DMLU testa contêiner para coleta seletiva em Porto Alegre

SMSURB - Seletiva no Contêiner

Porto Alegre, RS 01º.11.2018: Na manhã desta quinta-feira (1º), foi realizado junto ao Largo Glênio Peres, na região do bairro Centro Histórico, o ato de Instalação dos Contêineres da Coleta Seletiva, evento que contou com a participação do secretário de Serviços Urbanos de Porto Alegre, Ramiro Rosário. Hoje, 45 coletores começam a ser instalados na região para coleta automatizada de recicláveis, a Seletiva no Contêiner. A instalação será finalizada até a madrugada do dia 2. Foto: Ricardo Giusti/PMPA

Cerca de 45 coletores serão colocados num perímetro do Centro Histórico para coleta automatizada de recicláveis, a Seletiva no Contêiner.

A instalação dos conteiners começou manhã desta quinta-feira, 1º, com a presença do secretário municipal de Serviços Urbanos, Ramiro Rosário, que vistoriou os contêineres instalados próximo ao Largo Glênio Peres.

Os equipamentos serão na cor verde, diferente dos já existentes para resíduos orgânicos e rejeito, que são na cor cinza. Na área a ser atendida, os materiais seletivos poderão ser descartados a qualquer hora do dia, todos os dias da semana.

Este é um projeto-piloto que tem prazo de duração de um ano para teste e será feito pelo DMLU, por meio da empresa terceirizada RN Freitas, que já presta serviço ao departamento com a coleta automatizada.

O impacto financeiro da operação será de R$ 16 mil, que equivale a 2,27 % do contrato com a prestadora do serviço.

Os materiais feitos de plástico, vidro, papel seco e metal podem ser descartados no contêiner verde da Coleta Seletiva e poderão ser reaproveitados. Embalagens longa vida, arame, baldes, brinquedos, caixas em geral, canos e tubos metálicos e em PVC, cobre, copos descartáveis, garrafas pet, latas de alumínio, raio-x, isopor, plástico filme e bisnagas plásticas de alimentos são considerados resíduos recicláveis.

O objetivo do projeto Seletiva no Contêiner é recolher e levar estes resíduos para a reciclagem nas Unidades de Triagem (Uts) e gerar renda aos trabalhadores.

Também busca manter mais limpa a área ao redor dos coletores, assim como vias e calçadas, evitando que resíduos recicláveis fiquem dispostos nas ruas à espera da coleta.

“Precisamos destacar que este projeto-piloto é uma solicitação da comunidade e será um teste. Não queremos prejudicar o sistema de coletas, mas aprimorá-lo. É muito importante que a população separe corretamente os recicláveis dos orgânicos e rejeito, e contamos com o auxílio dos moradores e da imprensa para divulgar, fiscalizar e melhorar o serviço”, ressalta o secretário Ramiro Rosário.

“Estamos atuando com equipes pela manhã e à tarde, todos os dias, informando sobre o novo sistema de coleta e buscando conscientizar da importância da separação correta dos resíduos e limpeza dos espaços por meio de uma conversa direta com as empresas, condomínios, transeuntes e moradores de rua”, afirma a coordenadora de Gestão e Educação Ambiental do DMLU, Patrícia Russo.

Nas próximas três semanas, o grupo da educação ambiental estará nas ruas do Centro Histórico esclarecendo as dúvidas da população e realizando um levantamento dos grandes geradores de resíduos para uma futura capacitação.

Para Pedro Machado dos Santos, que há 32 anos trabalha com a catação de resíduos, o projeto é uma boa alternativa também para ajudar na limpeza da cidade. “Quando eu vejo os outros catadores espalhando todo o lixo no chão em volta dos contêineres, mando eles juntarem e recolherem”, fala Pedro.

Além dos benefícios ambientais, há vantagens econômicas e sociais na reciclagem. A Coleta Seletiva gera renda para cerca de 600 trabalhadores que atuam nas 17 UTs.

No entanto, todos os dias, cerca de 23% dos resíduos de toda a cidade, o que equivale em torno de 260 toneladas com potencial reciclável são descartadas incorretamente na coleta domiciliar e enviadas para o aterro sanitário, o que custa aproximadamente R$ 9,3 milhões ao ano aos cofres públicos.

São depositados, equivocadamente, nos contêineres, todos os dias, mais de 52 toneladas de materiais que deveriam ser destinados aos trabalhadores das UTs.

Destas, somente na área onde serão colocados os contêineres da coleta seletiva automatizada, aproximadamente 2,2 toneladas são enviadas diariamente para o aterro de forma irregular.

Somente no período de um ano, de outubro de 2017 à outubro de 2018, já foram emitidos 211 autos de infração referentes à resíduos recicláveis descartados incorretamente nos contêineres da automatizada de orgânicos e rejeito.

A penalidade é de 720 UFMs, o que equivale a um valor de R$ 2,89 mil por multa. Já a multa por colocar resíduo orgânico ou rejeito no contêiner de reciclável é de 180 UFMs, ou R$ 722,61.

O perímetro onde serão colocados os contêineres da Seletiva no Contêiner fica localizado entre as ruas Caldas Júnior, Riachuelo, Dr. Flores e avenida Mauá, no Centro Histórico.

Serão instalados 45 equipamentos e cinco unidades ficarão à disposição para reposição por possíveis danos ou até mesmo vandalismo.

As vias com previsão de receber equipamentos são as avenidas Borges de Medeiros, Sete de Setembro, Júlio de Castilhos, Salgado Filho, Siqueira Campos, Voluntários da Pátria e as ruas Dr. Flores, Travessa Leonardo Truda, Andrade Neves, Caldas Júnior, Capitão Montanha, Praça Conde de Porto Alegre, Gen. Câmara, Gen. Vitorino, Marechal Floriano Peixoto, Praça Pereira Parobé, Praça XV de Novembro, Praça Rui Barbosa, Riachuelo e Vigário José Ignácio.

SMSURB - Mapa Contêiners

Histórico da Coleta Seletiva – Em 1990 foi criado um projeto-piloto de coleta seletiva no bairro Bom Fim; em 1991 foi criada a primeira Unidade de Triagem (UT); em 1996, a coleta seletiva passa a atender 100% dos bairros; em 2009 a coleta é ampliada para duas vezes por semana; em 2015 passa a atender em 100% das ruas; e, em 2018, começa o projeto-piloto da coleta seletiva automatizada, a Seletiva no Contêiner.

JORNAL JÁ (Com informações da Assessoria de Imprensa)



Categorias:Coleta mecanizada de lixo, Outros assuntos

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3 respostas

  1. Olha, isso não precisa de teste. Implantaram em 1% da área urbana e fizeram um alarde. Tem várias cidades do interior (Caxias, Santa Maria) que usam o sistema com dois containers. Não há necessidade de testar, é só tirar a bunda da cadeira e por em prática em toda cidade.

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