Porto Alegre autoriza mais nove projetos de parklets na cidade

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As estruturas são colocadas na lateral da via, em espaços onde caberiam dois carros  Foto: Luciano Lanes/ PMPA

Mais nove pontos de Porto Alegre começaram receber placas da Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC) avisando sobre a instalação de parklets. A prefeitura publicou nessa segunda-feira, 6, no Diário Oficial a autorização dos projetos. Os equipamentos são pequenas estruturas colocadas na lateral da via, em espaços onde caberiam dois veículos, podendo ser equipados com bancos, floreiras, mesas e cadeiras, guarda-sóis, ou outros elementos de mobiliário, com função de recreação ou de manifestações artísticas. Depois da instalação das placas, abre prazo legal para contestação. Caso não haja manifestação contrária, começa análise e liberação para construção dos decks.

O prefeito Nelson Marchezan Júnior comemora a criação de mais espaços de convivência na cidade. “Os parklets são um novo conceito para a cidade, incentivam o convívio social e o embelezamento dos espaços públicos. Teremos mais pessoas nas ruas e, por consequência, mais segurança”, destaca Marchezan.

Em agosto do ano passado, a prefeitura assinou o Decreto nº 19.808, que trata sobre a instalação e o uso de extensão temporária das calçadas. Também foi elaborado um manual para a implantação, com as informações necessárias para realização do projeto. Até agora, três projetos já foram implantados, o primeiro na rua Hilário Ribeiro, 292, bairro Moinhos de Vento, o segundo na rua dos Andradas, 895, no Centro Histórico, e o terceiro na Padre Chagas, 347, no bairro Moinhos de Vento. Outros 11 projetos já foram autorizados e estão sob análise.

O manual está disponível de forma on-line e contém a legislação pertinente e as etapas de implantação do equipamento, com diagramas explicativos e resumos das recomendações e exigências.

Prefeitura de Porto Alegre



Categorias:Arquitetura | Urbanismo, Outros assuntos

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29 respostas

  1. http://www.correiodopovo.com.br/Noticias/Geral/2018/08/658277/Moradores-retirados-do-viaduto-Otavio-Rocha-dormem-na-Praca-da-Matriz

    Para os que queriam saber aonde os moradores do viaduto Otávio Rocha foram morar. Mais legal é o “plano” da PMPA sobre os moradores de rua. Poa cada vez mais Poa.

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  2. Andei duas vezes terça-feira na Rua dos Andradas desde a Borges até o gasômetro e afirmo que não há nenhum parklet em frente ao número 895, tampouco em lugar algum da rua. Sei que foi inaugurado há uns dois meses e até há foto dele no street view. Conclusão: foi removido. Bem; a verdade é que todos os 3 parklets estavam irregulares.

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    • Repito. Esse parklet da foto não existe mais. Durou só pra promover secretários adjacentes. Foi aprovado nas coxas, como de costume. No local só restam gazebos. Toda a estrutura foi removida.

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      • Se foi removido, acertadíssimo! Duas vagas para veículos perdidas para instalação deste troço de utilidade duvidosa não dá para aceitar!!

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        • A bem da verdade, não há nada de “duvidoso em relação à utilidade dos parklets. Pelo contrário, já existem pesquisas que apontam variados benefícios à população em relação ao uso como vagas de estacionamento (principalmente nos EUA, onde a idéia funciona a mais tempo).
          Em São Paulo, depois de quatro anos, há três argumentos a favor dessa troca:

          O primeiro é numérico. Há apenas 175 parklets na cidade, o que equivale a, no máximo, 350 vagas (alguns parklets ocupam duas vagas e outros apenas uma), menos de um por cento das vagas pagas existentes. Só na zona azul, a cidade tem 41 mil vagas, fora outras tantas sem pagamento.
          O segundo tem a ver com quantas pessoas se beneficiam de cada espaço. Segundo estudo do Instituto Mobilidade Verde, cada vaga de carro chegava a ser ocupada por entre um e no máximo 40 motoristas durante um dia inteiro. No mesmo período, essa mesma vaga chegou a ser ocupada por até 300 pessoas quando transformada em parklet.
          O último é conceitual. O carro realmente perdeu uma vaga? Para Lincoln Paiva (um dos responsáveis pela idealização do projeto na capital paulista), o dilema é invertido. “Na verdade, é o contrário. Em um dia, um carro está ocupando o lugar de dezenas de pessoas que poderiam usar o espaço. As pessoas estavam reivindicando o uso do espaço”.

          Etão acho que, como muitos assuntos na vida, quando ha dúvidas, devemos tentar nos informar a respeito.

          https://sao-paulo.estadao.com.br/blogs/caminhadas-urbanas/quatro-anos-de-parklets-em-sao-paulo-uma-pequena-boa-ideia-estimula-a-pensar-nas-calcadas-como-espacos-de-permanencia-e-de-convivio/

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      • Eles etá lá. Passei por ele hoje (13/08) pela manhã.

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    • Cara, eu passei lá esse sábado e vi o parklet. Tu tem certeza de que tu REALMENTE SABE o que é um parklet?

      Não quero acreditar que tu esteja, novamente, agindo de má fé e propagando fake news.

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  3. Os donos de estacionamentos agradecem.

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    • A população em geral também.

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    • mimimi diminuiu 9 vagas de estacionamento na cidade.

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    • Na minha humilde opinião, nem devia existir estacionamento de rua no Centro de Porto Alegre. Toda a área delimitada pela primeira perimetral devia ser livre de estacionamentos de rua. Inclusive poderia ser estudada a construção de estacionamentos subterrâneos em algum ponto, mas na superfície da rua deveria haver zero vagas.

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      • Sou obrigado a concordar.
        Andei no final da tarde de terça feira pelo centro é é um caos. Pessoas, manifestantes, lotação, ônibus, taxis, carros… Não há espaço físico para o deslocamento adequado e seguro do pedestre… bicicleta então, neste horário, só empurrando.
        Acho que já deu. Carro no centro tem que ser limitado e em horário restrito. não há razão para existirem automóveis estacionados sobre o largo Glênio Peres ou nos arredores do antigo abrigo de bondes. Isso não se justifica.
        Também não vejo razão para a rua da praia ter tráfego de veículos, ao passo que as calçadas já não comportam mais os pedestres.
        Está na hora de tratarmos nosso centro histórico como centro histórico mesmo. Limitando o uso do automóvel particular, regulamentando os veículos de abastecimento e serviços e priorizando o transporte público com veículos de menor porte e, por fim, dando ao pedestre a chance de caminhar em segurança e conforto.

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      • Me lembrei do projeto da saudosa dupla Fortunati-Capellari que queria acabar… com os ÔNIBUS no centro!

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        • Olha… isto não é nenhuma novidade em centros históricos mundo afora.
          Seria uma ótima idéia sim, que os ônibus de maior porte (barulho, poluição, mobilidade) tivessem menor circulação pelo centro de Porto Alegre, deixando o transporte público preferencialmente para veículos menores.
          E o que eu digo aqui não é “achismo”. O Centro de Porto Alegre não suporta mais continuar do jeito que está.
          Ninguém é feliz transitando pelo Centro de Porto Alegre durante a semana, pelo contrário, caminhar por essa região é uma tarefa penosa e insegura. Algo precisa ser feito urgentemente para que possamos nos recuperar desta degradação o mais breve possível e com o menor trauma (digo trauma, por que haverão aqueles que se horrorizarão com qualquer mudança que ocorra e quanto mais se demora em tomar uma decisão, mas drástica ela fica, pois a população acaba se adaptando).
          No mais, o incentivo à moradia na área central deve ser estimulado. Deve haver vida nesta região, para muito além daqueles que vêm comprar algo ou pagar seus boletos durante o dia.

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        • Cuidemos aqui as expressões usadas. O que se busca não é acabar com os ônibus no Centro, e sim com a bagunça causada pelas dezenas de terminais e paradas diferentes de ônibus no Centro. Um bom sistema de linhas troncais poderia controlar de maneira significativa o problema, mas falta vontade política para tanto.

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          • Seria o ideal, mas haveria de ter integração no TRI entre as linhas, ou algum sistema menos burro que o vigente. Mas experimente mexer no preço da tarifa/segunda passagem, pra ver no vespeiro que mexeu…

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