Recuperação do Largo Glênio Peres inicia com a instalação de novos deques do Mercado Público (atualizado)

Prefeito acompanhou o começo dos trabalhos. Foto: Alex Rocha/PMMPA

O ano de 2022 começou com intensa mobilização no coração do Centro Histórico. Na manhã desta segunda-feira, 3, o prefeito Sebastião Melo acompanhou a retirada dos deques de madeira do Mercado Público, que serão substituídos por novas estruturas. Os trabalhos de demolição, remoção e limpeza ficaram a cargo das equipes da Secretaria Municipal de Serviços Urbanos (SMSUrb) e do Departamento Municipal de Limpeza Urbana (DMLU). 

A ação acontece menos de uma semana após a confirmação da pintura e restauro da fachada do Mercado Público e da assinatura do termo de execução de obras para abertura do segundo piso. A demolição e a retirada das estruturas devem levar dois dias. Na quarta-feira, 5, as obras de revitalização do local terão início, se estendendo até o final de janeiro. No início de fevereiro, o novo espaço estará à disposição da comunidade. 

“Ano novo, novos desafios. Teremos quiosques bonitos e modernos e, em seguida, o chafariz do Largo Glênio Peres estará revitalizado e operando. Queremos um Centro cada vez mais bonito e bem cuidado, feito para as pessoas” – Prefeito Sebastião Melo

A modernização é uma iniciativa conjunta da Prefeitura de Porto Alegre e de permissionários do Mercado Público. O poder público assumiu a retirada dos deques antigos e a posterior reativação do chafariz do largo. Coube aos mercadeiros o custeio da instalação das novas estruturas (projeto e execução da obra). O investimento, de cerca de R$ 140 mil, será dividido entre oito estabelecimentos: Padaria do Mercado; Restaurante Castelo; Restaurante Havana; Panamericano Café; Restaurante Metrô; Padaria Copacabana; Restaurante Pires; e Lotérica Sulista.

Para o secretário de Planejamento e Assuntos Estratégicos e coordenador do programa Centro+, Cezar Schirmer, iniciar 2022 com a revitalização dos deques possui um caráter simbólico. “Uma parceria fundamental na revitalização do Mercado Público e no embelezamento do nosso Centro Histórico, que demonstra o engajamento dos permissionários com o nosso projeto”, ressalta.

Desde o início da manhã, uma equipe com 26 servidores trabalhou na operação para remover as estruturas, bastante degradadas. Os resíduos acumulados embaixo dos deques também foram limpos. Ao todo, cerca de duas toneladas foram recolhidas pela SMSUrb, que utilizou dois caminhões na operação. Parte da madeira que ainda está em boas condições será reaproveitada em outros reparos. Visando garantir segurança sanitária, os permissionários arcaram com a contração de uma empresa especializada em controle de pragas para impedir qualquer possibilidade de infestação.

“Iniciamos o ano cuidando de um dos principais pontos da nossa cidade. Em março de 2021 já tínhamos removido um dos deques e, agora, em um esforço conjunto, retiraremos todos os que faltam e limparemos a área. A SMSUrb é parceria do programa Centro+ para revitalizar e dar mais vida à região”, afirma o secretário municipal de Serviços Urbanos, Marcos Felipi.

Como ficará o espaço – Os deques foram construídos em 2012. Sua manutenção ficou a cargo dos mercadeiros, porém, com o passar do tempo, o vandalismo se tornou frequente no local. Por esse motivo, em 2021, um grupo de permissionários apresentou a proposta de revitalização, que foi aceita pela prefeitura.

Assinado pelos arquitetos Leonardo Barden e Priscilla Reis e executado pela empresa Soares Rilho Construções e Engenharia, o projeto pretende redesenhar a região que liga o Mercado Público ao Largo Glênio Peres a partir de um conceito que dialoga com o que há de mais moderno em ocupação de espaços urbanos. A ideia é promover a recuperação promovendo acessibilidade e garantindo melhores condições de limpeza e manutenção.

No lugar da madeira, entrará em cena o concreto. Todos os sete deques terão rampas de acesso e o piso receberá a aplicação de resina antiderrapante, dando a segurança necessária a usuários que possuam dificuldades de locomoção. Os ombrelones serão consertados, contando com novas lonas e estruturas de metal restauradas.

A principal mudança conceitual, no entanto, estará na integração das áreas de convivência. O novo leiaute prevê o cercamento por meio de floreiras de concreto armado e cordas, mas acaba com a separação antes existente, o que possibilitará o uso mais democrático dos espaços, Os trabalhos incluirão, ainda, a instalação de nova infraestrutura de tubulação, de nova fiação elétrica, de calhas entre os módulos dos toldos e de 28 novas luminárias.

Ambulantes irregulares – Também durante a manhã, uma força-tarefa da prefeitura abordou ambulantes irregulares que vendem frutas e verduras no Largo Glênio Peres. Ao todo, 40 ambulantes foram cadastrados e 12 foram encaminhados ao Sine Municipal. Todos foram notificados para liberarem o local. A ação se estenderá até quarta-feira, 5, para que os demais comerciantes sejam orientados sobre as opções de encaminhamento.

O diálogo com os hortifrutigranjeiros que ocuparam o espaço iniciou há mais de dois meses. O executivo municipal ofereceu alternativas. Além do encaminhamento ao Sine Municipal, a prefeitura analisa a possibilidade da abertura de vagas em bancas no horto da Praça Parobé, a disponibilização de bancas em feiras livres existentes, a análise de criação de uma nova feira-livre itinerante na cidade, a possibilidade de obtenção de linha de microcrédito e a capacitação em cursos de formação e empreendedorismo, via agências de fomento social parceiras da prefeitura.

Veja as imagens do projeto novo:

Fotos de hoje da demolição dos atuais decks em frente ao Mercado Público:

Fotos: Gilberto Simon (inseridas às 15:33 do dia 04/01/22)



Categorias:Arquitetura | Urbanismo, Programa de Reabilitação do Centro Histórico

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2 respostas

  1. Bem, eu passo no mercado todos os dias e a situação é deprimente. O calçamento interno está há anos com buracos e uns cones para não cair neles. A situação do prédio é deprimente. Ao meu ver, essa revitalização deveria ocorrer de dentro para fora: o segundo andar não tem jeito de ser reativado, o teto está sujo, o cheiro ruim e as condições de higiene são precárias. Triste ver um ícone da cidade nessas condições e receber só a decoração externa.

    Ao menos a prefeitura começou a remover os ambulantes do terminal Parobé, que colocavam umas tendas que a gente tinha que se abaixar para não se enroscar nas cordas que colocavam. O retrato do 4º mundo.

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  2. Posso ser pessimista, mas podem colocar os mais lindos decks .. mas se continuar o estacionamento, e o não educar o povo que frequenta aquele zona, nada vai mudar.. o gente relaxada… credo. Se fosse deixa sem estacionamento enche de ambulante, de colocar estacionamento não fica bonito.. A solução da capital esta em trazer investimento ao seu redor e aos poucos chegando pro miolo.

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