BSBIOS terá primeira usina de etanol de grande escala do RS

O projeto totaliza um investimento de R$ 556 milhões

Imagem: BSBIOS

A BSBIOS reforça sua estratégia de ser uma das empresas mais importantes em biocombustíveis ao firmar Protocolo de Intenções com o Estado do Rio Grande do Sul nesta segunda-feira (20), em Porto Alegre. O documento estabelece ações articuladas para viabilizar o investimento de R$ 316 milhões na primeira fase de implantação de unidade de usina produtora de etanol e farelos a partir do processamento de cereais (milho, trigo, triticale, arroz, sorgo, dentre outros).

“O Rio Grande do Sul é um estado importador de etanol e nós, que estamos na cadeia produtiva, com esse investimento, vamos ampliar nossa capacidade de produção de biocombustíveis aqui na região Sul, aderindo ao Pró-Etanol”, destaca Erasmo Carlos Battistella, presidente da BSBIOS. Atualmente o estado importa 99% de sua demanda de etanol e a nova fábrica, a partir de 2027, vai suprir 23% dessa necessidade. “A iniciativa vai representar um incremento na oferta de farelo para as cadeias produtivas de proteínas animais, além de promover investimento em desenvolvimento de tecnologia genética para produção de trigo específico para produção de etanol e de ser uma oportunidade viável de renda para o agricultor com a cultura de cereais de inverno”, reforça Battistella.

Os investimentos serão realizados no segundo trimestre de 2023, com previsão de início das operações no segundo semestre de 2024. O protocolo estabelece tratamentos tributários em relação ao ICMS para aquisições de fornecedores localizados no Rio Grande do Sul de máquinas e equipamentos industriais e importações do exterior de máquinas e equipamentos industriais. A partir de agora, a empresa avança para finalizar todos os estudos necessários, projetos de engenharia e a estrutura de financiamento para que a planta comece a operar na safra de trigo de 2024.

Pró-Etanol
A iniciativa da BSBIOS estará no contexto da Política Estadual de Estímulo à Produção de Etanol (PL 292/20), que criou o Programa Estadual de Desenvolvimento da Cadeia Produtiva do Etanol (Pró-Etanol). Seu objetivo é reduzir a dependência do Rio Grande do Sul do etanol de outras regiões do país. Isso permitirá à organização aderir ao Fundo Operação Empresa do Estado do Rio Grande do Sul (Fundopem) e ao Programa de Harmonização do Desenvolvimento Industrial do Rio Grande do Sul (Integrar).

Prevista para operar em duas fases, com processamento de 750 toneladas/dia de cereais em 2024 e de 1.500 toneladas/dia, em 2027, o projeto totaliza um investimento de R$ 556 milhões no período. O empreendimento deve representar um incremento de R$ 1,3 bilhão em faturamento anual para o ECB Group, e vai gerar 143 novos empregos diretos e aproximadamente 1 mil indiretos. A usina será flexível para a produção de etanol anidro (que pode ser adicionado na gasolina) ou hidratado (consumo direto) terá capacidade de 111 milhões de litros em sua primeira fase e, atingirá 220 milhões de litros, dobrando sua capacidade, quando totalmente instalada.

Como a região tem baixa condição para usar a cana-de-açúcar como matéria-prima, a nova fábrica vai processar 260 mil de toneladas por ano de cereais para produção de etanol e farelo. O Rio Grande do Sul e o Paraná dividem a liderança da produção de grãos e a indústria de etanol vai ampliar as culturas de inverno.

Dentro do contexto do Pró-Etanol, esta iniciativa vai aproveitar melhor as áreas produtivas do estado, aumentar a liquidez para os cultivos de inverno, fortalecendo nossa economia”, analisou Giovani Faé, chefe de transferência de tecnologia da Embrapa-Trigo, com quem a BSBIOS criou uma parceria para produção de novos materiais. “Hoje nós já temos no portfólio de trigo e triticale (cereal de inverno utilizado na alimentação animal) com concentrações extremamente interessantes de amido para produção de etanol. Além disso, desenvolveremos ações de fomento junto aos atores da cadeia para estimular a produção de cereal de inverno como uma alternativa viável de renda”, completou Faé.

Outra parceria da BSBIOS se dará com a Biotrigo Genética, empresa líder de melhoramento genético do trigo na América Latina. A empresa está trabalhando no desenvolvimento genético de duas cultivares de trigo exclusivas para produção de etanol. As variedades, por possuírem elevados níveis de amido, são ideais para a produção do biocombustível.

Link: https://amanha.com.br/categoria/empresa/bsbios-tera-primeira-usina-de-etanol-de-grande-escala-do-rs



Categorias:Economia, Economia Estadual

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7 respostas

  1. “Há uma onda de destruição das culturas no ocidente.” Isso é uma bobagem. É apenas um discurso xenofóbico difundido principalmente pela internet por alguns grupos que ganharam tração entre a classe média e alta temerosas de perder protagonismo nas decisões econômicas e políticas de países desenvolvidos. Não existem culturas “puras” ou imunes a influências externas na história, a não ser que se isolem por vontade própria ou pela força.

    Inclusive, o Brasil sequer é considerado um país “ocidental”. Este conceito se aplicaria apenas a nações da América do norte, Europa ocidental e a Austrália (https://www.youtube.com/watch?v=lfjTEiRFQsU).

    Podemos observar que há um grande reduto cultural de resistência [negra] que se reproduz no rap e no funk – alguns cariocas que eu conheci ficam impressionados com a cena funkeira de Porto Alegre. O samba e o pagode também têm nichos bem estabelecidos na capital há décadas. “Exportamos” bandas de rock e alternativas desde os anos 1970. Em suma, há uma grande variedade de produção musical e cultural no RS. Contudo, a música tradicionalista – típica do RS – segue firme e forte, principalmente no interior do estado.

    Aliás, pra que ter uma rádio se o bruto da cena musical está se difundindo via internet, com as plataformas de streaming de áudio e o Youtube?

    Parece que alguém aí parou no tempo.

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  2. ótima notícia. é o estado evoluindo sempre e gerando muitos empregos.

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  3. O estado deveria criar uma cidade planejada , turística e industrial, criando nela o polo industrial do Sul , com os mesmo incentivos fiscais que o polo industrial de Manaus tem , mas mantendo apenas pessoas do Sul pra trabalhar e moral nela , e rever as diretrizes da cultura pra impedir que se perca as raizes locais, impedindo que se instale outras culturas de fora , impedindo funk, forró, samba e pagode , lixos culturais que estragam o estados que fazem perder a cultura local

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    • É mesmo, cabeça de bagre?

      Vai proibir Rock também, estilo musical estrangeiro?

      Mas para de falar besteira…

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    • Olha, isso deve ser abordado de forma estratégica mas não ditatorial. Há uma onda de destruição das culturas no ocidente. Questões como taxa de natalidade também são baixas aqui no sul do país. Em certos países europeus a coisa está pior, pois além da baixa taxa de natalidade há um grande número de imigrantes com culturas completamente diferentes..em Porto Alegre, que é a capital do estado, acho que não existe nem sequer uma rádio conhecida que ofereça espaço para os cantores em início de carreira… Acho melhor utilizar a tática natural de encher o copo de água suja com água limpa ao invés de esvazia-lo e não ter quase nada para colocar dentro.
      Veja o funk, há muitas gravadoras que fornecem a base para todos aqueles cantores, isso é uma facilidade, além de transformar aquilo em algo lucrativo, então gera estímulo.

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