Governador recebe estudo sobre o Cais

Impasse. Procurador-geral entrega a Eduardo Leite, amanhã, parecer com possíveis cenários e consequências de se manter ou não a concessão atual. Embarcadero também está em jogo

embarcadero

Projeto temporário prevê instalação de restaurantes, lojas e atrações de entretenimento | CAIS MAUÁ DO BRASIL/DIVULGAÇÃO

Antes de embarcar para Nova York amanhã (veja abaixo), o governador Eduardo Leite terá como um dos últimos compromissos o Cais Mauá. O procurador-geral do estado, Eduardo Costa, irá apresentar um estudo feito por técnicos com possíveis cenários sobre o futuro do contrato de concessão da antiga área portuária. A análise vai embasar a decisão do governador de romper ou manter o acordo firmado em 2010, já que a empresa até hoje não começou a obra de revitalização.

O governador já havia se reunido com a PGE na semana passada para tratar do assunto. Inicialmente, os técnicos recomendaram a rescisão do contrato. A expectativa é de que a decisão seja anunciada após o retorno da viagem internacional, depois do dia 20. Se romper o contrato, a ideia é já divulgar a alternativa para a área, que pode ser a realização de uma nova licitação, mas dividindo o terreno em partes de até 10% do total. A Cais Mauá do Brasil informa confiar na repactuação do contrato por haver amparo legal e jurídico suficientes. O advogado da empresa, Claudio Lamachia, acrescentou que “uma nova licitação seria muito mais demorada e custosa ao estado, ao passo que a nova gestão da CMB já se demonstrou amplamente capaz de concretizar o projeto de uma vez por todas”.

De forma paralela, outra preocupação é com o Cais Embarcadero, o empreendimento que está sendo montado na área concedida, ao lado da Usina do Gasômetro. O projeto, cujas obras não tiveram redução de ritmo devido às indefinições da concessão, prevê a instalação de restaurantes, bares, lojas e espaços esportivos e de entretenimento. Poderá haver cobrança de ingresso para algumas atrações.

Eugenio Correa, sócio da DC Set Produções e um dos diretores do Embarcadero ao lado da Tornak, diz acreditar que o governo do estado e a Cais Mauá “vão encontrar um caminho”. “Sou inquilino. Loquei o espaço por quatro anos, estou fazendo as obras e vou operar a partir de setembro. O estado está em boas mãos, o governador está fazendo suas avaliações, é normal, mas sabe da importância do projeto para a cidade e para a população”, afirmou.

Dos R$ 5 milhões estimados no Embarcadero, foram investidos R$ 1 milhão até o momento. Outros R$ 2 milhões já estão comprometidos.

Maicon Bock – Jornal Metro – 09/05/2019



Categorias:Outros assuntos, Projeto de Revitalização do Cais Mauá

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3 respostas

  1. Há dez anos digo que isto nunca vai sair!!!

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  2. Aquelas … que …. devem “servir de modelo à toda a terra”?

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  3. Meu Deus !!!!! Esta novela…. décadas…. me envergonha….. Seriam estas as “Nossas Façanhas”?

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