“Esqueleto” poderá ser demolido em breve, por solicitação do MP-RS

esqueleto

“Esqueleto” – Foto: Gilberto Simon – Arquivo Porto Imagem

O Ministério Público do Rio Grande do Sul (MP-RS) solicitou, na semana passada, a demolição do Edifício Galeria XV de Novembro — popularmente conhecido como “Esqueleto”.

Inacabado desde 1956 (quase 62 anos), o edifício que se localiza na Rua Marechal Floriano Peixoto, esquina com a Rua Otávio Rocha, possui 19 andares, com alguns ocupados com moradores e até lojistas.

Em março, a Justiça determinou que a prefeitura fizesse uma avaliação técnica do local. O laudo, apresentado em junho, apontou que o prédio possui um “grau de risco crítico” de desabamento e ocorrência de incêndio.

Em agosto, o juiz responsável pelo caso, Eugênio Couto Terra, deve intimar os ocupantes para que eles se manifestem sobre o caso e discutam o reassentamento.

Uma ação civil pública  foi ajuizada em 2011 contra o município, e também contra o prédio e seus ocupantes e dizia que, caso constatado o risco de desabamento, o prédio deveria ser evacuado e demolido, além de ter todos os escombros removidos. Caso contrário, teria de ser interditado até a obtenção de um Plano de Prevenção e Proteção Contra Incêndio (PPCI) e “Habite-se”.

Uma situação é fato: o prédio não possui condições de ser restaurado por ter uma vida útil de, no máximo, 40 anos – e já possui 62.

Veja imagens feitas em fevereiro de 2018

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Informações da imprensa em geral.



Categorias:Abandono, Arquitetura | Urbanismo, Descaso, Prédios

11 respostas

  1. Espero que aconteça.
    Venho pensando sobre isso faz um tempo, e não consigo imaginar como vão fazer.
    Os proprietários provavelmente vão querer vender, e sequer tem dinheiro para reformar ou derrubar o prédio.
    A prefeitura não tem dinheiro pra isso, vai querer passar a bronca para outra pessoa.
    Também não consigo ver interesse de uma empresa privada, já que é uma estrutura grande para um terreno não tão grande, uma rua apertada e com prédios bem deteriorados ao redor, difícil alguém se interessar.

    Talvez algum incentivo fiscal? Só espero que façam algo, se isso se concretizar, vou acreditar que estou morto, já que ganhamos uma orla, Pontal do estaleiro saindo e o cais Mauá quase engrenando.
    É assustador, cadê os nossos revolucionários rosnenta? Haha

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  2. Em caso de demolição, o custo ao erário será zero. Basta assoprar que cai.

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  3. Bem, não tenho conhecimento técnico pra opinar sobre qual seria a melhor solução, demolir ou recuperar. Acredito que o melhor é o que seja menos oneroso do ponto de vista financeiro, mas principalmente o que acarrete menos riscos para os ocupantes e os que estão no entorno. De fato, do jeito que está não dá mais pra ficar.

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  4. Acho que demolir um prédio destes e remover seus escombros, numa área tão central quanto esta talvez seja uma tarefa tão árdua quanto planejar e executar um reforço estrutural e finalizar a edificação. Imaginem caminhões e caminhões de entulho cruzando as estreitas e movimentadas ruas do Centro em direção a um local para o descarte adequado disso.
    Ter a vida útil de projeto superada não significa que necessariamente deve ser posto abaixo e descartado. Há sim possibilidade de recuperação. Vários edifícios, inclusive em nossa cidade, foram recuperados após anos de abandono e nível avançado de deterioração.
    Técnicas para demoli-lo ou para recuperá-lo existem. Provavelmente o fator financeiro fale mais alto no caminho de indicar qual seja a utilizada.
    O que se torna insustentável é continuar como está.

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    • E quem vai fazer isso ?

      Ninguém se interessa por um prédio nessas condições, o custo de recuperar essa obra seria muito maior do que fazer um novo, além de que a construtora não teria muita liberdade para fazer o prédio como deseja, já que o projeto inicial não era deles.

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  5. Isso não é perigoso para os prédios do entorno?

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    • A demolição, se bem feita, reduz bastante os riscos no entorno. Geralmente o prédio é isolado (com tapumes e telas) e o trabalho (boa parte manual) ocorre de dentro para fora – do miolo para a casca.
      Atente para não confundir com implosão, onde o uso de explosivos transformaria o edifício em um monte de escombros rapidamente e, ao meu ver, seria bastante mais perigoso ao entorno (nem sei se é possível fazer isso ali).

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