O Rio Grande do Sul caiu para o oitavo lugar em ranking geral de competitividade dos Estados

Em segundo lugar, o item “Educação” foi o único a apresentar melhora no levantamento. (Foto: EBC)

Divulgado nesta quinta-feira (17) pela organizaçao CLP (Centro de Liderança Pública), a edição 2020 do “Ranking de Competitividade dos Estados” baixou o status gaúcho do sétimo para o oitavo lugar no quadro geral, composto por dez itens. “Educação” foi o único a apresentar melhora, passando à vice-liderança nacional, mesma posição ocupada pelo quesito “Eficiência da Máquina Pública”.

Já em “Sustentabilidade Social”, ficou na quarta colocação, ao mesmo tempo em que ainda enfrenta desafios nos quesitos “Infraestrutura” (décimo-nono) e “Solidez Fiscal” (vigésimo-sétimo).

No topo do ranking está São Paulo, pelo sexto ano consecutivo, seguido por Santa Catarina e Distrito Federal. A terceira posição é ocupada por Paraná, ao passo que as seguintes têm Espírito Santo, Mato Grosso do Sul e Minas Gerais.

Os resultados foram tema de uma apresentação virtual pelo gerente de competitividade do CLP, José Henrique Nascimento, ao presidente da Assembleia Legislativa gaúcha, Ernani Polo (PP). Ele destacou que o Estado é pioneiro no que se refere ao foco em ações do Parlamento para melhorar indicadores de competitividade.

Nascimento também elogiou a atuação dos deputados estaduais no âmbito da fiscalização e do apoio a ações destinadas à simplificação de processos e desburocratização de estruturas governamentais. “Isso contribui diretamente para o desenvolvimento regional”, ressaltou.

O líder da Assembleia, por sua vez, chamou a atenção para o ranking como forte indicativo da importância de se discutir a competitividade no atual momento, marcado por grandes impactos socioeconômicos decorrentes da pandemia de coronavírus:

“Esse é um fator determinante, sobretudo para o processo de retomada pós-crise, rumo à atração de novos investimentos, geração de negócios e, consequentemente, oportunidades de trabalho. E com isso se movimenta a economia, promove o crescimento e o desenvolvimento do Estado”.

Ainda no ranking do CLP, o programa “Reforma RS”, que desde o início da atual gestão do Palácio Piratini (2018) alterou os regimes de previdência e carreiras de servidores estaduais, recebeu um dos prêmios “Excelência em Competitividade – 2020”, dentre 156 inscritos na categoria “Boas Práticas”.

Metodologia

O levantamento analisa a capacidade competitiva dos 27 Estados brasileiros (incluído o Distrito Federal). Ao todo, são 69 indicadores divididos em dez pilares (Sustentabilidade Ambiental, Capital Humano, Educação, Eficiência da Máquina Pública, Infraestrutura, Inovação, Potencial de Mercado, Solidez Fiscal, Segurança Pública e Sustentabilidade Social) que balizam os gestores públicos.

Ao menos 22 unidades da Federação utilizam os resultados do ranking como forma de planejamento e atuação. Investidores também recorrem a esses dados.

Quem faz

Fundado há 12 anos, o CLP é uma organização apartidária que tem por objetivo engajar a sociedade e desenvolver líderes públicos para o enfrentamento dos problemas mais urgentes do Brasil, de forma mais eficiente no uso de seus recursos e com respeito à esfera pública.

A entidade já ultrapassou a marca de mil cidades contempladas por projetos e cursos, abrangendo 24 Estados, além de legendas políticas e setores da administração pública. “Esse trabalho já conquistou mudanças importantes para o desenvolvimento do País, como o fim da cláusula de barreira no sistema eleitoral e a aprovação da reforma da Previdência”, ressalta o site www.clp.org.br.

O SUL



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3 respostas

  1. E em um futuro próximo ainda teremos a diminuição populacional com as suas consequências. O que será desse estado com infraestrutura precária?

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  2. e vai continuar caindo!

    Entra governo e sai governo e da sempre no mesmo, esquerda gastando um pouco mais do que deve e direita se desfazendo de patrimonio importante e estrategio ao invés de tocar nas feridas mais importantes do RS.

    Falta planejamento de logo prazo!!!
    Todos governantes vem dizendo que tem a solução e o que se repete a cada 4 anos é um “aumento temporário de impostos” que é renovado na troca de gestão… Rigoto fez isso, sartori, leite, dos mais recentes só Tarso nao fez pq usou o dinheiro dos depósitos judiciais para financiar seu governo, algo errado também.

    Para quem não sabe no estado do RS, até mesmo nas sedes principais de algumas empresas publicas e orgãos, nao se tem ponto eletrônico, se escreve a caneta a presença com os horarios pré agendados, olha o absurdo disso em 2020!! Como combater o absenteismo se o os funcionários ” nao faltam”? nao nos documentos pelo menos…

    Segue a guerra ideologica dos partidos e nada novo aparece…

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    • É claro, nessa logica de má administração nunca sobra espaço para investir em infraestrutura e modernização para que o estado fique mais competitivo

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