Cais Mauá: Leite diz que decide até fim do mês

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O governador no dia em que recebeu o estudo da PGE que recomenda rompimento do contrato

O governador Eduardo Leite tem evitado falar do assunto mais polêmico sobre sua mesa: o Cais Mauá, cujo projeto de revitalização continua na estaca zero, nove anos depois da concessão a uma empresa privada.

Antes de viajar ao exterior, Leite deixou vazar que pretendia seguir a orientação da PGE, que recomenda rescisão unilateral do contrato com a concessionária Cais Mauá do Brasil.

Na segunda-feira o governador deu uma longa entrevista á Gaúcha e evitou o tema. Provavelmente, por acordo, nada lhe foi perguntado sobre o  Cais.

Nesta terça-feira, em entrevista exclusiva ao Jornal do Comércio, Leite discorre longamente sobre seus planos para equilibrar as contas, privatizações, custos logísticos, fábrica da Ford, Polo Naval de Rio Grande, polo petroquímico…

O Cais Mauá mereceu a última pergunta: “E o Cais Mauá? Quando vai ter um encaminhamento?”

Leite diz que “o contrato praticamente não evoluiu” e dá a entender que, ao contrário do que a imprensa tem publicado, está disposto a negociar com os concessionários, em vez de rescindir o contrato: “Quando os investidores começam a se movimentar para apresentar soluções outras, que não aquelas do contrato, entendemos como uma oportunidade de rediscussão e vamos apresentar uma decisão dentro deste mês de maio”.

Segundo o governador nestes quase 10 anos, “o contrato praticamente não evoluiu”. O parecer da PGE diz que ele foi descumprindo em sete quesitos.

Leia a íntegra da resposta do governador:

“O Cais Mauá é estratégico na conexão do Rio Grande do Sul a uma nova economia. É um importante espaço urbano, que tem tudo para ser simbólico para o desenvolvimento do Estado a partir da Capital, e estimulador de outras regiões.

O contrato que existe, de arrendamento, há 10 anos, praticamente não evoluiu. Isso nos preocupa muito. Quando os investidores começam a se movimentar para apresentar soluções outras, que não aquelas do contrato, entendemos como uma oportunidade de rediscussão, e vamos apresentar uma decisão dentro deste mês de maio sobre a condução de processo para não perdermos a possibilidade de garantir, não o que dá para fazer, mas o que queremos que seja feito: um espaço que estimule a economia criativa.

Para isso, entendemos uma conciliação de espaços de inovação, com gastronomia, lazer, cultura, mas com áreas privadas que possam ser exploradas para essas indústrias da tecnologia, isso que queremos alavancar. E, com todo respeito, não apenas um estacionamento para aqueles que desfrutam a orla. Queremos muito mais do que isso. É por isso que estou lutando para que se realize” .

Jornal Já



Categorias:Outros assuntos, Projeto de Revitalização do Cais Mauá

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