Confeitaria Rocco: perto de uma solução

Imóvel à venda – com dois interessados em adquirir o prédio da antiga confeitaria, negócio pode ser fechado após 20 anos de espera

rocco2Uma espera de cerca de 20 anos pode estar no fim. É possível que nesse período os herdeiros da Confeitaria Rocco nunca tenham se sentido tão próximos de vender o antigo imóvel, inaugurado em 1912. Dois interessados em comprar o prédio de três andares estão em contato com a família, e a prefeitura já deu seu aval para fechar o negócio.

O coordenador da Memória Cultural da Secretaria Municipal da Cultura, Eduardo Hahn, demonstra otimismo. “Estamos torcendo para que se viabilize. Fizemos uma reunião e os herdeiros vieram questionar se havia algum impedimento. Dissemos que não”, afirmou.

rocco1Caberá ao comprador restaurar o imóvel. É a única, porém complexa, exigência da prefeitura – da legislação, na verdade, já que o imóvel, situado na esquina das ruas Riachuelo e Doutor Flores, é tombado desde 1997 e quaisquer alterações na estrutura estão proibidas. “O investidor vai ter que fazer um projeto que deverá ser aprovado pela prefeitura”, aponta José Gabriel Irace, neto de José Rocco Irace, que, por sua vez, era sobrinho do fundador da confeitaria, o imigrante italiano Nicolau Rocco. A última vez que a Rocco passou por uma intervenção na estrutura foi na Casa Cor de 2006.

Gabriel morou no terceiro andar do prédio com a família, com a confeitaria em pleno funcionamento. Não chegou a trabalhar no local, só a “atrapalhar”, brinca. “O meu pai levava a gente para lá de tarde. Eu adorava o suco de laranja”, recorda.

Outras empresas já fizeram propostas pelo imóvel. Irace confirma três nomes: Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal e Cacau Show. Nenhuma, porém, fechou negócio. Já uma oferta feita pela prefeitura em 2012 pela estrutura de 1,5 mil metros quadrados de área foi recusada. Declarado de utilidade pública pelo município, o imóvel seria comprado por cerca de R$ 2,5 milhões. A vizinhança tem esperança de que alguém assuma a antiga confeitaria. Supriria o que se deseja para a região: mais vida no entorno.

Imagens

  1. Prédio fica na esquina das ruas Riachuelo e Doutor Flores
    e foi tombado pelo patrimônio histórico em 1997. Local precisa ser restaurado, já que última intervenção ocorreu em 2006
  2. No térreo, os clientes faziam refeições e tomavam chá
  3. O salão hospedava banquetes. O quadro ao fundo do salão foi guardado pela família
  4. Talheres personalizados da Rocco também foram preservados.rocco7b

André Mags – Jornal Metro – 18/05/2018

Postado sob licença do Jornal Metro Porto Alegre.

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Veja mais algumas fotos da Rocco, feitas há exatamente 10 anos atrás, em maio de 2008. Clique para ampliar.



Categorias:Arquitetura | Urbanismo, Outros assuntos, Restaurações | Reformas

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7 respostas

  1. Que ótima notícia. Espero mesmo que se concretize….
    Tenho boar recordações do tempo que morei nas redondezas e frequentava a região da dr. Flores… Aureos tempos do Luigi…

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  2. Provavelmente alguem com dinheiro sobrando,a vizinhança é uma verdadeira lixeira,anos de abandono com a venia das autoridades constituidas.

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  3. Que venham os investimentos, que venha a vida á cidade!

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  4. Até que enfim teremos a Rocco voltando ao cenário principal de nossa cidade. A compra termina uma novela de muitos anos. Agora as famílias proprietárias deverão receber o justo valor do imóvel, que por óbvio, deverá ser justo, isto é, mais que os R$ 2.500.000,00 oferecidos. Quando criança morei na Rua Gal. Vitorino, aonde diariamente ia para comprar pão e doces.


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  5. Prédio lindo. Tomara que o novo proprietário instale ali um negócio bem bacana e que ajude a valorizar essa área do centro, e quem sabe até a atrair outros empreendedores.

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  6. Prédio lindo. Tomara que o novo proprietário instale ali um negócio bem bacana e que ajude a valorizar essa área do centro, e quem sabe até a atrair outros empreendedores.

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  7. o prédio seria comprado por R$2,5 milhões? uau, quase preço de um apartamento de luxo

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