Prefeitura autoriza a construção de mais seis parklets

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Bairro Moinhos de Vento ganhou a primeira estrutura, na rua Hilário Ribeiro  Foto: Divulgação/PMPA

Na manhã desta quarta-feira, 4, a prefeitura municipal por meio da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico (SMDE) publicou no Diário Oficial, a aprovação da construção de mais seis parklets na Capital. Cinco parklets serão construídos no bairro Moinhos de Vento e um no Centro Histórico.

O anúncio ocorre após o licenciamento do primeiro parklet de Porto Alegre, no último dia 27, situado em frente ao Restaurante Poke’s e Met’s, na rua Hilário Ribeiro, 292, no bairro Moinhos de Vento. As construções das novas estruturas são de responsabilidade dos proponentes, partindo da prefeitura somente o licenciamento da obra e a instalação de sinalização no local. Atualmente, existem mais de 50 solicitações para a construção de parklets.

“A quantidade de pedidos tem aumentado e o processo de aprovação está se aperfeiçoando. Em breve, teremos centenas de parklets espalhados pela cidade”, destacou o coordenador do grupo de trabalho de implantação dessas estruturas, Antonio Gornatti.

Decreto – O Decreto nº 19.808, de 2 de agosto de 2017, dispõe sobre a instalação e o uso de extensão temporária de passeio público e cria o Grupo de Trabalho de Implantação de Parklets (GTP), que envolve as secretarias de Desenvolvimento Econômico, Infraestrutura e Mobilidade Urbana e Parcerias Estratégicas, para analisar os projetos.

Estruturas – Parklets são intervenções urbanas temporárias de caráter local. As estruturas são implantadas em áreas originalmente destinadas a vagas de estacionamento de veículos. Em Porto Alegre, os parklets vêm ao encontro das diretrizes estratégicas do Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano Ambiental (PDDUA), do Plano Diretor de Acessibilidade de Porto Alegre e da Lei Complementar 678/2011. Também tem como base o Decreto nº 17.302/2014, que regulamenta a pavimentação dos passeios no município, dentre outras políticas públicas, buscando agregar identidade e continuidade aos espaços abertos da cidade.

Prefeitura de Porto Alegre

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Categorias:Arquitetura | Urbanismo, Outros assuntos

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13 respostas

  1. Ontem apresentei um estudo para conversão de um sobrado em restaurante para um cliente em Porto Alegre. Eu e meu colega arquiteto sugerimos a implantação de um parklet em frente ao estabelecimento para amenizar o impacto visual/sonoro/estético da rua.
    Antes de terminar a explanação o cliente, mesmo animado com a ideia, negou o investimento na alegação de que pelo que conhecia da região (morador a pelo menos 10 anos no local) teria que limpar e desinfetar o equipamento todas as manhãs. No mais, justificou também que, por ser caminho dos centros de reciclagens da vila dos papeleiros, a estrutura não duraria muito tempo até ser “absorvida” pelos catadores que por ali passam.

    Durma-se com um barulho destes…

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  2. Botaram porque quiseram. E se lhes causar problemas, irão tirar.
    Não vejo por que a celeuma, uma vez que não é tarefa da prefeitura cuidar dessas estruturas.


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    • Exatamente. É iniciativa privada, apenas permitida pela prefeitura. Se não der certo, vão retirar.

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    • Não há celeuma alguma. Isso aqui é um fórum de debates. Estamos apenas opinando e conjecturando. Você não trouxe nenhuma novidade além de querer regrar (segundo o seu imperativo categórico) a não necessidade de determinado tipo de observação. É evidente que fica a critério dos proprietários a manutenção ou não dos equipamentos. Alguém aqui não sabia disso?

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  3. É só fecharem à noite com uma lona grossa e correntes.


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  4. A priori, parklets até seriam uma forma interessante de urbanismo (em países/cidades civilizadas) – Porém, contudo, mas, todavia – em países de 3º mundo, especificamente em cidades de 16º mundo como Porco Alegre, aonde a mendicância povoa cada mísero cantinho (e cresce a ritmo frenético), não há surpresa alguma que as pessoas que moram na rua e vivem do lixo vão acabar se aninhando, mijando, cagando, acendendo fogueiras e transando dentro dessas estruturas. A bem da verdade, não serão só os moradores de rua que farão mau uso dos parklets. Há muita gente (que se diz civilizada) que também vandalizará e a gente sabe muito bem o perfil da nossa população. Pichadores, boêmios, vândalos de ocasião, etc. Eu quero ver até que ponto os proprietários dos estabelecimentos com parklets estarão dispostos a reparar danos e fazer a higienização dessas estruturas de modo que eles não venham a se tornar apenas um entulho podre no passeio.

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    • Infelizmente tendo a concordar com teu comentário pessimista (e provavelmente realista) sobre o tema.
      A tendência será de um mau uso por parte do cidadão, levando em consideração o histórico do porto-alegrense em relação ao desrespeito ao patrimônio público. Pichações, adesivos furrecos, mendigos, vandalismo… tudo isso é parte constante de nossa realidade urbana e é bem provável que não será diferente no que diz respeito aos parklets.
      O que fica de positivo é a iniciativa de tentar algo novo. Algo que não priorize o carro e que tente trazer uma luz de conforto urbano ao pedestre e ao transeunte de maneira geral.
      Vale a pena também saber que a iniciativa privada tem interesse em arcar financeiramente com esta experiência e que estamos num ponto de consciência de que o poder público não pode ser responsável por todos os investimentos com objetivo de melhorar nossa qualidade urbana.
      Espero, do fundo do coração, que no final das contas esta iniciativa tenha sucesso e que seja o trampolim para podermos repensar nossos conceitos sobre o comportamento dos cidadãos da capital.

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  5. Aqui em Curitiba construíram uns em frente ao Mercado Municipal e está servindo basicamente de moradia para moradores de rua.
    Tende acontecer o mesmo em Porto Alegre já que ai tem até mais mendigos do que aqui nas ruas.

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    • o comentário perde o sentido no ‘mercado municipal’. Aqui sera da iniciativa privada


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      • Você não captou a essência do comentário do Éder. O que realmente interessa é que os parklets serão moradias para mendigos. Se são da iniciativa privada, do setor público ou financiados por extra-terrestres, pouco importa.

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        • tu acha que loja dessa região vai deixar mendigo dormir nisso? da mesma forma que não tem mendigos dormindo embaixo da marquise dos empreendimentos desse nível. Eles dormem embaixo de residencial, ou publico/abandonado.

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          • É mesmo? Então deixo uma pergunta; qual vai ser o método que os proprietários utilizarão para espantar os mendigos? Acho que tu não tens andado muito pela cidade. Bancos públicos e privados, inclusive os que atendem a classe mais alta como o BB stilo e o Itaú Personalitté têm mendigos dormindo(com seus cães), mijando, cagando, esmolando diuturnamente em suas portas. Dá uma visitada no Personalitté Rua da Praia. Na esquina da Ipiranga com Santanna há muito tempo se estabeleceu uma vila de mendigos dormindo na porta da excelsior pneus. É simples; aonde tem estrutura e marquise, eles ocupam, sejam elas públicas ou privadas. Todo mundo sabe que centenas de donos de estabelecimentos comerciais tê que lavar as fachadas todo os dias, pra tirar o cheiro de mijo e podre que fica dos moradores que dormem âs suas portas. Então que papo é esse de ” tua achas que os donos vão deixar”? O que mais tem é loja, bar, restaurante e supermercado com mendigos e pedintes na porta.

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      • querido está na frente do Mercado Municipal e não é um obra do Mercado Municipal de Curitiba. Não há regra alguma que impeça de mendigos que ocuparem qualquer lugar desguarnecido seja em Curitiba, seja em Porto Alegre, seja em qualquer Lula.

        Eu louvo as ações, mas friso a questão, é por isso que a questão social é tão importante e não pode ser sonegada.

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