Prefeitura mira na Redenção

Parque da Redenção Foto: Gilberto Simon

O Parque da Redenção está na mira da Prefeitura de Porto Alegre. A ideia é efetuar melhorias estruturais e paisagísticas, investimento na iluminação e na segurança do local por meio de uma PPP (parceria público-privada) em que quem adotasse o local poderia explorá-lo comercialmente com espaços de publicidade e até pontos de alimentação.

O prefeito Nelson Marchezan Júnior salienta que a prefeitura busca um projeto que também beneficie praças menores e não deu um prazo para o inicio das melhorias. Um projeto deverá ser apresentado à Câmara Municipal.

Jornal Metro – 04/06/2018

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Categorias:Meio Ambiente, Parques da Cidade

21 respostas

  1. Pode dar certo, se for bem feito. Já deu certo em outros países. Basta que o contrato estabeleça o que deve ser feito, e que as contrapartidas possibilitem um plano de negócios rentável E que sustente o uso gratuito do parque. É possível, a exploração comercial do Café do Parque, do trenzinho, do eventual aluguel de espaços para foodtrucks e festivais. Poderia também haver um serviço de aluguel de redes, cadeiras, poderia haver um pequeno espaço promcional para pets. Dá pra fazer bastante coisa sem descaracterizar o parque e que sejam rentáveis. Só contratar os paisagistas e arquitetos competentes.

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    • O problema não é de formatação mas de conjuntura. Não é a forma. É a >>realidade<< na qual ela está inserida. Nós vivemos em um lugar super violento e vândalo, de baixíssimo nível de educação e aonde a presença do poder público como regulador e fiscal dos direitos e deveres é pífia. Seria como jogar pérolas aos porcos. Não se faz bom petit gateau se o ingrediente é jiló. Se nem essa gestão do Marchezan, que tem como filosofia o fomento ao empreendedorismo e como plataforma política a concessão dos espaços públicos a entes privados consegue fazer a coisa deslanchar, é por que a questão é mais estrutural. Para que os espaços públicos de uma cidade sejam verdadeiramente qualificados, primeiro é necessário fazer o dever de casa. Não se colhe bom morango sem preparar bem a terra, a estufa, etc. Se não forem aparadas as condições circundantes, posto essenciais, as coisas acessórias via de regra não vão funcionar – com possíveis exceções, pontuais, casuais e eventuais – mas a regra é que não vão vingar.

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      • Discordo desse pensamento. Se pensarmos assim nunca teremos uma cidade boa. Sempre que lançam mão desse argumento eu lembro que todo mundo dizia que o Free Refill do Burger King não funcionaria no Brasil. Mas funciona. Nunca vi ninguem com garrafa PET abastecendo na maquininha do BK, e se aconteceu foi tão irrelevante que não afetou a operação. Temos que construir mobiliario de primeiro mundo, fomentar parcerias para mante-los e educar a população. NYC era virada em pixação há 20 anos atrás, com uma boa dose de obras e uma policia eficiente, tudo é possível.

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        • A comparação com NY me deixou de queixo caído. kkk EUA comparado com o Brasil? Em NY – primeiramente – houve toda uma guinada administrativa baseada no conceito broken windows, implementada pelo prefeito linha dura Rudolph Giulliani. Mandou às ruas uma polícia vigilante e não permissiva com o vandalismo. Mas isso foi nos anos 90 e nos EUA. Hoje no Brasil, prefeito que tentar fazer algo similar vai ser trucidado pela mídia politicamente correta e pelos movimentos “sociais”. Não temos que construir mobiliário urbano coisa nenhuma. Eu não quero entregar o meu dinheiro para o poder público investir em algo que todos sabemos será vandalizado em dias. Então a verdadeira ordem das coisas é – 1) Preparar a lavoura 2) Plantar e colher. Só que pra mexer na estrutura da coisa, primeiro o país vai ter que ser governado por alguém que tenha culhões pra mudar o Brasil. Cidades não são ilhas isoladas da nação, com raras exceções, e Poa está muito longe de ser exceção, muito antes pelo contrário. Porto Alegre é uma das cidades mais vândalas e sujas do Brasil.

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          • Se quiser eu comparo com Angola, se acha que é mais apropriado…

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          • “Se quiser eu comparo com Angola, se acha que é mais apropriado…” (Guilherme)
            Eu não quero nada. Estou aqui para opinar. Não me interesso em direcionar a opinião dos demais. Cada um tem o seu ponto de vista e o seu entendimento sobre o que escreve. Apenas asseverei que – na minha opinião – comparar EUA com o Brasil é descabido sob todos os aspectos.

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          • Isso, não compara com nada. Vamos cometer todos os erros de novo, só para ter algo para reclamar.

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      • Visão derrotista e simplória. É papel da Prefeitura investir na melhoria de parques e ruas sim. Isso gera valorização imobiliária e mais investimentos. Lembra do recolhimento automatizado do lixo? No início muitas lixeiras eram vandalizadas, mas hoje o sistema funciona redondinho. Dá para investir nos parques sim e em paralelo investir em ações de conscientização da população.

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  2. O prefeito que espere sentado (deitado) pelas PPP’s.

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    • Sem problema. Se tiver algum maluco que queira investir, ótimo. Se não tiver, paciência.

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      • O prefeito assumiu a PMPA apenas com o plano A – oferecer à iniciativa privada a exploração dos espaços públicos, como solução fácil para fomentar empreendedorismo e retirar do ente público o ônus de gerenciar e cuidar dos logradouros. Evidentemente deu com os burros n’água. Agora vai amargar até o final do mandato com esse conceito absolutamente incompatível à nossa conjuntura social. Não há plano B e nunca houve. Ele não possui estratégia alguma de gestão que não seja delegar responsabilidades à iniciativa privada.

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        • Sim. E foi justamente por isso que votei nele. Ao menos não está gastando dinheiro público pra cuidar de orquídeas. Se o mercado não vê vantagem em adotar essas áreas, não posso fazer nada.

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          • Discordo José: não é o caso de “não é rentável”. É o caso de “pode ser rentável mas a licitação é tão mal feita que ninguém quer”. Igual ao parque da orla: como consultor eu garanto, um espaço onde se tem certeza que milhares de pessoas passarão por dia tem um potencial comercial ENORME, mas a prefeitura impões regras esdrúxulas (ex: não pode publicidade promocional) que afugenta qualquer possibilidade de sucesso no negócio. Tem que cuidar o pessoal que sugere essas regras esdrúxlas justamente pro negócio não dar certo para depois dizer “VIU! EU AVISEI QUE ESSAS COISAS NÃO DÃO CERTO!”

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          • Pois é. De repente é o Zé que faz os editais.

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          • A questão da licitação: infelizmente o marchezan tem o ethos do portoalegrense típico que acha que o mercado financeiro tem interesse em porto alegre. e não se dá conta que os tempos são outros hoje em dia, a cidade chafurdou tanto no esquerdismo que ele tem que dar graças a deus se alguém quiser investir aqui e não bater a chibata exigindo contrapartida – coisa muito comum em POA dos anos 80 e 90 quando a cidade dispunha de um setor privado autônomo independente que foi minguando ao ponto de se estabilizar pra atender as demandas do funcionalismo público.

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        • “Pois é. De repente é o Zé que faz os editais.” (José). Com certeza. Eu sou o maior culpado pela frustração das pessoas e dos negócios.

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          • “…que foi minguando ao ponto de se estabilizar pra atender as demandas do funcionalismo público” (Henrique)

            ???

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  3. e aquele tal complexo comercial na redenção que saiu na ZH?? vão erguer prédios na redençao?

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    • Você está falando do “Rédemption Parc”, imagino…

      Você sabe que aquilo era fake, né? Era uma brincadeira (embora hoje em dia muita gente acabe levando essas coisas de brincadeira a sério demais…)

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