Gol começará a voar para seis cidades gaúchas a partir do final de agosto

737-golDias depois dos incentivos à aviação regional anunciados pelo governador Eduardo Leite, o Rio Grande do Sul teve a confirmação de que terá o dobro de rotas de voos regionais comerciais até a primeira semana de setembro.

A confirmação foi dada pela Gol Linhas Aéreas, em audiência pública proposta pela Assembleia e que ocorreu na Câmara de Vereadores de Santana do Livramento – um dos municípios gaúchos que será atendido com transporte aéreo.

A companhia aérea anunciou que no dia 25 de agosto decolará o primeiro dos seis voos que irá colocar em operação no RS, conectando Passo Fundo a Porto Alegre em apenas 55 minutos – contra as mais de quatro horas do trajeto de carro. As demais rotas, entre Rio Grande, Bagé, Santa Rosa, São Borja e Santana do Livramento e a Capital serão iniciadas durante as duas semanas seguintes.

“Estamos confirmando o acerto da nossa política de estímulo à aviação regional com o anúncio desses novos voos. Isso é desenvolvimento para o nosso Estado, porque aproxima essas regiões dos grandes centros e oportuniza novos investimentos, já que permitirá que os investidores estejam mais rapidamente perto desses locais”, disse Leite ao saber da confirmação da companhia aérea.

O governador assinou no dia 3 de julho duas medidas que alteram o Programa Estadual de Desenvolvimento da Aviação Regional (PDAR-RS). O Decreto 54.686 permitiu à Gol iniciar as atividades no RS, pois passou a possibilitar às companhias aéreas a exercerem as atividades por meio de contratos comerciais com terceiros.

Dessa forma, embora a Gol vá comercializar as passagens (a partir do dia 25 de julho) e ser responsável pelas rotas regionais, quem vai operar os voos diretamente será a Two Flex Aviação Inteligente. Os aviões da empresa, inicialmente, terão capacidade para nove passageiros.

Redução de imposto

O Decreto 54.685 prevê a redução de base de cálculo na compra de querosene de aviação no RS. O novo texto possibilita que a alíquota do combustível possa cair a até 2%, dependendo da quantidade de rotas ofertadas, a disponibilidade de assentos e a frequência de voos.

Esse benefício entrará em vigor a partir de 1º de janeiro de 2020. Com isso, representantes tanto da Gol como da Azul Linhas Áreas, que opera com seis voos regionais no Estado, anunciaram que pretendem ampliar a oferta de voos e de municípios gaúchos atendidos a partir do próximo ano.

Presidente da Comissão do Mercosul e Assuntos Internacionais e da Frente Parlamentar da Aviação Civil Regional na Assembleia Legislativa, que propuseram a audiência pública desta sexta-feira, o deputado estadual Frederico Antunes comemorou a notícia e agradeceu a Leite pelos incentivos.

“Empresários, mas também estudantes, pessoas doentes, quem vai visitar parentes, o turismo de compras, tudo isso passa ou pode passar e se beneficiar do transporte aéreo regular. A aviação tornou-se um meio de transporte público e, por isso, precisa ter políticas públicas. O governador Eduardo Leite aceitou o desafio e, agora, vamos colher os frutos”, afirmou Antunes durante a audiência pública.

Secretário de Logística e Transportes, Juvir Costella reafirmou o compromisso do Estado de fortalecer os diversos modais de transporte. “Além de recuperar nossas estradas, estamos focados em desenvolver políticas para explorar o potencial de nossos aeroportos e hidrovias. A sociedade e a economia ganham muito com isso”, destacou Costella.

Jornal O Sul



Categorias:Aviação, Outros assuntos

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4 respostas

  1. Parodiando o filme Campo dos sonhos: “Reduza os impostos, e eles virão”. Parabéns governador .

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  2. Há uns 3 anos fiz uma viagem de 250km com outros 3 amigos em Cessna de quatro lugares. O valor do rateio por 4 pessoa do aluguel durante a manhã e metade da tarde, combustível para ida e volta por 250km e saiu uns R$400,00 para cada um, sem contar o salário do piloto, é claro, pois era um amigo meu e não cobrou. Não sei quanto custa todos os impostos e taxas da ANAC e Infraero, mas me parece lucrativo, mesmo que a lotação média fique em torno de 50%.

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  3. Eu tenho sérias dúvidas da efetividade deste projeto pois com monomotores de apenas 9 lugares o impacto pro povo é nulo. Arrisco a chutar que a redução de ICMS no abastecimento de só um dos 737 da Gol já vai pagar tudo que ela vai gastar com o teatro dos monomotores mesmo que esses voem vazios.

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  4. Totalmente positivo e bem-vindo! Vai potencializar o desenvolvimento não resta dúvida, todavia falta o RS estruturar os aeroportos do interior, que precisam ser maiores e mais modernos, enfim adequados, porque a estrutura ora existente até mesmo em uma cidade de porte como Caxias do Sul, é simplesmente vexatória. Terminais modernos permitirão mais voos e a operação de melhores aeronaves, daí certamente o setor aéreo decolará de verdade no estado gaúcho, porque potencial há, o que ainda falta é estrutura.

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