Acordo do Hyperloop entre Porto Alegre e Serra Gaúcha é assinado

O Rio Grande do Sul pode ter, no futuro, o primeiro sistema de transporte por cápsulas de altíssima velocidade da América Latina. Foi assinado, no Palácio Piratini, acordo entre o governo do Estado e a empresa Hyperloop Transportation Technologies (HyperloopTT) para realização, com auxílio da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), de estudo inicial de viabilidade da rota Porto Alegre–Serra.

Cápsula com passageiros ou carga viaja, em alta velocidade, dentro de tubo, como nesta linha de teste na França – Imagem: Divulgação HyperloopTT

Chamado de hyperloop, o sistema de transporte por cápsulas para passageiros ou cargas pode alcançar 1,2 mil km/h com conforto e segurança superiores ao de aviões. A parceria do Estado com a empresa de pesquisa americana coloca o Brasil na rota do transporte mais inovador e disruptivo atualmente em desenvolvimento no mundo.

“Não vivemos do passado, vivemos de futuro. E o nosso governo acredita muito na força do conhecimento. Por isso, trabalhamos com gestão inovadora, tecnicamente responsável e, sim, sonhadora. O acordo de hoje pode ser considerado bastante futurista, mas cogitamos analisar viabilidade do projeto e, assim, lançar a primeira ideia para que, quem sabe logo adiante, possamos confirmar as condições de viabilizar o hyperloop, uma alternativa economicamente viável, segura e sustentável. A pesquisa nos permite sonhar. E o sonho começa a ser realizado a partir da vontade e da ação, e hoje temos um exemplo disso”, afirmou o governador Eduardo Leite.- Continua depois da publicidade –

Além do estudo de viabilidade técnica da rota, o acordo prevê a análise das condições ambientais, socioeconômicas e financeiras, como retorno de investimento que um projeto desta dimensão possibilita.

De acordo com a HyperloopTT, uma das vantagens do sistema é ser viável comercialmente, não dependendo de recursos públicos para se manter. Além disso, é uma maneira sustentável do ponto de vista ambiental de avançar em sistemas de transporte.

“O estudo demonstrará que o sistema é sustentável do ponto de vista do investidor como do ponto de vista ambiental. E irá suprir uma demanda muito importante por transporte de qualidade, em altíssima velocidade, no Brasil. É uma satisfação enorme termos o governo do Rio Grande do Sul como parceiro nessa iniciativa”, afirmou Dirk Alhborn, fundador e presidente da HyperloopTT.

“Esse acordo é resultado do trabalho que temos realizado para posicionar o RS no mapa global da inovação”, disse o secretário de Inovação, Ciência e Tecnologia, Luís Lamb, destacando a relevância do projeto. “É uma oportunidade de avaliarmos, através da UFRGS e da empresa, uma das tecnologias de potencial impacto global no setor de transportes para as demandas da sociedade gaúcha, possibilitando benefícios em diversas áreas”, acrescentou.

O estudo inicial de viabilidade também avaliará aspectos operacionais e estruturais para criar um sistema de transporte hyperloop ao longo da rota entre Porto Alegre e a Serra. Avaliará localizações para grandes estruturas, possíveis restrições para o alinhamento do sistema e a integração do sistema de cápculas com a estrutura de transporte já existente, entre outros aspectos.

Saiba a HyperloopTT

Fundada em 2013, a HyperloopTT é uma equipe global de mais de 800 engenheiros, criativos e técnicos em 52 equipes multidisciplinares, com 40 parceiros corporativos e universitários. Seu modelo de negócios pioneiro vem sendo estudado em universidades de ponta como Harvard.

O Centro Europeu de P&D da HyperloopTT no Aerospace Valley em Toulouse, França, é o local de testes do primeiro e único sistema completo de cápsula de passageiros do mundo. Em 2019, a HyperloopTT lançou o primeiro estudo abrangente de viabilidade analisando um sistema de hyperloop, que constatou que o sistema é econômica e tecnicamente viável e que gerará lucro sem exigir subsídios governamentais.

Com sedes em Los Angeles (EUA) e Toulouse (França), a HyperloopTT tem escritórios em Abu Dhabi e Dubai, nos Emirados Árabes Unidos; Bratislava (Eslováquia); Barcelona (Espanha) e aqui no Brasil, sendo na cidade de São Paulo.

Até o momento, a HyperloopTT já assinou acordos nos Estados Unidos, Emirados Árabes Unidos, França, Alemanha, Índia, China, Coreia do Sul, Indonésia, Eslováquia, República Tcheca e Ucrânia.

De acordo com a Agência de Notícias do Estado do Rio Grande de Sul.

Engenhariae.com.br



Categorias:Hyperloop Porto Alegre - Serra, Meios de Transporte / Trânsito

Tags:,

4 respostas

  1. tem que ser muito ingenuo pra acreditar que isso é uma pesquisa prática pra implantar o hyperloop aqui.
    É mais fácil acreditar que a empresa procurava um estudo modelo, e com o real desvalorizado, encontrou aqui um bom orçamento.

    O fluxo de pessoas entre a capital e a serra é irrelevante comparado ao fluxo de países asiáticos super populosos ou mesmo nas regiões dentro da China.
    O investimento num hyperloop aqui só se justficará depois que toda essa demanda internacional de países mais populosos e com moeda mais valorizada que a nossa for preenchida.

    Por enquanto nossa realidade não compensa nem o investimento em novas linhas de trem, arrisco a dizer que isso nunca será viável economicamente

    Curtir

  2. Muito interessante….. inovação é, a princípio, sempre bem vinda. Mas me surgiu uma dúvida…..de natureza logística. Porque a serra, que pressupõe um considerável desnível topográfico, além da demanda “apenas Turística”… e não a região sul do estado/onde está o Porto de Rio Grande… com toda sua demanda logística histórica, e topografia plana????? Outro gargalo…. com elevado potencial de cabotagem e mobilidade, o transporte hidroviário, não seria mais atrativo aos investidores???? se alguém souber me esclarecer estas questões….. como urbanista, o assunto me interessa muito……

    Curtir

    • A serra inclui Caxias do Sul e arredores, com mais de 1 milhão de habitantes. Serra não é só Gramado e Canela.

      Curtir

    • Esse projeto não tem relação alguma com um “Hyperloop” de verdade, funcionando e transportando pessoas na sera gaúcha. No Brasil sobra dinheiro de pesquisa. Mestrandos e doutorandos estão sedentos por problemas para trabalhar. Entretanto os entraves burocráticos e ideológicos praticamente impedem que pesquisadores pagos com dinheiro do povo trabalhem para dar lucro para empresas capitalistas malvadonas. Então, nada melhor que uma pesquisa como essa, com aplicações práticas talvez daqui 30 anos, que quando der lucro, nenhum bicho grilo vai lembrar e reclamar.

      Curtir

Faça seu comentário aqui:

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: