Vídeo: trecho 3 da orla (andamento das obras)

Andamento das obras do Trecho 3 da Orla de Porto Alegre.

Previsão de inauguração: Fevereiro 2021

Vídeo postado no dia 15 de outubro

Autor: Explorador Aéreo

Veja algumas capturas de tela do vídeo:



Categorias:Arquitetura | Urbanismo, ORLA, Orla Moacyr Scliar, Projeto de Revitalização da Orla, trecho 3 da orla

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3 respostas

  1. Com certeza era uma obra necessária. Mas receio que uma grande parte do Parque Marinha fique abandonada. Seria importante repensar o seu uso.

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  2. Feliz em finalmente ver um projeto de revitalização a nível do que a cidade merece se concretizando e ansioso para ver inaugurado. Detesto ser chato e entendo a questão de se priorizar espécies nativas para vegetação urbana e paisagismo mas francamente, com tantas boas opções de espécies nativas no sentido estético e funcional (algumas inclusive com um certo risco de extinção) e considerando o sol de rachar que temos, quem foi o gênio que fez o favor de encher aqueles espaços enormes de jerivás?

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    • Concordo em absoluto contigo.

      As espécies exóticas não deveriam ser totalmente excluídas, há muitas que deveriam ser menos deixadas de lado, os áceres por exemplo, que são de pequeno porte e poderiam muito bem ser plantadas em calçadas. Ou os álamos. Ou os liquidâmbares. Enfim, árvores caducas em geral, que muito acrescentam às cidades uruguaias, às argentinas e às serranas. Esteticamente são muito, muito boas.

      Mas mesmo excluindo todas as exóticas e considerando somente as nativas, praticamente qualquer espécie é melhor que esses jerivás que plantaram. O lugar estava literalmente livre, vazio, aberto para quaisquer árvores. Podiam fazer maravilhas ali. Imagina o espetáculo de cores anual se fossem plantados vários ipês ali? Vários jacarandás, vários guapuruvus, várias corticeiras-do-banhado (que inclusive são caducas e geram cores outonais)… Até os butiás são mais bonitos do que os jerivás, palmeiras estas últimas que, a propósito, são de aparência bem genérica e tropical, bem menos passíveis de caracterização regional.

      Sobre isso, é bom ressaltar: há um lado de identidade nas plantas que escolhemos para plantar numa cidade. Uma cidade cheia de bananeiras é diferente de uma cidade cheia de plátanos. Ora, o nosso estado está em zona de transição, não somos tropicais, mas não somos propriamente temperados. Dessa forma, nesse aspecto diferimos do resto do país, efetivamente tropical. As cidades da serra exploram isso e inclusive conseguiram criar uma espécie de “foliage route” brasileira. Outros lugares do estado, por sua vez, aderem a um pensamento de valorizar mais as nativas, mas que às vezes se radicaliza tanto que praticamente que ignora a existência de espécies exóticas. Certo, se isso fosse bem feito, não haveria problema. O problema é que parece que nativa = jerivá (ou qualquer espécie que seja “fácil” de cuidar). Como o jerivá especificamente é uma árvore de aparência muito tropical, o que acontece é que a cidade enfatiza um dos seus lados, justo o “abrasileirado”, o que, questionemo-nos: será conveniente e desejável?

      A solução ao meu ver seria, sim, valorizar as nativas, porque existem motivos ecológicos para isso. Mas que se faça a coisa pensando na estética também, e não só na praticidade. E que não se deixem totalmente de lado espécies “à serra gaúcha” ou “à platina”, espécies de clima temperado, porque, ademais de serem bonitas, também são um fator de diferenciação para nós. Por que não nos tornamos a única capital do Brasil (quem sabe com Curitiba) onde se pode admirar o espetáculo outonal, se o nosso clima o permite? Cidades da mesma latitude que a nossa, do outro lado da fronteira oeste, não têm o preconceito que temos. Vejam Mercedes, a capital de Corrientes, na Argentina, lá a arborização urbana difere claramente da porto-alegrense e da de cidades como Uruguaia.

      É isso, acho que resumi o que penso sobre o assunto. Seria legal mais publicações tratando disso por aqui, espaço em que já se discutiu a questão.

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