Ideias para a orla. Movimento Viva Gasômetro tem projetos para as margens do Guaíba

O movimento intenso na orla do Guaíba, desde a reabertura, em junho, não deixa dúvidas de que a revitalização da área foi aprovada. Mas a paisagem poderia ser diferente na avaliação do Movimento Viva Gasômetro, que apresentou algumas ideias com o objetivo de tornar a região ainda mais agradável para os turistas e os porto- -alegrenses.

Imagine uma esplanada entre a praça Júlio Mesquita e a Usina do Gasômetro, permitindo o livre fluxo de pedestres e deixando a avenida João Goulart, que divide os dois espaços, no subterrâneo. Essa é uma das intervenções de um projeto do grupo que se chama Corredor Parque do Gasômetro, que também prevê a criação de um jardim suspenso na estrutura do aeromóvel, a transformação da antiga Usina de Gás de Hidrogênio Carbonado – em frente à Câmara Municipal – em um museu e a reurbanização da praça Brigadeiro Sampaio, no início da Rua dos Andradas.

A coordenadora do Viva Gasômetro, Jacqueline Sanchotene, explica que as propostas buscam o fortalecimento do vínculo da população com o local de origem da cidade. “Pouca gente sabe que Porto Alegre nasceu exatamente nesta região. Essa questão histórica tem sido cada vez mais esquecida”, lamenta.

Alguns projetos constam no Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano Ambiental de 2009, como o Corredor Parque do Gasômetro. Contudo, a implantação das ações exige a aprovação de leis específicas.

A apresentação das propostas foi feita há duas semanas na tribuna popular da Câmara, um espaço de diálogo entre movimentos sociais e os vereadores. Procurada pelo Metro Jornal na sexta-feira, a prefeitura não se manifestou sobre as ideias, alegando não haver tempo hábil para analisar os detalhes técnicos do assunto.

Viva Gasômetro

O Viva Gasômetro é um movimento social que se preocupa com as questões do Centro Histórico, principalmente os assuntos da orla. As principais reivindicações deles são referentes à valorização e preservação dos espaços históricos e culturais da região. De acordo com Jacqueline, o movimento completará 12 anos em dezembro e, atualmente, conta com 12 membros.

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Jornal Metro – Porto Alegre – 23/07/2018



Categorias:ORLA, Orla Moacyr Scliar, Projeto de Revitalização da Orla

9 respostas

  1. O dinheiro necessário para enterrar a via seria melhor gasto estendendo a nova orla até o Barrashopping. Se houvesse dinheiro sobrando, enterraria, obviamente. Aliás, com dinheiro sobrando eu enterraria desde a entrada da cidade até a Edvaldo Pereira Paiva (como fizeram em Boston).

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  2. Há muito tempo as obras viárias em Porto Alegre eram para sair de Porto Alegre, a exemplo do recente viaduto na frente da rodoviária. Pela primeira vez vejo pessoas seriamente defendendo obras de permanência e circulação dentro de Porto Alegre.

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  3. Sinceramente, aterrar a via seria show.
    Mas tem espaço de sobra por lá, seria uma baita grana investida, um Sr transtorno para a região, pra quase nada.
    Espaço tem de sobra, não vejo vantagem nisso.
    Mais fácil e barato fazer uma passagem subterrânea para atravessar a rua.
    Haha

    No momento, eu acho que deveriam dar prioridade pro viaduto da Borges e a continuação da orla, mas se uma dessas ideias saíssem do papel, seria ótimo.

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  4. Muito pertinentes e objetivas as colocações do Movimento. Claro que existem também outras demandas para o Centro, mas creio que estas são de grande urgência para aproveitar a visibilidade trazida por esta nova fase que a margem do Guaíba vive pela revitalização.
    A idéia de aterrar a avenida nas proximidades do gasômetro, ampliando a praça ali existente integrando-a com a edificação da usina, já fazia parte dos projetos das cadeiras de urbanismo no tempo que eu cursava a faculdade. Seria maravilhoso se ocorresse.
    a proposta de jardins suspensos do aeromóvel já andou sendo debatida por este blog e, sinceramente, é uma ótima ideia desde que bem projetada – há que deixar o leito da via aérea mais largo do que atualmente é para absorver a função de jardim e não de apenas um corredor aéreo. Imagine a vista lá de cima…
    Da OSPA nem sei o que dizer…
    As demais proposições são básicas e, já deveriam ser de objetivo da administração pública ha muito tempo.
    Restaurantes, museu, centro cultural da usina, ciclovia, teatros, pontos turísticos, etc., tudo isso demandará um movimento fenomenal de pessoas na região. E estas pessoas, muitas vindas do interior, não chegarão até ali a pé. Há que se pensar também no transporte coletivo, no transporte por aplicativos e, por que não dizer, no transporte particular (sim, acredite, as pessoas usam carros particulares para se deslocar!).
    Acho que agregaria às propostas o desenvolvimento de estações de ônibus com qualidade técnica e arquitetônica, em espaços adequados para manobra do veículo e espera dos passageiros, prevendo conforto diante do abrasador sol oeste do verão e do vento gelado vindo do Guaiba no inverno (além de segurança, é claro).
    Também deve ser pensada uma área de estacionamento, pública ou privada, de preferência subterrânea para receber os veículos dos visitantes no final de semana e os veículos dos moradores/trabalhadores do Centro durante a semana.

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  5. Trabalho no Centro, e 5x ou 6x ao mês preciso ir de carro, pois o transporte público (do qual sou usuário e defensor) não me resolve necessidades específicas. Infelizmente, o urbanismo não vem oferecendo soluções completas para os cidadãos, e o politicamente correto impede que falemos francamente sobre automóveis. Recentemente, a reforma da praça adjacente à General Salustiano eliminou diversas vagas de estacionamento. Mês passado, surgiu um parklet (?!) em plena Andradas! Muito bonito, mas no conjunto da obra, problemático na medida em que elimina uma vaga pública (os estacionamentos pagos cobram uns 400 reais mensais). A Orla Scliar é dominada por flanelinhas. É um sucesso fora da curva, pelo atrativo natural e pela novidade. Mas sem opções de acesso e seguramça, fica difícil ressuscitar o Centro…

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  6. Fantástico. Agora com esse start depois de tanta resistência das mentes ultra retrógradas e a vitória de ter pela primeira vez um espaço realmente com urbanismo qualificado, parece que ninguém mais segura e POA tem tudo para retornar a ser o que já foi, a recuperar-se e brilhar muito. A meu ver essa ideia de conexão é perfeita, e acredito que o ideal seria considerar a Rua da Praia como artéria, e para isso restaurá-la e repaginá-la com urbanismo em nível de excelência, portanto através de projetos de gente realmente gabaritada e antenada com o que há de melhor no mundo. Um coração da cidade lindo (e pode ser sim), essa Rua dos Andradas, com equipamentos, calçamento, elementos urbanísticos adequados e agregadores de beleza, conectando-se com uma Orla agora sim, que atrai e encanta como se vê, meu, POA se torna uma cidade melhor, mais habitável, e até mais inclusive saudável e só se destacará!

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    • Teu comentário transborda entusiasmo, e é isso que a gente tá percebendo na população. Quem já teve a oportunidade de visitar a nova orla, fica maravilhado. Está acontecendo aquilo que por diversas vezes foi comentado aqui: essa revitalização está mudando a mentalidade do porto-alegrense sobre a cidade. As pessoas estão se dando conta do enorme potencial que temos. A partir de agora não vamos engolir qualquer coisa. Ainda que pra muita gente a revitalização poderia ter tido um projeto melhor, é um avanço e tanto sim, e o grande fluxo de pessoas nesses poucos dias após a inauguração mostrou o quanto a cidade aguardava com ansiedade pela obra. Ainda há muito o que se fazer, mas acho que a nova orla é um primeiro e importantíssimo passo nesse caminho que, de Deus quiser, não terá volta.

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  7. Talvez seja mais viável financeiramente uma grande e larga passarela sobre a avenida, com paisagismo e arquitetura que complementem os dois parques existentes. Imagino que uma passagem subterrânea na proximidade do Lago iria demandar uma estrutura bastante cara e complexa devido à proximidade com o lençol freático. Penso que a ideia é boa, mas temos que adequá-la à realidade financeira da prefeitura. Porém, não sou engenheiro, posso estar falando bobagem.

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  8. aterrar a via pra colocar um terreno descampado em cima?? a orla é um exemplo de que parques tem que ser compactos com áreas projetadas, não basta um largo terreno gramado sem atrativo, se não vira inabitavel como 80% do terreno do Marinha e até da Redenção.

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