Harmonia terá vilas turísticas durante o ano

Capital. Prefeitura inicia consulta pública sobre a concessão do parque, que também inclui o trecho já revitalizado da orla do Guaíba

harmonia

A Prefeitura de Porto Alegre preparou um modelo de concessão para o Parque da Harmonia. A proposta, em consulta pública a partir de hoje (14/11), pretende valorizar o espaço e torná-lo uma atração turística que valorize a cultura gaúcha. O trecho 1 da orla do Guaíba, já revitalizado, também entra no pacote.

A construção de vilas de experiência, com atrativos que contem a história do estado, é uma das exigências para a futura concessionária. A empresa que vencer o processo será responsável por administrar o local por 35 anos, além de realizar as obras exigidas. O município projeta que será necessário um investimento de R$ 59 milhões, com custo operacional anual de R$ 8 milhões.

Acampamento

Durante o mês de setembro, o Harmonia recebe o Acampamento Farroupilha, e, junto dele, o maior fluxo de pessoas no ano. A ideia do município é que o espaço concedido valorize o evento, e busque aumentar o fluxo de visitantes durante os outros meses do ano.

De acordo com o prefeito Nelson Marchezan Júnior, a ideia é que o projeto seja sustentável dos pontos de vista ambiental e financeiro.

“O Acampamento é maravilhoso, mas é para nós, porto-alegrenses. Precisamos avançar, e fazer estruturas para diferentes públicos, que contem melhor a nossa tradição, a nossa cultura. Quanto mais turismo, mais riqueza trazemos para a cidade”, comentou Marchezan.

O que muda

As expectativas da prefeitura, apresentadas pelo secretário de Parcerias Estratégicas, Thiago Ribeiro, visam alterações estruturais no local. O Galpão Crioulo e a Casa do Gaúcho, por exemplo, devem ser reformados e ter sua manutenção garantida.

Outra ideia é realizar ações para integrar o parque com a orla do Guaíba. O secretário também explicou que a cobrança para a entrada no local, por parte da administradora, será proibida.

Jornal Metro Porto Alegre, 14/11/2019

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Para ver o edital da consulta pública, clique aqui.

 



Categorias:Outros assuntos, Parques da Cidade

11 respostas

  1. E aquelas fundações da antiga/futura sede da OSPA bem ali na frente e ao lado da Câmara?
    Nunca mais se ouviu falar nisso… agora fui ver o site e desde 2018 a OSPA funciona no Centro Administrativo Fernando Ferrari – CAFF.

    Daqui a pouco a RBS faz um acordo e começa a utilizar, como fez com o projeto do puxadinho do cais do porto.

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    • A OSPA ganhou uma sede mais acanhada no centro administrativo mas ainda adequada e no momento nao planeja trocar de lugar.
      Li isso uma reportagem e vi uma entrevista com o diretor este ano mesmo.
      Ele expressava que a sede projetada ai no armonia era um grande sonho mas um sonho aparentemente impossivel entao estao felizes com a atual sede

      “Em 2018, a Ospa concretiza um sonho antigo, que existe desde a sua fundação, em 1950: a construção de uma casa própria. Inaugurada na abertura da Temporada 2018 em Porto Alegre, dia 24 de março, a Casa da Ospa, no Centro Administrativo Fernando Ferrari – CAFF (Av. Borges de Medeiros, 1501), abriga uma sala de concertos para 1.100 pessoas. No decorrer do ano, ela se transformará em um complexo musical.
      O Governo do Estado do Rio Grande do Sul, através da Secretaria da Modernização Administrativa e dos Recursos Humanos (SMARH), cedeu a área de 2.500m² no CAFF para a obra. Com o suporte da Secretaria de Estado da Cultura, Turismo, Esporte e Lazer (Sedactel), do Ministério Público, da Fundação Pablo Komlós e a da sociedade civil, o projeto, feito pela AT Arquitetura, saiu do papel.

      […..].”

      http://www.ospa.org.br/casa_da_ospa/

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  2. Uma cidade com o acervo de patrimônio histórico que Port Alegre tem, não precisa perder dinheiro e recursos com ‘vilas turísticas”. Melhor investir na restauração de alguma edificação e fazer ali um museu de ambiência.

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  3. A ideia é excelente. Há parques temáticos desse tipo em vários países da Europa, todos muito visitados, mas se o mundo do camarada termina em Viamão ou no máximo Cidreira aí não vai conhecer. É preciso viajar. Em Londres, por exemplo, há várias city farms abertas à visitação dentro do perímetro urbano, nessa mesma linha.

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  4. Na minha opinião, a Tramontina deveria entrar na concorrência por essa concessão. Empresa séria e que nao sabe o que é crise, que se utiliza muito das tradições gauchas, em especial as campanhas publicitarias lincadas ao churrasco e que teria bala na agulha para embelezar o parque e deixá-lo em nível de primeiro mundo. alem disso cabe mencionar o governo marchezan, que está sendo o melhor prefeito de poa dos ultimos 30 anos!

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    • ontem mesmo passeando pela redençao pensei sobre o marchezan mato alto em todos canteiros, menos nos gramados proximos ao monumento dos açorianos…

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  5. Há um embate histórico de um lado melhorando o Harmonia no sentido de limpeza, banheiros, higiene em relação aos animais, acessos para pessoas com dificuldade de locomoção… Do outro aquela ranço de cultura gaúcha tem que ser suja, engendrada, bucólica…. Não basta ser rústico e campesino, tem que ser miserável, se não é coisa de fresco.

    De fato não faz sentido, no meio da cidade, ter uma estancia gauchesca do século passado onde as crianças pegam verminose e bicho de pé como se estivessem no século passado.

    Só achei o prazo de concessão muito longo. 35 anos é de mais. Uns 15 ou 20 anos já está de bom tamanho.

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