Prefeito assina projeto de lei para desestatização da Carris

Como parte das medidas para rever o atual modelo do transporte coletivo de Porto Alegre, o prefeito Sebastião Melo assinou na manhã desta terça-feira, 15, projeto de lei que autoriza o Executivo a promover a desestatização da Companhia Carris Porto-Alegrense (Carris). A proposta será encaminhada à Câmara Municipal.

Imagem: Carris

“Precisamos discutir com a Câmara e a sociedade a remodelação do transporte coletivo. O modelo atual faliu, e o cidadão não pode mais ser penalizado com um mau serviço que custa caro”, manifestou Melo. Conforme o prefeito, ainda nesta semana serão enviados novos projetos de lei de revisão das isenções tarifárias e também sobre o Programa de Extinção Gradativa da Função de Cobrador do Transporte Coletivo por Ônibus.

A crise do transporte coletivo tem impacto concreto sobre a operação da Carris. Antes da pandemia, a companhia já possuía custos superiores aos suportados pela tarifa. Em 2019, os cofres da prefeitura aportaram R$ 16,6 milhões. No ano passado, o repasse foi de R$ 66 milhões.

Prefeitura de Porto Alegre

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A história (o tempo) vai avaliar se ele está agindo certo ou não.

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Prefeito já pagou quanto pras empresas privadas não pararem esse ano?

Pelo menos 16 milhões!!

Vão pagar mais quanto pra quem assumir a Carris continuar rodando?

Uns 10 milhões por mês?

Por que é a Carris que roda nas linhas que foram abandonadas pelas outras empresas.

Comentário acima em negrito do leitor Felipe Menezes da Silva, na versão Facebook do Blog,



Categorias:Meios de Transporte / Trânsito, onibus

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15 respostas

  1. Só vai piorar o que já está ruim.

    Ressucitem o projeto portais da cidade.

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  2. Precisa de BRT e metrô. Se o metrô por agora é inviável, que busquem o BRT.

    Privatizar nao vai adiantar nada.

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  3. A estatal Carris está servindo de bucha de canhão para assumir as linhas que as privadas não querem fazer.

    Quando a diretora Helen Machado assumiu a empresa no governo Marchezan, foi feita uma reforma, o déficit foi reduzido em 70% e as coisas iam melhorando. Com a pandemia as coisas degringolaram.

    Com o isolamento social a empresa assumiu linhas que as privadas deixaram de fazer, assim como já assumia anteriormente linhas que não davam lucro.

    Portanto, quem acha que privatizar a Carris vai ajudar a resolver o problema do transporte público em Porto Alegre está redondamente enganado. Não vai ajudar em absolutamente nada.

    O que vai resolver o problema é a remodelagem total do sistema, seja privado ou estatal. Os aplicativos de transporte já vinham retirando passageiros de diversas linhas antes da pandemia, o que era motivo de reclamação dos consórcios privados. Vai ter que ser pensado um subsídio e será necessário refazer as linhas completamente. Privatizar a Carris não resolve nada.

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  4. Penso que se a prefeitura abandonar toda a regulamentação que com boas intenções construiu nas últimas 3 décadas para destruir o transporte público coletivo, e deixar toda a arquitetura a cargo da iniciativa privada, sem monopólios nem para as linhas, obrigação de ter cobradores e tabelas de horários fantásticas, em 3 meses estará tudo organizado e com a tarifa pela metade. Os empresários com certeza saberão contentar a sua clientela, razão da vida de suas empresas. Por acaso os aplicativos de transporte precisaram do governo para nascer e servir? Não, pelo contrário: precisaram fazer resistência contra as tentativas do governo em colocar as patas sobre o negócio. Assim que viu que funcionava, a gestão passada já estava criando um emaranhado burocrático cuja finalidade última era inchar mais um pouco a administração por conta de novos controles, assim como tributar o serviço para alegadamente tapar o rombo que causaram no transporte coletivo, rombo este de tamanho de uns 15 milhões de reais mensais, que a prefeitura de Porto Alegre é obrigada a pagar à ATC por motivo de desiquiíibrio financeiro contratual.
    A culpa de quase todas essas mazelas é do governo. Há incontáveis décadas fomos obrigados a pagar pelas corridas de táxi laranjinhas o que a máfia dos táxis, mancomunadas com a prefeitura, bem entendiam. Precisou surgir a concorrência dos aplicativos Uber e 99 para que acordássemos desse longo pesadelo. Com os ônibus a história poderá ser a mesma.

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  5. Rosseto é contra? Então privatiza já!

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  6. Algumas sugestões para o transporte coletivo:
    i Ônibus articulados, somente longa distância e pelas avenidas principais (Ipiranga, Protásio, Farrapos, Assis Brasil, Independência, Borges, João Pessoa). Nada de ônibus grande articulado em ruas pequenas e residenciais
    ii Redução do número de paradas. Há regiões que tem uma parada por quadra. Não acredito que é melhor caminhar uma quadra a menos para demorar uns 20 ou 30% a mais dentro do ônibus no para-anda.
    iii Lotação fazendo itinerários circulares e curtos, custando por exemplo R$1,50. Exemplo 1: Borges, João Pessoa, Osvaldo, Rodoviária e Mercado. Exemplo 2: Protásio, Ipiranga, PUC e Bento. Exemplo 3: Iguatemi, Assis Brasil, Sertório.
    iv Estações de transbordo funcionando na Perimetral com a Protásio, Triângulo, Junto ao Praia de Belas…

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  7. Na gestão passada a carris havia tomado o rumo certo para a sustentabilidade economica, a pandemia pos tudo ao chao, pois a carris passou a assumir forçadamente pela prefeitura as linhas que as empresas privadas (que recebem aporte dinheiro da prefeitura) haviam abandonado.

    mesmo com o fim da pandemia e retorno da economia ao normal o sistema de porto alegre está atualmente caminhando para a falencia como um todo.

    Antes da inserçao dos apps de transporte as empresas tinham como reforço os usuários de 1 a 2km que pagagam muito para andar pouco, hoje esse publico migrou para um transporte mais eficiente economicamente, mais rapido e confortavel para o usuário.

    Para as empresas de onibus sobrou somente o púbico que paga a passagem para andar até longe.

    O sistema faliu por nao se atualizar, a existencia de cobradores em todos horarios e dias de semana é uma piada.
    A impossibilidade das empresas usarem micro e pequenos onibus para horarios e linhas menos movimentadas é um erro.
    a quantidade de linhas da mesma empresa ( e de outras tambem) se sobrepondo é um absurdo e gera custos desnecessários.

    Em quanto nao for quebrado o conceito de pegar um onibus na porta de casa e descer no destino final sem fazer integração o sistema ira ao chão!

    Vale lembrar que a segunda passagem “gratuita” era para incentivar as pessoas a fazer mais integrações e as empresas a repensarem a sobreposição de linhas, a extinção da segunda passagem “gratuita” foi um erro de ganancia causado por falta de planejamento.

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  8. Enquanto transporte publico não for tratado a sério, não só estatizando/privatizando, nunca vai melhorar.

    Transporte publico de qualidade melhora o ar da cidade, o barulho, a saúde e diminui engarrafamentos. Grande ferramenta pra melhorar a qualidade de vida dos Porto Alegrenses. Mas o foco é cortar os custos e azar do pobre que perde 2h dia num bus lotado.

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  9. Acho que o maior problema do transporte coletivo de PoA e de praticamente todo o Brasil é falta de competidores. Simplesmente não há incentivo algum em melhorar o serviço ou reduzir os custos.

    Nas empresas normais do mundo capitalista, quanto menos gasta, mais sobra dinheiro e consequentemente aumenta o lucro.

    Em PoA, com lucro fixado por lei em 7,35% dos custos. Quanto mais gasta mais ganha. Quanto mais tempo o ônibus ficar parado, quanto mais gastar combustível, quanto mais zigue-zague fizer consumindo tempo dos funcionários, maior serão os custos. Daí é só mandar a planilha para a prefeitura no final do ano para ajustar o lucro.

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    • muito boa a observação, eu ja havia comentado isso aqui a uns anos atrás tambem mas o tempo me fez esquecer desse importante detalhe, que apesar de parecer mentira e absurdo é absolutamente real!

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  10. a história vai avaliar? em algum momento na história uma empresa que foi privatizada tornou a ser publica por dar lucro? não entendi seu comentário. O servidor publico vive a heresia de não precisar se preocupar com produtividade, com um salário acima da média do mercado… porque raios vai bater meta se não vai perder o emprego? como se manter competitivo ao longo da vida tendo o melhor salário do mercado?

    o dinheiro publico deveria servir pra fazer gestão, não pra operacionalizar,

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    • Deixa de ser ridículo!!! De onde o salário do servidor público é acima da média ?
      Nós não estamos em Brasilia ! Cai na real cara !
      Mais um comentário assim desfazendo dos servidores públicos te mando pastar!

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    • Servidores municipais têm salário médio de R$ 2,9 mil, mas 61% destes funcionários estão na faixa salarial de até R$ 2,5 mil.

      Por sua vez, R$ 5 mil é a média salarial de um servidor estadual, que equivale a 55% do salário médio, de R$ 9,2 mil, de um servidor federal. No entanto, há uma prevalência de menor remuneração: No Executivo Federal, 48% de todos os funcionários públicos ganham até R$ 2,5 mil por mês.

      O que faz a média tanto na esfera Estadual como na Federal ser alta é haver o alto escalão do serviço público, que inclui deputados estaduais, secretários, deputados federais, senadores, presidente, ministros, militares de alta patente, defensores públicos, profissionais do Ministério Públicos, juízes e outros privilegiados. Esta “sorte” não é sentida pelas demais carreiras e cargos. Só no Judiciário, 4,2% recebem mais de R$ 30 mil, enquanto um gestor público do governo federal pode ganhar mais de R$ 25 mil.

      Os dados são de 2017 e foram organizados pelo Atlas do Estado Brasileiro, feito pelo Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada).

      Fonte: http://www.confetam.com.br/noticias/servidor-nao-ganha-demais-salario-de-municipais-equivale-ao-de-trabalhadores-pri-e06a/

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      • Excelente, Gilberto. Colocar a culpa no servidor é a moda. Quando os servidores que mais ganham, são uma casta que ninguém cobra ou reclama, como políticos, juízes, militares…
        Aí acha-se que basta privatizar que melhora tudo. As outras empresas são privadas, e o serviço é péssimo, sem ar condicionado, ônibus altos (que dificultam pessoas de idade), além da nossa gloriosa sociedade que na Europa anda de ônibus e metrô, enquanto aqui andar de ônibus é para os pobres.
        O sistema todo precisa ser revisto, mas para isso precisamos de um prefeito que faça menos bravatas e tenha coragem de refazer um sistema do zero.

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  11. A qualidade do serviço de transporte da nossa cidade não vai melhorar nem 1% com isto.

    Enquanto não remodelarem as linhas nada vai mudar, nem privatizando, nem estatizando o sistema por inteiro.

    E eu também quero saber quem vai tapar os buracos, assumindo linhas menos rentáveis, como a Carris faz hoje.

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