Governo prepara novo projeto de revitalização do Cais Mauá

20200731-151249-scaledO Governo do Estado do Rio Grande do Sul montou uma força-tarefa com representantes da Superintendência do Porto de Rio Grande (SUPRG), Procuradoria-Geral do Estado (PGE), e das secretarias do Planejamento e de Logística e Transportes para formatar o novo projeto de revitalização do Cais Mauá.

Estão sendo realizadas reuniões com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) a fim de firmar um contrato, em até 90 dias, para definir o modelo da futura licitação.

“Enquanto isso, o governo busca retirar a área do Mauá da poligonal portuária”, informa o diretor de Portos Interiores, Bruno Almeida.  A poligonal é a área de controle federal definida por lei em cada porto do país.

Com a mudança, as decisões a respeito do Cais caberiam apenas ao governo gaúcho, sem necessidade de consultar a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq).

Um destino para o Cais

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Com anos de descaso, inço tomou conta da pavimentação

Revisitei no final de semana o Cais Mauá, um dos três cais de Porto Alegre – os outros são o Marcílio Dias e o Navegantes.

Percorri quase toda sua extensão. O único espaço que ainda não tive acesso foi o armazém A7, onde reiniciaram as obras do projeto Embarcadero. Tapumes impedem a entrada. Mas o diretor da empresa prometeu me acompanhar em uma visita, em breve.

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Armazém A7, do Cais Mauá, com com conteiners e parte das instalações do Embarcadero

A última vez que lá estive fui clandestino, movido pela curiosidade e saudoso daquela vista fabulosa do Guaíba. No entanto, avistei quase tudo de longe.

Desta feita, minha visita foi devidamente autorizada e acompanhada por um funcionário da empresa de segurança patrimonial, contratada pelo governo do Estado.

A situação é triste nesse espaço nobre da Capital. Os armazéns sujos, com vidraças quebradas e parcialmente destelhados. O inço tomou conta da pavimentação, que é tombada pelo Município, e encobre umas aberturas no chão, que estão sem tampa ou fechadas parcialmente, e representam um risco para quem circula distraído por ali.

Aparentemente, só os guindastes gigantes resistem ao tempo. Diz-se que aquela laje do Cais Mauá é a única que suporta 40 toneladas. Navios que atracam em outras partes da Capital precisam ter guindastes embarcados para poder operar.

Esse, aliás, foi um dos motivos para os técnicos terem embargado um projeto de revitalização do porto proposto pelo prefeito Alceu Collares, no anos 80.

São 30 anos em que sucessivos projetos de revitalização do Porto de Porto Alegre não conseguem sair do papel.

O último foi o do Cais Mauá do Brasil Sociedade Anônima, cujos sócios eram quatro empresas espanholas e uma brasileira. A única medida de efeito foi a assinatura do contrato de concessão com o governo estadual no dia 23 de dezembro de 2010.

Jornal Já

Texto e fotos: Cleber Dioni Tentardini

 



Categorias:Projeto de Revitalização do Cais Mauá

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5 respostas

  1. O Cais esta em uma área privilegiada sem dúvida, mas o tamanho do projeto eu tenho a impressão de q é visto por investidores como um grande elefante branco. Envolve muito dinheiro, licenças infinitas, burocracia, e politicos corruptos como sempre. Será q ninguém enxerga que não há investidores ” com dinheiro ” interessados em assumir tudo. Ja’ passou da hora de dividir essa concessão em umas 3 partes pelo menos. SUGESTÃO : AREA 1 – 50% dos Armazens . AREA 2 – os outros 50% do Armazens . AREA 3 -( do mercado público até rodoviária, aonde seriam as duas torres comerciais no projeto atual ). Mesmo assim seriam 3 grandes projetos, porem viáveis e com chances reais de ficar ou ficarem prontos nos próximos 10 anos.

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  2. Ano 2032: Governo prepara novo projeto de revitalização do Cais Mauá.

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  3. sei que são dois casos diferentes, mas o fato de que o pontal que ficou anos engavetado agora esta finalmente esta saindo do papel, me da fagulhas de esperança a repeito do cais.

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  4. Esperamos muito que finalmente se desate tal imbróglio e que se façam as obras de transformação dessa área da cidade, abandonada mas com tanto potencial! Acreditamos que a burocracia é um entrave, mas não absoluto ok, até porque temos no nosso próprio país excelentes exemplos de revitalização de área portuária com mesmo perfil como é o caso da super bacana Estação das Docas de Belém do Pará, que há vários anos atrai moradores com seu ambiente qualificado e encanta turistas que encontram ali uma vitrine das coisas boas da cultura paraense. Já deu né esse descaso com o Cais Mauá de Porto Alegre, já foi perdido muito tempo em vão, e agora essa revitalização tem de sair e num padrão de excelência!

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  5. É a tal burocracia. É um emaranhado de repartições e regulamentos relativos à área do porto, e todo mundo sabe que cachorro que tem vários donos morre de fome. Num caso extremo, é semelhante ao que aconteceu no porto de Beirute.

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