo novamente.

    Curtir

%d blogueiros gostam disto: