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O Guaíba é um LAGO

guaiba-satEm 1820, quando Saint-Hilaire avistou o Guaíba, não teve dúvidas em anotar em seu diário que se tratava de um lago. Os moradores da época chamavam-no de Lago de Viamão ou, também, Lago de Porto Alegre, denominações existentes desde o século XVIII. A análise de mapas históricos da região costeira do Rio Grande do Sul mostra que, durante o século XVIII e início do XIX, Rio Guaíba era a designação do segmento final do atual Rio Jacuí, compreendido entre a foz do Rio Taquari e as ilhas do delta. Se Guaíba, em tupi-guarani, significa o “encontro das águas”, de fato é para esse segmento que as águas de quatro rios afluem e convergem.

O Guaíba é um lago, pois:

1. os rios que nele desembocam formam um delta. Este tipo de depósito sedimentar ocorre quando um volume de água confinado por canais encontra-se com um grande corpo de água. O rápido desconfinamento do fluxo de água causa a descarga do material arenoso e argiloso que estava sendo carregado pelos rios. Este processo origina a formação de ilhas que vão sendo recortadas por canais sinuosos chamados de distributários. Ao longo do tempo, as ilhas crescem em direção ao lago. Os canais distributários podem se fechar e novos podem se abrir, conectando ou separando as ilhas. A Ilha das Flores, por exemplo, era formada pela antiga Ilha do Quilombo, na porção norte, a qual era separada da porção sul por um canal, chamado de Quilombo, que hoje está ainda se fechando;

2. cerca de 85% da água do Guaíba fica retida no reservatório por um grande período de tempo. Esse fator é fundamental para a compreensão do modelo ambiental do município e da região hidrográfica, implicando diagnósticos ambientais e diretrizes de controle de efluentes poluidores mais acurados;

3. o escoamento da água é bidimensional, formando áreas com velocidades diferenciadas, típico de um lago;

4. os depósitos sedimentares das margens possuem geometria e estrutura características de sistema lacustre;

5. a vegetação da margem é de matas de restinga, identificadoras de cordões arenosos lacustres oceânicos.

——————————————————————————–

Fonte: Atlas Ambiental de Porto Alegre. Coordenador Geral: Rualdo Menegat.
PMPA – UFRGS – INPE. Porto Alegre, RS, 1999 2ª Edição.
Cap. 3, pág. 37

Imagem: Earth Sciences and Image Analysis Laboratory, NASA Johnson Space Center
“The Gateway to Astronaut Photography of Earth.

http://eol.jsc.nasa.gov

73 Comentários leave one →
  1. Henrique Wittler permalink
    23/04/2009 15:28

    Nem tudo que parece ser assim o é.
    Veja existem milhares de profissionais inclusive professores da UFRGS que afirmam que o Guaíba é rio.
    O Professor Mengat, coordenador do belo trabalho que foi o Atlas Ambiental de Porto Alegre, tem afirmado que exitia já desde 1979 ou 80 um Decreto do Governador criando o neme de Lago Guaíba, no entanto tal Decreto não existe aqui no Rio Grande do Sul, talvez em algum outro Estado da Federação.
    A luta pelos 500 m e não 30 de preservação da orla foi continuada em face dos inúmeros projetos que os Vereadores vêm aprovando nos últimos 4 anos. Estão destruindo a nossa orla juntamente com o Prefeito Fogaça.
    Em outros estados, por iniciativas dos Procuradores e Promotores públicos foram mandados desmanchar pela justiça os prédios construídos depois de 1965 em desrespeito ao previsto na 4771/65. Muitos inclusives liberados pelos Planos Diretores.
    Veja um deles em: http://www.jfpe.gov.br/Noticias/paginasusuario/public757.htm
    ou em:
    http://columbo2.cjf.gov.br/portal/publicacao/engine.wsp?tmp.area=83&tmp.texto=15775
    Aos que querem ocupar que ocupem só não chorem depois. Quem constroi nestas áreas ou quem compra imóveis nestas áreas podem vir á ter prejuízos e não terão á quem se quixar.

    • Beti permalink
      15/08/2012 9:26

      Nunca ouvi falar de demolição de prédios com este intuito. Esses links informados nao existem…

      • Alca permalink
        24/01/2013 20:04

        Procura, então, ouvir pessoas mais sábias. Quanto aos linques, como que não existe??

        Seção Judiciária de Pernambuco
        09/12/2008 15:17

        Decisão da 8ª Vara suspende construção de condomínio em Petrolina

        Uma decisão da 8ª Vara da Justiça Federal em Pernambuco, Subseção de Petrolina, suspendeu a construção do Condomínio Gran Ville, situado às margens do Rio São Francisco, atendendo assim a um processo cautelar movido pelo Ministério Público Federal.

        O Juízo da 8ª Vara fundamentou a decisão baseado em um dispositivo do Código Florestal, que considera como área de preservação permanente a faixa de terra situada até 500 metros à margem de rio de curso navegável (art. 2º, “a”, 5, da Lei nº 4771/65), bem como pelo fato de não ter se evidenciado qualquer interesse ou utilidade pública no empreendimento. Também não houve nenhum procedimento administrativo regular para concessão de licença ambiental pelo órgão estadual (a Agência Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos – CPRH).

        Por fim, a decisão justifica-se pelo fato de o dano ambiental ser irreversível, devendo prevalecer, por ora, o princípio da prevenção, até manifestação conclusiva dos órgãos ambientais competentes.

        Processo nº 2008.83.08.001321-0

        http://www.jfpe.gov.br

    • ARISTEU MARCONDES GALLINATI permalink
      09/05/2014 10:03

      EU TENTEI ABRIR OS LINKS INDICADOS, PARA MELHORAR A MINHA CULTURA, MAS ELES NÃO ABREM MESMO. GOSTARIA TANTO DE MAIORES ESCLARECIMENTOS. UM ABRAÇO E PARABENS PELO EXELENTE ARTIGO.

      • Henrique Wittler permalink
        09/05/2014 22:00

        Aristeu
        Não sei porque houve alteração no link.
        O link é:
        http://www.cjf.gov.br/portal/publicacao/engine.wsp?tmp.area=83&tmp.texto=15775

      • Henrique Wittler permalink
        09/05/2014 22:13

        Aristeu
        O caso de Pernambuco evoluiu e em 2010 saiu a sentença.
        Veja em: http://www.jfpe.jus.br/
        Coloque o na pesquisa o número do processo: 2008.83.08.001321-0
        Parte final da sentença:
        III) DISPOSITIVO

               POSTO ISSO, após rejeitar todas as preliminares suscitadas, nos termos da fundamentação supra, julgo procedente o pedido, resolvendo o mérito cautelar, com fundamento no art. 269, inciso I, Código de Processo Civil, para determinar, em caráter mandamental-inibitório:
        
               (i) o imediato embargo das obras de construção do empreendimento, sob pena de multa diária de R$500,00 (quinhentos reais), para o caso de descumprimento;
        
               (ii) a suspensão da publicidade e comercialização de direitos, referentes ao condomínio Gran Ville Petrolina, em respeito aos pretensos adquirentes das unidades, também cominando multa diária de R$500,00 (quinhentos reais), para o caso de descumprimento;
        
               (iii) o pagamento das custas processuais e dos honorários advocatícios, estes fixados, de forma solidária, no montante de R$ 3.000,00 (três mil reais), nos termos do art. 20, § 4.º, do Código de Processo Civil.
        
               Em caso de interposição de recurso tempestivo, será recebido tão-somente no efeito devolutivo (conforme art. 520, IV da CPC), devendo ser intimado o (s) recorrido (s) para, no prazo legal, apresentar (em) suas contrarrazões.
        
               Cumpra-se, com urgência, expedindo-se mandado de interdição da obra dirigido aos empreendedores/requeridos.
        
               Oficie-se ao relator dos agravos de instrumento de n.º 93748-PE e n.º 97254-PE, dando-lhe ciência da presente sentença. 
        
               Intimações necessárias.
        
                                Petrolina, 31 de agosto de 2010.
        
  2. Gil Vicente permalink
    23/04/2009 22:32

    É só olhar para a foto: como de repente o guaíba ganha tanta largura? De onde vem tanta água para formar um rio de tal largura? Talvez haja uma fonte subterrânea gigantesca, que o alimente…
    Não há dúvidas de que se trata de um lago… Nesse caso, a argumentação é inútil, porque quando um lado não está interessado pela verdade, mas apenas em ganhar a discussão, é perda de tempo argumentar. Eles sabem que é um lago.

  3. Gonçalves permalink
    23/04/2009 22:37

    Creio nao ser fundamental existir este tal de decreto. Quando uma coisa é ALGO provado pela CIÊNCIA, e nao politicagens bestas, basta. Decreto é coisa de politicagem de governos. Não quero um decreto, pois já tenho a ciência.

  4. Gil Vicente permalink
    23/04/2009 22:47

    A lei dos 500 metros e 30 metros certamente foi feita para proteger os moradores das inundações. Os lagos necessitam de uma quantidade muito maior de água vinda das chuvas para transbordar, por isso menos metros.
    Hoje muda-se o sentido da lei. Em vez de proteger a população, ela parece servir para atingir a mesma população = esses atrevidos que insistem em querer morar próximos ao lago.

  5. Filipe Wels permalink
    24/04/2009 11:20

    Entao, sr. Henrique Wittler, gostaria que o sr. explicasse como o água nunca invadiu o Centro Administrativo ou o Beira-Rio, que sabermos estarem em aterros. Sabemos que rios têm fluxos de cheias, o que causa muitos problemas com as enchentes em São Paulo, por exemplo, devido ao fato da cidade ter “invadido” os rios tietê e pinheiros. Já em Porto Alegre fez-se até um aterro de uma parte do “rio” e, mesmo assim, tal região nunca é atingida pelas “cheias” que o Guaíba deveria ter e fazem parte do fluxo de qualquer Rio.

    Se até uma área que é um aterro tem construções, que NUNCA foram alagadas, porque exigir 500 metros de áreas que nem sequer foram aterradas, sao parte da geografia natural?

  6. Henrique Wittler permalink
    24/04/2009 13:55

    Felip

    Voce deve ser muito jovem e não sabe que as cheias, que poderiam já ter ocorrido nos Bairros Humata, no aéroporto e na Praia de Belas não atingiram estes bairros embora o rio Guaíba estando elevado, devido aos diques de terra (hoje av. Paiva, Castelo Branco etc. que fazem parte de um sistema de controle das cheias em POA) existentes. O sistema é um conjunto, sem uma das partes de nada adiantaria o retante. Na cheia de 1983, embora ela não atinjisse as áeras apontadas devido ao fato relado, foi feito um estudo do qual participei e foi apresentado á uma Comissão da Assembléia Legislativa, os danos na zona norte se não estivessem os diques construídos, seria de 1/5 do valor envestido pelos Governos Federal, Estadual e Municipal nas obras de controle de cheias corrigidos até á época do estudo. Ou seja em 5 cheias no rio mas que não atingirão á área pelos motivos já apontados, os envestimentos estarão pagos.

    Quanto aos 500 m ou 30 m de preservação da orla, nada tem a ver com as cheias. A Lei 4771 diz que é para preservar os recursos hídricos, geoçógicos, naturais, de paisagem, vegetação etc…, mas nada tem haver com a área inundada a não ser que a medida dela se dá acontar da marca onde atingir a cheia no terreno.
    Nos lutamos é pela preservação, para que não venha ocorrer realmente o que ocorreu em São Paulo, que por omissão, ganância, e outros motivos a cidade praticamente acabou com as margens dos cursos dágua, não existe área verde de retenção da chuva por infiltração, retardando a chegada da água no rio.
    Por isso a Lei 4771 truxe em seu bojo algum palhativo, pois na realidade necessitaria de maiores áreas.
    A Lei 4771/65 já foi calcada nas previs~oes das catástrofes e tenho certeza os que a fizeram queriam áreas bem maiores, pois sabiam do crescimento das cidades, mas não conseguindo estipularam o que conseguiram na época.
    Esta Lei se bem aplicada teria evitado as tragédias em Santa Catarina, Pelotas, aqui mesmo em POa em diversos bairros, isto para citar o que é nosso ou próximo.
    A natureza nos tirará em multiplos o que nos tirarmos dela, pode ter certeza e então não adianta por a culpa nos Governantes, no tempo ou sei lá em quem, nós povo somos os grandes culpados por vermos a beleza dos prédios e não enxergarmos um palmo na frente do nariz com referencia a natureza. Só nos damos conta se a tragédia form conosco ou com familiares.

    • ARISTEU MARCONDES GALLINATI permalink
      09/05/2014 10:25

      EU PRESENCIE QUANDO CRIANÇA ENTORNO DE 1960 UMA CHEIA QUE INUNDOU O CAMPO DE AVIAÇÃO. O ANTIGO AEROPORTO SALGADO FILHO. AS RODAS DOS AVIÕES DA VARIG, FICARAM ATÉ O MEIO DEBAICHO DA AGUA.

      MUDANDO O RUMO DAS OBSERVAÇÕES. PRECISAMOS OLHAR UM POUCO PARA OS RIOS QUE DESAGUAM NO LAGO DO GUAIBA.

      O RIO GRAVATAÍ, ONDE ME CRIEI E PESQUEI. ERA LIMPO ATÉ BEBI AGUA DO GRAVATAÍ. HOJE DUVIDO QUEM SE ATREVE A LAVAR AS MÃOS NAS AGUAS DO GRAVATAÍ. OU MOLHAR OS PÉS NAS AGUAS DE QUALQUER RIO QUE DESAGUE NO GUAIBA.

      TOMEI MUITO BANHO NAS AGUAS DO GUAIBA. PRINCIPALMENTE ALI NAS PRAIS DEPOIS DA PONTE DO GUAIBA A ESQUERDA DE QUEM VAI RUMO A CIDADE DE CAMAQUÃ.

      ANTIGAMENTE ERA UMA BELEZA. HOJE TUDO SENDO INVADIDO, AQUELAS PRAIS COM CONSTRUÇÕES, A BEIRA DA AGUA. UM VERDADEIRO DESRESPEITO.

      SOU A FAVOR DE QUE OLHEMOS COM MAIS CARINHO ESTE LADO TAMBÉM.

      FALO ISTO COMO UM GAUCHO QUE VIVO NO INTERIOR DO GOIAS, ESTOU APOSENTADO E VIVO NO SITIO. AQUI NÓS PRESERVAMOS QUASE TUDO. DIGO AQUI NO MEU BAIRRO. TEMOS BASTANTE CANARINHOS DA TERRA, TUCANOS, PAPAGAIOS, PERIQUITOS, GUACHO, SABIA, COLERINHO, ETC. TUDO SOLTO FAZEM NINHOS COMEM DAS FRUTAS EM MEU QUINTAL. PROCURAMOS NÃO FAZER QUEIMADAS E TENTAMOS VIVER EM PARCERIA COM A NATUREZA. SOMOS ECOLOGISTAS.

      O MAIS UM ABRAÇO A TODOS. PARABENS PELOS ARGUMENTOS DE TODOS.

      SÓ FICA UM PEDIDO. NÃO SE OFENDÃO UNS AOS OUTROS AO DEFENDEREM SEUS ARGUMENTOS. VAMOS VIVER NA PAZ. CONTRA FATOS POSITIVOS NÃO EXISTEM ARGUMENTOS NEGATIVOS.

      ARISTEU M. GALLINATI

  7. Henrique Wittler permalink
    24/04/2009 14:04

    Prezado Gonçalves só quero te dizer que a ciência nada provou até agora quanto ao Guíba, alguns profissionais é que esboçaram seus estudos e opiniões a respeito do assunto.
    Entre estes temos partes favoráveis outros desfavaráeis á Rio Guaíba.
    O IBGE que é o Órgão de geografia e estatística tem em suas páginas e mapas a denominação de Rio Guaíba e nunca Lago.
    Lago foi adotado e breve saberemos quem autorizou tal farsa a partir de 1998 para evitar a aplicãção de uma Lei que no tocante a lago é muito branda (30m). Quanto a rio com mais de 600 m de largura a área é de 500m.
    Como não foi oficial tal modificação tudo não passa de uma farsa dos Órgãos que ocuparam a orla após os 30 m e dentro dos 500m.
    Já existe jurisprudência mandando demolir prédios construídos afrontando esta Lei. Mesmo em apelação feita pelos que construiram alegando que o fizeram com autorização do IBAMA, Plano Diretor e ambientais local os Juizes tem dito que não cabe á estes Órgãos passar por cima da Lei e determinam a demolição.
    Imagine aqui, no Pontal do Estaleiro Só, que prejuízo a quem comprar um imóvel e daqui 3 ou 4 anos vier uma sentença de demolição:

  8. Gil Vicente permalink
    24/04/2009 17:00

    O argumento do delta é muito bom, encerra todas as discussões!

    Da wikipedia em espanhol:
    Se denomina delta al territorio triangular formado en la desembocadura de un río, mediante sedimentos que se depositan a medida que la corriente del río va desapareciendo. Está compuesto por brazos o “caños” fluviales que separan a las islas en las que se han venido depositando los sedimentos acarreados por ese río, al llegar al mar, océano o lago.
    http://es.wikipedia.org/wiki/Delta_fluvial

    Ao chegar ao mar, oceano ou lago… Aqui em Porto Alegre, segundo algumas pessoas, existe um fato inédito: o delta de um rio ao chegar a outro rio!

  9. Gil Vicente permalink
    24/04/2009 18:49

    A agressão à natureza foi feita quando fizeram os aterros.

    http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L4771.htm
    LEI Nº 4.771, DE 15 DE SETEMBRO DE 1965.
    Art. 2° Consideram-se de preservação permanente, pelo só efeito desta Lei, as florestas e demais formas de vegetação natural situadas:

    Qual é a vegetação natural que existe em uma área de aterro?
    De qualquer maneira, não é rio…
    Podemos ver que onde não há vegetação natural, a lei não se aplica.

  10. Henrique Wittler permalink
    24/04/2009 19:54

    Prezado Gil

    Quando se lê uma Lei, devemos ler seu conteúdo total.
    Veja o que a Lei diz no Art. 1°, § 2°:

    § 2° Para os efeitos deste Código, entende-se por:

    no item II:

    II – área de preservação permanente: área protegida nos termos dos arts. 2o e 3o desta Lei, coberta ou não por vegetação nativa, com a função ambiental de preservar os recursos hídricos, a paisagem, a estabilidade geológica, a biodiversidade, o fluxo gênico de fauna e flora, proteger o solo e assegurar o bem-estar das populações humanas;

    Tambem é importante nesta Lei o que cita o parágrafo único do Art. 2°:

    Parágrafo único. No caso de áreas urbanas, assim entendidas as compreendidas nos perímetros urbanos definidos por lei municipal, e nas regiões metropolitanas e aglomerações urbanas, em todo o território abrangido, obervar-se-á o disposto nos respectivos planos diretores e leis de uso do solo, respeitados os princípios e limites a que se refere este artigo

    Veja como a Lei é sábia, define que é aplicável as áreas urbanas, pois se assim não o fosse no futuro cada vez mais, com o crescimento da cidade a área de preservação ficaria reduzida, chegaria um dia que o crescimento atinja toda uma região e então não teriamos mais a proteção da Lei, pois a área rural seria urbana.
    Também foi sábia ao definir os objetivos da Lei, já que também se referia á área urbana estabelecendo que teria: “com a função ambiental de preservar os recursos hídricos, a paisagem, a estabilidade geológica, a biodiversidade, o fluxo gênico de fauna e flora, proteger o solo e assegurar o bem-estar das populações humanas”.
    Portanto prezado companheiro a Lei é válida só devemos aplicar, não cabe a mim julgar se é ou não justa.

    Se deres uma olhada na lei na letra b) do Art 2° verás que para lago a lei diz “ao redor” do lago. Diz isto porque a definição clássica de lago éra na época da Lei: “uma porção de água cercada de terra por todos os lados”, que não é o caso do Guaíba e portanto não se aplica á ele.

    Também temos que analisar que a Lei não define técnicamente o nome do elemento rios e cursos de água, éla cita que todos os rios, que naquela data éram chamados de rios pela população e por mapas seriam atingidos pela Lei como tal.

    Imagina se cada cidade ou Estado resolvam mudar o nome do elemento físico só para burlar leis.
    O Pantanal poderia ser chamado de córrego?
    Imagina quando se constroi uma barragem no rio Uruguai criando um imenso lago, o que ocorreria se mudassemos a interpretação da Lei só por existir este lago. Se isto foi depois da Lei continua váliad a interpretação de Rio e não Lago.
    Agor se existisse o lago antes da Lei, seria aplicadaá Lei no item referente a Lago.

  11. Carpinter permalink
    24/04/2009 21:24

    Um dos principais criterios pra ver se é lago ou rio, e ver se há corrente continua. No Guaiba, a pouca corrente que há é no canal de navegação. O resto, a maior parte do Guaiba, é de ÁGUA “PARADA”.
    Portanto, o guaiba é um LAGO.

    Cada vez fico mais enojado com o atraso ideológico de Porto Alegre. Atraso dos políticos, da elite pensante e da população.
    É Capital com mentalidade mais retrograda do Brasil.
    A cidade que parou no tempo e torna-se cada vez mais desinteressante: apenas uma capital a mais do país.

    • Augusto permalink
      10/03/2012 12:03

      Concordo contigo – cidade é retrògrada – aliás o gaúcho (sou gaúcho) é retrógrada.
      O próprio plano diretor da cidade limita a altura de prédios, que concordo em alguns bairros mas não para a cidade toda, é retrógrada. Porto Alegre, assim como a polêmica do rio/lago, não se situa entre cidade histórica, antiga, ou moderna. Já que não preservou seu patrimônio histórico, que se modernize preservando o que restou. Vejam cidades como Panama City, ultramoderna ou até mesmo Goiânia e compare com Poa.

    • Alberto Oliveira permalink
      24/07/2012 20:20

      …e tu és o único certo! Carpinter, teu ego sempre vai obliterar tua capacidade de aprender.

  12. Carpinter permalink
    24/04/2009 21:33

    Ecologistas são cientistas sérios que estudaram, baseiam-se na ciência merecem todo respeito.Mas ecoxiitas são aqueles que agem e falam movidos a ideologias – e sem embasamento nehum.
    Por isso faço minhas as palavras do Fábio:

    “Ecoxiitas existem em todos os lugares.
    Mas uma cidade que simpatiza em MASSA com eles, não.
    Somente a Capital da Resistência.”

  13. Henrique Wittler permalink
    24/04/2009 21:37

    zzz

  14. Gil Vicente permalink
    25/04/2009 10:25

    “Diz isto porque a definição clássica de lago éra na época da Lei: “uma porção de água cercada de terra por todos os lados”, que não é o caso do Guaíba e portanto não se aplica á ele.”

    Nesse caso, a Lagoa dos Patos também é rio (se pensava que era rio em sua descoberta – daí o nome Rio Grande). Se na época o Guaíba era chamado de rio – e nem sempre foi chamado assim, como podemos ver na história de Saint-Hilaire – não significa que seja rio. Como de fato não o é. Diz “ao redor” porque os lagos não têm um formato de rio – como por exemplo o Rio Jacuí, que têm duas margens que continuam paralelas até desaguar no Lago Guaíba. O Guaíba não tem margens paralelas. Têm rios que desembocam nele e uma ligação com a lagoa dos Patos. Mas, da mesma maneira que a lagoa dos Patos, é alongado e cheio de penínsulas e sacos. Pode ver no google e verificar que se pode falar em andar “ao redor” do Guaíba. E uma represa em um rio forma um lago artificial.

    http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/MPV/2166-67.htm#art1
    “Art. 4o A supressão de vegetação em área de preservação permanente somente poderá ser autorizada em caso de utilidade pública ou de interesse social, devidamente caracterizados e motivados em procedimento administrativo próprio, quando inexistir alternativa técnica e locacional ao empreendimento proposto.
    § 2o A supressão de vegetação em área de preservação permanente situada em área urbana, dependerá de autorização do órgão ambiental competente, desde que o município possua conselho de meio ambiente com caráter deliberativo e plano diretor, mediante anuência prévia do órgão ambiental estadual competente fundamentada em parecer técnico.
    § 7o É permitido o acesso de pessoas e animais às áreas de preservação permanente, para obtenção de água, desde que não exija a supressão e não comprometa a regeneração e a manutenção a longo prazo da vegetação nativa.” (NR)
    a) as atividades imprescindíveis à proteção da integridade da vegetação nativa, tais como: prevenção, combate e controle do fogo, controle da erosão, erradicação de invasoras e proteção de plantios com espécies nativas, conforme resolução do CONAMA;

    Como se vê, a lei se preocupa em preservar a vegetação nativa. E de qualquer maneira, isso deve ser avaliado pelos orgãos competentes. No local não há vegetação nativa. No centro, muito menos. Como prédios próximos do Guaíba podem afetar o lago? Apenas através do esgoto, mas esse chegaria ao Guaíba não importa a distância dos prédios. O que tem que ser feito é o tratamento dos esgotos em POA. Mas essa é outra história. Não podemos usar a preocupação com o meio ambiente como motivo para evitar o bem estar da população, muito menos motivos eleitoreiros. Num tempo em que até se fala em eliminar a espécie humana para salvar o planeta, essas ações locais sempre são suspeitas. Como alguém em sã consciência pode dizer que o projeto do Pontal, do Beira Rio ou do Porto dos Casais vão provocar prejuízos irrecuperáveis ao meio ambiente? O senso comum diz que não. Hoje muitos estão perplexos, e até mostram ódio contra esses que chamam de eco-chiitas. Como compreender tal forma de raciocinar? Parece que por trás dessa mentalidade há um ódio não só ao progresso ou à riqueza, mas à própria espécie humana, o grande vilão do mundo. Uma mudança de foco: em vez de buscar o bem estar da humanidade, buscar o bem estar do planeta, mesmo passando por cima da humanidade. A vida humana não é mais um bem absoluto. Dias negros nos esperam pela frente.

  15. 29/04/2009 20:01

    Arrivistas Retardatários…
    Confiar neles é como apostar nos bois no pasto…
    “Em qual deles haverá de cair o raio primeiro?”

  16. Anii permalink
    18/06/2009 16:32

    Pra quem não sabe marica é vegetação nativa e tem de monte na orla do guaibaa

    • Rafael permalink
      29/11/2011 18:41

      Maricá é nativa apenas na região que vai de Alagoas a Santa Catarina

  17. Anii permalink
    18/06/2009 16:39

    “Não podemos permitir que a lei seja alterada, com o projeto Pontal do Estaleiro que está tramitando na Casa, prejudicando a população em benefício de alguns empresários”, afirmou José Marques que destacou a orla como parte inalienável do patrimônio público. “Devemos ser lúcidos e aproveitarmos o que ainda nos resta de natureza, protegendo os interesses da coletividade diante da avidez da especulação imobiliária sobre o patrimônio público”, defendeu.

    Conforme José Marques, “não temos a necessidade de imitar os países ditos desenvolvidos em tudo o que fazem e fizeram. Assim não precisaremos, no futuro próximo, criar uma praia artificial à margem do Guaíba, tal como ocorre hoje em Paris, onde há cinco anos, no verão, é colocada areia, vegetação, arbustos, piscinas e equipamentos de lazer, na margem do Rio Sena, para que sua população possa fazer de conta que está vivendo em contato com a natureza”. Segundo Marques, os ambientalistas alertam sobre outros “exemplos a não serem seguidos, que evidenciam a omissão e o imediatismo irresponsável dos legislativos municipais”.

    “A Agapan mantém a campanha pela preservação da Orla do Guaíba, pois é um patrimônio público da Cidade”,

  18. Henrique Wittler permalink
    18/06/2009 18:12

    Parabens a AGAPAN, que neste momento, após algum periodo sem se pronunciar vem a público questionar a ocupação da orla.
    No entanto, deveriamos nos retirar todos do Fórum do Plano Diretor, onde estão apreciando um Plano cheio de erros, sem as devidas plantas que documente as áreas especiais, patrimÓnio cultura, parques e de preservação.
    Não conhecendo o que se dispõe em quantidade destas áreas como planejar.
    A Lei Orgânica de POA, prevê 12 m2 de área de preservação por habitante por região de planejamento (8 em POA). Se considerarmos as densidades do PDDUA em vigor teriamos que ter hoje 6.000 hectares de área de preservação, não temos 2.000 hectares.
    As margens do Guaíba na Assunção e Tristeza é uma prova da incapacidade administrativa em POA, as margens estão práticamente ocupadas inclusive com piscinas dentro do próprio Rio.
    Sobre isto o PDDUA em estudoé omisso.
    Um artigo do PDDUA existente esta sendo excluído pelo governo no atual, pois este ele não cumprio e não quer que alguem veja e não quer mais cumprir, é o que preve a consolidação das Leis do Plano Diretor.
    Ao apresentar o novo Plano o mesmo diz que todas as alterações do PDDUA atual permanecem valendo. Porque não incluiu estas emendas ao apresentar o Projeto hoje em votação? A quem interessa esta anarquia? Quanto mais complicado o PDDUA melhor para quem libera as obras, pois existe negociação?

  19. Jubão permalink
    06/08/2009 15:44

    Eu já peguei repulsa, ódio, horror desses Ecoxiitas. Com toda essa palhaçada que eles estão fazendo, vão acabar ganhando cada vez mais ódio por parte da população, que não aguenta mais a mentalidade atrasada, retrógrada dessa minoria desocupada.

  20. Henrique Wittler permalink
    06/08/2009 17:54

    O JUBÃO ou CHUPINHA não sei.
    Quem não se identifica para mim é verme que vive embaixo da terra e carrego na sola do pé.
    Vai te catar e comer o que teu patrão te dá, talvez não te pague para contestar os demais.
    Vai te informar antes de falar, não se age com a orelha e sim com o cérebro.

    Já consegui teu IP e teu endereço eletônico e agora sei quem é.

    • 25/09/2011 16:57

      “Já consegui teu IP e teu endereço eletônico e agora sei quem é.”
      Essa foi engraçada Wittler!

  21. Jubão permalink
    07/08/2009 11:53

    Caro Ecoxiita retrógrado Henrique: Pegou meu IP pra quê? Só porque tu é um imbecil que quer uma Nova Cuba em Porto Alegre? Pontal não? Novos estádios da dupla Grenal não? Prédios novos e altos não? Turismo não? Atração de empregos não? Quer o que? Favela na orla, carroças, centro caindo aos pedaços., sujeira? Capital da maconha nos parques, de estudantes vagabundos na Ufrgs com camisa do Che Guevara…debatendo bobagens? A CAPITAL DA RESISTÊNCIA AO PROGRESSO, NOSSA, QUE ORGULHO. Pega a tua nave e some..alias, pega uma balsa e vai pra Havana vai..teu lugar não é aqui, ecoxiita.

    • 25/09/2011 17:03

      Jubão, não entre na onda de agressividade do Wittler e, por favor, respeite as opiniões de todos sem esse negócio de “ecoxiita”, “Nova Cuba em Porto Alegre”, “capital da maconha nos parques”, etc, etc, etc. E lembre-se, você não está preso a cidade.

    • LUIZ ANTONIO TOLEDO BORDINI permalink
      10/11/2013 12:00

      Concordo com você, Jubão, é isso mesmo, o nosso país, principalmente, aqui no sul está infestado de socialistas-comunistas debilóides marxistas e outras correntes, as quais já estão sepultadas há um bom tempo, felizmente !

  22. Fernando Aguirre Lazzarotto permalink
    22/10/2009 17:19

    Pessoal, vamos deixar o pontal do estaleiro como está, com bastante vagabundos, esconderijo de malandros, sujo, depredado, esquecido e mofado, além de muita droga e rock´n roll.
    É isso que a zona sul merece.
    Daqui a pouco seguirá a exemplo de outros shoppings, assalto na saída e na entrada.
    Abraço.

  23. Fernando Szczecinski permalink
    08/12/2009 12:48

    Gil, que tal trocar argumentações do tipo “Como prédios próximos do Guaíba podem afetar o lago?” por “Como prédios próximos do Guaíba podem afetar a população de Porto Alegre?”.

    Concordo! A agressão foi feita qdo dos aterros…mas em prol do que? DO PROGRESSO! Pois a “ampliação” dos limites da cidade não foram com o nobre intuito de criar áreas verdes…elas foram consequência(e q bom para nós) da falta de planejamento e estudos de nossos políticos, sendo a última opção frente ao inevitável abandono. O maior aterro tinha em vista um bairro residencial de alto padrão…integração com o rio-lago e tal. Afastou-nos dele. Levando-se em conta alguns prós(somente para o centro), acabamos por perder uma linda baía e outras ilhas abocanhadas pela cidade.

    De repente o caro Henrique seja ecoxiita, mas ele não teria motivos para tal? A degradação do centro de nossa capital, reclamada pelo Jubão(um tanto fundamentalista, convenhamos, fazendo jabá a favor do progressismo desenfreado), deveu-se em parte ao muro protetor contra enxentes, e ao remanejo de repartições públicas para ocupar e tentar dar finalidade aos extenços espaços abandonados. Efeito cascata de projetos visando…o progresso,

    Por que em vez de cobiçar espaços junto á orla, que ainda nos são livres, loteando-os para, aí sim, uma minoria, não se juntam essas megacorporações, megaempresários, mas pouco visionários, para qualificar nosso cais? Também caindo em abandono. Vencer a covardia e derrubar o muro(tantas opções mais saudáveis já foram elaboradas). Revitalizar nosso centro, através de uma reformulação do porto(que insistentemente não sai do papel) atraindo o turismo reclamado pelo Jubão, aumentando o interesse econômico no bairro. E também com a orla. Mas que sejam idéias, postas em prática, promovendo estas áras ao uso popular e não, novamente digo, a uma minoria abastada.

    Sabemos bem o motivo da luta pela definição Lago/Rio. Haveria tanta polêmica se a abrangência de proteção fosse de 500m metros para ambas? E o plano diretor sendo respeitado a risca? Sem vendas de índices de construção? O Pontal do Estaleiro não seria uma brecha perigosa para o levante de cortinas de concreto?

    As favelas, os esconderijos, os assaltos, a mendigagem todos com razão, mas não percamos o foco.

    Que seja modernizado o Beira-Rio, e por que não ampliado…também erguida a Arena na zona norte…fomentando interesse na região, Porto dos Casais, enfim.

    O que não se pode são ações do tipo do Pontal do Estaleiro, onde atráves de voto popular pouco divulgado, pouco explicado, pouco organizado, acabamos deixando nas mãos de poucos o interesse de muitos. E nossa! Que população alheia, pacata e inerte a que temos aqui, referente a assuntos vitais.

    Em tempo, enquanto alguns sabem debater, levantar e trazer a pauta assuntos de interesse da gauchada, com uma “visão panorâmica”…outros não.
    Assim continuaremos precisando dos fundamentalistas, de AMBOS os lados.

    Obrigado ao Gil e ao Henrique pelas esplanações.

  24. Henrique Wittler permalink
    08/12/2009 13:41

    Prezado Fernando Szczecinski é com grata satisfação que vejo que ainda existem pessoas que penssam coerentementre.
    Não somos pela demolição do que foi construído dentro dos 500 m previstos em Lei, somos pela preservação do que resta.
    Não é possivel em nome do progresso vermos a destruição de uma paisagem belícima, ainda mais desrespeitando lLeis ambientais.
    O Código Ambiental do Estado do Rio Gr5ande do Sul diz que é proibido o desmembramento de áreas sugeitas à Cheias, que é o caso do Pontal do Esrtaleiro, Cais da Mauá e Volta do Gasômetro.
    Se as Leis não são para serem cumpridas que se as revogem.
    Imagine ao longo das Lagoas dos Patos e Mirim adotarmos apenas 30 m de proteção e deixarmos as plantações e cidades tomarem conta, que água teremos?
    Imagine o Rio Uruguai (querem dizer que o Uruguai é lago devido as barragens) que hoje tem uma área protegida de 500 m ficar reduzida a apenas 30 metros. As plantações tomariam conta, o veneno correria mais fácilmente ao rio e o assoreamento seria muito mais significativo.

    Se o LAGO Guaíba perssistir, as areas que citei anteriormente serão liberadas por riprocidade. Não tem como aplicar a mesma Lei com pesos diferentes em dois lugares distintos.

  25. Tiago Langer Jacobus permalink
    07/02/2010 10:54

    Se é rio ou lago, tanto faz! Eu quero que seja limpo, belo, urbanizado, que possa ser mostrado para quem vem de fora como algo atrativo, preservado, mas também com restaurantes, praças e trapiches onde se possam ser construídas tais obras.
    Discutir se é rio ou lago é mais uma coisa que faz parte do folclore porto-alegrense. Se essa discussão vai mesmo ajudar nossa cidade a desenvolver-se (no mais amplo sentido da palavra), que siga em frente. Se não, é apenas diletantismo veemente, como se vê aqui.

  26. Gil Vicente permalink
    07/02/2010 11:37

    É verdade, a luta aqui é para que Porto Alegre tenha uma orla bonita, aberta à população, que possa aproveitá-la em seu tempo livre.
    Os ecoxiitas, na verdade, querem 500 metros de proteção ambiental, com maricás e mata nativa, em plena zona urbana.
    Só para lembrar, o Pontal abriria o espaço da orla, que hoje está abandonada. Seria um espaço urbanizado, bonito, com restaurantes, marina pública, e muito espaço para assistir ao pôr do sol.
    Os prédios ficariam a 60 metros da orla, e entre eles e o lago, e com uma arquitetura bonita, trazendo beleza à cidade e sendo algo para mostrar para quem vem de fora.
    Seria um espaço onde Porto Alegre ganharia muito, e qualquer um que olhe para os renders do projeto só pode concordar com isso.
    Lanço um desafio então para os ecoxiitas: se estão tão preocupados com a orla, por que não fazem protestos contra as mansões e favelas que privatizam os 30 metros da orla no bairro Assunção, sem falar nas áreas utilizadas pelo Inter e Grêmio?
    O fato é que a sua principal preocupação não é com o Guaíba, ou com a ecologia, mas ideológica. Em sua mente, lutar contra projetos residenciais de alto padrão é lutar pela revolução socialista. A inveja não permite que percebam que onde um pode ganhar, outros também podem mesmo que não morem no local, mas apenas pela beleza que atrairia turistas e se tornaria um ícone e pelo acesso da população ao Guaíba e com uma boa urbanização.
    As mansões e favelas à beira do Guaíba realmente privatizam a orla e embobrecem a cidade. Por que não lutam para que sejam removidas ou desapropriadas e no local se contrua um espaço aberto para todos?
    É uma pergunta retórica, não lutam porque não existe interesse político no momento.

  27. RicardoH permalink
    07/02/2010 19:55

    Ótimo texto, Gil Vicente !
    Muito bem argumentado, com clareza e simplicidade.

  28. 08/02/2010 7:24

    Gil Vicente

    Voce deve ter suas razões par defender obras na orla do Guaíba e tens direito.
    Mas é por culpa de pessoas como você que se apega apenas a um detalhe e citicam os outros que querem um ambiente sadio e que não traga futuros problemas como a concentração de esgoto (200 m3/dia só no Estaleiro, mais no Cais, na Volta do Gasômetro, no Inter e no Grêmio) é que muitos desistem da luta e não mais participam.
    Hoje em dia, onde o poder do dinheiro é que manda e os Políticos obedecem ser questionador ambiental é muito incomodo e não vale a pena.
    Parabens a ti e aos que querem a destruição da orla com prédios de alto porte pois os terão.
    As cheias e inundações que ocorrem em nossas cidades são conseqüências da destruição do meio ambiente, da redução das áreas de preservação, do desmatamento das ocupação indevidade de áreas, ou seja o q ue ocorre aqui no Guaíba.
    Vá ver quem são os Políticos que defendem as obras na orla veras que são os mesmos que querem a alteração na áreas de preservação eduzindo as mesmas de 500 m até para menos de 30 (válido para o Brasil).
    Sem haver esta redução legalmente, a ocupação já esta ocorreeno á revelia
    Te pergunto o que ocorrerá daqui mais uns 5 anos sem as matas e sem as proteções das APP?
    Só digo á todos que defendem tais ocupações e destruição das Leis que não chorem ou culpem alguem se algum de seus familiares tiverem a infelicidade de morrer afogado em alguma rua de nossa Capital, pois não será culpa do Clima estamos plantando as tragédias

  29. Gil Vicente permalink
    08/02/2010 13:58

    É preciso ter algum conhecimento de causa para querer ter razão. Os teus textos são apenas emocionais, sem levar em conta o que realmente está acontecendo. No caso do Pontal, o esgoto produzido seria tratado. Além do mais, não importa a distância do Guaíba, o esgoto da cidade chega lá de qualquer maneira. O que vai fazer diferença é tratar o esgoto ou não.

    Quanto às enchentes, estão sendo menores que no passado, principalmente pelas hidrelétricas construídas nos rios, que atuam como barreiras contra o aumento rápido do nível das águas. O Guaíba não invadiu mais as margens de Porto Alegre desde a década de 40 principalmente por isso. Provavelmente não invadirá mais, basta ver que esse recorde de chuvas desse ano não foi o suficiente para que isso acontecesse. Em todo o Estado as margens estão sendo tomadas pela mata ciliar, devido à lei rigorosa. No rio Uruguai, por exemplo, não é mais possível construir casas próximas ao rio, e aos poucos a mata vai tomando conta. Sei disso porque nasci numa dessas cidades da fronteira com a Argentina e acompanho isso. Também acompanho o fato do aumento da mata subtropical devido principalmente ao êxodo rural e abondono de minifúndios que acabam sendo tomados pelo mato, ainda mais em locais acidentados. No Rio Grande do Sul, a área da mata nativa está aumentando. Creio que saiba disso.
    Mas é evidente que não é por que não há mata ciliar na zona urbana de Porto Alegre que ocorrerão as enchentes do Guaíba ou não. É uma estupidez deixar a população de Porto Alegre sem desfrutar do Guaíba por causa de um medo irracional.

    Quanto à destruição da orla, seria bom dar uma olhada nos renders antes de dar a opinião. Mas não me importam os prédios em si (prédios que iriam embelezar Porto Alegre, diga-se de passagem), que ficariam a 60 metros do Guaíba, mas a área pública que seria entregue à população.

    Quanto aos políticos, eles tremem de medo diante de uma manifestação de meia dúzia gritando alto na câmara de vereadores. O mesmo se pode dizer do prefeito, que pediu um plebiscito por medo da polêmica. Então não venha com essa história do “desistem da luta”. Quando é luta por algo que interessa politicamente, não há desistência.

    Os poucos quilômetros (em relação ao total) de orla urbana em Porto Alegre podem ser entregues ao lazer da população sem impacto ambiental significativo. Vamos lutar pela preservação onde existe mata nativa sendo devastada, como no morro do Osso. Mas não na zona urbana!
    Nesses assuntos, é necessário deixar o bom senso falar mais alto que a ideologia. Assim se pode ver além do limite estreito de visão.

  30. Luiz permalink
    08/02/2010 14:18

    O Guaíba é um pântano, ou vulgo “banhado”.

  31. 08/02/2010 14:22

    Faço das palavras do Gil Vicente as minhas. Apenas corrigindo que a última enchente ocorreu em 1967. Mas a partir daí foram construídas 4 represas no Rio Jacuí, o principal formador (85%) do Lago Guaíba. Ou seja, é praticamente impossível acontecer uma enchente no Guaíba aos moldes das de 1941 ou 1967. E um muro nos separa deste manancial d’água há mais de 35 anos….

  32. Carlos permalink
    21/03/2010 3:52

    Para os opositores do Pontal, porque não questionam com a mesma paixão o descaso com o Porto de Porto Alegre, transformado em cemitério de navios?

  33. 21/03/2010 8:26

    Quem deixa e permite que o lixo prolifere na orla e barcos ali fiquem encalhado é o Preefeito Fogaça o mesmo que quer as grandes obras nas margens do Rio Guaíba.
    Nos questionamos esta sujeira toda inclusive em Juízo (existem processos, em um deles Fogaça foi orientado para exigir a limpeza do Estaleiro.
    Como em outros Estados já vem ocorrendo, aqui é questão de tempo e a Justiça vai por as coisas no devido lugar. Em Estados onde os processos estão mais avançados demolições das obras dentro da APP estão sendo ordenadas.
    Ai o especulador imobiliário vem de alegar que não conhecia as Leis, que teve autorização do Município, etc, mas mesmo assim tem que demolir o que construiu depois de 1965 (Lei Federal 4771/65). A Justiça Federal tem definido que não cabe ao Município, IBAMA, ETC PASSAREM POR CIMA DAS lEIS.
    Aqui no Estado temos ainda a proibição de parcelamento de solo em áreas suheitas á inundações, sem permitir que protegendo seja possível.

    DEPOIS o especulador, que fizer altos investimentos dentro das margens do Rio Guaíba não venha alegar que lhe concederam licença.

    O BARRA SHOPPING esta dentro desta s APP, casas em Assunção e Tristeza estão tgambém dentro das APP, inclusive com piscinas dentro do RIO Guaíba, tudo isto ao arrepio da Lei. Dois Edificios na Tristeza da Goldstein também estaõ dentro da área protegida.

    E se nada for feito dentro de breve aterrarão ainda mais o Rio Guaíba para construirem novos prédios.

    Lembresse o esgoto de Porto Alegre tem menos de 25% TRATADO e com estes novos este percentual será ainda menor.

  34. 23/03/2010 13:28

    A argumentação apresentada é muito frágil, até mesmo eu que não domino bem o tema sei que: Rios tais como Taquari, Jacuí, Sinos e Maquiné, p. ex. correm em diversas direções conforme o ponto considerado, apresentam sedimentos arenosos e mata de restinga. Rios tem afluentes afluentes e desaguam, como o Guaíba.
    O IMPORTANTE É SABER QUE NÃO SE PODE CONSTRUIR AQUÉM DE UMA DISTÂNCIA MÍNIMA DE UM RIO, ENQUANTO NUM LAGO NÃO HÁ RESTRIÇÕES. Conclui-se que esta discussão infrutífera só é proveitosa para construtores gananciosos. Construir junto ao rio piora a cidade, privatiza a orla, exclui a maioria da população e só terá acesso à orla quem pagar por isto. Deste modo, é melhor que o Guaíba seja lago e que fiquem a parte os preciosismos técnicos que de nada servem e, mais que isso, são prejudiciais à maioria.

  35. Carla permalink
    11/05/2010 16:50

    Lago ou rio. Pouco importa.
    O que importa é que seu nome é Rio Guaíba. Me recuso a chamá-lo de Lago Guaiba

  36. 22/06/2010 21:04

    Até o delta do Jacuí o Guaiba é rio porque as águas estão em movimento, em direção a Lagoa dos Patos.
    Principalmente no inverno, na época das chuvas, é possivel observar o trânsito de pequenas ilhas sobre o rio.

  37. 22/06/2010 21:09

    Wikicultura

    http://pt.wikipedia.org/wiki/Lago

    http://pt.wikipedia.org/wiki/Lagoa

    http://pt.wikipedia.org/wiki/Rio

  38. Diego permalink
    07/09/2010 22:50

    Qual a finalidade desta discussão?
    Em termos práticos para que serve saber se o Guaíba é lago ou rio? Sem desmerecer a questão, mas por curiosidade, há alguma vantagem ou desvantagem em se adotar essa ou aquela nomenclatura?

  39. 08/09/2010 8:40

    Prezado DIEGO

    Tem implicação legal, sim.
    Se Rio a Lei 4771/65 determina uma área de proteção de 500 m (em rios com mais de 600 m de margem a margem). Se Lago, a mesma Lei, via regulamentação da Resolução Conama 302 determina 30 m em áreas urbanas e 100 m em rurais.
    Hoje na Câmara será votado o veto de Forrtunati aos 60 m aprovados em 2009 no Plano Diretor.
    Em juízo questiona-se os 500 m.
    Recentemente em Uruguaiana, um edificio a 150 m do Rio Uruguai (tem mais de 600 m de margem á margem) foi demolido poios o Ministério Público assim solicitou em Juízo pois desrespeitava a Lei 4771/65 art segundo.
    Aqui é diferente porque em 1998 Brito criou o Comitê do Lago Guaíba, nome dado sem maiores preocupações mas aproveitados por um grupo para invadir áreas das margens.
    Neste grupo esta o próprio Ministério Público que construiu duas torres dentro da faixa dos 500 m. Dai para a frente tem sido uma gandaia.
    Doaram até para a Federação Gaúcha de Futebol um terreno na Ipiranga com a Paiva para construir um edificio de 12 andares de salas para aluguel.
    Agora no Cais, 3 a 5 Edificios de 100 m de altura, será um paredão para quem sai do tunel em direção a rodoviária (os edificios são o dobro da altura dos ali existentes).
    Um grupo luta por coerência e aplicação das Leis. Na justiça processos prosperam e breve teremo novidades de impácto e mesmo que nada aqui ocorra, pelos compromissos que existem, haverá recurso e temos certeza que teremos sucesso.
    A adoção de Lago não tem amparo legal, é frágil e cai por terra em juízo, pois quem poderia mudar é o IBGE, mas este continua em seus mapas com Rio Guaíba.

  40. Diego permalink
    08/09/2010 14:27

    Grato pelo conhecimento Henrique!

    Mesmo assim, independente da nomenclatura e/ou definição adotada para o Guaíba, a ocupação é definida e legalizada por leis que são criadas e adaptadas para cada caso (viva nosso Brasil!).
    Vejam todas as cidades que foram assentadas às margens de rios ou lagos no RS, Brasil e mundo afora; há uma parcela muitíssimo pequena de planos de desocupação das margens de corpos d’água. Sempre vai haver uma medida para legalizar a exploração da área.
    A ocupação é inevitável, as leis devem ser pensadas para melhor administrar a ocupação e evitar futuros danos ambientais. As restrições impostas por distâncias não controlam o impacto ambiental proveniente do aumento da ocupação urbana. Afastar a cidade do rio não vai impedir que este seja contaminado com esgoto ou lixo, apenas retardar sua chegada lá. Independente da ocupação das margens, o sistema hídrico e vegetal deve ser tratado para evitar maiores complicações.
    Não seria mais produtivo discutir qualidade das propostas para a ocupação da orla e seus benefícios ao invés de brigar por meios de impedir que algo seja feito para mudar as condições que nos encontramos?

  41. 08/09/2010 17:44

    Diego

    Infelizmente não posso concordar em comprometer áreas de preservação em troca de planejamentos pontuais. Este tipo em nossa sociedade, onde temos políticos de oportunidade não tem como controlar.
    Veja o PDDUA – Plano Diretor de Porto Alegre, os empresários da construção e o SIDUSCON patrolaram os vereadores e tudo foi aprovado como querem inclusive dentro das margens do Rio Guaíba contrariando Lei Estadual e Federal que hoje estão em Juízo.
    Hoje em dia o produtor rural quer planatra em toda a propriedade e alega que a pluição vem da cidade que não preserva o meio ambiente. Não deixa de ter razão.
    Mas se cada um colocar a culpa no outro e faz pior vamos á uma destreuição total.
    Hoje já estamos com excesso no escoamento e falta de água em época de seca. Isto ocorre por falta de matas e de solo permeável. As raízes são condutores e facilitadores da condução da água ao lençol freático e também são facilitadores, pela falta de matas no escoamento total da chuva.
    Portanto as matas e áreas de parques quando em volume insuficiente (o que já ocorre me muitas áreas do país) são causa de cheias em épocas de chuvas intensas e de estiagem em épocas de póuca chuva, pois falta o complemento do lençol freático.
    Tenho analisado diversos rios em áreas onde ocorrem inundações e os dados dele me mostram que a curva de permanência tem valores aumentados a cada período mais recente. O que justifica esta subida na curva é o excesso de escoamento em épocas de chuvas (níveis elevados) e redução dos níveis em épocas de estiagem por falta de água do subterâneo.
    Eu pessoalmente quero um meio ambiente que não venha a nos destruir do que um ambiente com belissimos prédios dentro e próximos das margens que favorreçam inundações levando a destruição e mortes.

  42. Diego permalink
    10/09/2010 17:31

    Desculpe mas as intervenções pontuais não são nada pontuais. Os planos para a orla são para alguns bons quilômetros de orla, e quanto a existência de “belíssimos” prédios nas margens, vale a sugestão: analisar as propostas de ocupação e enquadrá-las em medidas preservacionistas, se esse for o maior (medo) problema. Muitos planos que foram desenvolvidos e não vieram a público nem sequer cogitavam a existência de prédios, somente espaços públicos e pequenas construções de uso público. Antes de barrar qualquer proposta vale a pena ouvir e conhecer. Nem todos que propõem intervenções estão “macomunados” com a especulação imobiliária.
    Quanto ao PDDUA concordo que foi manipulado para favorecer Alguns; estive presente na votação das alterações (aquela que ocorreu e teve venda de voto por sanduíches), e vi isso acontecer descaradamente. Reflexo da incompetência de pessoas que querem algo bom para Porto Alegre e ficam perdendo tempo, discutindo bobagens ao invés de se organizarem e pleitear por intervenções, mesmo que retritivas. Uma intervenção realizada é mais difícil para botar abaixo do que barrar as novas construções que ninguém quer.
    Mas enquanto a discussão for outra…

  43. Augusto permalink
    31/10/2010 20:48

    O Guaíba não é rio, não é lago, não é lagoa e não é laguna.
    O Guaíba é um “estuário”. É o desaguadouro de vários afluentes…vários rios. Assim sendo, ele é um intermediário entre seus afluentes e a Lagoa dos Patos. A foto aérea ilustra muito bem o que é o Guaíba. Ele recebe as águas dos rios Sinos, Caí, Gravataí e Jacuí, acumula em uma espécie de bacia e joga toda essa água na Lagoa dos Patos. O Guaíba é nada mais do que um alargamento provocado pela confluência de águas dos seus afluentes.

  44. Paulo permalink
    04/11/2010 12:40

    Não concordo! De acordo com o raciocínio apresentado, poderíamos também dizer que o Rio da Prata (confluência dos rios Uruguai e Paraná) é um lago, o que evidentemente não é verdade. E que eu saiba nunca houve uma discussão sobre se o Rio da Prata é um rio ou um lago. É um rio e pronto, assim como o Guaíba!

    Esta recente tentativa de afirmar que o Guaíba é um lago na verdade tem origem na especulação imobiliária, pois ao ser classificado como lago, o Guaíba tem regras de aproveitamento das margens diferente do que teria se fosse considerado um rio…

  45. JULIÃO permalink
    14/12/2010 10:04

    Qual a diferença entre a Lagoa dos Patos e o Guaíba?

    A nominação.

  46. Paulo permalink
    14/12/2010 10:23

    Se é por denominação, ‘Lagoa dos Patos’ está completamente errado. O correto seria ‘Laguna dos Patos’, pois existe a comunicação com o mar.

  47. Andrews McDawllin permalink
    13/01/2011 0:47

    Discutir se o Guaíba é um rio ou um lago é muita perda de tempo mesmo… coisa de porto-alegrense, povo provinciano e que se acha o dono do mundo!

    • 14/01/2011 1:32

      Isso é ciência Andrews, simples ciência. É natural do ser humano, e não só do portoalegrense, querer classificar as coisas. Será que é provinciano também querer saber se somos homens ou amebas? Pense um pouco que ainda da tempo de retirar a grande asneira que disseste. Desculpe o termo, mas não me veio nenhuma palavra mais apropriada.

    • 06/07/2012 13:59

      Enquanto não se chega a um consenço…… 9 entre 10 turistas chegam em Poa para conheçer o tão decantado RIO GUAIBA…

  48. Alexandre Nunes de Freitas permalink
    27/03/2011 20:18

    Acompanho seguido essa discussão, tão notável de nós gaúchos ( Chimangos/ Maragatos, Gremistas/Colorados, Republicanos/Imperiais, na Revolução Farroupilha; Partido Republicano Riograndense/Partido Federalista, na revolta Federalista e por aí vai). Sem entrar na discussão, até porque falta-me conhecimento mais profundo, entro na linha de Fernando Szczecinski, quando citou o caso do centro da capital. Realmente, aquele eixo compreendido entre o terminal Conceição, Rodoviária, indo pela Júlio de Castilhos até o Mercado Público e voltando ao terminal pela Voluntários da Pátria, cruzando pela Coronel Vicente é algo, no mínimo, perturbador e deplorável. Uma região repleta de prédios DECADENTES que de históricos não têm nada, ocupados por prostíbulos, igrejas evangélicas, hotéis de categoria suspeita, locadoras e cinemas de filmes de sacanagem e um quantitativo considerável de andarilhos e desocupados visivelmente drogados atrás de prostitutas, drogas e vítimas para conseguirem algum valor ($$), a fim de saciarem seus árduos desejos que estão naquela região. Achei que com essa história de Copa do Mundo na capital, iriam por aquele cortiço todo abaixo, mas pelo visto, só quando começarem a cair mesmo para ser construído algo de novo naquele horrendo lugar (Ruas Júlio de Castilhos, Mauá, Voluntários da Pátria, Carlos Chagas, Cdor Manoel Pereira, entre outras).

    • 20/02/2014 19:51

      O que, realmente, deveria ser feito é a restauração dos prédios antigos e dar-lhes um destino de ocupação mais adequada. O que precisamos fazer é o que se chama extermínio de seres que são incompatíveis com os humanos decentes.

  49. 03/07/2011 15:20

    Bem… Eu preciso pelo menos 5 ou mais motivos que o Guaíba e um lago e não um rio, e que eu tenho que complementar o meu trabalho de geografia que inclui este estudo !
    Eu também quero que vocês me mostrem qual e uma diferença de um rio e um lago PF ME AJUDEM :D

  50. 02/10/2011 20:21

    presisei disto para o tema para a escola da minha filha
    e demorou
    tchau

  51. 29/01/2012 13:47

    No Google Earth, um lago que sai no mar.

  52. Vinícius permalink
    25/09/2012 14:46

    O Guaíba é fruto de uma falha estrutural geológica chamada grabben. É uma zona rebaixada tectonicamente, que provoca a concentração das águas da forma que vemos. Existem evidências de ser um rio, e também de ser um lago. O problema é uma questão legal, não científica.
    Talvez não fosse o processo geológico que ali ocorreu, os cursos afluentes prosseguiriam até o oceano atlântico, uma vez que a Laguna dos Patos é recente (geologicamente).

  53. pamela moura permalink
    12/12/2012 21:17

    nossa muito show de bola este texto

  54. LUIZ ANTONIO TOLEDO BORDINI permalink
    10/11/2013 12:12

    Eu nasci ouvindo “Rio Guahyba”, continuei vivendo ouvindo “Rio Guaíba” em vou morrer tendo a certeza que realmente é um rio. O nosso Rio Guaíba. Digam o que quiserem, mas deixem o Rio Guaíba em paz.

    • 28/11/2013 14:07

      Quando em 1820 Saint-Hilaire avistou o Guaíba, ele visualizou um espelho d’água naquele local e qualificou-o de Lago. Ocorre que Saint-Hilaire tinha uma deficiência visual, ele era míope e por isto acreditou ser simplesmente um lago.

      • henrique Wittler permalink
        10/12/2013 23:03

        Falou e disse.
        Não preciso dizer mais nada a não ser que tem muitos cegos por aí, ou melhor interesseiros e especuladores imobiliários que querem se locupletar com o uso da paisagem de nossa orla. Para estes o Guaiba e lago pois aí só se preserva 30 m e não 500 m se rio.

  55. Henrique Wittler permalink
    10/11/2013 21:11

    Prezado Bordini
    Realmente sempre fvoi Rio Guaíba o resto faz parte de uma grande farsa que envolveu muita gente “honesta e de moral” da sociedade, inclusive o Ministério Público Estadual e oito juizados que apoiaram a troca para Lago pois desta forma (reduzindo de 500 para 30 m se lago) conseguiram construir seus majestosos prédios entre os 30 e os 500 m.
    A farsa continua e atualmente ainda querem construir dentro das áreas inundáveis o que é proibido pela Lei 4771/65 – Código Florestal Federal, pelo Código Ambiental do Estado e inclusive pelo novo PDDUA – Plano Diretos de Desenvolvimento Urbano e Ambiental de Porto Alegre.
    Da mesma forma a nossa Lei Orgânica de Porto Alegre, alterada inclusive recentemente mantem em seu texto, sempre que se refere ao Guaíba, como Rio Guaíba.
    Lamentávelmente as pessoas decentes, honestas e éticas que se envolveram nesta farça detêm até hoje parte do poder em nosso Estado, mas para mim não passam de “velhacos” sem ética e muito menos moral.
    O Atalas Ambiental de Porto Alegre que é a justificativa para a mudança de Rio para Lago, apresenta 1/4 de página apenas sobre este assunto num total de mais de 300 páginas. e diz “Um rio que é lago” e mais nove linhas. Este é o que os polítiqueiros de moral ilibada encontraram para ocupar áreas da orla.

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