Parlamento Metropolitano quer ampliar atuação de vereadores

Ato de criação do Parlamento Metropolitano foi hoje na Câmara de Porto Alegre.  Foto: Elson Sempé Pedroso

Ato de criação do Parlamento Metropolitano foi hoje na Câmara de Porto Alegre. Foto: Elson Sempé Pedroso

A Região Metropolitana passa a contar oficialmente com um novo espaço de debates políticos. Na manhã desta sexta-feira (24/4), foi realizado o Ato de Instalação do Parlamento Metropolitano, que reúne 442 vereadores de todas as 34 cidades da Grande Porto Alegre, englobando cerca de três milhões de eleitores.

A cerimônia ocorreu no plenário Otávio Rocha, da Câmara Municipal da Capital. “É na Câmara de Vereadores e na Prefeitura que os cidadãos batem na porta para reivindicar melhorias”, lembrou o prefeito de Porto Alegre. José Fortunati destacou a importância do Poder Legislativo. “É ali que está representado o poder de forma plural, com a pluralidade de ideias”.

Sobre o Parlamento Metropolitano, disse que será um fórum para “unificar as forças” para que se possa buscar recursos para projetos que ajudem a melhorar a situação das cidades da região de forma integrada. “Desejo vida longa. A Prefeitura quer contribuir para que este parlamento tenha uma atitude política importante para o País.”

Na sequência, falaram os seis vice-presidentes regionais do Parlamento Metropolitano. “Estamos vivendo um momento histórico. Espero que possamos trabalhar unidos, pensando nas nossas cidades e no nosso Estado”, afirmou o vereador Diego Martins (PMDB – Portão). “Hoje damos o pontapé inicial. Vamos ter muito trabalho daqui para a frente”, complementou o vereador Leonar Marinho (PT – Viamão).

O presidente da Câmara de Taquara, Eduardo Kohlrausch (PTB), disse estar esperançoso. “Queremos atender às demandas das cidades da nossa região do Vale do Paranhana, que são muito carentes”. Já Guilherme Mota (PMDB – Nova Santa Rita) ressaltou os anseios da sociedade. “A população exige e as ruas demonstram o quanto a nossa sociedade espera uma postura diferente dos políticos.”

Única mulher, a presidenta da Câmara de Estância Velha, Neila ‘Mana’ Becker (PT), afirmou se sentir honrada em fazer da Mesa Diretora do Parlamento Metropolitano. “É um espaço muito importante para que possamos trabalhar os temas regionais que são fundamentais para as nossas cidades”. “Queremos ampliar o debate de ideias para que possamos resolver os problemas de nossos municípios”, acrescentou o presidente do Legislativo de Guaíba, Ernani ‘Chacrinha’ (PMDB).

Representando a Assembleia Legislativa do Estado, o deputado Maurício Dziedricki (PTB) salientou que o Parlamento Metropolitano “demonstra o prestígio de cada vereador da nossa região, e a responsabilidade deles com a sua gente”. Também fizeram parte da mesa o prefeito de Guaíba, Henrique Tavares, e o diretor-superintendente da Metroplan, Pedro Bisch Neto.

Soluções integradoras

O último a falar foi o presidente da Câmara Municipal de Porto Alegre, Mauro Pinheiro (PT). Empossado na Presidência do Parlamento Metropolitano, o vereador lembrou a maratona de viagens que fez, visitando 33 cidades da região. “O dia de hoje traduz o resultado deste esforço, acredito no sucesso do projeto, que passa a ser um projeto coletivo.”

Pinheiro destacou a necessidade de buscar soluções conjuntas para problemas que são comuns. “Devemos perseguir soluções integradoras e estruturantes, de forma a atender o maior número de cidadãos, independentemente das cidades onde residam. As fronteiras existentes entre as cidades não podem ser obstáculos para a discussão, o encaminhamento e a solução de problemas compartilhados”.

“O Parlamento Metropolitano irá, entre outras metas, propor a unificação de legislações municipais em temáticas urbanas comuns, incentivar a modernização dos poderes Legislativos integrantes, proporcionar o intercâmbio de experiências administrativas, e, fundamentalmente, promover uma série de debates”, projetou o presidente.

Segundo ele, o novo fórum também será um espaço de debates de temas atuais, como a Reforma Política e as regras para as próximas eleições. “Temos, na atual nominata, praticamente todos os partidos representados. Queremos fazer este debate para que os vereadores possam ser escutados.”

A solenidade contou, ainda, com a presença dos vereadores de Porto Alegre Airto Ferronato (PSB), Alberto Kopittke (PT), Carlos Casartelli (PTB), Cassio Trogildo (PTB), Clàudio Janta (SDD), Delegado Cleiton (PDT), Fernanda Melchionna (PSOL), João Carlos Nedel (PP), Kevin Krieger (PP), Lourdes Sprenger (PMDB), Marcio Bins Ely (PDT), Professor Garcia (PMDB) e Sofia Cavedon (PT).

Mesa Diretora do Parlamento Metropolitano
Presidente: Mauro Pinheiro (PT – Porto Alegre)
Secretário-geral: Juarez Souza (PMDB – Gravataí)
1º secretário: Luiz Antônio Castro (PT – São Leopoldo)
2º secretário: Valetin Melo (PT – Nova Hartz)

Polos Legislativos Regionais
Vale do Caí: vice-presidente Diego Martins (PMDB – Portão)
Cidades: Capela de Santana, Montenegro, Portão, São Sebastião do Caí

Vale do Gravataí: Éderson ‘Dedo’ Machado (PT – Viamão)
Cidades: Santo Antônio da Patrulha, Glorinha, Gravataí, Cachoeirinha, Alvorada, Viamão

Vale do Paranhana: Eduardo Kohlrausch (PTB – Taquara)
Cidades: Igrejinha, Parobé, Rolante, Taquara

Vale do Rio dos Sinos: Guilherme Mota (PMDB – Nova Santa Rita)
Cidades: Esteio, Nova Santa Rita, Sapucaia do Sul, São Leopoldo, Canoas

Vale do Sapateiro: Neila ‘Mana’ Becker (PT – Estância Velha)
Cidades: Novo Hamburgo, Sapiranga, Campo Bom, Nova Hartz, Dois Irmãos, Estância Velha, Ivoti, Araricá

Carbonífera: Ernani ‘Chacrinha’ (PMDB – Guaíba)
Cidades: Arroio dos Ratos, Charqueadas, Eldorado do Sul, Guaíba, São Jerônimo, Triunfo

Comissões Permanentes
Os grupos de trabalho, formados por vereadores das 34 Câmaras, terá a finalidade de elaborar estudos e propostas relacionados às temáticas.

A escolha dos coordenadores de cada comissão ocorrerá em reuniões preliminares, ainda sem data definida. Segundo o presidente Mauro Pinheiro, a intenção é promover grandes seminários temáticos no fim do ano. “Pensamos em convidar autoridades, até de fora do País, para que possamos conhecer melhor algumas experiências positivas que outras cidades e regiões implantaram”, acrescentou.

1. Desenvolvimento Urbano e Infraestrutura
2. Transporte e Mobilidade
3. Saúde
4. Meio Ambiente e Saneamento
5. Educação, Ciência e Tecnologia, Cultura e Esporte
6. Segurança, Direitos Humanos e Cidadania
7. Turismo e Desenvolvimento Econômico e Regional

Texto: Maurício Macedo (reg. prof. 9532)
Edição: Marco Aurélio Marocco (reg. prog

Câmara Municipal

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O parlamento Metropolitano conta com um site, dentro do da Câmara Municipal. Clique aqui para acessá-lo.

Cinzas de vulcão chileno chegam a Porto Alegre

Extremo Sul do RS teve cores diferentes no pôr do sol desta sexta-feira

Extremo Sul do RS teve cores diferentes no pôr do sol desta sexta-feira | Foto: Daniel Badra/Especial CP

Extremo Sul do RS teve cores diferentes no pôr do sol desta sexta-feira | Foto: Daniel Badra/Especial CP

Uma mancha cinzenta no horizonte indica que as cinzas do vulcão chileno Calbuco atingiram Santana do Livramento, na Fronteira do Rio Grande do Sul. De acordo com Metsul, imagens de satélite mostram a nuvem alcançando com maior densidade e em elevada altitude a região do Chuí e com menor densidade a área da Campanha. O material lançado chegou à Porto Alegre por volta das 22h, nos níveis mais altos da atmosfera.

Dos pontos mais elevados de Livramento, e da cidade vizinha, a uruguaia Rivera, foi possível vislumbrar, no fim da tarde, uma nebulosidade cinzenta em meio às nuvens. As colorações do pôr do sol tiveram tonalidades diferentes em pontos mais atingidos pelo material expelido pelo Calbuco.

De acordo com o coordenador do Departamento de Treinamento de Voo da PUCRS, professor Lucas Fogaça, as cinzas do vulcão podem causar problemas em aeroportos ou em voos. No caso de Porto Alegre, a probabilidade é de que possam ocorrer problemas apenas para voos da Capital para regiões afetadas. “Como em Porto Alegre devem chegar apenas resquícios das partículas, o aeroporto Salgado Filho em si não deve ser atingido”, disse. Na questão dos voos, o professor afirma que o acúmulo de cinzas pode corroer os equipamentos de uma aeronave. “Essas partículas são extremamente abrasivas. Elas podem prejudicar as asas, a cabine e, principalmente, a parte interna dos motores”, relatou.

Conforme Fogaça, dependendo da densidade da nuvem pode ser julgado que o voo não será afetado. “A companhia aérea é que opta pelo cancelamento da rota”, disse. “Os voos mais distantes não tem tanto combustível para desviar da rota”, comentou o professor. “Não há muito o que fazer, tem que esperar passar”, completou.

Enquanto as cinzas do vulcão começam a se deslocar para o Estado, as operadoras e agências de viagem já temem prejuízos por conta do fenômeno. O principal destino prejudicado é Bariloche, onde os voos já estão cancelados. “O setor está alarmado caso o vulcão por mais tempo em erupção”, afirmou a vice-presidente da Associação Brasileira de Agências de Viagem do RS (ABAV-RS), Rita Vasconcelos.

Nas próximas 24 horas se espera que mais regiões gaúchas tenham cinzas em dispersão na média e alta atmosfera. No entanto, não deve haver riscos e os efeitos percebidos devem ser apenas na percepção de tom mais acinzentado do céu. O vulcão Calbuco registrou duas violentas e surpreendentes erupções na última quarta-feira após meio século de inatividade, o que provocou espanto nas cidades de Puerto Montt, Puerto Varas e localidades próximas, 1,3 mil quilômetros ao Sul de Santiago. Cinzas chegaram a cidades da Argentina e do Uruguai ainda na quinta.

Imagem de satélite mostra cinzas sobre a Capital:

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Correio do Povo

EPTC vai realizar contagem de ciclistas nas vias

Ideia é mapear número de ciclistas e obter dados para instalar novas ciclovias.  Foto: Marcela Barbosa/Divulgação PMPA

Ideia é mapear número de ciclistas e obter dados para instalar novas ciclovias. Foto: Marcela Barbosa/Divulgação PMPA

Técnicos da Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC) vão realizar contagens de viagens de bicicleta em vias da Capital. O objetivo da ação é mapear o número de ciclistas e obter dados para a instalação de ciclovias futuras, além da qualificação das existentes.

A medição ocorrerá por meio de um equipamento móvel, doado pelo Itaú (empresa patrocinadora do projeto BikePoa), que poderá ser instalado tanto em vias como em ciclovias. “Ele possui laços que são colocados no asfalto, não contando veículos automotores, só bicicletas. A partir disso, um software repassa os dados e nós poderemos avaliar o perfil, horários de maior e menor circulação, assim como a demanda, se há muitos ou poucos ciclistas no local”, afirma o gerente de Projetos Especiais da EPTC, Antônio Vigna.

O primeiro teste do equipamento, realizado dia 22 de abril, na ciclovia da Ipiranga, próximo à Azenha, teve 280 ciclistas circulando, entre 15h e 19h. Os dados das pesquisas também serão disponibilizados a organizações não-governamentais, associações e aos interessados pelo tema. As primeiras vias que terão contagens de ciclistas, nos próximos dias, será a avenida Ipiranga e a rua José do Patrocínio (ambas possuem ciclovias).

Ciclovias – Porto Alegre conta com 25 quilômetros de espaços exclusivos para quem utiliza bicicleta. As implantações das ciclovias tiveram início em 2009, com a criação do Plano Diretor Cicloviário. O ponto mais recente é a ciclovia da Érico Veríssimo, com 500 metros, que interliga as ciclovias da José do Patrocínio e da Ipiranga. Além disso, a cidade conta com 40 estações e 400 bicicletas compartilhadas no sistema BikePoa.

Prefeitura de Porto Alegre

Liminar suspende lei que transforma ocupações em áreas especiais de interesse social

Ocupa Caminho Novo, ocupação urbana na Capital | Foto: Ramiro Furquim/Sul21

Ocupa Caminho Novo, ocupação urbana na Capital | Foto: Ramiro Furquim/Sul21

Uma liminar suspendeu nesta quinta-feira (23) a Lei Municipal n.º 11.807/15, de março deste ano, que cria e declara 14 diferentes áreas do Município de Porto Alegre como Áreas de Especial Interesse Social (AEIS), para fins de regularização fundiária. A decisão é da desembargadora Catarina Rita Krieger Martins.

A medida atendeu pedido do prefeito de Porto Alegre, José Fortunai, que ingressou com a ação direta de inconstitucionalidade. Conforme o Executivo Municipal, a lei em questão altera o regime urbanístico de diferentes áreas do Município sem a prévia e necessária realização de estudos de viabilidade técnica e jurídica à regularização e à sua utilização para a habitação popular. Também afirmou que a falta de debate com a população, gera vício insanável de inconstitucionalidade formal, porque não observado o procedimento constitucionalmente assegurado.

Em março, a Câmara de Vereadores havia derrubado o veto do prefeito ao Projeto de Lei que transforma as ocupações em AEIS. O PL, de autoria da bancada do PSOL, foi aprovado por unanimidade em dezembro do ano passado. Em fevereiro deste ano, no entanto, a Prefeitura anunciou que vetaria a proposta. Na ocasião, a matéria voltou para a Câmara, que poderia optar por manter ou derrubar o veto. Com forte pressão da população que lotou as galerias da Câmara, o projeto foi aprovado após uma disputa acirrada. O encerramento do painel foi seguido por uma festa na Câmara de Vereadores por parte dos moradores das ocupações e dos parlamentares que apoiaram o projeto.

Decisão

A magistrada afirmou que o Tribunal tem adotado o que dispõe o artigo 177, da Constituição Estadual, que estabelece que, para a lei ser considerada constitucionalmente válida, deve-se observar, no processo legislativo e na produção da lei, a questão da publicidade prévia e da efetiva participação de entidades comunitárias.

“Assim, impõem-se uma análise acurada dos autos, fazendo-se necessária a instrução processual cabível, com a manifestação da parte requerida e dos órgãos intervenientes para fins de aferição da constitucionalidade ou não da lei em discussão”, afirmou a relatora. A magistrada também destacou que a concessão da liminar é necessária, pois já estão ocorrendo decisões judiciais de suspensão de reintegração de posse com base na lei questionada.

“É de ser salientado que o objeto da lei municipal questionada envolve 14 (quatorze) Áreas de Especial Interesse Social (AEIS), abrangendo extensa área do território municipal, e, dessa sorte, envolvendo número significativo de pessoas que lutam por suas moradias, com expectativa elevada e, talvez, já investindo seus parcos recursos para o fim pretendido. E, prosseguindo a aplicação dos efeitos da Lei Municipal de n.º 11.807/15, em caso de procedência da ação, implicaria em grande dificuldade para o retorno ao estado anterior. Representando prejuízo incalculável à parcela da população envolvida, tanto no âmbito financeiro quanto no âmbito emocional”, afirmou a desembargadora.

O mérito da ação será julgado pelo Órgão Especial do TJRS.

SUL 21 – Da Redação*

Cercamento da Redenção: votação sobre plebiscito continuará na segunda-feira, 27

Consulta pública pode decidir sobre instalação de cerca no parque.  Foto: Elson Sempé Pedroso

Consulta pública pode decidir sobre instalação de cerca no parque. Foto: Elson Sempé Pedroso

O plenário da Câmara Municipal de Porto Alegre começou a discutir e votar, nesta quarta-feira (22/4), o projeto que prevê um plebiscito sobre o cercamento da Redenção (Parque Farroupilha). A discussão e votação foram interrompidas pela retirada de quórum, durante a Ordem do Dia, e devem ser retomadas na próxima segunda-feira (27/4). A Emenda 01, de autoria do vereador Delegado Cleiton (PDT), que definia a data de 15 de novembro de 2015 para a realização da consulta, foi retirada. O projeto original de Nereu prevê que o plebiscito seria realizado junto com as eleições de 2014, mas a matéria acabou não sendo votada no ano passado.

Além do projeto principal, outras sete emendas e três subemendas ainda irão ser discutidas e votadas:

Emenda 2, de Marcelo Sgarbossa (PT) – inclui, entre as perguntas do plebiscito, a opção pelo cercamento virtual por meio de câmeras de vigilância, monitoradas pelo Executivo municipal;

Emenda 3, de Engenheiro Comassetto (PT) – prevê que a Secretaria Municipal de Segurança deverá apresentar, no prazo de 120 dias a partir da publicação da Lei, um Plano de Segurança para os parques municipais, iniciando-se pelo Parque Farroupilha;

Emenda 4, de Cláudio Janta (SDD) – inclui, no plebiscito, a consulta sobre o cercamento dos Parques da Harmonia, Moinhos de Vento (Parcão) e Chico Mendes na consulta popular;

Subemenda 1 à Emenda 4, de Cláudio Janta (SDD) – inclui, no plebiscito, a consulta sobre o cercamento do Parque Marinha do Brasil, além do Parque Farroupilha e dos outros três parques citados na Emenda 4;

Subemenda 2 à Emenda 4, de Professor Garcia (PMDB) – inclui, no plebiscito, a consulta sobre o cercamento do Parque Mascarenhas de Morais, além do Parque Farroupilha e dos outros três parques citados na Emenda 4;

Subemenda 3 à Emenda 4, de Reginaldo Pujol (DEM) – inclui, no plebiscito, a consulta sobre o cercamento dos Parques da Restinga, Belém Novo e Alim Pedro, além além do Parque Farroupilha e dos outros três parques citados na Emenda 4;

Emenda 5, de Sofia Cavedon (PT) – inclui, no plebiscito, as seguintes questões:
I – És favorável ao acesso de toda a população à Orla do Guaíba?
II – És favorável à construção de prédios na orla do Guaíba?

Emenda 6, de Fernanda Melchionna (PSOL) – prevê que, durante a campanha de divulgação e esclarecimento aos cidadãos, deverá ser garantida a isonomia de tempo e espaço em todos os tipos de veiculação para todas as posições (sobre o tema);

Emenda 7, de Fernanda Melchionna (PSOL) – prevê que, durante a preparação do plebiscito, serão realizadas audiências públicas para debater sobre o tema do cercamento do Parque Farroupilha, com a participação de técnicos da área de urbanismo, arquitetura, direito ambiental e segurança;

Emenda 8, de Kevin Krieger (PP) e Airto Ferronato (PSB) – prevê que os custos decorrentes do plebiscito serão suportados com recursos financeiros da Câmara Municipal de Porto Alegre.

Isolamento

Conforme o autor do projeto, vereador Nereu D‘Avila (PDT), o isolamento do parque é uma forma de enfrentar os episódios como danos às pessoas e ao patrimônio público na grande área verde. A proposta também prevê a realização de ampla campanha de divulgação sobre o plebiscito na imprensa, em locais públicos e em escolas. “Este projeto visa a convocar consulta plebiscitária à população de Porto Alegre, para tratar sobre tema polêmico e historicamente discutido em nosso município – o cercamento da Redenção -, a exemplo dos Parques Ibirapuera, coração de São Paulo, e Germânia, em nossa cidade”, justifica Nereu.

Violência

O vereador lembra que, nas páginas de jornal, são comuns as notícias de depredações dos monumentos, de destruição de árvores e plantas, assaltos e assassinatos, aliados ao crescente aumento da violência na Capital, atingindo de sobremaneira o Parque da Redenção. “Ninguém pode desconhecer a valia e os benefícios resultantes das áreas verdes urbanizadas, embelezadas e fundamentalmente preservadas, tão úteis à saúde pública em sua força tranquilizante e renovadora das energias humanas”, explica.

“A consulta à população mediante plebiscito é o que propõe este projeto, de forma que, após a necessária e ampla discussão dos aspectos favoráveis e contrários ao tema, em caso de resultado positivo, o prefeito afira a conveniência e a oportunidade do cercamento como forma de enfrentar os episódios que se repetem com danos às pessoas e ao patrimônio público junto ao Parque Farroupilha”, declara Nereu.

Câmara Municipal

Construção da nova ponte do Guaíba toma forma

Estrutura ainda depende de licença da Fepam para reassentamento de famílias

Estão sendo colocadas estacas de 30 metros de comprimento que pesam em torno de 30 toneladas | Foto: Tarsila Pereira

Estão sendo colocadas estacas de 30 metros de comprimento que pesam em torno de 30 toneladas | Foto: Tarsila Pereira

A construção da nova ponte do Guaíba começa a tomar forma em Porto Alegre. Quem passa pela BR 290, no sentido Interior-Porto Alegre, consegue observar a estrutura avançar. Os trabalhadores da construtora contratada atuam em duas frentes: em escavações no terreno localizado na rua João Moreira Maciel, no bairro Humaitá, e dentro do Guaíba, com a colocação de estacas de 30 metros de comprimento e que pesam aproximadamente 30 toneladas.

Dentro das águas, existem marcações com boias para delimitar a área de trabalho da empresa. No terreno da rua João Moreira Maciel, estão depositadas peças pré-moldadas da nova ponte, como por exemplo vigas e estacas. Quem passa pela BR 290 visualiza também um guindaste para fixação da estrutura. O bate-estaca tem capacidade para 120 toneladas e funciona como um martelo gigante para cravar as estacas.

A Fundação de Proteção Ambiental (Fepam) ainda não concedeu licença para que se inicie o processo de reassentamento das famílias que terão de deixar a área em razão das obras. Sem o documento, não é possível aprovar o Estudo de Viabilidade Urbana e erguer a infraestrutura das novas casas. A Fepam promete realizar, em breve, a vistoria nos locais. Quando o processo de desapropriação das áreas privadas estiver concluído, a Justiça Federal dará início a audiências de conciliação.

A nova ponte terá uma extensão de 7,3 quilômetros 2,9 quilômetros, além de 4,4 quilômetros em acessos e obras de artes especiais alargamento da ponte do Saco da Alemoa, elevadas e viadutos. Com 28 metros de largura nos vãos principais, a pista terá duas faixas de rolamento, acostamento e refúgio central. O valor é de R$ 649,6 milhões em recursos do governo federal. A conclusão da ponte está prevista para outubro de 2017.

Correio do Povo

Parque Mascarenhas de Moraes e 28 praças ganham nova iluminação

O Mascarenhas de Moraes possui uma área de 18,3 hectares   Foto: Luciano Lanes / PMPA

O Mascarenhas de Moraes possui uma área de 18,3 hectares   Foto: Luciano Lanes / PMPA

O Parque Mascarenhas de Moraes, no bairro Humaitá, e mais 28 praças ganharão nova iluminação. Eles integram o projeto Porto Alegre Mais Iluminada, que visa a revitalizar a iluminação para qualificar os espaços públicos. A ordem de início das obras foi assinada na manhã dessa terça-feira, 21, pelo prefeito José Fortunati e o secretário municipal de Obras, Mauro Zacher, com a presença do vice-prefeito Sebastião Melo.

O número de luminárias nesse parque triplicará, passando de 72 para 219. O início da implantação será na primeira quinzena de maio e o prazo para conclusão do serviço é de 60 dias. Nas demais 28 praças, o contrato para a execução das obras prevê a conclusão dos serviços até o fim do ano. O valor do investimento é de R$ 2,3 milhões.

O Parque Mascarenhas de Moraes, tradicional espaço de lazer e convivência da comunidade da zona Norte, será o primeiro desta fase do projeto a receber nova iluminação pela importância do local para a região. Ocupa uma área de 18,3 hectares, com uma reserva ecológica, campo de futebol, cancha de bocha, pista de patinação, quadras de futebol e vôlei e churrasqueiras.

O prefeito destacou que a ordem de início de ampliação da iluminação começa pelo Parque Mascarenhas por ser um dos maiores em extensão e de maior movimento nos finais de semana, mas que o projeto irá se expandir para mais 28 praças que são fundamentais para as comunidades.

“Um local escuro não nos dá tranqüilidade. Esta iniciativa pretende garantir que o espaço seja preservado. Iluminação pública significa segurança e convivência entre as pessoas”, afirmou o prefeito. Durante o ato, Fortunati fez um apelo para que a população ajude a preservar os espaços públicos da cidade.

De acordo com o prefeito, o projeto começou pelos parques Farroupilha (Redenção), Moinhos de Vento (Parcão) e Marinha do Brasil. Em 2014, 107 praças da Capital receberam 1.941 novos pontos de iluminação, com um investimento de R$ 4 milhões.

Fortunati lembrou ainda que ações realizadas no bairro Humaitá ao longo dos 25 anos do OP foram mudando a vida da região, que tinha carências de infraestrutura. Ele destacou a garra e obstinação da comunidade. “A gestão desta cidade se dá de forma compartilhada e esta região é muito organizada e mobilizada. Vamos trabalhar juntos para melhorar a vida das pessoas”.

Conforme Zacher, agora serão contempladas, além dos grandes parques que têm iluminação da década de 70, praças mais periféricas. O secretário destacou que o projeto inclui também um estudo para garantir a eficiência da iluminação. A execução é do Departamento de Iluminação Pública (DIP) da Smov.

O conselheiro do Orçamento Participativo do Humaitá, Itamar Guedes, ressaltou que a obra é uma reivindicação da comunidade. Já o presidente da Associação dos moradores do bairro, Ronaldo Floriano, agradeceu em nome das pessoas que serão beneficiadas com a iniciativa. Também acompanharam o evento lideranças comunitárias, secretários municipais, delegados, conselheiros do Orçamento Participativo e moradores da região. A cerimônia foi animada pela banda Afro Tchê do Humaitá.

Parque Mascarenhas de Moraes – O local onde se encontra o Parque era conhecido como lixão do Humaitá, pois serviu como aterro sanitário até 1973. Foi transformado oficialmente em parque pela Lei Municipal 5.134, de 2 de julho de 1982.

Lista dos outros 28 parques e praças que receberão obras de iluminação em 2015:

– Irene Elisalde Stricher (Cavalhada);
– Joaquim Leite (Chácara das Pedras);
– Professor Saint Pastous (Cidade Baixa);
– Arlindo Wendelino Kremer (Farrapos);
– Conselheiro Affonso Pereira Fonseca (Farrapos);
– Dimas Costa (Farrapos);
– Franciele Reis de Oliveira (Loteamento Pampa – Farrapos);
– Sem Nome (Acesso A dois – Humaitá);
– Zeno Simon (Guarujá);
– Vinte de Novembro (Jardim Carvalho);
– Finlândia (Jardim Itu Sabará);
– Francisco Aurelio Pacheco (Jardim Itu Sabará);
– Torben de Alencastro Friedrich (Jardim Lindóia);
– Sem Nome (rua Moçambique – Mário Quintana);
– Sem Nome (rua Itapuã – Mário Quintana);
– Sem Nome (rua Afonso Moacir Cerioli – Mário Quintana);
– Largo Dom Vicente Scherer (Praia de Belas);
– Engenheiro Guilherme Gaudenz (Praia de Belas);
– Coronel Orpheu Correa e Silva (rua Paliosa – Rubem Berta)
– Piratini (Santana);
– Mil e Sessenta Sete (esquina das avenidas Amazonas e Viena – São Geraldo);
– Desembargador La Hire Guerra (Três Figueiras);
– Parque Professor Gaelzer (Tristeza);
– Caraíbe (Vila Assunção);
– Itati (Vila Ipiranga);
– John Kennedy (Vila Ipiranga);
– Dr. Baltazar de Bem (Vila Jardim);
– Maurício Rosemblat (zona indefinida)

Prefeitura de Porto Alegre

Linha S1 Aeroporto/Hotéis vai parar de circular em Porto Alegre

Baixo número de passageiros inviabilizou a operação  Foto: Lucas Barroso/Divulgação PMPA

Baixo número de passageiros inviabilizou a operação  Foto: Lucas Barroso/Divulgação PMPA

A linha seletiva S1 – Aeroporto/Hotéis, que começou a funcionar para a Copa do Mundo e foi mantida em caráter experimental a partir de julho de 2014, vai parar de circular no próximo dia 30 de abril. Durante o período de avaliação, foi registrada uma média de 1,37 passageiro por viagem, o que inviabiliza a operação. O prejuízo com a linha, em 2014, passou de R$ 884 mil.

No estudo realizado pela Carris e a EPTC, durante o período experimental, foram detectados três fatores principais para a baixa procura pela linha:

1) A proximidade do Aeroporto Salgado Filho do Centro da cidade e de grande parte dos hotéis de Porto Alegre, o que favorece a utilização de táxis (são 210 veículos disponíveis no ponto fixo do aeroporto);

2) A grande oferta de ônibus do transporte urbano de passageiros no local. Seis linhas e suas variantes circulam pelo aeroporto, transportando em média 50 mil passageiros por dia (T5, T11, B02 – Leopoldina/Aeroporto, B09 – Aeroporto/Iguatemi, B56 – Passo das Pedras/Aeroporto, 705 – Indústrias);

3) A operação do aeromóvel da Trensurb, que transporta, em média, 3,2 mil passageiros por dia útil do Salgado Filho até a Estação Aeroporto do metrô. Com partidas a cada 10 ou 15 minutos, dependendo do horário, oferece uma alternativa mais rápida e barata a quem se desloca para o centro da cidade.

A decisão de tirar a S1 de circulação foi tomada pelo prefeito José Fortunati nesta segunda-feira, 20, em reunião com o diretor-presidente da Carris, Sérgio Zimmermann, do diretor-presidente da EPTC, Vanderlei Cappellari, o secretário municipal de Gestão, Urbano Schmitt, além de gestores e técnicos das duas empresas municipais. No encontro, foram apresentados a Fortunati o desempenho e taxa de utilização da linha em cada um dos dias de operação.

Sobre a linha – A linha S1 – Aeroporto/Hotéis é a linha da Carris que integra o  Aeroporto Internacional Salgado Filho aos principais hotéis da cidade. Começou a operar em 11 de junho de 2014 e foi criada em função da Copa do Mundo.

Com tarifa, em 2015, de R$ 7,00, registrou uma média de 1.070 passageiros ao mês após o Mundial.

A frota é composta por seis ônibus, cinco ativos e um reserva. Todos foram adaptados com espaço para bagagens e capacidade reduzida para 25 passageiros sentados. Agora, a Carris fará uma reavaliação desses veículos para que sejam redirecionados às linhas C.

As partidas ocorrem diariamente do Aeroporto Internacional Salgado Filho, a cada 30 minutos, a partir das 6h da manhã até a meia-noite. Elaborado de acordo com pesquisa prévia realizada com turistas no próprio terminal do aeroporto, o itinerário cobre a região central e bairros Moinhos de Vento e Rio Branco, percorrendo um trajeto de cerca de 30 quilômetros.

Prefeitura de Porto Alegre

Mobicidade lança aplicativo “Dá pra atravessar?”

Recurso visa a colher dados dos pedestres sobre dificuldades na travessia de vias de Porto Alegre

O imbróglio envolvendo o Executivo Municipal e a Câmara de Vereadores, em relação ao projeto de lei que determinava o tempo de 30 segundos na travessia de ruas e avenidas em Porto Alegre, e que acabou por não ser regulamentado, motivou a criação de um aplicativo que analisa se é real ou não a demanda por mais tempo de sinal verde para quem caminha na cidade. A Mobicidade, associação que luta pelos direitos de ciclistas, pedestres e usuários do transporte público, lança hoje o aplicativo web “Dá pra atravessar?”, que analisa a segurança e facilidade para percorrer a pé dezenas de cruzamentos da cidade.

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Utilizando como base a plataforma OpenStreetMap, o aplicativo permite que o usuário possa escolher um ponto de travessia e avaliar a segurança existente (…)

Clique aqui para ler a matéria integral, no site da Mobicidade.

Fortunati se diz contra cercamento da Redenção

Proposta de Nereu D’Ávila (PDT) deve ser apreciada pelos vereadores na Câmara nesta quarta-feira

Vereador propôs que parque fosse cercado | Foto: Tarsila Pereira / CP Memória

Vereador propôs que parque fosse cercado | Foto: Tarsila Pereira / CP Memória

Com a possível aprovação de um plebiscito sobre o cercamento do Parque Farroupilha, o prefeito José Fortunati garante ser contrário a colocação de grades no parque mais popular de Porto Alegre. A declaração foi dada nesta terça-feira, durante evento que ordenou o início das obras de iluminação no Parque Mascarenhas de Moraes, no bairro Humaitá. Nesta quarta, a proposta de Nereu D’Ávila (PDT), que pede o cercamento da Redenção, deve ser apreciada pelos vereadores na Câmara.

Fortunati defende apenas o cercamento eletrônico, que consiste na colocação de câmeras e realização de monitoramento através do Centro Integrado de Comando da Capital (Ceic). Esse tipo de fiscalização já acontece na Praça da Alfândega. Segundo o chefe do Executivo, o fechamento da Redenção somente afastaria as pessoas que não cometem crimes no local.

“Se estivermos monitorando o parque 24h, as pessoas que utilizavam aquele local de forma ilícita vão acabar se afastando de lá. O cercamento físico somente vai afastar as pessoas de bem que querem utilizar a Redenção”, sustenta.

Conforme o prefeito, recursos estão sendo buscados para colocar câmeras na Redenção a partir do segundo semestre deste ano. Já a proposta de realização de plebiscito sobre o fechamento do parque, se aprovada, exige discutir com a Justiça Eleitoral uma data para realização da consulta popular.

Samantha Klein / Rádio Guaíba / Correio do Povo

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Aproveitem e vejam na ZH a nova pichação feita na madrugada de hoje (21/04) no Monumento ao Expedicionário:

Grupo de esquerda pede libertação de ativista em nova pichação no Monumento ao Expedicionário

Vandalismo acontece na véspera de apreciação, na Câmara Municipal, de um projeto sobre a criação de um plebiscito pelo cercamento ou não da área verde

Aplicativo guia usuários ‘perdidos’ no transporte público em Porto Alegre

App Wigo guia usuários e mostra opções de rota em Porto Alegre (Foto: Reprodução)

App Wigo guia usuários e mostra opções de rota em Porto Alegre (Foto: Reprodução)

Baseado no conceito de crowdsourcing, ou seja, abastecido pelos próprios usuários, uma startup recém-criada em Porto Alegre lançou um aplicativo para celular ou tablet capaz de guiar os “perdidos” na cidade. O app reúne informações sobre todas as opções de transporte público da capital: ônibus, lotação, trem, catamarã e até aeromóvel. É possível ainda compartilhar e aproveitar dados fornecidos pelos passageiros em tempo real, como atrasos, condições de trânsito, superlotação dos veículos e até mesmo se o motorista dirige mal ou agressivamente.

A ideia é da 8Lab, startup formada por quatro sócios há cerca de um ano e incubada na Raiar da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS). A intenção é facilitar a vida de quem se desloca pela cidade e depende do transporte coletivo. “Quando eu estava no colégio, não tinha quase nada de informação desse tipo. Não se sabia que ônibus pegar para chegar a determinado lugar. Era preciso pedir ajuda. Meu sócio comentava que antes a avó era o GPS dele”, brinca Flávio Palma Pereira, 22 anos, um dos sócios da 8Lab.

A exemplo dos populares Moovit e Waze, o app intitulado Wigo é destinado somente para quem usa transporte público e (…)

Clique aqui e leia toda a matéria no G1 RS.

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Obs: a foto do app foi fornecida pelo Porto Imagem.

Edital do transporte coletivo é um “mistério”, diz ATP

Empresas ainda não sabem se irão participar do processo licitatório

Prefeitura disse que edital será lançado no dia 6 de maio | Foto: Mauro Schaefer / CP Memória

Prefeitura disse que edital será lançado no dia 6 de maio | Foto: Mauro Schaefer / CP Memória

O edital de licitação do transporte coletivo de Porto Alegre é um “mistério” para as 12 empresas integrantes do três consórcios (STS, Unibus e Conorte) que operam na Capital. A avaliação é do gerente executivo da Associação dos Transportadores de Passageiros de Porto Alegre (ATP), Luiz Mario Magalhães Sá. Segundo ele, a entidade não pode realizar uma avaliação porque não conhece as regras do edital de licitação. “Temos que esperar a divulgação. O que sabemos apenas é que o edital será lançado no dia 6 de maio”, explicou.

Conforme Sá, as empresas que são responsáveis por aproximadamente 1.350 ônibus que circulam na Capital, ainda não sabem se vão participar do processo licitatório. “Vamos primeiro estudar o edital e fazer as contas. Depois tomaremos uma posição conjunta como qualquer concorrente”, ressaltou. O gerente executivo da ATP disse ainda que as empresas não participaram dos dois editais anteriores porque as exigências da prefeitura eram, segundo ele, “absurdas e não tinham sustentação econômica.

O edital de licitação do transporte coletivo de Porto Alegre será o terceiro elaborado pela prefeitura. As duas licitações anteriores não tiveram interessados. O diferencial da nova licitação, segundo a Prefeitura de Porto Alegre, é que as linhas de ônibus estão divididas em seis lotes, e não mais em três bacias, como anteriormente. A expectativa da prefeitura é lançar o edital no dia 6 de maio. Após essa etapa, as empresas de ônibus interessadas, nacionais e estrangeiras, terão de 45 a 60 dias para a apresentação de propostas.

Cláudio Isaías – Correio do Povo

Consórcio Cais Mauá reúne controladores nesta quinta-feira

Imagem: Moglia Comunicação / Divulgação

Imagem: Moglia Comunicação / Divulgação

Sob novas pressões de grupos xiitas fundamentalistas guascas da vanguarda do atraso, o Consórcio Cais Mauá agendou assembléia para esta quinta-feira para discutir o prejuízo do negócio, ano passado, de R$ 14 milhões, além de novas mudanças na administração. No ano anerior, o Consórcio amargou prejuízo de R$ 9 milhões.

O projeto caminha vagarosamente.

Ao final, terão sido investidos na área algo como R$ 500 milhões.

O Consórcio e os governos municipal, estadual e federal não se defendem, com o que a mídia local abre generosos espaços apenas para os representantes do fundamentalismo guasca.

O projeto Cais Mauá de revitalização para uso urbano do porto da Capital, foi discutido por todos os órgãos públicos da área e aprovado integralmente nas áreas federal, estadual e municipal. A idéia final é disponibilizar algo parecido com Puerto Madero, Buenos Aires.

Políbio Braga

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É lógico que teria prejuízo, não saiu do papel ainda !!!!  

ONG vai acionar MP pedindo mudanças na revitalização do Cais Mauá

Com 5 mil assinaturas, grupo denunciou irregularidades no processo

Para IAB, faltou participação popular na decisão sobre projeto no cais | Foto: Tarsila Pereira / CP Memória

Para IAB, faltou participação popular na decisão sobre projeto no cais | Foto: Tarsila Pereira / CP Memória

Um grupo formado por advogados, arquitetos, sociólogos e ambientalistas já reuniu quase 5 mil assinaturas para tentar barrar a revitalização do Cais Mauá conforme planejado pela Prefeitura de Porto Alegre. O abaixo assinado vai ser entregue ao Ministério Público em maio.

O coletivo Cais Mauá de Todos reclama de irregularidades no processo de contratação da empresa Porto Cais Mauá do Brasil, que gerencia as obras, que pretendem reformar 2,5 quilômetros da orla do Guaíba no Centro. Conforme dois processos já em tramitação no Ministério Público, após inspeção do Tribunal de Contas do Estado, foram constatados problemas no projeto de revitalização da área portuária. O plano de construções foi entregue incompleto à Secretaria Municipal do Meio Ambiente. Além disso, houve demolição de edificações não protegidas pelo Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), mas que já tinham aprovação do órgão de proteção ao patrimônio cultural.

O representante do grupo, João Volino, garante que o movimento não quer impedir a revitalização da região do Cais, mas corrigir os erros. O projeto de revitalização, para o coletivo, precisa contemplar espaços populares como centro de artesanato e área para a Feira do Livro de Porto Alegre. “Queremos que o projeto seja apresentado para a população. Assim, não tem legitimidade.”

O que disse o IAB

Para o o presidente do Instituto dos Arquitetos do Brasil (IAB), Tiago Holzmann, a solução encontrada para a revitalização é equivocada. O arquiteto entende que faltou participação da comunidade para definir o que é melhor para o espaço público. “É necessário recuperar o planejamento sabendo o que a população quer para as margens do Guaíba. O projeto que está posto por esse consórcio que ganhou a licitação é a colocação de um shopping center ao lado do Gasômetro e duas torres. A cidade não precisa disso”, justificou.

A Prefeitura sustenta que audiências públicas foram realizadas sobre o projeto. As obras de revitalização estão paralisadas desde fevereiro, porque o relatório de impacto ambiental ainda não foi aprovado pela Secretaria de Meio Ambiente.

Samantha Klein / Rádio Guaíba / Correio do Povo

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Alguns comentários de leitores do Blog sobre o projeto chamado plano B, que vale a pena ler de novo:

Pra esses arquitetos de trabalho de conclusão tudo é lindo e funcional.
Sabe quando farão paredes móveis e automatizadas? NUNCA.

Participei do projeto do cais e foi uma depenação atras da outra pra cortar gastos. Alguém teve uma ideia genial de fazer os muros com água para não pixarem. Isso sim é “pensar”.

Outra: quem vai investir em um espaço só de parques, que não haja retorno financeiro a um bom nível? Ninguém, e se o fizerem, vai ser mais um parque abandonado de Porto Alegre. O mesmo povo que acha a redenção o máximo mas não vê que é uma bosta de parque mal cuidado, que teria um baita potencial se cuidassem.
Só discordo de uma única coisa nesse projeto do cais: ao invés de restaurantes e bares, querem colocar mais lojas bregas de móveis que ninguém frequenta. Isso espanta gente tanto quanto um parque caindo aos pedaços.

Sobre esse pessoal ser do contra? É o mesmo pessoal que nem pensa nos benefícios, nos empregos e tudo mais. A turma da “alegria”. Mas que adora se siriricar no Puerto Madero. Johnnie

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Projeto ridículo..imaginem aquela area linda com o por do sol que é um dos mais lindos do mundo e uma big praça aos moldes das praças lotadas de mendigos que temos hoje em poa. Será que merecemos isso? Mais praças abandonadas para mendigos? Prefiro entregar para iniciativa privada!!!! Maurício

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Projeto fraquíssimo do mais puro amadorismo, bem na linha mediocridade na qual a capital gaúcha está atolada. Maurício Cardozo.

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Cansei de debater sobre essas coisas. Porto Alegre está anos luz atrasada, e a culpa é do próprio cidadão que é do contra à tudo e a todos. Preferem ver lixões a céu aberto do que prédios bonitos e modernos. Preferem lixos à beira rio do que um calçadão… Vetaram um prédio de 24 andares no Pontal do Estaleiro e aprovaram de 22 andares. Pelamordedeus, que diferença faz 2 andares? Melhor para o meio ambiente um prédio de 50 andares com areas verdes em volta, do que esses prediozinhos de 12 andares que em POA tem aos milhoes… Cidade do passado…. Diego

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Porto Alegre, capital do atraso!!!!! Sem o projeto original do cais maua (que ainda vai pra audiencia pública, sem comentarios…), sem projeto da orla, sem pontal do estaleiro. Vai tudo virar praça igual às novas la da praia de belas, ou seja, com mendigo ja morando la, alias, é isso que querem mesmo. Parabens!!!!! Alexandre

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Quem vai pagar?
E por que gastar dinheiro com uma coisa tão sem graça? Guilherme

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Pior que não custaria centenas de milhões, é um projeto que promete muito resgate e qualificação mas no fim se mostraria reducionista, com poucas intervenções que exigissem grande investimento. Os armazéns provavelmente seriam aproveitados com um fim do tipo centro de artesanato municipal, “Grupo Cênico Guarani-Kaiowa”, e outras tosquices relacionadas…

A intervenção nos armazéns e arredores seriam porcas, pois se tratando de investimento público integral, ou 80, 90% integral, a última coisa que pensam e prezam é o capricho estético. Como vai ser “algo voltado pro povo, sem elitismo”, o projeto perde aquele caráter e padrão internacional prometido na 1a intervenção, que qualificaria a área tanto em termos turísticos como pra todas as classes da cidade, INCLUINDO a “elite”.

Enfim, a única coisa que resultaria dessa proposta do pessoal da UFRGS (e quem mais seria :/), seriam intervenções públicas porcas (pois sabemos que elas são, por experiência própria) e no decorrer de alguns meses a região estaria no nível das praças centrais, abandonada, sem manutenção, com a ZH fazendo matérias sobre a sub-utilização dos armazéns pois ninguém quer empreender num lugar em que não consomem… Mas os esquerdinhas estariam felizes pois poderiam fumar maconha sentados a beira do cais sem ser importunados. noize (do Skyscrapercity)

Prefeitura de Curitiba instala 120 semáforos “inteligentes” para pessoas com mobilidade reduzida

Semáforo-tem-sensor-para-cartão-de-idosos-e-portadores-de-deficiência

A Prefeitura de Curitiba está implantando na cidade uma nova tecnologia que permite aidosos e pessoas com dificuldade de mobilidade uma passagem mais segura de ruas. Serão instalados 120 semáforos inteligentes em 31 pontos da cidade, acionados por pessoas portadoras do cartão de passagens de idoso e de pessoa com deficiência da Urbs(Urbanização de Curitiba S/A).

O primeiro equipamento foi instalado na Praça Ouvidor Pardinho, no Centro, e começa a funcionar nesta terça-feira (14). No ano passado, uma tecnologia similar foi testada no bairro Alto da Glória e, com a aprovação do sistema, a Prefeitura iniciou processo de concorrência pública para contratar o serviço.

O sistema funciona através de uma botoeira especial acoplada ao semáforo, que é acionada pelos cartões da Urbs. Ao identificar o cartão, o semáforo abrirá por mais alguns segundos além do programado – de 20% a 30% a mais do que o tempo de semáforo normal.

A Prefeitura de Curitiba realizou, em 2013, uma pesquisa inédita com 400 pedestres idosos em vários cruzamentos do centro da cidade, determinando velocidade e tempos médios de travessia. Os dados levantados serviram de base para o aumento de tempo em muitos semáforos de pedestres de Curitiba e também para o cálculo do tempo de abertura dos semáforos especiais para pessoas com mobilidade reduzida.

A intenção é reduzir as fatalidades no trânsito da capital paranaense, principalmente com idosos, as maiores vítimas de acidentes fatais com pedestres na cidade segundo levantamento do projeto Vida no Trânsito, que analisa os acidentes de trânsito com mortes em Curitiba.

Jornal O Regional / Paraná

Porto Alegre realiza audiência pública sobre licitação dos ônibus

Paralisação do transporte, chuva e jogo do Grêmio esvaziaram sessão

Porto Alegre realiza audiência pública sobre licitação dos ônibus | Foto: Ricardo Giusti

Porto Alegre realiza audiência pública sobre licitação dos ônibus | Foto: Ricardo Giusti

Com forte aparato de segurança externa, de identificação de pessoas e de isolamento de área, a prefeitura começou às 19h30min desta quarta-feira a primeira audiência pública para a primeira licitação (internacional) do transporte coletivo de Porto Alegre nos últimos 70 anos. A coincidência entre falta de ônibus, chuva e jogo do Grêmio colaborou para esvaziar a audiência – cerca de 100 pessoas participam. O secretário municipal dos Transportes, e presidente da EPTC, Vanderlei Cappellari, preside o encontro.

São apresentadas no encontro as mudanças feitas em relação aos editais das duas tentativas anteriores, frustradas, de licitação: em março de 2014 e novembro do mesmo ano. As principais alterações, segundo Cappellari, são a maior transparência principalmente sobre custo e lucro, das empresas de ônibus, e o aumento do número de bacias (consórcios de empresas) das atuais três para seis.

Outro objetivo da audiência é recolher subsídios da população para a elaboração do edital, que será publicado dia 6 de maio próximo. O prazo para a apresentação das propostas se encerra em 6 de julho. A comissão licitante define os vencedores em 60 dias. As empresas vencedoras terão 180 dias para começarem suas operações. Uma exigência imediata é dotar 25% da frota, hoje de 1.703 ônibus, com ar-condicionado. Atualmente o percentual é de 23%, mas 70% dos coletivos da Carris tem ar-condicionado, o que não ocorre com a frota privada.

Em até 8 anos, 100% dos ônibus terão ar-condicionado, exige o edital. Uma liminar dada a uma ação da Procuradoria Geral do Município impede a vigência da sanção, da Câmara de Vereadores, que obriga ar- condicionado em 100% da frota de coletivos. “Sem essa decisão a licitação fica inviabilizada”, disse Cappellari.

Correio do Povo – Heron Vidal

Centro Cultural Caixa – 6 anos de atraso

Foto: Gilberto Simon - Arquivo Porto Imagem

Foto: Gilberto Simon – Arquivo Porto Imagem

Assinado em Novembro de 2008, o contrato entre Prefeitura Municipal e Caixa Federal para a construção de um Centro Cultural ainda não saiu do papel. São mais de seis anos em que a população de Porto Alegre, em especial a do Centro Histórico, espera por mais esta promessa que iludiu os contribuintes.

O contrato de execução de obra para restauração, reforma e ampliação do Edifício Imperial foi assinado no dia 19 de novembro de 2008, com as presenças do então prefeito José Fogaça e do secretário municipal da Cultura, Sergius Gonzaga. O evento ocorreu na sede regional da Caixa (Rua dos Andradas, 1000).

O imóvel pertenceu à prefeitura, que cedeu à Caixa Econômica Federal (Caixa) os cinco primeiros pavimentos e mais uma área de terreno livre nos fundos, onde seria erguida uma nova edificação. Os andares superiores iriam sediar a Secretaria Municipal da Cultura (SMC). A área total do espaço seria de 8,8 mil metros quadrados e a obra deveria ter o prazo de duração máxima de 15 meses, com valor de execução de R$ 16,5 milhões. Passaram-se 6 anos e nada.

Conforme o protocolo firmado entre Caixa e prefeitura, seria disponibilizado à população porto-alegrense um teatro com capacidade para 670 pessoas, além de espaço para museu, exposições, ensaios de dança e sala multimídia. Seu restauro e utilização cultural contribuiriam para o projeto de revitalização do centro da cidade.

Ficou só na intenção.

Conjunto cultural – As salas dos cinemas Imperial e Assinado em Novembro de 2008, o contrato entre Prefeitura Municipal e Caixa Federal para a construção de um Centro Cultural ainda não saiu do papel. São mais de seis anos em que a população de Porto Alegre, em especial a do Centro Histórico, espera por mais estsa promessa que iludiu os contribuintes. Guarani, térreo, mezanino e mais dois pavimentos do prédio de onze andares ficariam sob responsabilidade da Caixa durante 30 anos, em contrapartida à realização da obra. A iniciativa pretendia manter a concepção original de cine-teatro, preservando a fachada e outros elementos como pisos, luminárias e escadaria. O Conjunto Cultural se dedicaria a exposi- ções, mostras de cinema, oficinas e seminários, oferecendo sala de dança, camarins, vestiários, banheiros adaptados para portadores de necessidades especiais, foyer, cafeteria e livraria.

Localizado no calçadão da Praça da Alfândega (Rua dos Andradas 1051 e 1073), o edifício Imperial foi um dos primeiros arranha-céus da cidade, construído entre 1931 e 1933. De autoria de Egon Weindorfer e Agnello Nilo de Lucca, é um dos exemplares mais sofisticados da arquitetura art déco no Brasil, especialmente sua fachada, que representa a variante marajoara do movimento.A construção combinava um espaço de entretenimento (cine-teatro) com moradia, tendo introduzido na Capital o conceito dos duplex, apartamentos de dois andares.

A Caixa Federal, através de sua assessoria de comunicação, informou-nos o seguinte:

Ao Jornal do Centro A Caixa Econômica Federal informa que está em processo licitatório para contratação da empresa que executará as obras da CAIXA Cultural Porto Alegre conforme edital de concorrência nº 1601/2014, publicado no Diário Oficial da União de 03 de junho de 2014. O prazo estimado para a realização das obras é de 18 meses, após firmando o contrato com a empresa vencedora da concorrência. Atenciosamente Assessoria de Imprensa da CAIXA Regional Porto Alegre (RS).

Continue lendo, no Jornal do Centro, clicando aqui.

Publicado em 7 de abril de 2015.

Comissão de Meio Ambiente da Câmara discute projeto de revitalização do Cais Mauá

Imagem: Moglia Comunicação / Divulgação

Imagem: Moglia Comunicação / Divulgação

A Comissão de Saúde e Meio Ambiente (Cosmam) da Câmara Municipal de Porto Alegre realizou, nesta terça-feira (14/4), reunião para tratar do projeto de revitalização do Cais Mauá. Antes de ouvir os órgãos, entidades e associações convidadas, o presidente da comissão, vereador Marcelo Sgarbossa (PT), destacou a relevância do tema e a importância da construção de um debate democrático, especialmente aberto à população.

Kátia Suman, representante da entidade Cais Mauá de Todos, afirmou que o atual projeto de revitalização do espaço modifica substancialmente a paisagem de um local que carrega a importância histórica e afetiva de uma cidade que traz a palavra ‘Porto’ em seu nome. “Transformar drasticamente essa paisagem, sem consultar a população e sem ouvi-la, é inaceitável”, disse. “Existe o princípio da participação popular, queremos ser ouvidos e estamos batalhando para isso; é necessário aval da população para um projeto desse porte.”

O presidente do Sindicato dos Conferentes de Carga e Descarga do RS, Eduardo Antônio Reck, destacou que, desde o início, os trabalhadores da área em que atua se posicionaram contra o projeto. “A questão não foi técnica, mas uma decisão política”, disse. “Acreditamos que o porto tem que ser preservado enquanto porto.”

Crítico da condução do projeto, Juliano Rodrigues, representante do Sindicato dos Estivadores de Porto Alegre, afirmou que, durante o governo Yeda Crusius, houve a decisão de licitar a área do Cais Mauá, sem que o processo chegasse às mãos de todos os órgãos competentes. “Uma vez que esse projeto fantasioso foi apresentado, as autoridades no tema tomaram conhecimento, e o projeto ficou suspenso de fevereiro de 2011 até outubro de 2013″, contou. “Falta diálogo, pois direito não se faz somente com leis, mas também com bom senso.”

Já o engenheiro civil Luiz Alcides Capoani, superintendente de Portos e Hidrovias (SPH) do Rio Grande do Sul, disse que o quadro atual reflete uma situação iniciada em 2009, passando por diversos governos. “Não sou contra nem a favor do projeto, pois não o conheço suficientemente e estou procurando me inteirar. O que me preocupa é tomar uma decisão precipitada de qualquer natureza. Portanto, é necessário amparo legal e político, além do suporte técnico. Esse projeto é um desafio de todos nós”, declarou. Para ele, não se deve achar culpados para a situação e sim uma solução.

A posição do Executivo municipal foi trazida pelo secretário-adjunto do Gabinete de Desenvolvimento de Assuntos Especiais, Glenio Vinna Bohrer. “A prefeitura entende que esse projeto é importante e estratégico para a cidade e, nesse caso, o Município entra como interessado e como regulador do uso do solo do seu território”, disse. “Para o início desse trabalho, foi elaborado projeto de lei extremamente debatido e coube ao Município, que ainda segue nesse papel, aprovar os projetos urbanísticos dentro de todos os tramites legais.” Segundo Bohrer, todos os projetos especiais passam por estudo detalhado com participação de todas as secretarias pertinentes ao tema. “Temos toda a segurança de que o projeto está sendo avaliado nas suas minúcias”, frisou.

Representando a Secretaria Municipal de Urbanismo (Smurb), o arquiteto e urbanista Marcelo Allet confirmou que o projeto é uma intervenção de extrema importância para qualquer cidade. “Do ponto de vista conceitual, é muito bem vista, mas concordo que essa intervenção precisa ser discutida com a sociedade; não é apenas uma questão do ponto de vista técnico de planejamento, mas também evolutivo“, declarou. “Se olharmos para o lado, outras tantas cidades já convivem com projetos dessa natureza.” Ele enfatizou que o porto é passível de desativação, pois está obsoleto. “O projeto de revitalização do cais é um resgate cultural, pois o espaço é muito simbólico.”

A Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antac), representada pelo chefe da unidade de Porto Alegre, Fábio Cadore, esclareceu que a função do órgão é fiscalizar portos e empresas que transportam em trechos federais. “A primeira pergunta que faço é onde está a empresa vencedora da licitação para gerir o Cais Mauá? Imagino que ela teria as respostas para vários dos questionamentos levantados aqui hoje”, indagou. Segundo Cadore, esse processo correu à revelia da Antac, que recorreu ao Supremo Tribunal Federal para ser ouvida. “O fato é que existe um contrato celebrado, e a área é entendida como área não-operacional, por isso cabem projetos de revitalização, mas é natural que seja questionado o eventual uso dado. Assim, como os demais integrantes da mesa, penso que a participação popular é imprescindível”, argumentou.

Encaminhamentos

Nos encaminhamentos, a vereadora Fernanda Melchionna (PSOL) disse que, ao ter escutado os presentes na reunião, constatou que há o “descumprimento brutal” dos trâmites relacionados ao projeto de revitalização do Cais Mauá. “O que nós estamos vendo é um processo muito grave de desrespeito à democracia”, lamentou. Como presidente da Comissão de Direitos Humanos desta Casa legislativa, coloco-me à disposição para realizarmos reuniões conjuntas. Não aceitamos a lógica de ausência de democracia”, disse.

O vereador Kevin Krieger (PP) afirmou que todas as questões jurídicas estão sendo criteriosamente discutidas. “Se houve irregularidades, elas serão verificadas, porque a cidade precisa desse projeto. Espero que esse debate possa ter continuidade”, afirmou.

Ao final dos trabalhos, o presidente da Cosmam, Marcelo Sgarbossa (PT), sugeriu que seja formado um grupo de trabalho para tratar amplamente do assunto. “Será um espaço de trabalho contínuo para agregar novos pontos de vista, contando também com a participação popular”, concluiu.

Texto: Lisie Venegas (reg. prof. 13.688)
Edição: Claudete Barcellos (reg. prof. 6481)

Câmara Municipal

Projeto propõe plebiscito em novembro sobre cercamento da Redenção

Consulta pública pode decidir sobre instalação de cerca no parque.  Foto: Elson Sempé Pedroso

Consulta pública pode decidir sobre instalação de cerca no parque. Foto: Elson Sempé Pedroso

Está na Ordem do Dia para votação pelo Plenário da Câmara Municipal de Porto Alegre projeto que prevê plebiscito, em 15 de novembro de 2015, sobre o cercamento da Redenção (Parque Farroupilha). Conforme o autor do projeto, vereador Nereu D‘Avila (PDT), o isolamento do parque é uma forma de enfrentar os episódios como danos às pessoas e ao patrimônio público na grande área verde. A proposta também prevê a realização de ampla campanha de divulgação sobre o plebiscito na imprensa, em locais públicos e em escolas. A sessão da Câmara nesta quarta-feira (15/4) começa às 14 horas, no Plenário Otávio Rocha.

“Este projeto visa a convocar consulta plebiscitária à população de Porto Alegre, para tratar sobre tema polêmico e historicamente discutido em nosso município – o cercamento da Redenção -, a exemplo dos Parques Ibirapuera, coração de São Paulo, e Germânia, em nossa cidade”, justifica Nereu.

Violência

O vereador lembra que, nas páginas de jornal, são comuns as notícias de depredações dos monumentos, de destruição de árvores e plantas, assaltos e assassinatos, aliados ao crescente aumento da violência na Capital, atingindo de sobremaneira o Parque da Redenção. “Ninguém pode desconhecer a valia e os benefícios resultantes das áreas verdes urbanizadas, embelezadas e fundamentalmente preservadas, tão úteis à saúde pública em sua força tranquilizante e renovadora das energias humanas”, explica.

“A consulta à população mediante plebiscito é o que propõe este projeto, de forma que, após a necessária e ampla discussão dos aspectos favoráveis e contrários ao tema, em caso de resultado positivo, o prefeito afira a conveniência e a oportunidade do cercamento como forma de enfrentar os episódios que se repetem com danos às pessoas e ao patrimônio público junto ao Parque Farroupilha”, declara Nereu.

Texto: Marco Aurélio Marocco (reg. prof. 6062)
Edição: Claudete Barcellos (reg. prof. 6481)

Câmara Municipal

Embaixada dos EUA recruta profissionais para Consulado em Porto Alegre

Atividades no local devem começar em 2016

Consulado em Porto Alegre deve iniciar atividades em 2016 | Foto: Ricardo Giusti / CP Memória

Consulado em Porto Alegre deve iniciar atividades em 2016 | Foto: Ricardo Giusti / CP Memória

A Embaixada dos Estados Unidos está recrutando cinco profissionais para a construção do Consulado em Porto Alegre. O setor de Recursos Humanos da sede diplomática em Brasília já começou a receber os currículos dos candidatos das áreas de engenharia mecânica, engenharia elétrica e administrativa. Um dos responsáveis pela seleção, Gustavo Maciel, disse que a equipe ainda está na fase de análise dos candidatos e, dentro de duas semanas, deve vir à Capital para fazer as entrevistas.

A construção deve levar cerca de 18 meses. Não há data para o início das atividades, mas elas só devem começar em 2016. “Estamos empenhados em abrir o consulado assim que possível”, informou o consulado dos Estados Unidos em São Paulo.

Estão abertos dois postos de trabalho para engenheiro mecânico, um para tempo integral e outro para meio turno. Para engenheiro elétrico, também são duas vagas, sendo uma para turno integral e outra para meio turno. Ambos os cargos exigem inglês fluente. O salário é de R$ 40 mil a R$ 50 mil por ano.

Para a administrativa, há uma vaga e o profissional deverá autuar também como motorista. O conhecimento de inglês deve ser de nível 2. Por isso, a embaixada está aceitando currículos em português. Todos os cargos são temporários para até 18 meses. O salário vai de R$ 28 mil a R$ 35 mil por ano.

A repartição deverá ficar na avenida Assis Brasil, na zona Norte da Capital. O anúncio de atividades aqui no Rio Grande do Sul havia sido feito há mais de um ano. A capacidade de atendimento para renovação e para os procedimentos iniciais para a liberação de vistos seria de 100 mil pessoas por ano, conforme informações iniciais. Mais informações podem ser encontradas no site da Embaixada dos EUA.

Correio do Povo – Karina Reif

Aeroporto: governo do Estado confirma apoio à ampliação da pista

Fortunati participou de audiência com secretário estadual de Transportes  Foto: Ivo Gonçalves/PMPA

Fortunati participou de audiência com secretário estadual de Transportes  Foto: Ivo Gonçalves/PMPA

 

O prefeito José Fortunati participou nesta terça-feira, 14, de audiência com o secretário estadual de Transportes e Mobilidade, Pedro Westphalen, e com o Comitê em Defesa do Aeroporto Salgado Filho. Fortunati comunicou a Westphalen e aos integrantes do Comitê sobre o resultado da reunião com a presidente Dilma Rousseff, no último dia 8 de abril, quando ela garantiu que o governo federal irá bancar a ampliação da pista de pousos e decolagens, e também do encontro com o presidente da Infraero, Antônio Gustavo Matos do Vale. O prefeito obteve de Westphalen a confirmação de que o governo do Estado apoia a obra.

Fortunati expôs ao secretário como está a negociação com o governo federal e mostrou o ofício e os documentos entregues à União como comprovação de que as garantias necessárias foram dadas pela Prefeitura de Porto Alegre. “Tive duas reuniões muito produtivas em Brasília. Primeiro, com o presidente da Infraero, que deixou claro não existirem impedimentos técnicos para o início das obras. Depois, com a presidente Dilma, que nos confirmou que o governo federal vai ampliar a pista do Salgado Filho e designou o ministro do Planejamento, Nelson Barbosa, como responsável por liderar o trabalho”, explicou o prefeito.

O secretário de Transportes destacou a importância de ampliar e qualificar o Aeroporto Internacional de Porto Alegre para a economia e o desenvolvimento do Estado. “Algumas obras são estratégicas e essa é uma delas. O governo estadual dá pleno apoio à ampliação da pista do Salgado Filho. Estamos alinhados com a prefeitura para que o projeto saia do papel o mais breve possível”, afirmou Westphalen.

Na reunião, os representantes do Comitê em Defesa do Aeroporto Salgado Filho, Alcebíades Santini, Cláudio Candiota Filho e Teresa Cristina Fernandes Moesch, informaram ao prefeito e ao secretário que o Ministério Público Federal está acompanhando o caso. Também participaram do encontro os secretários municipais de Gestão, Urbano Schmitt, e de Acessibilidade e Inclusão Social, Raul Cohen, a diretora do Departamento Aeroportuário da Secretaria de Estado dos Transportes, Lígia Barreto, o vice-presidente da OAB-RS, Luiz Eduardo Amaro Pellizzer, o deputado estadual Tiago Simon e o vereador João Carlos Nedel.

Prefeitura de Porto Alegre

EPTC apresenta Plano de Mobilidade Urbana à população

Evento aberto à comunidade recebeu manifestações de 39 inscritos.  Foto: Lucas Barroso/Divulgação PMPA

Evento aberto à comunidade recebeu manifestações de 39 inscritos. Foto: Lucas Barroso/Divulgação PMPA

Na noite dessa segunda-feira, 13, técnicos da Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC) apresentaram à população, em audiência pública realizada no auditório da Secretaria Municipal de Administração (SMA), as diretrizes e ações para o Plano Diretor de Mobilidade Urbana. O evento contou com a presença do vice-prefeito Sebastião Melo, do diretor-presidente da EPTC, Vanderlei Cappellari, além de representantes de entidades dedicadas ao tema.

O objetivo foi a apresentar o Plano à população e coletar de subsídios para a conclusão do trabalho, atendendo à Lei Federal 12.587, que estabelece os princípios, objetivos e diretrizes da Política Nacional de Mobilidade Urbana. Os técnicos da EPTC ressaltaram, entre outros pontos relevantes, o alto número de pessoas que vêm da região para Porto Alegre e a necessidade de um plano em parceria com as cidades da Região Metropolitana, para garantir um sistema mais racionalizado e com uma maior segurança e qualidade na circulação. Um dos pontos citados foi o elevado número de viagens que as linhas de ônibus, urbanas e metropolitanas, fazem até o Centro. Conforme levantamento da EPTC, são mais de 30 mil por dia.

Outro tópico proposto foi a necessidade de ampliar o investimento em transportes alternativos, como ciclovias e catamarã, integrando com os demais modais mais da cidade. A audiência teve a inscrição de 39 pessoas que sugeriram pautas e apontamentos em relação à mobilidade urbana. Os temas mais tratados pelos participantes foram a qualificação do transporte coletivo e ações do poder público que priorizem os pedestres e o incentivo à bicicleta.

Conforme Cappellari, a principal meta do encontro foi alcançada. “Nessa etapa queríamos ouvir as pessoas, receber sugestões. Em nossos projetos, a prioridade é o pedestre, o transporte coletivo e o transporte não-motorizado. Essas são as diretrizes básicas e o foco do Plano de Mobilidade. Entretanto, o debate não se encerra aqui. Encaminharemos o documento completo para a Câmara de Vereadores e seguiremos ouvindo as pessoas”, declarou.

Sebastião Melo ressaltou o tempo de elaboração, de dois anos, e a complexidade do trabalho. “Mobilidade é um tema de alta complexidade. Toda e qualquer ação nessa área mexe com a vida das pessoas, com a rotina. Ao longo dos anos, houve um crescimento absurdo da frota de veículos nas grandes cidades. Além disso, há uma tendência de as pessoas procurarem as capitais para trabalho ou para morar. Esse Plano é importante para isso, para criar uma diretriz de como a cidade vai ser no presente e no futuro”, finalizou.

Nos próximos dias, será apresentado à população, nos canais de comunicação da prefeitura, o documento completo. Até o dia 17 de abril, também estará disponível o e-mail planodemobilidadepoa@eptc.prefpoa.com.br para o recebimento de manifestações e sugestões em relação ao Plano de Mobilidade.

Prefeitura de Porto Alegre

Comitê em Defesa do Salgado Filho contesta Padilha, envia pedido de informações à Infraero e recorre ao Ministério Público

Foto: José Arthur Eidt

Foto: José Arthur Eidt

O Comitê em Defesa do Aeroporto Salgado Filho, movimento que reúne mais de 70 entidades, enviou oficio com pedido de informações à presidência da INFRAERO. O Comitê discorda das decisões tomadas pelo Ministro Padilha que retardam, mais uma vez, as obras de extensão da pista em 920 metros. “Não há fundamentação técnica nem coerência nas imposições do Ministro”, diz Claudio Candiota, advogado e presidente da ANDEP (Associação Nacional em Defesa dos Direitos dos Passageiros do Transporte Aéreo), entidade que coordena o Comitê, juntamente com OAB/RS e Fórum Latino Americano de Defesa do Consumidor.

O Conselho de Administração aprovou a obra de extensão da pista, mas condicionou o início da obra à retirada das famílias no entorno. Os técnicos do Comitê discordam da exigência que contraria acordos assinados com o Município. A área está cercada e à disposição da INFRAERO, desde 2011.

No ofício, ainda sem resposta, o Comitê destaca que “retirar obstáculos que se encontram em área externa àquela onde será realizada a obra é óbice tecnicamente injustificável”. Alega, ainda, que “não há fundamentação jurídica a amparar tal exigência. Não há lógica em retirar, antes, obstáculos que só podem ser considerados “obstáculos às operações aéreas que só ocorrerão depois de concluída a obra”. O prefeito José Fortunati considera a manobra procrastinatória. É “enrolation”, disse.

Veja a matéria integral na Revista Aviação Notícias, clicando aqui.

(publicado mediante autorização da revista)

Ato de Instalação do Parlamento Metropolitano será em 24 de abril

2ª Reunião preparatória para o lançamento do Parlamento Metropolitano  Na foto: Presidente da CMPA vereador Mauro Pinheiro e mesa diretora do Parlamento Metropolitano Foto: Guilherme Almeida

2ª Reunião preparatória para o lançamento do Parlamento Metropolitano. Na foto: Presidente da CMPA vereador Mauro Pinheiro e mesa diretora do Parlamento Metropolitano
Foto: Guilherme Almeida

O Parlamento Metropolitano da Grande Porto Alegre voltou a se reunir, na manhã desta sexta-feira (10/4). No encontro, realizado no Auditório Ana Terra da Câmara Municipal de Porto Alegre, ficou definido que serão sete as Comissões Permanentes (lista abaixo).

O presidente da Câmara Municipal de Porto Alegre, Mauro Pinheiro (PT), destacou o Ato de Instalação do Parlamento Metropolitano, marcado para o dia 24 de abril, às 10h, no plenário Otávio Rocha. “Junto do nosso secretário-geral, Juarez Souza (PMDB), presidente da Câmara de Gravataí, fiz um convite ao governador do Estado, José Ivo Sartori, que ficou de colocar na agenda a solenidade do dia 24”, ressaltou.

Além de Pinheiro, que também preside o Parlamento Metropolitano, compareceram os vereadores da Capital Jussara Cony (PCdoB), Lourdes Sprenger, Pablo Mendes Ribeiro (ambos do PMDB) e Sofia Cavedon (PT).

Mesa Diretora
Presidente: Mauro Pinheiro (PT – Porto Alegre)
Secretário-geral: Juarez Souza (PMDB – Gravataí)
1º secretário: Luiz Antônio Castro (PT – São Leopoldo)
2º secretário: Valetin Melo (PT – Nova Hartz)

Polos Legislativos Regionais
Vale do Caí: vice-presidente Diego Martins (PMDB – Portão)
Cidades: Capela de Santana, Montenegro, Portão, São Sebastião do Caí

Vale do Gravataí: Éderson ‘Dedo’ Machado (PT – Viamão)
Cidades: Santo Antônio da Patrulha, Glorinha, Gravataí, Cachoeirinha, Alvorada, Viamão

Vale do Paranhana: Eduardo Kohlrausch (PTB – Taquara)
Cidades: Igrejinha, Parobé, Rolante, Taquara

Vale do Rio dos Sinos: Guilherme Mota (PMDB – Nova Santa Rita)
Cidades: Esteio, Nova Santa Rita, Sapucaia do Sul, São Leopoldo, Canoas

Vale do Sapateiro: Neila ‘Mana’ Becker (PT – Estância Velha)
Cidades: Novo Hamburgo, Sapiranga, Campo Bom, Nova Hartz, Dois Irmãos, Estância Velha, Ivoti, Araricá

Carbonífera: Ernani ‘Chacrinha’ (PMDB – Guaíba)
Cidades: Arroio dos Ratos, Charqueadas, Eldorado do Sul, Guaíba, São Jerônimo, Triunfo

Comissões Permanentes
Os grupos de trabalho, formados por vereadores das 34 Câmaras, terá a finalidade de elaborar estudos e propostas relacionados às temáticas. A escolha dos coordenadores de cada comissão ocorrerá em reuniões preliminares, ainda sem data definida.

Segundo o presidente da Câmara da Capital, Mauro Pinheiro (PT), a intenção é promover grandes seminários temáticos no fim do ano. “Pensamos em convidar autoridades, até de fora do País, para que possamos conhecer melhor algumas experiências positivas que outras cidades e regiões implantaram”, acrescentou.

1. Desenvolvimento Urbano e Infraestrutura
2. Transporte e Mobilidade
3. Saúde
4. Meio Ambiente e Saneamento
5. Educação, Ciência e Tecnologia, Cultura e Esporte
6. Segurança, Direitos Humanos e Cidadania
7. Turismo e Desenvolvimento Econômico e Regional

Texto: Maurício Macedo (reg. prof. 9532)
Edição: Marco Aurélio Marocco (reg. prof. 6062)

Câmara Municipal

Milhares protestam contra o governo em Porto Alegre

Manifestantes levaram cartazes contra o PT, os altos impostos e a corrupção

Milhares protestam contra o governo em Porto Alegre | Foto: Tarsila Pereira

Milhares protestam contra o governo em Porto Alegre | Foto: Tarsila Pereira

Terminou por volta das 17h30min a manifestação contra a presidente Dilma Rousseff e o governo federal em Porto Alegre. Segundo a Brigada Militar, cerca de 35 mil pessoas participaram do ato que começou na avenida Goethe, seguiu em caminhada pelas ruas da cidade e voltou ao ponto para o Parcão para a dispersão.

Manifestantes levaram cartazes contra o PT, os altos impostos e a corrupção. Assim como em 15 de março, muitos vestiram camisetas do Brasil e carregaram bandeiras. Alguns portavam faixas pedindo uma intervenção militar, mas foram criticados pelos demais integrantes do ato.

O protesto foi tranquilo, com apenas trocas de xingamentos entre os participantes e pessoas favoráveis ao governo Dilma que gritavam das sacadas dos prédios.

FONTE: Correio do Povo – Mauren Xavier

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Vejam aqui fotos da Agência RBS, por Félix Zucco e Omar Freitas:

Justiça gaúcha veta ar em todos os ônibus

Foto: Gilberto Simon

Foto: Gilberto Simon

A justiça adora legislar. Só não legisla contra ela mesma. Quando se trata de auxílio-moradia, o mais escandaloso e imoral privilégio de uma corporação brasileira, a justiça sempre se dá ganho de causa. É um conforto que ela não se nega.

A Câmara de Vereadores de Porto Alegre decidiu que todos os ônibus da capital deveriam ter ar condicionado.

A Prefeitura Municipal, para encanto dos donos de ônibus, recorreu à justiça para invalidar a decisão dos vereadores.

A justiça fechou com a Prefeitura.

No conforto do seu ar geladinho, o juiz decidiu que a plebe pode esperar mais alguns anos. Afinal, está acostumada a sentir frio, calor, pressão e tudo mais. No Rio de Janeiro, o rei do ônibus, Jacob Barata, vive reclamando das imposições do legislativo. Por coincidência, ele é também um dos reis do dinheiro nas contas do HSBC da Suíça. Pobrezinho desse empresário abnegado.

Já podemos fechar a Câmara de Vereadores de Porto Alegre.

O TJ pode tomar o lugar dela. A alegação do juiz é que não seria atribuição de vereador propor tal medida, exclusiva do executivo. Por quê? Não convence. Não cria despesa direta para a prefeitura, salvo como dona de empresa de ônibus, o que já é uma situação indireta. Além disso, a Carris está muito bem no quesito ar. O juiz considerou também que haveria impacto no preço das tarifas e prejuízo às empresas, que teriam de comprar ônibus novos. Não é atribuição do juiz decidir sobre impacto nas tarifas nem sobre investimentos das empresas. O cidadão togado abusou das suas funções e usurpou poderes dos vereadores.

A explicação é uma só: juiz não anda de ônibus.

Os empresários de ônibus agradecem de olhos molhados.

A plebe usuária de ônibus pensa na sua insignificância: eles podem tudo, não são eleitos.

Podem até ter mais de uma residência e ainda receber auxílio-moradia.

A Índia é aqui. Vivemos num sistema de castas.

Juremir Machado da Silva