Prefeitura de Porto Alegre diz que tem toda logística preparada para vacinação contra covid

Hospital de Clínicas de Porto Alegre participou dos testes da vacina de Oxford, feita no Brasil em parceria com a Fiocruz | Foto: Itamar Crispim/Fiocruz

A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) informou nesta terça-feira (15) que Porto Alegre já conta com toda a logística necessária para a vacinação contra a covid-19. De acordo com a pasta, as unidades de saúde dispõem de câmaras frias necessárias para o armazenamento da vacina e já foram firmados convênios para garantir a aplicação de doses.

“A Prefeitura de Porto Alegre já tem toda a sua logística preparada para a vacinação. Todas as unidades de saúde contam com câmaras frias para armazenamento dos imunobiológicos. Além disso, como forma de segurança e ampliando os pontos de aplicação das doses, o município possui convênio com quatro redes de farmácias particulares para aplicação das doses, semelhante como a estratégia realizada na vacina contra a gripe”, diz nota da SMS encaminhada à reportagem do Sul21.

Ainda de acordo com a SMS, para o caso da adoção da vacina da fabricante Pfizer, que exige acondicionamento a temperaturas entre 50º e 70º negativos, o município enviou ofício a instituições de pesquisa e hospitais da cidade para avaliação da disponibilidade de equipamentos.

Segundo o prefeito eleito, Sebastião Melo (MDB), não há discordâncias no momento com a atual gestão em relação ao processo de vacinação. Melo disse que, a partir de 1º de janeiro, tomará todas as medidas que forem necessárias para preparar a cidade para a vacinação. Ele também disse esperar que a vacina a ser aplicada na Capital seja comprada pelo governo federal, mas não descartou adotar outras medidas para garantir a imunização dos porto-alegrenses.

“Não se discute de onde é a vacina. A vacina tem que ser testada, comprada pelo Brasil, espera que seja para todos os brasileiros, e, nós estando preparados, pode ser uma das primeiras cidades a receber a vacina. Agora, vamos imaginar uma hipótese que eu não trabalho com ela, mas, se o governo federal não comprar a vacina, acho que o consórcio metropolitano pode adquirir a vacina. Isso é fundamental, não tem nada mais importante nessa questão da covid do que a vacina”, disse o prefeito eleito, acrescentando ainda que não está havendo “nenhum arranhão” na transição e “muito menos” na saúde.

Sul 21



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