Prefeitura propõe novas fontes para reduzir tarifa de ônibus

Obtenção de receita pela publicidade nos veículos é uma das medidas  Foto: Joel Vargas/PMPA

A Prefeitura de Porto Alegre encaminha nesta terça-feira, 27, à Câmara Municipal projeto de lei complementar que tem por objetivo estimular novas fontes de receita para integrar a Câmara de Compensação Tarifária (CCT), com o objetivo de reduzir o valor da passagem nos próximos reajustes da tarifa de ônibus. Atualmente a única fonte de renda da CCT é a tarifa paga pelos próprios usuários.

Entre as medidas, estão a obtenção de receitas a partir da exploração de publicidade em ônibus e lotação, rendimentos líquidos de aplicação financeira decorrentes da comercialização de créditos antecipados da bilhetagem eletrônica e repasses de valores oriundos de outros sistemas de transporte urbano ou metropolitano, entre outros itens. Uma das medidas prevê que multas aplicadas em veículos que trafegam em corredores de ônibus, inclusive aqueles que circulam nas faixas exclusivas para os coletivos, sejam revertidas para a CCT.

Essa proposta também atende uma diretriz já determinada pela Concorrência Pública 1/2015, que selecionou os novos consórcios do transporte coletivo, e determina a utilização de valores decorrentes das chamadas outras fontes de receita. A escolha das empresas autorizadas a explorar a publicidade será por meio de licitação.

 Elementos que, pela proposta, passam a compor a CCT:

· Publicidade nos veículos de ônibus e lotação;
· Repasse de valores oriundos de outros sistemas de transporte urbano ou metropolitano;
· Contribuições ou doações de qualquer natureza;
· Operações urbanas consorciadas (instrumento do Estatuto das Cidades, que antecipa recursos de leilão de índices construtivos que podem ser revertidos para fundos para mobilidade);
· Fundo de custeio das isenções;
· Dotações orçamentárias;
· Estacionamentos rotativos públicos;
· Multas por infração na circulação de corredores e faixas de ônibus;
· Rendimentos da aplicação financeira da CCT;
· Outras receitas estabelecidas na legislação;

Prefeitura de Porto Alegre

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Categorias:onibus, Outros assuntos

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10 respostas

  1. Eu sugiro a Arial Black…
    É fácil ler de longe e pode ser pintada no ônibus pelo “Zé dos Letrero” que cobra bem baratinho…

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  2. Genial! Aonde eu vomito? A gestão pública está cada vez mais patética, mas sempre acha um jeito de ficar ainda mais ridícula.

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    • E o prefeito ainda esqueceu de citar mais uma fonte de receita; os carregadores de celular nas paradas. A PMPA poderia cobrar dos usuários pelo serviço. Pô, Marcehzan! Como tu esqueceste disso?

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  3. Além disso: “ntre as medidas, estão a obtenção de receitas a partir da exploração de publicidade em ônibus e lotação, rendimentos líquidos de aplicação financeira decorrentes da comercialização de créditos antecipados da bilhetagem eletrônica e repasses de valores”
    Ah na boa, já não tem publicidade? E o dinheiro da passagem antecipada eles guardam numa caixa de sapato no almoxarifado? Eles já não aplicam esse dinheiro?

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  4. Inacreditável! Um monte de ideias mirabolantes e até absurdas para reduzir o valor da passagem e absolutamente nada de otimização das linhas. É como se a malha de itinerários fosse algo tão perfeito que não há mínima possibilidade de reduzir o custo otimizando-as com alimentadores e troncais. Inacreditável!

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