Prefeitura apresenta programa de revitalização do Centro Histórico

Lançamento foi na tarde desta segunda-feira
. Foto: Alex Rocha/PMPA

O Centro Histórico é a principal porta de entrada de Porto Alegre, referência em serviços e mobilidade para toda a região metropolitana e o maior polo comercial e bancário do Rio Grande do Sul. Batizada de Centro+, a proposta de revitalização da região lançada oficialmente pelo prefeito Sebastião Melo nesta segunda-feira, 9, nasceu da necessidade de resgate desse espaço público, local onde a cidade se desenvolveu, mas que hoje se encontra em estado de abandono em decorrência de décadas de precarização.

O Centro+ é um dos sete programas de governo prioritários pactuados no Plano Plurianual 2022-2025. A iniciativa, desenvolvida e coordenada pela Secretaria Municipal de Planejamento e Assuntos Estratégicos (Smpae), pretende redesenhar a governança das ações

“Estamos focados em transformar o Centro Histórico. A revitalização da Orla ganhou fôlego, mas demorou para sair do papel. Com o Centro+, nós estamos abrindo uma carta de oportunidades para revitalização do bairro. A maioria das cidades remodelou suas áreas centrais e Porto Alegre também está empenhada em revitalizar o coração da Capital” – Prefeito Sebastião Melo.

O programa prevê atuação em questões como segurança pública, infraestrutura, fiscalização, desenvolvimento econômico, zeladoria, mobilidade e preservação do patrimônio histórico, além de intervenções para fomentar o turismo e a cultura local. Existem, no entanto, três ações consideradas emblemáticas pela prefeitura, em virtude da sua simbologia: a revitalização do Mercado Público, uma solução para o Esqueletão e a substituição do Muro da Mauá – que contempla, também, articulação interinstitucional para a recuperação do Cais Mauá.

Para o secretário de Planejamento e Assuntos Estratégicos, Cezar Schirmer, trata-se de um movimento alinhado ao que já foi feito em diversas grandes cidades do Brasil e do mundo. “Não queremos fazer com o que o Centro se volte ao passado. Pretendemos resgatar a sua condição de espaço de convivência e ponto de convergência, preparando-o para o futuro, para que as próximas gerações tenham a região como referência de comércio, serviços, cultura, turismo, lazer e moradia”, afirma.

Esqueletão – Na tarde desta segunda, a 10ª Vara da Fazenda Pública de Porto Alegre determinou que a Galeria XV de Novembro, conhecida como Esqueletão, seja interditada e desocupada no prazo de 30 dias. A decisão, do juiz Eugenio Couto Terra, atendeu pedido da Procuradoria-Geral do Município (PGM) em ação ajuizada em 2003 pelo Município contra os proprietários do prédio. Em julho, a prefeitura já tinha firmado acordo de cooperação com a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs) para a elaboração de um laudo técnico.

Acesse o press kit e saiba mais sobre o Centro+.

Prefeitura de Porto Alegre



Categorias:Arquitetura | Urbanismo, Revitalização do centro

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4 respostas

  1. Olha, faz 30 anos que falo isso. Derruba esqueletão, coloca lixo refrigerado no Mercado Público, tira essa quantidade absurda de ônibus vazio indo até o centro da cidade, substitui o Muro da Mauá, faz zeladoria urbana, concede espaços pra iniciativa privada, senta e olha o milagre acontecer. Nem é muita coisa não….é o básico do básico.

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  2. Super louvável o esforço para fazer as coisas mudarem para melhor no Centro Histórico! Acredito que os cidadãos que realmente gostam de sua cidade e têm mente arejada devem se empenhar para apoiar a prefeitura e as entidades que estão se mobilizando em torno de um objetivo tão relevante como o de dar vida nova e estética caprichada para o centro da cidade, tirando-o dessa atual e tão deprimente estado de indigência urbanística. Torcemos que a cidade tenha novamente seu digamos coração, que é seu centro, cheio de inovação, beleza, energia positiva vibrante. Agora vai. Vai dar tudo certo!

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  3. As ideias por si só não são inovadoras, mas sim são necessárias há anos e a maioria das iniciativas se arrasta. O que precisamos torcer é para que não só saiam do papel, mas também que a execução ocorra com qualidade e haja manutenção (o grande problema de Porto Alegre).

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