Construção da nova ponte do Guaíba toma forma

Estrutura ainda depende de licença da Fepam para reassentamento de famílias

Estão sendo colocadas estacas de 30 metros de comprimento que pesam em torno de 30 toneladas | Foto: Tarsila Pereira

Estão sendo colocadas estacas de 30 metros de comprimento que pesam em torno de 30 toneladas | Foto: Tarsila Pereira

A construção da nova ponte do Guaíba começa a tomar forma em Porto Alegre. Quem passa pela BR 290, no sentido Interior-Porto Alegre, consegue observar a estrutura avançar. Os trabalhadores da construtora contratada atuam em duas frentes: em escavações no terreno localizado na rua João Moreira Maciel, no bairro Humaitá, e dentro do Guaíba, com a colocação de estacas de 30 metros de comprimento e que pesam aproximadamente 30 toneladas.

Dentro das águas, existem marcações com boias para delimitar a área de trabalho da empresa. No terreno da rua João Moreira Maciel, estão depositadas peças pré-moldadas da nova ponte, como por exemplo vigas e estacas. Quem passa pela BR 290 visualiza também um guindaste para fixação da estrutura. O bate-estaca tem capacidade para 120 toneladas e funciona como um martelo gigante para cravar as estacas.

A Fundação de Proteção Ambiental (Fepam) ainda não concedeu licença para que se inicie o processo de reassentamento das famílias que terão de deixar a área em razão das obras. Sem o documento, não é possível aprovar o Estudo de Viabilidade Urbana e erguer a infraestrutura das novas casas. A Fepam promete realizar, em breve, a vistoria nos locais. Quando o processo de desapropriação das áreas privadas estiver concluído, a Justiça Federal dará início a audiências de conciliação.

A nova ponte terá uma extensão de 7,3 quilômetros 2,9 quilômetros, além de 4,4 quilômetros em acessos e obras de artes especiais alargamento da ponte do Saco da Alemoa, elevadas e viadutos. Com 28 metros de largura nos vãos principais, a pista terá duas faixas de rolamento, acostamento e refúgio central. O valor é de R$ 649,6 milhões em recursos do governo federal. A conclusão da ponte está prevista para outubro de 2017.

Correio do Povo

Nova ponte do Guaíba: Um grande circo armado, por Luiz Domingues

Foto: Divulgação / DNIT

Foto: Divulgação / DNIT

Um Grande Circo foi armado no dia 14 de outubro de 2014, na rua João Moreira Maciel nº 8880 próximo à ponte móvel do Guaíba, a estréia foi às às 14h.

Os donos do Circo são os Diretores da Queiroz Galvão Othon Zanoide de Morais Filho e Erton Medeiros e que, me desculpem os outros donos, porque não tive o prazer ou desprazer de conhecê-los o que não vem a caso, o meu objetivo e elogiar, até porque o espetáculo foi bonito, bem produzido.

Para a estréia foram expedidos convites para pessoas importantes como Ministros, Deputados Federais, deputados Estaduais, Prefeitos, Vereadores e até eu fui convidado e compareci, só que não fui o único palhaço presentes, haviam outros palhaços mais importantes, até posamos para fotos juntos. Nela está o ilusionista, o Excelentíssimo Senhor Ministro dos Transportes Paulo Sergio Passos acompanhado de sua assistente, a Excelentíssima Senhora Ministra Miriam Belchior.

Pela minha pose na foto o amigo leitor pode constatar de que eu estava lá presente, mais não estava contente com o circo armado, afinal tudo era um mero espetáculo direcionado para a imprensa. Imprensa essa que não acredita mais nas promessas evasivas de que as obras da ponte vão iniciar.

Acredito que deverão estar se perguntando por que a minha revolta, não estou revoltado porque sou um pacifista, mas muitas pessoas no meu lugar com já teriam tomado outro tipo de atitudes.

Vou fazer um breve relato e julguem vocês mesmos:

Passamos atuar em busca de uma ponte alternativa desde o dia 11 de Março de 2006, de lá para cá foram feitos todos os tipos de relatos às autoridades competentes e até fomos ouvidos, porem os que nos ouviram usaram nossa necessidade como instrumentos políticos para angariar votos e serem reeleitos.

Qual necessidade? Explico:

Em 2006 quando iniciamos a busca de uma segunda ponte no Guaíba, o fluxo de veículos no vão móvel da ponte era de 37 mil veículos/dia, hoje o fluxo dobrou, atualmente é de 63 mil veículos por dia nos dois sentidos podendo chegar até 70 mil. E o Prejuízo econômico aos empresários e cidadãos da metade Sul? Em 2006, era de 120 milhões ao ano, hoje chega a R$ 1.250.000.000,00 ao ano.

Além dos fatos relatados ainda tem o prejuízo direto a população como nos casos em que se busca recursos médicos na capital, é notório que o sistema de saúde esta uma “maravilha”, mas ainda há os casos em por milagre uma pessoa consegue agendar uma consulta médica em Porto Alegre, mais quando estão se deslocando para o atendimento a ponte é içada e lá se vai a consulta marcada e o próximo agendamento somente quando a ponte estiver pronta, e claro o paciente será atendido se ainda estiver vivo.

Há os defensores do Governo Federal, que argumentam que pelo menos se esta fazendo. Só me resta bater Palmas para esses idiotas que são os parasitas de uma administração e que usam e abusam de seu poder e usa as dificuldades e necessidades de um povo, sendo que ainda passa por cima de um desenvolvimento promissor de um estado inteiro para se manter em seu posto político.

O que me credencia a usar esses adjetivos é a longa espera que os políticos nos impuseram… Quais são?

Eu Luiz Domingues, Fui o fundador do Movimento Ponte do Guaíba e na oportunidade a então hoje presidente era chefe da Casa Civil e na oportunidade até mandou que a CONCEPA, fizesse estudos e que ela imediatamente o fez, porem a presidente sentiu que podia angariar muitos votos do povo gaúcho, com promessas evasivas a essa necessidade, descartou a qualquer possibilidade de licitação e entregou aos donos do Circo acima citados.

A necessidade da metade Sul, até rendeu uns trocadinhos a empresas. Por exemplo, a Engevix Engenharia, foi à vencedora da licitação para fazer o EVETEA (estudo de viabilidade técnica econômica e ambiental) e traçado, como a presidente tinha que apadrinhar a Queiroz Galvão, usou o argumento de que a ponte tinha que ser de imediata construída e rescindiu o contrato com a Engevix que teve o custo de 7.500.000,00 reais.

Na oportunidade até fizeram um grande espetáculo no DNIT/RS, reuniram a imprensa para mostrar um pré projeto, e foi em cima deste pré projeto que anunciaram o inicio das obras da ponte.

Agora sou eu que pergunto cadê as obras da ponte?

Como alegam que a FEPAM ainda não deu licença se tem noticias de que estava tudo liberado, tenham dó!!!

Para terminar permitam-me a expor o meu ponto de vista:

1º – Essa ponte não vai ser construída em três anos, Mal começou e o ritmo das obras da nova ponte já está lento. Pelo cronograma original, o atraso já chega há três meses.
2º – Essa obra será o trampolim político para próxima eleição presidencial (aqui no Sul).
3º – O custo da obra não vai ser só de: 649 milhões ( conforme a licitação)
4º – A Presidente virá entregar Retroescavadeiras e fará grande discurso sobre a ponte, lá estarão um monte de babacas e eu junto para aplaudi-la. Porque eu vou estar lá? Há… Sei lá mais vou estar, talvez seja como o ditado que quando não se pode com o inimigo alie-se a ele. É o que vou fazer.

Sobre o reassentamento das famílias

As famílias precisam ser transferidas até dezembro de 2015 sem que haja prejuízo ao ritmo dos trabalhos, isso é o que eles dizem. Nesse período, o Governo Federal precisa contratar as empresas que irão realizar a construção das mil novas moradias. Como???

O ano tem 365 dias, para entregar as mil moradias, 2,7 casas terão que ser construídas por dia estão brincando ou estão tirando nos gaúchos pra burros, talvez imaginem que não sabemos fazer contas???

Artigo publicado no Blog do Movimento Ponte do Guaíba, com o título “Olha Nós Aqui Outra Vez”, no dia 04/01/2015

* Luiz Domingues é presidente do Movimento Ponte do Guaíba

Terreno na Ilha dos Marinheiros será destinado para moradia de famílias removidas devido a construção da nova ponte

Débora Fogliatto

Moradores vivem em condições precárias atualmente | Foto: Bernardo Jardim Ribeiro/Sul21

Moradores vivem em condições precárias atualmente | Foto: Bernardo Jardim Ribeiro/Sul21

Dezenas de moradores da Ilha Grande dos Marinheiros, em Porto Alegre, aguardavam há meses uma solução para sua remoção forçada. São as pessoas que vivem na área que será afetada pela construção da nova Ponte do Guaíba, cujas obras iniciaram dia 14 de outubro. Em dezembro, eles receberam uma notícia tranquilizadora: já há uma área destinada para que eles sejam reassentados, dentro da própria ilha onde vivem.

No início de dezembro, o prefeito José Fortunati (PDT) encaminhou para a Câmara de Vereadores o projeto de Lei Complementar  (PLC 015/14) que institui o regime urbanístico para a região das ilhas, onde está previsto o reassentamento. As tratativas foram feitas pelo Departamento Nacional de Infraestrutura Terrestre (Dnit), que forneceu os recursos para a obra, que desapropriou o terreno e o enquadrou como Área de Especial de Interesse Social. O tereno está localizado de frente para a BR-116, na Travessa Eng. Régis Bitencourt, no Bairro Marcílio Dias, conforme está cadastrado na Prefeitura.

A região é composta por dois imóveis, um de 5,685 e outro de 32,76 hectares. De acordo com o PLC encaminhado à Câmara, o empreendimento será destinado para a demanda habitacional, vinculada ao Programa Habitacional Minha Casa Minha Vida e “se faz extremamente necessário devido a exigência das famílias de seguirem residindo próximas de sua atual moradia”. As áreas já têm licenças aprovadas pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente e estariam aptas para receber os empreendimentos.

Apesar do avanço de ter uma área definida, os moradores aguardam uma nova reunião, que estimam que deve acontecer ainda em janeiro, para acertar alguns detalhes. Para a líder comunitária Andréia Silva da Cruz, o tamanho das casas que constam no projeto é um problema, por serem muito pequenas. “Algumas pessoas ficaram descontentes por causa do espaço, inclusive eu. Tenho uma filha especial e não falaram sobre casas adaptadas. Além disso, moro numa casa grande e querem colocar todo mundo numas casinhas pequeninhas”, afirmou.

Nova ponte pretende desafogar o tráfego na região | Foto: Divulgação/Dnit

Nova ponte pretende desafogar o tráfego na região | Foto: Divulgação/Dnit

Por enquanto, as obras da ponte ainda não estão afetando a comunidade e, da mesma forma, as novas moradias não começaram a ser construídas. Os pontos positivos, segundo o Irmão Miguel Orlandi, um dos membros da comissão de moradores formada pelo governo do Estado para acompanhar o caso, é ser um terreno dentro da própria ilha e oferecer melhores condições de moradia. “O pessoal estava solicitando que fosse um local próximo. Claro que alguns estão aqui há 20, 30 anos, já tinham um terreno maior, uma casa maior. Mas em geral a grande maioria está feliz, porque contempla todos que vão ser removidas na ilha”, disse.

A comissão de moradores elaborou uma carta dirigida ao poder público, exigindo que as casas sejam construídas simultaneamente com a ponte, para que ninguém fique desalojado. Além disso, pedem a garantia da permanência de equipamentos públicos, como posto de saúde, escolas, praça, ginásio de esportes, sede para Associação de Moradores e relocação do galpão reciclagem comunitário.

De acordo com o Irmão Miguel, a comissão irá continuar acompanhando a questão para esperar próximos encontros e fazer essas exigências ao Dnit e à Prefeitura. Já o projeto, aprovado em conjunto pelas comissões da Câmara, agora aguarda apenas o setor de protocolo e deve seguir para a sanção final do Executivo.

A obra está sob responsabilidade do consórcio Ponte Guaíba, formado pelas empresas Queiroz Galvão e EGT Engenharia. O orçamento é de cerca de R$ 649,6 milhões e a ponte terá 2,9 quilômetros de extensão, com vãos principais de 28 metros de largura. Considerada solução para desafogar o tráfego no acesso à capital gaúcha, a ponte deverá receber mais de 50 mil veículos diariamente, após sua conclusão, prevista para setembro de 2017, segundo informações do Dnit.

SUL 21

Operação gera dúvidas na nova ponte do Guaíba

Empreiteira responsável pela obra é uma das citadas na Lava Jato

Cíntia Marchi

Operação gera dúvidas na nova ponte do Guaíba | Foto: Divulgação / CP

Operação gera dúvidas na nova ponte do Guaíba | Foto: Divulgação / CP

A Operação Lava Jato que nesta quarta-feira já mostrou impactos no Rio Grande do Sul, com a previsão da demissão de 1 mil funcionários da Iesa, em Charqueadas, suscita dúvidas em relação a obras da União no Estado. As empreiteiras investigadas pela Polícia Federal e que têm contratos na ordem de R$ 59 bilhões com a Petrobras são responsáveis por grandes obras de infraestrutura no país. Na Região Metropolitana de Porto Alegre, a Queiroz Galvão, uma das citadas pelo esquema de corrupção, é a responsável pela construção da segunda ponte do Guaíba, com custo estimado em R$ 649,6 milhões. A licitação foi homologada em março e obra iniciada em outubro.

Apesar de a obra da ponte do Guaíba não estar sob investigação na operação Lava Jato, que aponta para corrupções na Petrobras, a continuidade da obra passa a ser um ponto de interrogação. De acordo com a Controladoria-Geral da União (CGU), caso ocorra de a Queiroz Galvão e as demais empreiteiras serem declaradas inidôneas, a ilegalidade valerá, em princípio, para novos contratos. No entanto, o ministro da CGU Jorge Hage explicou na terça-feira, em um evento oficial, que o administrador de um contrato em vigência – neste caso da ponte, o Dnit – poderá avaliar a conveniência da respectiva rescisão. A CGU complementa que será necessário aos órgãos analisar, por exemplo, se o prejuízo de rescindir será, ou não, maior que o prejuízo em se manter o contrato. O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte (Dnit) informou que não irá se manifestar sobre o assunto.

A Controladoria-Geral da União (CGU) acrescentou que, no caso de haver sobrepreço ou superfaturamento comprovado, a recomendação da CGU é de que seja feita a imediata repactuação do contrato em vigor. A segunda ponte do Guaíba é alvo de dois processos, ambos em andamento, no Tribunal de Contas da União (TCU). Um dos processos já possui uma deliberação, de maio de 2014. Este acórdão analisou o anteprojeto da obra e não evidenciou danos ao erário, mas recomendou uma série de ajustes ao Dnit. O acórdão do segundo processo ainda não está disponível.

Correio do Povo

Fepam emite licença para nova ponte do Guaíba

Obra está orçada em R$ 649,6 milhões e tem previsão de conclusão para 2018

Fepam emitiu licença para começo das obras da nova ponte  Crédito: Dnit / Divulgação / CP

Fepam emitiu licença para começo das obras da nova ponte
Crédito: Dnit / Divulgação / CP

A Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam) emitiu nesta quinta-feira a Licença de Instalação com Estudo de Impacto Ambiental-Relatório de Impacto Ambiental (EIA-RIMA) para o início da construção da nova ponte do Guaíba, em Porto Alegre. A construtora Queiroz Galvão será a responsável pela obra orçada em R$ 649,6 milhões, que tem a previsão de conclusão para 2018.

Os técnicos da Fepam iniciaram em junho a análise dos documentos entregues pela construtora Queiroz Galvão com o detalhamento da obra. A nova ponte do Guaíba terá uma extensão de 7,3 quilômetros.

A estrutura da ponte terá 28 metros de largura, com duas faixas de rolamento, com acostamentos e refúgio central para cada sentido da via, vai ligar Porto Alegre ao Sul do Estado, passando pela Ilha do Pavão até a Ilha Grande dos Marinheiros. A estimativa do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) é de que 50 mil veículos utilizem diariamente a nova ponte.

Segundo o projeto apresentado pelo Dnit em novembro do ano passado, a estrutura vai começar na rua Dona Teodora, no bairro Humaitá, entre a ponte atual e a BR 448, a Rodovia do Parque. No local, serão construídas as alças que passarão por cima da BR 290, a Freeway. A ponte passará pela Ilha do Pavão. Só depois desse percurso, entra na Ilha Grande dos Marinheiros, interligando-se à atual ponte, em direção ao município de Guaíba.

Correio do Povo

Federação Gaúcha de Montanhismo também quer ciclovia sobre o Guaíba

maxresdefault-604x270A Federação Gaúcha de Montanhismo (FGM) soma-se à Mobicidade e mais seis instituições da sociedade civil exigindo a previsão de acesso seguro para ciclistas na construção da segunda ponte sobre o Guaíba.

Segundo, Nelson Brügger, da FGM, além dos argumentos já expostos na carta enviada ao DNIT e ao Ministério dos Transportes, o acesso de ciclistas na ponte é importante também para a apropriação do Parque Estadual Delta do Jacuí.

Confira abaixo a mensagem enviada pela FGM à Mobicidade:

O Sistema de Unidades de Conservação do Estadual, ainda é um sistema frágil e em grande parte, “no papel”. A União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN) demonstrou em recente publicação, a função estratégica das áreas protegidas urbanas, para a conservação daquelas mais distantes. Se não conseguirmos defender a natureza nas grandes cidades, onde se encontram os centros de poder, a grande mídia, as grandes Universidades e não menos importante, a maioria dos movimentos sociais, dificilmente o faremos na Amazônia, nos Campos de Cima da Serra, ou na fronteira Noroeste. A Federação Gaúcha de Montanhismo, se manifestou na consulta pública do Plano de Manejo do Parque Estadual do Delta do Jacuí, solicitando que se reveja o cronograma do mesmo, priorizando o Uso Público, como meio de se obter apoio da sociedade para que este Parque saia do papel. Para isso, é vital o acesso cotidiano da sociedade, particularmente de ciclistas, que possam ir desfrutar seu lazer não motorizado de forma compatível com a conservação da natureza e dessa forma, se apropriar deste patrimônio natural. Manifestamos o desejo de ver contemplada uma via exclusiva para ciclistas na travessia do Guaíba, viabilizando dentre outros benefícios, o direito ao “…meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida.” (art.225, Constituição Federal)

Fonte: Mobicidade

Comissão de moradores vai acompanhar obras da nova ponte na Ilha Grande dos Marinheiros

Débora Fogliatto

Encontro reuniu moradores com representantes dos poderes públicos | Foto: Diogo Baigorra/ Gabinete do Deputado Adão Villaverde

Encontro reuniu moradores com representantes dos poderes públicos | Foto: Diogo Baigorra/ Gabinete do Deputado Adão Villaverde

Em reunião realizada na manhã desta sexta-feira (30), os moradores da Ilha Grande dos Marinheiros deram um passo que sugere maior participação popular na construção da nova ponte do Guaíba. O encontro com o secretário de Planejamento, Gestão e Participação Popular (Seplag), João Motta, resultou na determinação de que será formada uma comissão de acompanhamento das obras, integrada pelos moradores, que será formada já na próxima semana.

Cerca de 850 famílias da Ilha serão afetadas e terão que ser reassentadas com a construção da ponte. Nas últimas semanas, os moradores demonstraram preocupação com seu futuro, participando de uma audiência pública na Câmara de Vereadores na qual relataram temor de que as remoções sejam realizadas sem conhecimento prévio.

Os representantes dos órgãos públicos, no entanto, buscaram tranquilizá-los. Na reunião, estiveram presentes também o deputado estadual Adão Villaverde (PT), o vereador Carlos Comassetto (PT), além do diretor do Departamento Nacional de Infraestrutura e Transportes (DNIT), Delmar Pelegrini, e do irmão Miguel Orlandi, da Congregação Marista da Ilha.

O secretário João Motta decidiu pela formação da comissão, indicando o técnico da Seplag, Décio Schauren, para fazer a mediação com os moradores. “Eles se comprometeram, especialmente o secretário, a colocar todas as demandas numa ata e criar essa comissão. Os moradores ficaram bastante contentes, porque todo mundo vai poder participar. O secretário deu a palavra dele de que a obra vai ter que ser de respeito à comunidade que vai ser atingida”, contou o Irmão Miguel. O Sul21 tentou contato com a Seplag, mas foi informado de que o secretário preferia deixar o assunto no âmbito interno.

O deputado Villaverde, que intermediou o encontro, acentuou a importância da abertura de um canal direto dos moradores com o governo estadual evitando desencontro de informações que envolvem outros órgãos estaduais, a prefeitura, o DNIT e o consórcio responsável pela obra, formado pelas empresas Queiroz Galvão e EGT Engenharia. O secretário Motta pediu para que se desse atenção às demandas dos moradores, como as preferências dos que gostariam de permanecer nas ilhas.

Segundo Irmão Miguel, o DNIT, órgão federal responsável pela obra, também se prontificou a participar da comissão em encontros uma vez por mês. O Sul21 entrou em contato com o DNIT e enviou uma série de perguntas à assessoria de imprensa, para as quais obteve a seguinte resposta: “O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) está em tratativas com a comunidade. Técnicos da autarquia estão realizando reuniões com as lideranças comunitárias para ouvir as demandas dos moradores e esclarecer sobre a obra para, então, iniciar as ações no local. Em momento oportuno, o DNIT divulgará como se dará o cadastramento e a realocação desta população”.

Moradores vivem em comunidade humilde, mas não querem sair da Ilha | Foto: Bernardo Jardim Ribeiro/Sul21

Moradores vivem em comunidade humilde, mas não querem sair da Ilha | Foto: Bernardo Jardim Ribeiro/Sul21

O objetivo da comissão é ser aberta a todos os moradores que desejem participar. Outra exigência colocada pelas lideranças das Ilhas foi a de que as remoções aconteçam de forma com garantias de moradia, e não para casas de passagens. “Também foi discutido que os moradores que desejarem sejam capacitados para poderem trabalhar na obra durante a construção da ponte e que os equipamentos públicos que vão ser atingidos pela construção sejam depois reconstruídos, como o galpão de reciclagem”, disse Irmão Miguel.

Ciclovias

Outra polêmica envolvendo a construção da ponte foi a carta enviada pela ONG Mobicidade — Associação pela Mobilidade Urbana em Bicicleta. Os ativistas, em nota divulgada nesta quarta-feira (28), expressaram repúdio à decisão do DNIT em não incluir acesso para pedestre e ciclistas na nova ponte. “Hoje, a atual ponte do Guaíba é a única opção para quem precisa realizar o trajeto entre Porto Alegre, região das Ilhas, Guaíba, Eldorado do Sul e demais cidades da Região Metropolitana na região a oeste da capital gaúcha” , lembrou a Mobicidade.

A carta expressa ainda que cada vez mais ciclovias estão sendo incluídas na cidade, inclusive nas avenidas Voluntários da Pátria e Dona Teodora, que darão acesso à nova ponte. Os ativistas destacam que é dever do governo, através do DNIT, garantir que as modificações assegurem deslocamento seguro para a população que se desloca a pé e em bicicleta. Questionado sobre o assunto, o DNIT preferiu não se manifestar.

SUL 21

Mobicidade faz carta aberta ao Ministério dos Transportes e ao DNIT sobre a “Nova Ponte do Guaíba”

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Prezados senhores,

Viemos através desta carta manifestar nosso repúdio à decisão do DNIT de não incluir acesso para pedestres e ciclistas na nova ponte sobre o Guaíba, em Porto Alegre, e solicitar uma urgente revisão do projeto, a fim de não prejudicar a mobilidade e a segurança de pessoas que realizam seus deslocamentos de bicicleta na região metropolitana da Grande Porto Alegre.

Hoje, a atual ponte sobre o Guaíba é a única opção para quem precisa realizar o trajeto entre Porto Alegre, região das Ilhas, Guaíba, Eldorado do Sul e demais cidades da Região Metropolitana na região a oeste da capital gaúcha. Entretanto, essa ponte não apresenta uma travessia segura para quem faz esse trajeto em bicicleta, obrigando os ciclistas a compartilharem as rampas de acessos e a ponte sem acostamento com um trânsito pesado e agressivo de veículos que nem sequer respeitam a velocidade máxima de 40km/h estipulada para o local.

No entendimento da Mobicidade é inadmissível que a construção de uma nova ponte sobre o Guaíba não contemple a construção de acesso seguro e segregado para os usuários de bicicletas, principalmente se levarmos em consideração que:

  • a nova ponte situa-se no centro da Região Metropolitana de Porto Alegre e fará a ligação entre diversas cidades densamente povoadas, que somam um total superior a 4 milhões de habitantes;
  • a nova ponte fará conexão com a Ilha Grande dos Marinheiros e demais ilhas do arquipélago de Porto Alegre, região da cidade que possui uma população crescente devido ao fácil acesso às zonas centrais da capital, da qual uma parte significativa possui baixa renda e faz de transportes não-motorizados o seu método preferencial de deslocamentos;
  • ambas as avenidas Voluntários da Pátria e Dona Teodora, que darão acesso à nova ponte, terão futuramente ciclovias, conforme está previsto no Plano Diretor Cicloviário Integrado de Porto Alegre, e o fluxo de ciclistas na região deverá aumentar consideravelmente;
  • a bicicleta possui papel de extrema importância como parte da solução para o trânsito nos grandes centros urbanos, mais relevante ainda quando leva-se em conta os sérios problemas ambientais que enfrentamos (aquecimento global, poluição atmosférica, etc.) e deve-se priorizá-la no planejamento urbano e viário;
  • o crescente interesse da população pelo cicloturismo, e o fato da BR-116 ser a única ligação terrestre entre Porto Alegre e as praias da Lagoa dos Patos (Costa Doce), região extremamente turística e propícia para a prática;
  • o alto número de praticantes do ciclismo esportivo, que diariamente arriscam suas vidas ao compartilharem as vias com um trânsito tão hostil.

Salientamos que restringir o acesso de uma ponte localizada dentro de um centro urbano somente ao trânsito motorizado, proibindo a circulação de pedestres e ciclistas, é em nossa opinião uma violação do Artigo XIII da Declaração Universal do Direitos Humanos, da qual o Brasil é signatário, que diz:

“Toda pessoa tem direito à liberdade de locomoção e residência dentro das fronteiras de cada Estado.”

É cercear a liberdade daqueles que não tem condições de ter seu automóvel particular ou optam por fazer seus deslocamentos utilizando um transporte limpo que contribui para a redução dos congestionamentos, a bicicleta. É priorizar os deslocamentos motorizados de grandes distâncias sobre a vida das pessoas das comunidades que essas vias atravessam, mantendo as cidades divididas, e dividindo-as mais ainda. É importante que todo projeto dessa magnitude e com tamanho impacto nas comunidades locais leve em conta as necessidades dos habitantes da região e os deslocamentos em pequenas e médias distâncias.

Numa situação como essa, vale levar em consideração também a Política Nacional de Mobilidade Urbana (PNMU), Lei nº12.587 de 3 de janeiro de 2012, que em seu Artigo 5º declara os princípios sobre os quais está fundamentada, entre eles:

“I – acessibilidade universal;

II – desenvolvimento sustentável das cidades, nas dimensões socioeconômicas e ambientais;

[…]

VI – segurança nos deslocamentos das pessoas;

VII – justa distribuição dos benefícios e ônus decorrentes do uso dos diferentes modos e serviços;

VIII – equidade no uso do espaço público de circulação, vias e logradouros;”

E seu Artigo 6º que afirma que:

“A Política Nacional de Mobilidade Urbana é orientada pelas seguintes diretrizes:

II – prioridade dos modos de transportes não motorizados sobre os
motorizados e dos serviços de transporte público coletivo sobre o
transporte individual motorizado;”

A PNMU tem ainda por objetivos — estabelecidos em seu Artigo 7º:

“I – reduzir as desigualdades e promover a inclusão social;

II – promover o acesso aos serviços básicos e equipamentos sociais;

III – proporcionar melhoria nas condições urbanas da população no que se refere à acessibilidade e à mobilidade;

IV – promover o desenvolvimento sustentável com a mitigação dos custos ambientais e socioeconômicos dos deslocamentos de pessoas e cargas nas cidades; e

V – consolidar a gestão democrática como instrumento e garantia da construção contínua do aprimoramento da mobilidade urbana.”

E finalmente o Artigo 16º dessa mesma lei, que diz:

“§ 1o A União apoiará e estimulará ações coordenadas e integradas entre Municípios e Estados em áreas conurbadas, aglomerações urbanas e regiões metropolitanas destinadas a políticas comuns de mobilidade urbana, inclusive nas cidades definidas como cidades gêmeas localizadas em regiões de fronteira com outros países, observado o art. 178 da Constituição Federal.”

Por estar essa obra no centro da Região Metropolitana e fazer a ligação entre diversas cidades importantes e entre diferentes bairros de Porto Alegre, é inegável que servirá para conexões urbanas e metropolitanas e, assim sendo, a Política Nacional de Mobilidade Urbana deve nela ser aplicada.

É fundamental ao fazer tal obra, garantir a mobilidade de todos, indiferente do veículo que escolham para seus deslocamentos, para que elas não cerceiem os direitos da população local e dêem uma opção segura e confortável para aqueles que usam meios de transporte não poluente.

Por isso, acreditamos que é dever do Governo Federal, através do Ministério dos Transportes e do DNIT garantir que todas futuras modificações realizadas próximas a centros urbanos garantam deslocamentos seguros para a população local que se desloca a pé e em bicicleta e portanto pedimos a revisão do projeto da “Nova Ponte do Guaíba” bem como a inclusão de faixa exclusiva para ciclistas em todas futuras modificações nas rodovias que ligam Porto Alegre e as demais cidades da região metropolitana.

Sinceramente,

Mobicidade — Associação Pela Mobilidade Urbana em Bicicleta

Assinado contrato de construção da nova ponte sobre o Guaíba (atualizado)

Estimativa é de que obra inicie em junho e esteja concluída em três anos

Crédito: Dnit Divulgação / CP

Crédito: Dnit Divulgação / CP

Presidente falou da importância da obra que deve ser entregue em três anos

Presidente falou da importância da obra que deve ser entregue em três anos O prefeito José Fortunati participou na manhã desta segunda-feira, 31, no Palácio do Planalto, da solenidade de assinatura do contrato para a construção da nova ponte do Guaíba, com o governador Tarso Genro e presidente Dilma Roussef. “Trata-se de um momento histórico, que vai influenciar positivamente na economia e na qualidade de vida das pessoas, não apenas da região metropolitana, mas de toda a zona Sul do Estado”, comemorou o prefeito.

A principal preocupação de Fortunati, no entanto, é o destino das mais de 850 famílias que serão impactadas pela construção da ponte. “É muito importante que essas pessoas sejam tratadas com dignidade e respeito.” Por esta razão, ao final de cerimônia, o prefeito entregou à presidente Dilma um documento com reivindicações dos moradores da região das ilhas do Orçamento Participativo. “Ainda esta semana, teremos um encontro com representantes do Dnit para afinarmos toda essa questão”, acrescentou Fortunati, que viajou a Brasília acompanhado do diretor-geral do Demhab, Everton Braz.

Assinatura do contrato para a construção da nova ponte do Guaíba  Foto: Paulo Negreiros/Divulgação PMPA

Assinatura do contrato para a construção da nova ponte do Guaíba. Foto: Paulo Negreiros/Divulgação PMPA

A prefeitura montou um grupo de trabalho, liderado pela Secretaria de Gestão, com a participação de todas as secretarias envolvidas no projeto. O grupo já apresentou aos técnicos do Dnit, em diversas reuniões prévias, o impacto que a segunda Ponte do Guaíba poderá ocasionar nas questões habitacionais, saneamento e viária. “Estamos acompanhando a apresentação do Dnit pelo atendimento dessas diretrizes fundamentais para execução da obra”, acrescenta o secretário de Gestão, Urbano Schmitt. O contrato para o início das obras foi assinado pelo presidente do Dnit, Jorge Frache, e pelo empresário Marcos Galvão, da construtora Queirós Galvão, que integra o consórcio Ponte do Guaíba, vencedor da licitação. O ministro dos Transportes, César Borges, disse que a obra conseguiu uma redução de 26% no seu custo de produção, ficando em torno dos R$ 649 milhões. Ele considerou legítimas as preocupações da população atingida e disse que os projetos de realocação serão feitos nos mesmos moldes do que ocorreu na BR 448 (Rodovia do Parque), com uma forte preocupação em geração de emprego e renda.

A presidente Dilma Rouseff anunciou na última quinta-feira que as obras para construção de uma nova ponte serão iniciadas imediatamente e deverão estar concluídas em três anos. Em seu pronunciamento, durante a solenidade desta segunda-feira, a presidente disse que sabia da importância da obra, não apenas por ser estratégica para o país, mas também por ser moradora de Porto Alegre e, como tal, acompanhar as constantes interrupções que o içamento da antiga ponte, construída em 1958, provocava. “Havia momentos em que as duas metades do Estado ficavam literalmente divididas por uma ponte que deveria uní-las”, afirmou. Dilma aproveitou a data (31 de março) para lembrar os 50 anos do Golpe de 1964, destacando a importância da consolidação da Democracia no país. Emocionada, Dilma disse que é importante destacar as diferenças que cercam os dois momentos como um resgate da Verdade, “no sentido grego da palavra, que significa o oposto de esquecer”, finalizou. Apresentacao-Audiencia-Publica-_-2a-Ponte-18

A obra

De acordo com o Diário Oficial da União, o custo da obra – apresentado pela empresa Queiroz Galvão e pela EGT engenharia – é de R$ 649,62 milhões para a construção dos 7,9 quilômetros de extensão. O valor é 26,28% abaixo do que foi orçado pelo governo federal. Em setembro do ano passado, o projeto para a construção da nova ponte foi apresentado pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes. De acordo com o projeto, a nova ponte e os acessos terão uma extensão de 7, 3 quilômetros. A travessia deverá ter 28 metros de largura, com duas faixas de rolamento, com acostamentos e refúgio central para cada sentido. Cerca de 850 famílias serão retiradas de uma parte do trecho onde ficará a estrutura. De acordo com a presidente Dilma, o governo federal deverá instalar uma vila temporária para a acomodação dos moradores enquanto as casas definitivas não estiverem prontas.

Prefeitura de Porto Alegre

Nova ponte do Guaíba gera apreensão em famílias

Construção demanda remoção de 850 famílias de região próxima à obra

Jesus Severo Desidério e a esposa, Regina, estão preocupados com a falta de informação  Crédito: André Ávila

Jesus Severo Desidério e a esposa, Regina, estão preocupados com a falta de informação
Crédito: André Ávila

O primeiro local a sofrer o impacto com a construção da nova ponte do Guaíba será o entorno da rua Dona Teodora, em Porto Alegre, às margens da freeway. Nesse ponto, será inicialmente feita a terraplenagem e pavimentação para a construção das alças que darão acesso à ponte. Para isso, porém, será necessária uma das etapas mais complexas do projeto: a remoção de famílias.

No projeto total — que envolve os moradores das vilas Areia e Tio Zeca e da Ilha Grande dos Marinheiros — serão 850 famílias removidas. Boa parte delas foi pega de surpresa com o anúncio, nesta semana, da presidente Dilma Rousseff sobre o início imediato das obras. Mas o maior problema agora é a falta de informações sobre a remoção, que gera dúvidas e provoca receios entre os moradores. “Até agora ninguém avisou nada. Se for para um lugar melhor onde podemos criar os filhos e os netos, tudo bem. Aqui não há os serviços mínimos nem estrutura adequada para se viver”, comentou Jesus Severo Desidério ao lado da esposa, Regina. Os dois filhos do casal, Paulo e Lilian, têm casas na Vila Areia, onde moram há dois anos. “Gostaríamos que nos avisassem com antecedência para onde seremos removidos, mas até agora nada”, disse Jesus.

O sentimento não é muito diferente do outro lado do Guaíba. Na Ilha Grande dos Marinheiros, o assunto de remoção não é novo, mas há dúvidas entre os ribeirinhos. “A discussão não é atual. Só que o impacto vai além da simples retirada de famílias”, comentou o líder comunitário Juramar Vargas. Ele disse que, além das casas, para a construção da ponte será necessário derrubar o galpão de reciclagem, que é fonte de renda para boa parte dos moradores. No espaço também há uma área de lazer da comunidade, uma casa comunitária e, em frente, o Santuário de Nossa Senhora Aparecida.

Outra preocupação, explicou Vargas, é que o governo tente colocar todas as 850 famílias – somando as da Ilha e das vilas Areia e Tio Zeca – no mesmo local. “Isso não vai dar certo. Cada comunidade tem características próprias. Não podem simplesmente pôr tudo no mesmo pacote.”

A obra será de responsabilidade do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit). A remoção será feita pelo governo federal. Porém, não há definição ainda de onde eles serão instalados. A ideia é que primeiro as famílias sejam removidas para um local provisório para depois seguir para um definitivo. Os novos detalhes serão apresentados pela presidente Dilma Rousseff após a cerimônia de assinatura do contrato no Palácio do Planalto, em Brasília, nesta segunda-feira.

Correio do Povo

Ponte do Guaíba atual está cansada

A atual ponte sobre o Guaíba foi aberta em 1958, logo tem 56 anos e já parou várias vezes de cansaço, além de gerar congestionamentos diários para esperar a elevação do vão móvel para passagem de embarcações. A nova vai ser um pouco menor do que a atual: 7,3 quilômetros. A atual, tem 7,7 quilômetros, mas é composta de quatro pontes, entremeadas por trechos de rodovia em terra de ilhas, sobre as quais se apoiam.

Dois obstáculos a menos

O cronograma da nova ponte sobre o Guaíba prevê a assinatura do contrato com o consórcio vencedor nesta segunda (31) e início das obras em junho, com previsão de conclusão em três anos. O que é um pouco arriscado afirmar categoricamente, porque em geral obra pública atrasa. Mas esta da ponte já tem licença ambiental, conforme garantiu nesta quinta (27) de manhã ao Jornal Gente da Band o govenador Tarso Genro. E para o reassentamento de 850 famílias da Vila Areia, Vila Tio Zeca e Ilha dos Marinheiros Dilma anunciou que será implantada uma vila temporária ou de passagem, como aconteceu em Canoas na construção da Rodovia do Parque. Por isso, o anúncio da presidente em rede de rádios merece ser saudada como um grande avanço na infraestrutura do Estado, elogio também feito pelo president! e da Fiergs, Heitor Müller.

Affonso Ritter

Dilma anuncia construção da segunda ponte sobre o Guaíba

Presidente garantiu que obra irá começar imediatamente

Crédito: Dnit Divulgação / CP

Crédito: Dnit Divulgação / CP

Uma obra tão esperada pelos gaúchos vai finalmente sair do papel. Nesta quinta-feira, a presidente Dilma Rousseff anunciou que a construção da segunda ponte sobre o rio Guaíba irá começar imediatamente. A homologação do resultado da licitação da obra foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) de hoje.

“A ponte vai melhorar o tráfego da Região Metropolitana e a ligação com a região Sul do Estado, em direção ao porto de Rio Grande. A empresa que venceu a licitação vai iniciar imediatamente os trabalhos, a começar pelo cadastramento de realocação das famílias”, disse Dilma em coletiva a três rádios gaúchas, entre elas a Guaíba.

A segunda ponte sobre o Rio Guaíba terá sete quilômetros de extensão e deverá ser utilizada por 50 mil veículos diariamente, informou Dilma. A empresa que venceu a licitação é a mesma que construiu a BR 448 (Rodovia do Parque). “A nova ponte do rio Guaíba vai facilitar a vida de todos os gaúchos. Será menos tempo no transito é mais qualidade de vida. A assinatura do contrato será agora no dia 31”, festejou Dilma.

A presidente ainda lembrou do aniversário de Porto Alegre, comemorado nessa quarta-feira, e disse que a obra é um presente para a cidade. “Todos que amamos Porto Alegre sabemos a importância dessa nova ponte e vamos comemorar. A segunda ponte do Guaíba vai sair”, concluiu.

De acordo com o DOU, o custo da obra – apresentado pela empresa Queiroz Galvão e a EGT engenharia – é da ordem de R$ 649,62 milhões, 26,28% abaixo do que foi orçado, segundo a publicação.

Correio do Povo

Nova ponte do Guaíba custará R$ 649,6 milhões

Dnit divulgou resultado da licitação

Nova ponte do Guaíba custará R$ 649,6 milhões Crédito: Dnit Divulgação / CP

Nova ponte do Guaíba custará R$ 649,6 milhões
Crédito: Dnit Divulgação / CP

A obra da nova ponte sobre o Guaíba custará R$ 649,6 milhões. O empreendimento será tocado pelas empresas Queiroz Galvão e EGT Engenharia, que venceram a licitação. O resultado foi divulgado pelo Dnit nesta sexta-feira, em Brasília.

Dois consórcios manifestaram sua intenção de recorrer durante a sessão. O prazo para apresentação de contrarrazões será de cinco dias úteis e começará imediatamente após o encerramento do prazo anterior.

A futura ponte ligará Porto Alegre com o Sul do Estado, passando pela Ilha do Pavão até a Ilha Grande dos Marinheiros. A obra desafogará a saída da Capital e o trânsito não ficará comprometido em caso de falhas no içamento do vão móvel da atual ponte.

Correio do Povo

Novas fotos da nova ponte!

Linda, maravilhosa, um novo ícone de muito bom gosto para a cidade.

Infelizmente, para a cidade de Belgrado.

Terminada ano passado, já se tornou o novo grande símbolo da cidade: exatamente o que nossa ponte não vai ser. Ainda há tempo de jogar aquele desenho medíocre na lata de lixo? Ou será que alguém está satisfeito com a nossa nova ponte?

Alguns dados: 6 pistas de automóveis, 2 linhas de metrô e 2 pistas para pedestres e ciclistas numa extensão total de 926 metros. Levou 3 anos e 161 milhões de euros. A do Guaíba terá o dobro da extensão e custará (por enquanto) 900 milhões de reais. 

Apresentação da segunda ponte sobre o Guaíba (41 slides)

Publicado no dia 07/11/2013 o aviso do edital da licitação 0537-13-00 (entrega das propostas marcada para 4 de fevereiro de 2014).

Aqui temos os quadros da apresentação da obra exibidos na audiência pública transcorrida no mês passado:

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Fonte: DNIT

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Para ver a apresentação em pdf, clique aqui.

Edital de licitação da nova ponte do Guaíba é publicado no Diário Oficial

Anúncio oficial da obra deve ser feito pela presidente Dilma após cerimônia em Rio Grande

Anúncio oficial da obra deve ser feito pela presidente Dilma após cerimônia em Rio Grande Crédito: Dnit/Divulgação/CP

Anúncio oficial da obra deve ser feito pela presidente Dilma após cerimônia em Rio Grande
Crédito: Dnit/Divulgação/CP

O edital de licitação para a construção da nova ponte do Guaíba foi publicado nesta quinta-feira no Diário Oficial da União. O anúncio oficial da obra deve ser feito pela presidente Dilma Rousseff (PT) depois da entrega da plataforma de petróleo P-58, em Rio Grande, zona Sul do Estado, nesta sexta.

Os detalhes da licitação, no entanto, estão sendo guardados a sete chaves pelo primeiro escalão do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit). Um dos pontos seria a possibilidade de gestão integrada da ponte, após a conclusão da obra em 2018. Apesar de pertencer ao governo federal, a administração da ponte ficaria dividida entre o Dnit e as prefeituras das populações que vão ser atingidas pela construção, entre elas, Porto Alegre.

A expectativa é que a obra de construção se inicie em maio ou junho do próximo ano, com prazo de execução de 36 meses. A licitação se dará por Regime Diferenciado de Contratação (RDC), o que garante que o vencedor seja conhecido em fevereiro de 2014. A estimativa é que a obra tenha um custo de aproximadamente R$ 900 milhões. Mas o Dnit lançará o projeto da obra e proporá às empresas interessadas na construção que participem de uma espécie de leilão, já que o orçamento da nova ponte tem sido mantido em sigilo.

O anteprojeto da segunda ponte sobre o Guaíba, apresentado pelo Dnit no início de outubro, custou R$ 5,7 milhões e servirá de orientação para o planejamento da obra. O projeto final, no entanto, poderá sofrer alterações de acordo com a empresa vencedora da licitação, caso apresente uma solução estrutural diferente, por exemplo. A nova ponte terá extensão de 7,3 km e 28 metros de largura, incluindo o acostamento. A estrutura contará com dois vãos para a passagem de grandes embarcações.

Correio do Povo

Obra da nova ponte do Guaíba deve começar em maio

Publicação do edital de licitação está prevista para novembro

VISTA_3D_01O edital para a licitação da nova ponte do Guaíba deve ser publicado no mês de novembro. Com isso, a expectativa é de que a obra tenha início em maio ou junho de 2014. Os detalhes do anteprojeto, elaborado pela empresa Engevix Engenharia S/A, foram anunciados nesta quarta pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit).

Conforme o anteprojeto, ponte terá uma extensão de 7,3 quilômetros de obras de artes especiais e 28 metros de largura nos vãos principais. A pista contará com duas faixas de rolamento com acostamento e refúgio central. A obra será licitada por meio de Regime Diferenciado de Contratação (RDC).

Na última visita que fez ao Estado, a presidente Dilma Rousseff garantiu que irá encaminhar as gestões necessárias à construção da segunda ponte até o final deste ano.

Correio do Povo

Divulgado desenho da nova ponte do Guaíba

O desenho do projeto da nova ponte do Guaíba foi divulgado ontem pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT).

A audiência pública que será realizada na superintendência do departamento, na tarde desta quarta-feira, deve apresentar a maquete, a localização exata da obra e o projeto, inclusive valor do investimento previsto.

Desenvolvido pela empresa Engevix Engenharia, a segunda ponte do Guaíba terá pista com duas faixas com acostamento e refugio central, desenhadas ao longo dos 7,3 quilômetros de extensão e 28 metros de largura nos vãos principais. Segundo a assessoria do Dnit, a obra será licitada por meio de Regime Diferenciado de Contratação (RDC) e o edital está deve ser lançado em novembro.

Mais informações em breve.

VISTA_3D_01

Qualquer semelhança é mera coincidência…

Estegossauro

Estegossauro

Edital da nova ponte do Guaíba pode sair em novembro

Nova ponte que será construída sobre o Guaíba.

Nova ponte que será construída sobre o Guaíba.

O prefeito José Fortunati recebeu nesta terça-feira (17) diretores e técnicos do Dnit, para tratar da construção da segunda ponte sobre o Lago Guaíba.

Nós queremos iniciar o mais rápido possível o processo de licitação da nova ponte e as vias de acesso na BR 116 e lançar o edital em novembro. Se tudo sair conforme o previsto, devemos concluir essas obras em três anos e meio” afirmou o diretor executivo, Tarcísio Gomes de Freitas.

Os engenheiros do Dnit, Luís Fernando Pires e Carlos Alberto Garcia Vieira, apresentaram o projeto. A simulação em vídeo mostrou como a obra deve impactar os bairros Humaitá e Navegantes e o entorno. As equipes aproveitaram a reunião para iniciar as tratativas de como será feita a desocupação de áreas invadidas que fazem parte do projeto e o reassentamento das famílias.

A nova ponte e acessos terão extensão de 7,3 quilômetros. A travessia deve ter 28 metros de largura, com duas faixas de rolamento, acostamentos e refugio central para cada sentido.

Affonso Ritter

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Notícia do Correio do Povo:

Edital da segunda ponte do Guaíba é atrasado para novembro

Previsão do governo federal era lançar a concorrência ainda neste mês

O prefeito de Porto Alegre, José Fortunati, recebeu diretores e técnicos do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), nesta terça-feira, para tratar sobre a construção da segunda ponte do Guaíba. O diretor executivo do departamento, Tarcísio Gomes de Freitas, defendeu trabalho integrado para garantir agilidade e o alinhamento dos processos, já que a maior parte das ações na região depende das duas esferas de governo. Ele também confirmou um atraso de dois meses no lançamento do edital em relação à previsão inicial. Em vez de ser publicada até o fim de setembro, a concorrência só sairá em novembro.

“Nós queremos iniciar o mais rápido possível o processo (de licitação) e as vias de acesso na BR 116 e lançar o edital em novembro. Se tudo sair conforme o previsto, devemos concluir essas obras em três anos e meio”, projetou Tarcísio. Os engenheiros do Dnit, Luís Fernando Pires e Carlos Alberto Garcia Vieira, apresentaram o projeto. A simulação em vídeo mostrou como a obra deve impactar os bairros Humaitá e Navegantes e o entorno. As equipes aproveitaram a reunião para iniciar as tratativas de como deve ser feita a desocupação de áreas invadidas que fazem parte do projeto e o reassentamento das famílias.

Na segunda-feira, a presidente Dilma Rousseff garantiu que a nova ponte será construída de qualquer forma. Pouco antes de embarcar para Brasília, ela informou que voltará ao Rio Grande do Sul mais duas vezes até o final deste ano, e que em uma delas a questão será “liquidada de vez”.

A segunda ponte do Guaíba deve ter 2,1 quilômetro de extensão e 28 metros de largura, num complexo viário que parte da rua Dona Teodora, na zona Norte da Capital, e o chamado Saco da Alemoa que, com os acessos, soma 7,3 quilômetros. A estimativa de custo é de R$ 900 milhões em troca do direito de explorar o pedágio da BR 290 entre Eldorado do Sul e Osório a partir de 2017, quando termina a concessão em vigor, com a Concepa.

Também participaram da reunião os secretários municipais de Gestão, Urbano Schmitt, de Habitação, Everton Braz, e de Direitos Humanos, Luciano Marcantonio, e o procurador-geral adjunto do Município Marcelo do Canto, o diretor de Infraestrutura Rodoviária do Dnit, Roger Pegas, e o superintendente regional no RS, Pedro Luzardo.

Dilma anuncia início obra da ponte do Guaíba para até junho de 2014

Presidente da República concedeu coletiva em sua casa, na zona Sul de Porto Alegre

Nova ponte que será construída sobre o Guaíba.

Nova ponte que será construída sobre o Guaíba.

Em entrevista a emissoras de rádio de Porto Alegre em sua casa na zona Sul de Porto Alegre, a presidente Dilma Rousseff assegurou que tem um compromisso com a construção da Ponte do Guaíba e anunciou que a obra deve iniciar em abril, no máximo, até junho de 2014. “Sei da importância da ponte para o Rio Grande do Sul e para ligação daquela região com o restante do Estado”, afirmou. O apresentador Felipe Vieira participou da coletiva de imprensa nesta sexta-feira pela rádio Guaíba.

“Nós vamos licitar em RDC (Regime Diferenciado de Contratações) integrado”, afirmou a presidente. Esse modelo de licitação exige estudo de viabilidade, mas os projetos básico e executivo ficam a cargo do investidor, o que assegura maior rapidez, segundo Dilma. “Esta é uma obra complexa e vai exigir, obviamente, um excelente projeto de engenharia”, argumentou.

Metrô

A presidente Dilma Rousseff reafirmou a importância do metrô para Porto Alegre, mas alertou que não fará anúncios sobre a obra nesta sexta-feira. A presidente explicou que está discutindo com o prefeito José Fortunati a composição do novo projeto: o que será financiamento e o que será orçamento geral da União. Dilma relatou que o prefeito apresentou uma nova proposta com custo de R$ 2,3 bilhões e com percurso reduzido para 11,7 quilômetros até o Triângulo da avenida Assis Brasil.

O governo federal ofereceu às grandes cidades mais R$ 50 bilhões para obras de mobilidade urbana, além dos R$ 89 bilhões que já havia disponibilizado. Em outubro de 2009, a União assegurou, numa parceria com prefeitura de Porto Alegre e governo do Estado, R$ 1 bilhão, a fundo perdido, mais R$ 750 milhões em financiamentos para a construção do metrô da Capital. Naquele momento o metrô custava R$ 2,4 bilhões e teria 14 quilômetros – até a Fiergs.

Correio do Povo

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Para relembrar a nova ponte que será construída ligando Porto Alegre a Guaíba:

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Nova ponte do Guaíba pode atrasar

Entrega da segunda travessia sobre o Guaíba corre risco de ser entregue em 2021, diz movimento

Presidente Dilma prometeu, no ano passado, uma nova estrutura Crédito: ARTHUR PULS

A entrega da nova Ponte do Guaíba, prometida pela presidente Dilma Rousseff em 2011, pode ocorrer somente em 2021. O temor é do representante do Movimento Ponte do Guaíba, Luiz Domingues, que luta pela idealização de uma nova estrutura desde 2006. Em julho, a Comissão de Licitação do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) publicou o resultado da concorrência para a elaboração do projeto, orçado em R$ 5.738.062,36. No entanto, o empenho da verba para a Engevix Engenharia ainda não foi feito. “O Dnit pediu para a empresa manter o valor até novembro, mas ele deveria ser imediato”, afirmou Domingues.

Segundo ele, se os recursos forem liberados em novembro, a Engevix terá 540 dias para entregar o projeto. “Como trata-se de uma ponte de concreto armado, não será possível concluir nesse tempo. No edital, a empresa pode pedir mais 540 dias”. Isso daria um prazo de três anos.

O representante do movimento calcula que a obra leve, no mínimo, quatro anos para ser concluída. “Isso, se o Ministério Público e o Tribunal de Contas da União (TCU) não intervierem.” Segundo Domingues, a obra ainda poderá ser embargada, pois o governo federal já recebeu uma proposta para a construção de uma estrutura em aço, de R$ 887 milhões. O valor seria inferior a uma obra de concreto armado, que não custaria menos do que R$ 1 bilhão. A assessoria de imprensa do Dnit, em Brasília, informou que o caso deve ser tratado com o departamento regional. No RS, o Dnit alega que o processo ainda está em Brasília.

Correio do Povo

2ª ponte do Guaíba: divulgada vencedora do projeto

A empresa Engevix Engenharia S/A venceu a concorrência para a elaboração do projeto de engenharia para a construção da segunda ponte sobre o Guaíba. A abertura dos envelopes ocorreu sexta-feira em Brasília e a selecionada apresentou valor de R$ 5.738.062,36. A selecionada disputou com as empresas Enescil Engenharia e Projetos Ltda. e Ecoplan Engenharia Ltda.

O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) terá, depois do fim dos recursos das concorrentes, mais 540 dias para lançar o edital para a construção da ponte. Conforme Luiz Domingues, do Movimento Ponte do Guaíba, que acompanhou o processo em Brasília, os prazos para execução podem se estender por muito tempo a partir da interposição de recursos. “Imaginemos que as empresas venham a recorrer. O exame e as decisões poderão aumentar o prazo para a definição da vencedora em seis meses.” Ele lembrou que o edital prevê que o projeto deve estar pronto em 540 dias, mas permite que o projeto seja finalizado em 1.080 dias. Destacou que a partir desse período é que será lançado o edital para a construção da ponte.

Movimento aumenta todos os anos

O Movimento Ponte do Guaíba lembra que logo que começaram as gestões para construir nova ponte foi feita pesquisa indicando que em 2006 a média de veículos sobre a travessia era de 37 mil por dia. No final do ano passado, aumentou para 48 mil e nos feriadões, a média é de 50 mil. Conforme representante do movimento, Luiz Domingues, em 2006, o vão móvel era içado duas a três vezes ao dia e, atualmente, são feitos de quatro a cinco içamentos/dia.

Correio do Povo

Reveladas três concorrentes no projeto de nova Ponte do Guaíba

Duas empresas de São Paulo e uma do Rio Grande do Sul estão habilitadas para a licitação

A Comissão de Licitação para criação do projeto técnico da nova ponte do Guaíba, em Porto Alegre, revelou quais são as três empresas habilitadas. As companhias aprovadas para concorrer, nesta terça-feira, foram Engevix e Enescil, de São Paulo; e Ecoplan, do Rio Grande do Sul.

No final da tarde, foram abertas as propostas técnicas que serão analisadas pela comissão nos próximos dias. O resultado da análise será publicado no Diário Oficial. A partir daí, as concorrentes terão cinco dias úteis para entrarem com recursos. Se não forem iniciadas ações contrárias, em até duas semanas serão abertos os envelopes com os preços de cada proposta.

A partir daí, será declarada uma vencedora. Esgostadas as opções de recurso das outras empresas, será publicada a escolha no Diário Oficial e, a partir daí, a companhia terá 540 dias para apresentar seu projeto finalizado. Uma nova empresa será contratada, através de outra licitação, para executar a obra.

A estrutura sobre o Guaíba terá 1,9 quilômetro de extensão e 27 metros de largura, num complexo viário que parte da rua Dona Teodora, na zona Norte de Porto Alegre. A previsão é de que a construção da nova ponte dure três anos.

Correio do Povo

Dnit recebe em maio propostas do projeto da Nova Ponte do Guaíba

Previsão do órgão é de investimento de R$ 900 milhões na construção da estrutura, que deve se iniciar em 2013

Passado quatro meses do anúncio da construção da segunda ponte sobre o lago Guaíba pela presidente Dilma Rousseff, em cerimônia realizada em Porto Alegre, o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) anuncia para o dia 8 de maio o recebimento das propostas do projeto executivo. “Com o projeto em mãos é que teremos condições de saber quanto custará a construção da nova ponte”, comenta o superintendente do Dnit/RS, Vladimir Casa.

Segundo ele, a previsão é de que sejam investidos cerca de R$ 900 milhões na estrutura. “Os recursos serão utilizados no conjunto de obras, nas desapropriações, nos estudos ambientais e nos novos acessos que serão criados”, destaca.

A estrutura sobre o lago Guaíba terá 1,9 quilômetro de extensão e 27 metros de largura, em um complexo viário de oito quilômetros que inclui a rua Dona Teodora, na zona Norte de Porto Alegre. A previsão é de que a construção da segunda ponte tenha duração de três anos.

De acordo com o superintendente, a atual ponte do Guaíba apresentou no ano passado uma circulação diária de aproximadamente 40 mil veículos, sendo 80% de automóveis, 15% de veículos de carga e 5% de ônibus. “A projeção de tráfego para o ano de 2050 é de 53,1 mil veículos para a ponte existente e 57,4 mil veículos por dia para a segunda ponte”, ressalta.

Para o secretário de Infraestrutura e Logística do Rio Grande do Sul, Beto Albuquerque, a atual ponte do Guaíba é um dos principais gargalos enfrentados pelo Estado e é preciso correr atrás do tempo perdido. “Hoje a ponte fica cerca de 30 dias por ano paralisada em função dos içamentos, o que gera grande perda econômica ao Estado e atrasos ao cidadão”, acrescenta.

Conforme Albuquerque, o custo de não se fazer a segunda ponte chega a R$ 200 milhões por ano. Neste sentido, ele reforçou a importância de que a altura da nova estrutura seja de pelo menos entre 35 e 40 metros. “Essa é a medida que dialoga com o futuro da navegação e precisamos estar preparados para isso”, disse. Ele explicou que o governo do Estado mantém diálogos permanentes com técnicos do Dnit sobre a construção da nova estrutura.

O secretário acredita que, vencidas as etapas de licitação do projeto previsto para este ano, a obra de construção da segunda ponte do Guaíba possa se iniciar no segundo semestre de 2013.

Cláudio Isaías – Jornal do Comércio

Ponte do Guaíba: licitação do projeto em março

O superintendente regional do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), engenheiro Vladimir Casa, disse ontem que ainda neste mês deve ser lançada a licitação para o projeto da nova ponte do Guaíba. A declaração foi feita na reunião-almoço da Associação dos Amigos do Bairro Anchieta (Adaba), na Capital, que contou com a presença de cerca de 50 pessoas.

Casa disse que não pode informar datas, pois “a licitação está sendo preparada em Brasília”. No projeto, por orientação do ministro dos Transportes, Paulo Sérgio Passos, será incluída a reestruturação da rua Dona Teodora, ponto onde a nova ponte irá desembocar. Casa fez a apresentação das obras da Rodovia do Parque, resumiu a evolução dos trabalhos e o significado da 448 para a região Metropolitana. Lembrou que as obras serão concluídas em 2013 e que não faltam recursos para continuar o trabalho.

Sobre as intervenções necessárias para absorver o fluxo de veículos das alças de acesso da rodovia que desembocam no Humaitá, só o alargamento da avenida Padre Leopoldo Bentrano seria suficiente. “As demais intervenções propostas pela prefeitura são para atender à Arena do Grêmio”, disse.

Correio do Povo

Uma ponte longe demais, por Luiz Dahlem

Não se trata do conhecido filme de guerra, mas da sonhada nova ponte do Guaíba, um dos únicos consensos a que milagrosamente conseguimos chegar no Rio Grande do Sul nos últimos anos. Em meio ao júbilo dos presentes à cerimônia nos armazéns do Cais Mauá, a presidenta da República anunciou a construção da ponte, exclusivamente com recursos públicos.

A previsão de entrega da obra é de cinco anos, sendo dois anos de projetos e licitação e mais três anos de construção. Se tudo correr bem, a ponte será entregue em final de 2017, mas pode ser 2018 ou 2019, nunca se sabe, quando se trata de obras públicas e da burocracia que as acompanha. O custo direto anunciado, a preços de hoje, é de R$ 900 milhões, mas pode ser maior, como está acontecendo com as obras da Copa. Mas há mais ainda. Há o custo indireto decorrente das perdas da economia gaúcha nesse longo período de espera.

Diz-se que, por ano, 590 mil veículos ficam retidos pelo içamento do vão móvel, entre eles 3 mil ambulâncias com pacientes que vêm do Interior em busca de tratamento médico. Pode-se argumentar que mesmo que fosse adotado o projeto da Concepa, mais rápido (2014) e mais barato (R$ 780 milhões), também haveria o custo das atuais paralisações do tráfego e dos atrasos do levantamento do vão móvel. Mesmo assim, pode-se dizer que a solução apresentada pela concessionária da freeway economizaria pelo menos uns três anos dessas perdas, o que, pelos cálculos atuais é de R$ 280 milhões por ano, mais a diferença de preço da obra.

Isso significa que estaremos pagando algo como R$ 900 milhões a mais pela ponte na modalidade escolhida. O custo total da nova ponte, então, deverá chegar a cerca de R$ 1,8 bilhão. Considerando-se o tempo de espera e o preço a ser pago, não dá para entender por que essa decisão foi adotada, pois não há razões técnicas ou econômicas capazes de justificá-la. Sobram, logicamente, razões de natureza política. Elas, entretanto, não podem justificar essa demora e esse elevado custo para a sociedade.

Por isso, preocupa muito a possibilidade da decepção dos gaúchos em face dos resultados, comparativamente à reação de júbilo e contentamento no anúncio da construção. A conclusão a que se chega é: essa não é apenas uma ponte longe demais, mas também cara demais.

Luiz Dahlem é engenheiro mecânico

Edital para projeto da nova ponte do Guaíba sai em janeiro, diz ministro

Obra foi anunciada nesta terça-feira e terá 1,9 quilômetro de extensão

Edital para projeto da nova ponte do Guaíba sai em janeiro, segundo ministro Crédito: Cristiano Estrela

O edital para a elaboração do projeto da segunda ponte sobre o Guaíba será lançado no final de janeiro, conforme anunciou o ministro dos Transportes, Paulo Sérgio Passos, após a confirmação da obra pela presidente Dilma Rousseff, realizado na tarde desta terça-feira, em Porto Alegre. O custo estimado para a nova ponte é de R$ 900 milhões. A inauguração ocorrerá apenas após a Copa do Mundo de 2014.

“Este não é um projeto simples”, afirmou Passos, em entrevista coletiva, ainda no cais do porto da Capital. “Vamos lançar o edital no final de janeiro. A partir de então, a empresa vencedora terá entre 12 e 15 meses para apresentar o projeto”, explicou ele. “A partir daí partiremos para fazer a licitação da construção da ponte, que deverá levar entre dois anos e meio e três anos.”

De acordo com o ministro, a nova ponte sobre o Guaíba vai ter plenas condições de suportar o tráfego previsto – que hoje é de cerca de 40 mil veículos por dia: “Terá duas faixas mais um acostamento. Além de uma faixa de segurança de cada lado”. O governo federal tem já realizou um estudo técnico da área. “Caso for necessário, o tamanho da pista poderá ser ampliado para três pistas “se o fluxo exigir”. Existe a possibilidade de haver um espaço para ciclovia.

O vão livre da ponte, segundo Passos, terá 36 metros “o que permitirá trânsito livre de embarcações” – o que não ocorre com a atual ponte. “O vão vertical é compatível com a maior cheia registrada pelo Guaíba”, revelou o ministro dos Transportes.

A área envolvida na obra da segunda ponte tem extensão de oito quilômetros – somente a ponte terá 1,9 quilômetro, ligando o Saco da Alemoa à rua Dona Teodora, no bairro Humaitá.

Correio do Povo