Governador recebe estudo de viabilidade para implantação da ERS-010, nova estrada da RMPA

Traçado da rodovia é visto como alternativa para desvio do tráfego da BR-116, contornando a Região Metropolitana

O governador Eduardo Leite recebeu, na manhã desta segunda-feira (3/5), o estudo de alternativas viárias para o traçado da ERS-010 entre o entroncamento da BRS-290, em Porto Alegre, e a ERS-239, no município de Sapiranga, totalizando 41,75 quilômetros.

Opções de traçado da nova estrada

“Essa primeira etapa de apresentação do estudo é uma parte fundamental para subsidiar as futuras tomadas de decisões acerca do projeto. O governo do Estado vem trabalhando para, junto à sociedade, elencar as prioridades de cada região e, com isso, estimular o desenvolvimento do Estado”, destacou o governador.

O Estudo de Viabilidade Técnica, Econômica e Ambiental (EVTEA) para a implantação e pavimentação da ERS-010 foi contratado pelo Departamento Autônomo de Estradas de Rodagem (Daer), por cerca de R$ 290,3 mil.

De acordo com o secretário de Logística e Transportes, Juvir Costella, a participação das lideranças regionais é fundamental para a qualificação do projeto. “É uma grande iniciativa, que merece ser concretizada com a participação de todos”, afirmou. “Por esse motivo, estamos ouvindo a comunidade, para que esse traçado atenda a todas as necessidades da população para o seu conforto, segurança e desenvolvimento econômico.”

O traçado da rodovia é visto como alternativa para desvio do tráfego da BR-116, contornando a região metropolitana de Porto Alegre e formando um anel viário em conjunto a outras rodovias, como a BR-448. Envolve indiretamente cerca de 90 municípios e diretamente, 11.

Reunião contou com a participação de integrantes do Executivo estadual, prefeitos e deputados estaduais e federais – Foto: Gustavo Mansur/Palácio Piratini

“O EVTEA é uma etapa fundamental desse processo do planejamento da rodovia, principalmente considerando as várias interferências relacionadas à região complexa em que se insere o traçado”, detalha o diretor-geral do Daer, Luciano Faustino. “Esse estudo será um subsídio importante para a futura elaboração de um projeto que atenda a todas as expectativas da região e as condições técnicas necessárias.”

O material apresentado nesta segunda-feira tem como objetivo analisar a evolução no desenvolvimento urbano desde quando foi entregue o último estudo sobre o assunto, há dez anos, incluindo impactos socioeconômicos, ambientais e de tráfego na malha viária da região. Trata-se de uma proposta atualizada e coerente com o novo panorama regional e estadual. A partir da apresentação, que trouxe quatro alternativas para o traçado, o Daer aceitará, por meio do e-mail dg@daer.rs.gov.br, sugestões de prefeitos e de deputados para agregar ao estudo.

A reunião também contou com a participação do secretário-chefe da Casa Civil, Artur Lemos (Casa Civil), e de prefeitos e deputados estaduais e federais.

Clique aqui e faça download do estudo apresentado.

Vale a pena ver o estudo acima.

Governo do Estado do RS



Categorias:novas estradas

Tags:

8 respostas

  1. Sei que a nossa realidade é essa, mas essa rodovia é apenas mais um modo de colocar mais carros em POA. No meu ponto de vista, essa rodovia era a oportunidade para colocar outro modal pra funcionar.

    De preferência, um trem de superfície com poucas paradas entre as cidades (Não igual ao trensurb com dezenas de paradas e todo mundo de pé).

    Mas ok, melhor essa rodovia do que ficar como esta.
    Inclusive vai dar um descanso para Novo Hamburgo e Campo Bom que sofrem com aquele pedágio da RS 239 a anos.

    OBS: Pode postar a imagem dos traçados em alta resolução? Nao consegui abrir aqui.

    Curtir

    • Pelo amor de de Deus Senhor…. Trem de superfície em região urbanizada nunca mais…
      Uma linha férrea em superfície é um muro que separa irmãos… é uma facada na pele do organismo vivente – a cidade.
      Uma linha férrea cortando a superfície de uma metrópole é a marca indelével da estupidez que vai perdurar por décadas. É uma cicatriz que segrega os menos afortunados.
      Todas as cidades contemporâneas e minimamente estruturadas já não permitem mais este tipo de atrocidade no seu tecido urbano (até São Leopoldo e Novo Hamburgo criaram leis para evitar isso, obrigando a própria trensurb a elevar sua linha ao cruzar por elas).

      Curtir

      • Trens suburbanos em superfície existem aos montes mundo afora. Eu literalmente tenho um na frente da minha janela aqui em Munique. Não é viável querer que tudo seja subterrâneo, mas com projetos urbanos bem desenhados em voltas, o obstáculo dos trilhos pode ser contornado.

        Curtir

        • Olá fmmobus
          Óbvio que trens de superfície existem, mas na maioria dos casos são projetos antigos de intervenção.. digo que rasgar o tecido urbano consolidado de uma metrópole com uma linha férrea de superfície não é uma tendência atual, muito pelo contrário.
          Felizmente na cidade onde vivo e nas vizinhas isto até é ilegal (vivo em São Leopoldo e aqui tem lei contra isso) .
          Também informo que vivi em Buenos Aires e lá também é ilegal atualmente. Aliás, estão enterrando muitas vias de superfície ou tornando elas aéreas (projeto de soterramiento del tren sarmiento, projeto de elevação da linea Beelgrano, etc ). Por casualidade os principais projetos de mobilidade da capital portena atualmente são relacionados a elimar vias férreas ou grandes vias automotivas da superfície (obra caminho de bajo, por exemplo).
          No mais, contornar os obstáculos em trilhos é extremamente oneroso e com resultados duvidosos (pense em passagens de nível para veículos e pedestres, muitas vezes mais caras do que fazer a via aérea)…
          Por fim, eu também vivi um tempo com o Trensurb passando em frente a minha janela e, de coração, não desejo isso a ninguém. Se aí, na Alemanha, viver perto de linha férrea de superfície não é problema, não conheço lugar no Brasil em que isso seja considerado atrativo.

          Curtir

      • Obrigado pela resposta, faz muito sentido e concordo que não deve ser feito de qualquer jeito uma linha de trem. Mas, no mapa, me parece que 70% desse traçado não passa por uma região urbanizada. Esse é um dos maiores pontos da minha ideia, pois o custo de remover área urbana pra passar trem seria tremendo ou, como voce disse, teria que ser aéreo ou subterrâneo. Daqui 10-20 anos (Graças a essa rodovia) esses 70% que comentei estarão bem mais urbanizados e será bem mais complicado implementar uma linha de trens.

        Eu moro em Praga e literalmente estou a 1km da estação principal de trens da cidade e de modo nenhum a cidade é cortada ou separada. Inclusive há 4 estações de trem numa cidade do tamanho de POA.

        Compreendo que a diferença de Munique ou Praga para POA é questão de $. Consigo entender que essa rodovia é o caminho e é muito necessária atualmente. Mas acredito que é um modo de colocar mais carros em POA.

        Curtir

        • Entendi teu ponto de vista -seria mais pensando na questão do adensamento de veículos de que propriamente o modo de deslocamento. Caso se pense em transporte de massa, não incentivaria o uso de veículos particulares com uma rodovia.
          Me parece bem, mas creio que boa parte deste fluxo desta nova rodovia, caso seja implementada, não tenha como destino POA. Boa parte suprirá demanda das cidades locais da RM, outra parte fará ligação direta entre Serra e Litoral Sul, fora o fluxo de cargas que se destinará a BR 101 e a 386.
          Assim, creio que esta rodovia é muito mais importante para as cidades que que estão pelo traçado do que Porto Alegre.

          Curtir

  2. prolongamento da 448 até portão me parece mais util visto que deve ter bem mais veículo indo pra caxias/bento do que pra região calçadista e gramado

    Curtir

%d blogueiros gostam disto: