Centro pode ter vagas no subsolo

Mercado Público. Edital de concessão do local prevê a possibilidade de construção
de um estacionamento subterrâneo no largo Glênio Peres, em frente ao prédio

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Mercado Público de Porto Alegre em 2007. Foto: Gilberto Simon – Arquivo Porto Imagem

A possível concessão do Mercado Público pode resultar em um estacionamento subterrâneo no centro da capital. Em um dos cenários do edital de PMI (Procedimento de Manifestação de Interesse) que foi apresentado ontem pelo prefeito Nelson Marchezan Júnior, é contemplada a realização da obra sob o largo Glênio Peres, espaço em frente ao Mercado.

O edital divulgado prevê algumas diretrizes para a obra bem como para o empreendimento. A construção deve minimizar os impactos no entorno e não oferecer riscos para o patrimônio histórico e cultural edificado. A operação também tem normas, como a instalação de equipamentos de acesso automatizados e de estações de pagamento automáticas.

Também será autorizado ao vencedor do PMI a exploração do estacionamento na superfície do Glênio Peres, sob as mesmas regras que é usado atualmente, mas com cobrança de tarifa. Nos dias de semana, no período entre 19h e 6h, e aos sábados, domingos e feriados, em tempo integral.

Contudo, tanto a construção de um novo estacionamento quanto a exploração do espaço já existente fazem parte do PMI do Mercado Público. Ou seja, os interessados devem se credenciar, nos próximos 30 dias, a apresentar um estudo técnico para requalificação, manutenção e operação do Mercado, que viabilizem uma parceria público-privada.

O próximo passo será a confecção do estudo, trabalho para o qual os participantes do PMI têm 60 dias para apresentarem à prefeitura.

Outra tentativa

A ideia de construir um estacionamento no subsolo da região não é nova. Em 2011, o então prefeito José Fortunati também abriu uma consulta pública com o mesmo propósito, no entanto a obra seria sob a Praça Parobé, onde há um terminal de ônibus, ao lado do Mercado Público. Na época, o tempo de exploração para que se interessasse no empreendimento era de 30 anos, mas o projeto não foi executado.

Um dos empecilhos desta experiência de concessão era o Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano Ambiental, que não previa este tipo de obra. Contudo, este documento foi modificado no ano passado. Uma emenda, da autoria do vereador Airto Ferronato (PSB), foi aprovada pela Câmara autorizando a construção de estacionamentos no subsolo de parques e ruas de Porto Alegre, sob a justificativa de aumentar as vagas para veículos.

Jornal Metro – 18/04/2018

Postado sob licença do Jornal Metro Porto Alegre.



Categorias:Arquitetura | Urbanismo, Estacionamentos Subterrâneos, Outros assuntos, Revitalização do centro

11 respostas

  1. É bizarro haver estacionamento sobre o largo a noite e aos finais de semana. Todo o piso trocado recentemente já apresenta declives, além é claro de incrementar a feiura do local.


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  2. Não discordo da iniciativa de ter estacionamentos subsolos no centro de poa, porém me entristece nao existirem projetos paralelos para a reestrurueaçao da estrutura e logistica do transporte publoco.

    Na decada de 2010 – 2020 as maiores evoluções no transporte de poa foram a chegada de APPs de transporte particular como Uber, cabify, 99 e o bike poa.

    é pouco ne?

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  3. se o Marchezan orçou estacionamento em terreno baldio por R$60 milhões imagina um no subsolo em pleno centro.. As parcerias publico privadas dele onde o privado paga, e o publico vai pro bolso de alguem, como a ciclovia de R$ 1,6milhão por km

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  4. Muito bom, só espero que com um estacionamento desses, proíbam de estacionar no largo e na volta da prefeitura.
    Parece até que se esforçam para incentivar o “trabalho” dos flanelinhas. Haha

    Estacionamentos subterrâneos existem em diversas cidades do mundo, melhor ainda se ajudar a acabar com aqueles prédios antigos que foram transformados em estacionamentos, esses prédios merecem uma reforma para terem algum tipo de comércio neles, sem contar que é tanto improviso que fazem absurdos com o trânsito ao manobrar os carros.

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  5. “Um dos empecilhos desta experiência de concessão era o Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano Ambiental, que não previa este tipo de obra.”

    Por que raios esse maldito Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano Ambiental não lista só o que não pode fazer, e o restante deixa para a criatividade e livre iniciativa desenvolver? Esse tipo de atitude do estado é que trava tudo, de modo que só pode fazer o que o estado deixar e assim ficamos sempre pendurados na benevolência do estado em deixar ou não deixar fazer as coisas.

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    • Na realidade, por entendimento comum, as Leis são assim… o que elas não proíbem explicitamente, é permitido, mas…
      Sempre vai ter aquele grupo de interesse ou aquele político do contra que vão questionar juridicamente a situação e, como de praxe, sempre vai ter algum órgão ou magistrado que vai acatar… e a parir daí se gera o imbróglio…

      Na expectativa de que algum interessado competente surja e concretize esta obra sem maiores delongas levando em consideração o subsolo ali existente (lençol freático, infraestrutura subterrânea, geologia, patrimôn,,, ooops….)

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  6. Estão sempre pensando a cidade para os automóveis, os quais entopem as vias e tiram espaço aos pedestres e poluem o ar. E a maioria transporta só o condutor. Deveriam reverter essa tendência, limitando o acesso, como é em Londres, por exemplo.

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    • ok, no dia em que tivermos o metro de Londres a gente parte pra limitar o carro. Até lá (dia de são nunca) vamos nos virando com o que podemos.

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