Trânsito de Porto Alegre tem menor número de mortes em 22 anos

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Conforme a EPTC, são 62 casos fatais no período de janeiro até outubro  Foto: Maria Ana Krack/PMPA

Foram 62 vítimas fatais no trânsito da Capital de janeiro a outubro, uma a menos que no mesmo período do ano passado. Este dado representa o menor número de mortes dos últimos 22 anos no decorrer dos dez primeiros meses de uma temporada. Dos 62 casos fatais, 29 envolveram motociclistas, sendo 27 condutores e dois caronas, e 26 foram pedestres atropelados, sendo 18 idosos (acima de 60 anos). A Coordenação de Indicadores de Engenharia de Tráfego (Ciet) da Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC) divulgou os dados nesta segunda-feira, 12.

Os números apontam também que, das 26 vítimas fatais por atropelamentos, dez casos ocorreram com o envolvimento de motos (38%); nove por carros (35%); cinco por ônibus (19%); uma por caminhão (4%) e uma por bicicleta (4%). Nos dez primeiros meses deste ano, na comparação com o mesmo período de 2018, houve um aumento de 8% em acidentes (9.999 a 10.814) e mais 9% em feridos (4.150 a 4.522).

Fabio Berwanger Juliano, diretor-presidente da EPTC, avalia a situação e projeta as atividades prioritárias até o final deste ano: “Mesmo com redução no número de vítimas fatais, que sinaliza uma menor gravidade nos acidentes, nossa preocupação permanece com relação aos números de acidentes e feridos. Vamos intensificar ações direcionadas à segurança dos motociclistas e dos pedestres. Ações educativas e de fiscalização, principalmente para conter excessos de velocidade e a necessidade no uso de equipamentos de segurança, isto no caso das motos. E, em relação aos pedestres, principalmente os idosos, nosso foco principal é alertar a importância de travessias seguras, realizadas com bastante calma, para evitar riscos de atropelamentos”.

O encaminhamento das ações preventivas de educação para o trânsito e de fiscalização seguem os estudos desenvolvidos em coletas de dados pelos técnicos do Programa Vida no Trânsito, sobre os riscos que levaram às ocorrências dos acidentes. O programa representa uma parceria de um trabalho permanente entre a Secretaria Municipal da Saúde (SMS), EPTC, Detran e o Samu.

Mortes no trânsito – janeiro a outubro

1998 – 155
1999 – 161
2000 – 144
2001 – 114
2002 – 120
2003 – 142
2004 – 142
2005 – 131
2006 – 129
2007 – 119
2008 – 122
2009 – 139
2010 – 128
2011 – 121
2012 – 89
2013 – 111
2014 – 120
2015 – 85
2016 – 76
2017 – 76
2018 – 63
2019 – 62

Prefeitura de Porto Alegre



Categorias:acidentes de trânsito, Meios de Transporte / Trânsito, Outros assuntos

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7 respostas

  1. É mais difícil morrer gente num trânsito que se desloca a 5 KM/h, como é poa na maior parte do dia.

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  2. Acho que um dos motivos que ajudaram a reduzir esses números foi a obrigatoriedade de air bags e abs nos carros novos, que começou em 2014. Além da balada segura.
    Agora com o latin n cap, acho que esses números vão melhorar mais ainda.
    Pelo que vi, de 2010 para 2019, teve uma redução de 20% de mortes no transito brasileiro, com as novas exigências previstas para 2020, e carros com estruturas mais seguras que estão sendo lançadas, as coisas só tendem a melhorar.
    Ainda assim, os números vão continuar altos enquanto a educação não for prioridade, e nossas estradas continuarem um lixo.

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    • Nessa hora os liberais nao aparecem pra falar que a legislação obriga as coitadas das fabricas a fazerem carros seguros, que o consumidor é que tem que escolher se querem um carro seguro ou um carro barato

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  3. Fantástica notícia! É uma mudança significativa! Aqui tem alguma explicação sobre a redução:

    “No Brasil, a mudança da legislação relacionada ao beber e dirigir vem ocorrendo desde 1998, sendo que em 2008 foi criada a Lei nº 11.705, mais conhecida como “Lei Seca”, que ainda foi reforçada em 2012 e no final de 2017. Atualmente, nosso país é um dos 25 do mundo que estabeleceram a tolerância zero para o consumo de álcool por motoristas e um dos 130 que usam o etilômetro (teste do “bafômetro”) como forma de monitoramento do cumprimento da lei.”

    http://www.cisa.org.br/artigo/5828/-impacto-lei-seca-nas-mortes-no.php

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  4. nos ultimos 10 anos a frota de veículos cresceu 119%, mas nos anos 90 havia 3x mais mortes que atualmente.
    Sera que a redução de morte nesses ultimos anos não foi pelo que Bolsonaro chama de “industria da multa”?

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  5. Quantos ciclistas morreram?

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