BikePOA bate recorde de viagens desde 2013

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Estação Bike POA n.º 2 – Praça da Alfândega Foto: Gilberto Simon

O novo sistema de compartilhamento de bicicletas de Porto Alegre, BikePOA, bateu recorde de utilização desde 2013, com 40.186 viagens em abril deste ano. Com base no número de usos de abril do ano passado, que registrou 27.184 viagens, o aumento é de 48%. Abril foi o primeiro mês de operação do novo sistema completo, depois de concluídas as instalações de 41 estações e com 410 bicicletas à disposição da população. Desde o início da operação, em fevereiro, foram registradas cerca de 80 mil viagens com as bicicletas compartilhadas em Porto Alegre. O segundo mês com número recorde foi novembro de 2013, quando as bicicletas foram utilizadas em 40.115 viagens. O sistema, operado pela Tembici, conta com o apoio do Itaú Unibanco.

O recorde já no primeiro mês é o reflexo da aceitação do novo sistema pelo público. “Uso o sistema BikePoa há quatro meses, três vezes por semana, para trabalhar. As novas bicicletas estão melhores e mais firmes. O sistema de troca de marchas também melhorou. Outra coisa que também ficou melhor foi o fato de poder colocar um código quando a bike apresenta problemas. Assim, na hora que outra pessoa vai fazer a retirada, não consegue finalizar o processo”, afirma o professor Gilian Vinícius, 28 anos.

Entre as melhorias do novo BikePOA está a ampliação do número de vagas nas estações, de 500 para 700, o que melhora a otimização do sistema. Além disso, as bicicletas são mais robustas, projetadas especificamente para o uso em grande escala e contam com dispositivo de trava com sistema antifurto. Coordenador de Projetos Cicloviários da EPTC, o arquiteto Antônio Carlos Selbach Vigna não tem dúvidas sobre o êxito do novo BikePoA. “A qualidade do sistema evoluiu bastante e já caiu no gosto da população, para o lazer e também para o trabalho, com uma média de mais de 1,3 mil viagens diárias na última semana. Esse número sobe diariamente. O pico das viagens tem ocorrido pelas 18h, sinal de que as bikes estão sendo utilizadas também para o deslocamento das pessoas até o trabalho.”

As estações mais utilizadas alteram durante a semana e o fim de semana. Nos sábados, domingos e feriados, normalmente a líder em retiradas é a estação Iberê Camargo, que demonstra uma utilização para lazer, com quase o limite do tempo de aluguel, 50 minutos. Durante os dias de semana, a líder em utilização é a Estação da Ufrgs Arquitetura, com um período de cerca de 20 minutos de uso, o que caracteriza a utilização das bicicletas para o deslocamento até a universidade.

Para mais informações e cadastro no BikePoa, basta acessar o site do projeto, ou fazer o download do app Bike Itaú na Apple Store ou Google Play.

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Portal Prefeitura de Porto Alegre



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5 respostas

  1. Tiraram algumas estações na Zona Sul… como sempre a região esquecida da cidade. Contemplando o Parcão, UFRGS e a galerinha do PIB, acham q está tudo resolvido.

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  2. Sou ciclista em POA desde 2012, uso bike para deslocamentos diários, tenho carro, uso uber, onibus etc.. e fico feliz em saber que outras pessoas tem escolhido a bicicleta como meio de transporte.

    Ano a ano tenho visto o aumento de ciclistas nas ruas, em 2012 por exemplo eu andava quase sozinho nas ciclovias e ruas.

    A existencia de um sistema como o bike POA incentiva quem deseja iniciar na vida de ciclista, ao usar o sistema de aluguel voce testa suas rotas e rotina de ciclista sem precisar comprar uma bike. Tendo seus metodos aprovados as pessoas normalmente compram sua propria bike e usam ela diariamente.

    Seria interessante se a empresa de alguel de bikes oferecesse mais dicas de educação e pedalagem segura, alem de oficinas e eventos para concientizaçao. Afinal, não é por que nao somos multados que nao devemos proteger a nossas vidas, a dos demais e é claro, seguir regras (pelo meno a maioria delas)

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  3. É notório que a procura acompanhou as melhorias no sistema. Veja que o mesmo pode ocorrer com o transporte coletivo. Basta melhorar a integração, linhas alimentadoras, linhas troncais, diminuir o ziguezague.. que a procura aumenta. O problema é que como melhorar o sistema não gera lucro, pois esse é fixado em 7.35%, não vale a pena economizar. Melhor é gastar mais.

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  4. só faltam mais ciclovias

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  5. Que coisa boa ler isso. Só falta agora inaugurarem novas estações e construirem mais ciclovias (Prefeitura neste caso). Se terminarem a ciclovia da Ipiranga e colocarem estações ao longo da Avenida até imediações da Intercap, onde passa pela PUCRS, tenho certeza que a demanda aumentaria bastante. Recentemente enviei um e-mail para a BikePoa e me responderam isso:

    “agradecemos seu contato, seguimos uma metodologia de trabalho que inclui, análise macro da cidade, para determinarmos a área de cobertura do sistema, estudando malha viária, transporte, densidade populacional e de empregos, parques, escolas, centros comerciais, pontos turísticos, entre outras características. Apresentamos o projeto ao poder público e aguardamos as devidas autorizações.

    irei encaminhar sua solicitação para área responsável para que possa ser analisada.”

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