DMLU autua 17 veículos furtando materiais recicláveis em um mês

Equipe do departamento acompanha caminhões das coletas regulares   Foto: Anselmo Cunha/PMPA

Equipe do departamento acompanha caminhões das coletas regulares   Foto: Anselmo Cunha/PMPA

O Departamento Municipal de Limpeza Urbana (DMLU), por meio do Serviço de Fiscalização, autuou 17 veículos por furto de materiais recicláveis entre 29 de junho e 29 de julho. O período compreende o primeiro mês de vigência da nova estratégia para flagrar irregularidades, tendo como base o novo Código Municipal de Limpeza Urbana (Lei Complementar 728/2014).

Uma equipe do departamento está acompanhando de forma permanente caminhões das coletas regulares, a fim de flagrar a disposição equivocada de lixo orgânico ou seco e coibir a atuação de veículos clandestinos que recolhem resíduos. Além dessas autuações, 16 contribuintes foram notificados pelo descarte de resíduo misturado.

Conforme o novo código, a não separação dos resíduos orgânicos dos recicláveis é considerada infração média, com multa de R$ 594,70. A não observância dos dias e horários das coletas regulares é infração grave e a multa chega a R$ 2.378,81. O descarte de resíduos em locais não adequados (focos de lixo) e o furto de recicláveis pode gerar multas gravíssimas, com valores de R$ 4.757,62.

O DMLU é o órgão responsável pela coleta e encaminhamento adequado de resíduos recicláveis e domiciliares. Todo o material recolhido pela coleta seletiva é encaminhado às Unidades de Triagem, que empregam formalmente cerca de 800 pessoas. A ação de clandestinos na coleta de resíduos é ilegal e reduz a quantidade de resíduos encaminhados aos galpões, prejudicando toda a cadeia da reciclagem constituída na cidade.

Para denunciar irregularidades, disque 156. 

A ação integra a campanha ReciclaPOA, que visa ao descarte adequado de resíduos. Para mais informações, clique aqui.

Prefeitura de Porto Alegre

Empresa perde prazo de defesa e sai da disputa pela revitalização da Orla do Guaíba

EPC Construções S/A deixou de apresentar documentação exigida no edital

Projeto de revitalização da Orla do Guaíba, de autoria do arquiteto Jaime Lerner, começou a ser discutido em 2011 | Foto: Divulgação/ PMPA/ CP

Projeto de revitalização da Orla do Guaíba, de autoria do arquiteto Jaime Lerner, começou a ser discutido em 2011 | Foto: Divulgação/ PMPA/ CP

A EPC Construções S/A deixou de apresentar recurso no prazo previsto e está fora da disputa em torno do projeto de revitalização da Orla do Guaíba, em Porto Alegre. A empresa não havia comprovado execução de obra predial, conforme solicitado no edital de concorrência. O período reservado para defesa expirou na sexta-feira.

Já o Consórcio Alberto Couto Alves, de Portugal, que não tinha apresentado prova da inexistência de débitos na Justiça do Trabalho, entregou a documentação extra dentro do prazo estipulado. A Secretaria da Fazenda vai julgar recurso entre os dias 4 e 10 de agosto.

Além do grupo português, o Consórcio Orla mais Alegre (Procon, Sadenco e SH) alegou incapacidade técnica de uma das concorrentes. O recurso também vai ser analisado na próxima semana.

Na segunda quinzena de julho, cinco interessados apresentaram propostas para a fase 1 da revitalização da Orla. Os concorrentes – uma empresa e quatro consórcios – entregaram sugestões para o trecho de 1,3 mil metros, localizado entre a Usina do Gasômetro e a Rótula das Cuias. As obras devem durar 18 meses. Nas intervenções, estão previstas diversas melhorias na região, como a construção de novos passeios, ciclovia, ancoradouro para barcos de passeio, restaurante e bares, decks, quadras de vôlei, de futebol e academias ao ar livre, vestiário, playground, além de duas passarelas metálicas com jardim aquático. O investimento é estimado em R$ 67,8 milhões. Os recursos virão do Banco de Desenvolvimento da América Latina – a CAF (Corporação Andina de Fomento).

O projeto de revitalização da Orla do Guaíba, de autoria do arquiteto Jaime Lerner, começou a ser discutido em 2011. O plano está dividido em cinco etapas, abrangendo uma extensão que vai da Usina até o arroio Cavalhada, na zona Sul.

Propostas habilitadas, conforme a comissão:
– Consórcio C.Pelotense/C.Cidade (Construtora Pelotense Ltda. e Construtora Cidade Ltda.)
– Consórcio Home/Portonovo (Home Engenharia e Portonovo Empreendimentos e Construções Ltda.)
– Consórcio Orla Mais Alegre (PROCON Construções Indústria e Comércio Ltda., Sadenco – Sul Americana de Engenharia e Comércio Ltda. e SH Estruturas Metálicas Ltda.)

Proposta com recurso em fase de análise:
– Consórcio Alberto Couto Alves S.A. – ACA, Alberto Couto Alves Brasil Ltda.

Lucas Rivas / Rádio Guaíba /Correio do Povo

(notícia do dia 27/07)

Justiça mantém exigência de atestado na licitação dos ônibus

Documento confere maior segurança em parâmetros de qualidade   Foto: Joel Vargas/PMPA

Documento confere maior segurança em parâmetros de qualidade   Foto: Joel Vargas/PMPA

A 1ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul acolheu pedido do Município de Porto Alegre e concedeu efeito suspensivo à decisão que afastava a obrigatoriedade de apresentação de atestado técnico relativo à quantidade média mensal de passageiros transportados, equivalente a 50% do número estimado para cada lote da licitação do transporte coletivo da Capital.

A solicitação feita pela Stadtbus Transportes Ltda. havia sido atendida pela 1ª Vara da Fazenda Pública de Porto Alegre. No recurso, a Procuradoria-Geral do Município (PGM) alegou que a exigência cumpre a função de demonstrar se efetivamente os concorrentes possuem capacidade técnica para executar o serviço de transporte coletivo de passageiros, conferindo maior segurança no atendimento dos parâmetros de qualidade mínimos à prestação do serviço. Além disso, segundo o procurador Carlos Eduardo Silveira, que atuou na ação, não há qualquer restrição na Lei nº 8.666/93 às exigências de comprovação de capacitação técnico-operacional das empresas licitantes, desde que sejam pertinentes e compatíveis com o objeto do certame e indispensáveis à garantia do cumprimento das obrigações.

De acordo com o desembargador relator Sérgio Luiz Grassi Beck, “resta caracterizado o fundado receio de dano irreparável ou de difícil reparação”, sendo “razoável e ajustada a exigência”. Ainda segundo a decisão, disponibilizada na terça-feira, 28,  “não há prova de que a exigência viole os princípios constitucionais da isonomia, igualdade e impessoalidade”.

A previsão é de que a Comissão de Licitação publique a ata de julgamento das propostas no Diário Oficial desta quinta-feira, 30.

Prefeitura de Porto Alegre

Shiyan Yunlihong desiste de fábrica de caminhões em Camaquã

Montadora chinesa iria investir R$185 milhões na primeira unidade brasileira

Shiyan-YunlihongA empresa chinesa Shiyan Yunlihong desistiu de instalar uma fábrica de caminhões em Camaquã, no sul do Rio Grande do Sul. A devolução do terreno foi feita à prefeitura municipal nesta semana. Segundo a companhia, a retração da economia brasileira e a falta de investidores interessados motivaram a desistência.

O investimento de R$ 185 milhões para a instalação da primeira unidade da montadora no Brasil foi oficializado em 2012 no Palácio Piratin (foto), sede do governo estadual. Na época, a previsão era de que o projeto gerasse 200 empregos na implantação e 455 postos de trabalho na operação. A fábrica iria atender aos mercados brasileiro, latino-americano e africano.

Revista Amanhã

Prefeitura de Porto Alegre quer criar conjunto de bairros com o conceito living lab

Modelo é inspirado na cidade de Barcelona, com o Distrito do Conhecimento 22@Barcelona

 Prefeitura quer criar conjunto de bairros com o conceito living lab na Capital | Foto: Ricardo Giusti


Prefeitura quer criar conjunto de bairros com o conceito living lab na Capital | Foto: Ricardo Giusti

Porto Alegre debate proposta para mudar o futuro do 4º Distrito dia 14 de outubro com um convidado especial: o CEO da Oficina de Crescimento Econômico da Prefeitura de Barcelona, Josep Piqué, economista e idealizador do Distrito do Conhecimento 22@Barcelona área urbana onde há 20 anos foi consolidado o conceito living lab (laboratório vivo), no qual se destacam produção colaborativa e inovação. Piqué irá à prefeitura e à Câmara Municipal. A modelagem da cidade ao 4º Distrito tem dois eixos. Um deles cria a Empresa de Gestão de Ativos, do município. “É um exemplo de Belo Horizonte, São Paulo e Rio de Janeiro”, informa o secretário municipal da Fazenda, Jorge Tonetto. Outro eixo é o regime legal específico, por meio de Operação Urbana Consorciada.

Uma função da nova empresa será administrar bens do município (imóveis, praças e terrenos) e pensar a infraestrutura e os projetos voltados à cidade. O regime especial ao 4ºDistrito é tarefa delegada a um grupo de secretarias e órgãos da prefeitura. Além dos incentivos, buscará captar recursos via Operação Urbana Consorciada. Por esse sistema, o município emite títulos resgatáveis. Um caso de sucesso desse tipo de operação é a área do Porto Maravilha, na cidade do Rio, onde o lixo passou a ser recolhido por sucção subterrânea, como em Barcelona.

Conforme Tonetto, a inovação carioca só foi possível graças à criação do papel Certificado de Potencial Construtivo, o Cepac. É um título imobiliário remunerado pela valorização dos índices construtivos (viabilizam maior aproveitamento de área à construção civil). A Caixa Econômica Federal adquiriu R$ 3,6 bilhões de Cepacs, esse dinheiro foi investido no porto. A vultosa compra fez duplicar o valor dos índices. Foi bom negócio à Caixa, que ganhou em dobro, e ao Porto Maravilha. Houve, porém, supervalorização imobiliária. “Estamos atentos e tentaremos evitar isso na nossa proposta”, adianta o secretário.

Bastam cinco anos para mudança
Fazer o 4º Distrito de Porto Alegre ficar parecido com o 22@Barcelona não é uma tese. “Isso pode acontecer dentro de cinco anos”, diz o presidente do Sindicato das Indústrias da Construção Civil (Sinduscon/RS), Ricardo Sessegolo. A transformação, porém, só será viável se a prefeitura apresentar legislação atrativa para a estruturação de uma economia de capital intelectual. Com essa receita, a área do 22@Barcelona foi totalmente recuperada na cidade espanhola. No passado, foi um espaço degradado, mas leis urbanísticas específicas e de incentivos da prefeitura despertaram o apetite dos investidores. Hoje, a área é nobre e inovadora. “Trinta mil empregos foram criados lá”, informa o industrial.

Se forem confirmados empreendimentos-âncora como o da Airbus (centro de desenvolvimento de tecnologia em segurança) e o cluster do Medical Valley (produção de equipamentos à saúde), o conceito de living lab ganhará velocidade. “A ideia é começar numa área de dois ou três quarteirões”, observa Sessegolo, que integrou missão recente a Barcelona. No 22@Barcelona, segundo o presidente do Sinduscon/RS, proprietários de terrenos potenciais para sediar empreendimentos cederam 30% de sua área à prefeitura.

Quem tinha 10 mil m² deixou 3 mil m² para o município implantar a economia do conhecimento. Em Porto Alegre, a regra em vigor é de 20%: o titular de 10 mil m², por lei, cede 2 mil m² ao município. A diferença é que os 20% podem ser recomprados da prefeitura, informa Sessegolo. Para criar o 22@Barcelona, a prefeitura criou regime diferenciado de incentivos por 50 anos.

Para o presidente da Câmara Municipal, Mauro Pinheiro, que foi a Barcelona, o 4º Distrito está em condições melhores na comparação com o 22@Barcelona, há 20 anos. O investimento, por isso, será menor. Às 19h do dia 14 de outubro, a Câmara fará audiência pública com Josep Piqué. “Esse debate sobre o 4º Distrito, acima de diferenças partidárias, é uma questão da cidade”, acentua o vereador. Depois de aperfeiçoadas e debatidas, as propostas da prefeitura de criação da Empresa de Gestão de Ativos e o regime especial com a Operação Urbana Consorciada serão consolidados em projetos de lei. Irão para a Câmara.

A avaliação da presidente da Associação Brasileira das Empresas de Tecnologia da Informação (Assespro-RS), Letícia Batistela, a missão foi de percepção. Às empresas de TI, a experiência do 22@Barcelona é “aderente” à realidade de Porto Alegre, conceitua Letícia. A Assespro-RS é parceira do município na implementação da proposta.

O secretário Jorge Tonetto, representante do Executivo na missão, cita um diferencial de Porto Alegre em favor da smart city no 4º Distrito: “Somos a cidade com o dobro da média nacional de mestres e doutores. Buscamos uma economia independente de portos e estradas. Temos mais de mil quilômetros de rede de cabos de fibras óticas, da prefeitura. Nenhuma outra tem essa rede”, desafia.

Porto Alegre, conclui o secretário, quer atrair ao 4º Distrito centros de pesquisa acadêmicos e empresariais estão em negociação a Airbus e o Medical Walley, startups, hotéis, restaurantes, bares e negócios. É uma grade diferenciada à revitalização da área de 9 hectares do 4º Distrito onde estão os bairros Navegantes, Farrapos, Humaitá, Floresta e São Geraldo.

Entenda melhor

Smart cities se destacam pelo investimento no capital humano e social. São eficientes, principalmente, em transporte e comunicação. Buscam a sustentabilidade e o bem-estar das pessoas por meio da conexão da tecnologia. A inovação está a serviço dos cidadãos desde os melhores apps até os espaços digitais e ferramentas para resolver problemas. É percebida na programação de semáforos, câmeras e controle, via sensores, de situações como o vazamento de água potável.

No living lab, as cidades reservam um determinado espaço físico urbano à produção de pesquisa, desenvolvimento e inovação. Reúne centros de pesquisa privados e de universidades, startups e empresas de capital intelectual, numa convivência interativa de troca de informações e conhecimentos. Trata-se de um empreendedorismo “limpo”, não poluente. O living lab exige, por isso, boa infraestrutura de rede de fibras óticas. É uma área caracterizada pela alta criatividade.

Correio do Povo – Heron Vidal

Principais informações acerca da dimensão do esforço envolvido no desenvolvimento do EIA-RIMA do Cais Mauá

 

• 46 escritórios e empresas contratadas, muitos de renome mundial.
• 40 estudos realizados.
• 378 profissionais envolvidos.
• Mais de 2.700 pranchas arquitetônicas e de engenharia elaboradas.
• 6 volumes totalizando mais de 2.500 páginas

Diversas secretarias, órgãos e departamentos de governo foram envolvidos no processo

Cais Mauá do Brasil entrega EIA-RIMA da revitalização do Cais Mauá para a Prefeitura de Porto Alegre. (Foto: Marina Manfro)

Cais Mauá do Brasil entrega EIA-RIMA da revitalização do Cais Mauá para a Prefeitura de Porto Alegre. (Foto: Marina Manfro)

Dentro da Secretaria Municipal de Meio Ambiente (SMAM), os departamentos que se envolveram na análise e aprovação dos trabalhos do EIA-RIMA foram Coordenação de Ambiente Natural (CAN), Divisão de Projetos e Construções (DPC), Equipes de Combate e Controle da Poluição do Solo (ECCPS), Equipes de Combate da Poluição Hídrica e Aérea (ECCPHA), Equipes de Combate da Poluição Sonora e Vibrações (ECCPSV), Equipe de Resíduos Sólidos (ERES), Supervisão de Praças, Parques e Jardins (SUPPJ) e a Divisão de Unidades de Conservação – Área de Proteção Ambiental e Parque Delta do Jacuí (APAEDJ).

Além da SMAM, também participaram das análises a Secretaria Municipal de Obras e Viação (SMOV), a Secretaria Municipal de Urbanismo (SMURB), a Secretaria Municipal de Acessibilidade e Inclusão Social (SMACIS), a Secretaria Municipal da Cultura (SMC), a Equipe do Patrimônio Histórico e Cultural (EPAHC), o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), a Secretaria Municipal de Saúde (SMS), a Secretaria Municipal de Educação (SMED), o Departamento de Esgotos Pluviais (DEP), o Departamento Municipal de Água e Esgoto (DMAE), a Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC), o Gabinete de Desenvolvimento e Assuntos Especiais (GADES) e o Departamento de Recursos Hídricos do Estado (DRH/SEMA).

Complexidade do projeto exigiu trabalho intenso da Cais Mauá e de órgãos de governo

Como estamos em um estado de direito, onde o estado se submete à lei que ele mesmo faz, o poder executivo está submetido à lei para a emissão das licenças e autorizações.

Neste contexto, as secretarias municipais aplicaram a lei e isso requereu, principalmente, desde o protocolo da primeira versão do EIA-RIMA até a versão final de hoje, o seguinte:

• Definições, junto ao EPAHC, das intervenções a serem realizadas no setor dos armazéns e ocupação dos mezaninos no interior dos galpões.
• Tratativas com a EPTC para definições relativas à ciclovia e reuniões com os técnicos da CPAIC que apresentaram as indicações do órgão.
• Definições de alterações viárias propostas nos estudos de tráfego e documentos constantes no EIA-RIMA.
• Tratativas com a SMAM para as questões relativas aos impactos na fauna local, com complementações de pesquisas de campo e levantamentos técnicos.
• Desenvolvimento de novos estudos e tratativas junto ao DEP para validação do sistema de funcionamento das comportas e aberturas no muro da Av. Mauá.
• Elaboração e revisão do relatório de Avaliação do Sistema de Proteção contra Cheias do Município de Porto Alegre.
• Tratativas com a SMOV para estudos de impacto na pavimentação de ruas e iluminação pública.
• Tratativas com o GADES para definição de contrapartidas, com as definições das obras urbanas que serão executadas pelo empreendimento, entre outros.
• Análise das intervenções urbanas de acesso ao Cais Mauá, junto ao GADES e à EPTC.
• Tratativas para obtenção de anuências necessárias junto à Unidade de Conservação Ambiental do Morro do Osso.
• Tratativas para obtenção de anuências necessárias junto à Unidade de Conservação Ambiental do Delta do Jacuí.
• Elaboração das versões finais do Estudo de Impacto de Tráfego e Plano Funcional.
• Revisão das Análises Ambientais Preliminares como complementação de dados à SMAM.
• Tratativas com a SMC para as propostas de uso dos armazéns A e B, ao lado do Pórtico Central, destinados a eventos culturais.
• Tratativas com a SMC e IPHAN para determinação das prospecções e monitoramentos arqueológicos necessários para a área.
• Definição e encaminhamento das intervenções a serem executadas na orla do Lago Guaíba, na área do complexo junto ao DRH/SEMA para conformação da orla no Setor Gasômetro.
• Definição e encaminhamento das intervenções a serem executadas na área do complexo junto ao DRH/SEMA para captação de água no Lago Guaíba para reserva de incêndio.
• Aprovação no DMAE dos projetos das redes de abastecimento de água e coleta de esgoto para o complexo.

Próximos passos

Até o início das obras de revitalização dos armazéns do Complexo Cais Mauá, os principais marcos são os seguintes, que se estima durem mais seis meses:

• Audiência pública.
• Parecer final da SMAM sobre o EIA-RIMA.
• Aprovação do Projeto Legal.
• Aprovação do Estudo de Viabilidade Urbanística (EVU).
• Emissão da LP.
• Emissão da Licença Instalação (LI).

Estima-se que serão necessários 24 meses de obras para que os armazéns do Complexo Cais Mauá sejam revitalizados, contados a partir da obtenção de todas as licenças e autorizações relativas ao projeto.

Fonte: Viva Cais Mauá

Algumas imagens e textos do EIA-RIMA do Projeto de Revitalização do Cais Mauá

O Gerson Ibias, que reside em Londres, fez uma análise no EIA-RIMA do Projeto de Revitalização do Cais Mauá e capturou algumas imagens mais interessantes, contendo alguns textos e diagramas da revitalização.

O EIA-RIMA do Projeto pode ser conferido integralmente aqui neste link:  http://vivacaismaua.com.br/eia-rima/

Aqui estão elas:

CaisEIAa-01

CaisEIAa-02 CaisEIAa-03 CaisEIAa-04 CaisEIAa-05 CaisEIAa-06 CaisEIAa-07 CaisEIAa-08 CaisEIAa-09 CaisEIAa-10 CaisEIAa-11

Mais algumas:

ANTES

EIA_VOLUME2-146

DEPOIS

EIA_VOLUME2-147

ANTES

EIA_VOLUME2-150

DEPOIS

EIA_VOLUME2-151

Casa noturna de Porto Alegre adota sistema de controle de ruído inédito

Opinião é o primeiro estabelecimento da América Latina a instalar o equipamento

 

Equipamento já opera em mais de 50 bares e boates da Europa | Foto: Divulgação / Opinião / CP

Equipamento já opera em mais de 50 bares e boates da Europa | Foto: Divulgação / Opinião / CP

O Opinião, tradicional casa noturna de Porto Alegre, é o primeiro estabelecimento da América Latina a adotar um sistema pioneiro de controle de emissão sonora. O Sound Control & Fire Alarm tem o amparo de tecnologia europeia e, além de monitorar o nível de decibéis do interior do ambiente, impede que qualquer frequência sonora acima do volume ajustado seja emitido.

O equipamento, que já  está conectado ao sistema sonoro da casa e em funcionamento desde o começo de julho, também acaba sendo um ajuste do local em relação às reclamações recorrentes que recebe da vizinhança, que alega poluição sonora.

Outro benefício do sistema é a capacidade de detectar incêndios, tendo autonomia para cortar automaticamente o som e emitir sinais de evacuação imediata às pessoas presentes no local, caso algum princípio de fogo seja constatado.

Correio do Povo

Carris e Secretaria de Segurança discutem ações contra assaltos

Foto: João Paulo Magalhães/Divulgação PMPA Encontro foi seguido por reunião com a Comissão de Funcionários da Carris

Foto: João Paulo Magalhães/Divulgação PMPA
Encontro foi seguido por reunião com a Comissão de Funcionários da Carris

A direção da Carris e o secretário de Segurança Pública do Rio Grande do Sul, Wantuir Jacini, reuniram-se na manhã desta sexta-feira, 24, para discutir ações com objetivo de diminuir o número de assaltos a ônibus da empresa. Uma das medidas a serem adotadas já neste final de semana será o aumento do número de operações policiais na zona Leste de Porto Alegre. “É nossa intenção aprimorar o bom trabalho que vem sendo feito pela polícia e ampliá-lo, a fim de que o número de ocorrências diminua”, disse o diretor-presidente da Companhia, Sérgio Zimmermann.

Após o encontro na secretaria, a chefe do Estado Maior da BM – Comando de Policiamento da Capital (CPC), tenente-coronel Cristine Rasbold, acompanhou a diretoria da Carris em reunião com a comissão de funcionários da empresa. Cristine informou que a Brigada Militar irá reforçar a atuação do Batalhão de Operações Especiais nos pontos em que vêm ocorrendo as ações dos criminosos.

O aumento da segurança nos coletivos tem sido uma das preocupações da Carris. Neste ano, a empresa instalou câmeras de monitoramento em todos os veículos da sua frota. Desde o início da operação do sistema, em abril, todos os assaltantes que agiram dentro do ônibus foram identificados pelas câmeras de vigilância. As imagens são encaminhadas para a Brigada Militar e para a Polícia Civil.  A Companhia também tem participado, em parceira com os órgãos de segurança e as demais empresas de transporte público, do grupo Transporte Seguro, que discute ações em conjunto para inibir a violência nos coletivos.

Prefeitura de Porto Alegre

Prefeito anuncia R$ 11,5 milhões para obras emergenciais

Fortunati detalhou recursos durante vistoria no talude da avenida Ipiranga   Foto: Joel Vargas/PMPA

Fortunati detalhou recursos durante vistoria no talude da avenida Ipiranga   Foto: Joel Vargas/PMPA

A Prefeitura de Porto Alegre está direcionando cerca de R$ 11,5 milhões para obras emergenciais nas regiões afetadas pelas chuvas dos últimos dias. Os recursos serão alocados para dragagem de arroios, reconstrução de taludes, manutenção de casas de bombas, obras de contenção, capeamentos de vias e podas de árvores, entre outros, envolvendo, sobretudo, os trabalhos das secretarias de Obras e Viação (Smov), Meio Ambiente (Smam) e Departamento de Esgotos Pluviais (DEP).

O anúncio foi feito no início da tarde desta sexta-feira, 24, pelo prefeito José Fortunati, após reunião com as secretarias da Fazenda e Planejamento, durante vistoria no talude da avenida Ipiranga. O prefeito iniciou pelo Arroio Dilúvio uma série de inspeções pela cidade. “Mesmo com volume similar de chuvas a outras cidades, Porto Alegre foi uma das menos afetadas graças a obras de macrodrenagem. Ainda assim, sofremos os resultados dessa precipitação acima do normal”, disse. Fortunati citou os mais de R$ 200 milhões investidos desde 2005 na cidade como em obras de infraestrutura, como o Conduto Forçado Álvaro Chaves. Mesmo com as dificuldades pelas quais passa o município, salientou, haverá a destinação de recursos para as áreas necessárias nesse momento.

O prefeito detalhou os recursos para cada secretaria. Para o DEP serão realocados R$ 3.376.630,00 para manutenção da rede pluvial, dragagem de arroios, reforma de taludes da avenida Ipiranga, conserto e manutenção de casas de bombas. Nos últimos dias, o DEP recebeu o reforço de maquinário (6 retroescavadeiras e uma escavadeira hidráulica) para a limpeza de valas das zonas Sul, Extremo Sul e Norte. “Dentro desse valor total de recursos, R$ 150 mil serão direcionados para a região do Humaitá, para a ligação da rede com a Casa de Bombas”, anunciou. Já a Smov receberá R$ 6.481.836,26 para a Operação Tapa Buraco, rachões para contenção no dique do e manutenção dos passeios danificados, entre eles a Orla de Ipanema, cujo passeio foi danificado, embora haja a possibilidade de aproveitamento das pedras de granito e basalto. Para a Smam, R$ 1.429.000,00 serão utilizados para contrato emergencial de poda.

Os problemas decorrentes das chuvas, têm, em parte, conforme frisou o prefeito, relação com o descuido da população. O Departamento Municipal de Limpeza Urbana (DMLU), que colocou todo o efetivo de limpeza mobilizado no atendimento das demandas das comunidades, não tem apenas retirado o lodo nas zonas mais afetadas. “As equipes têm encontrado todo o tipo de descarte nos rios e arroios, lixo que poderia ter sido direcionado corretamente. A prefeitura está fazendo o seu papel, mas pedimos encarecidamente que cada um faça a sua parte, fazendo o descarte responsável”, frisou.

Também acompanharam a visita o vice-prefeito Sebastião Melo e os secretários de Obras, Mauro Zacher, do DEP, Tarso Boelter, da Defesa Civil, Nelcir Tessaro, e do DMLU, André Carus.

Secretarias – Os recursos anunciados pelo prefeito não incluem os investidos pela Secretaria de Saúde (SMS), a Fundação de Assistência Social e Cidadania (Fasc) e a Defesa Civil, que já vinham atuando, inclusive, preventivamente. Também estão trabalhando no monitoramento dos prejuízos o Centro Integrado de Comando (Ceic), com a avaliação permanente das condições climáticas, volume de chuvas e do Guaíba; a Defesa Civil, com o recolhimento de doações e remoção de pessoas de áreas de risco; e a Fasc, que está disponibilizando cestas básicas, colchões e cobertores, além do DMLU.

Região das Ilhas – Também na tarde desta sexta-feira, o prefeito foi até a Escola Estadual de Ensino Fundamental Alvarenga Peixoto (Ilha Grande dos Marinheiros) para acompanhar a situação de 187 moradores da região das Ilhas que estão abrigados no local. As famílias receberam roupas e cobertores da Campanha do Agasalho. “Estamos trabalhando para minimizar o sofrimento dessas pessoas que tiveram que deixar as suas casas e também dos moradores que continuam nas suas residências, mas que sofrem com a chuva, o frio e a cheia do Guaíba. São comunidades extremamente vulneráveis que precisam da rápida resposta da prefeitura”, afirmou Fortunati.

A presidente da Associação dos Moradores da Ilha Grande dos Marinheiros, Dona Nazaret da Silveira Nunes, destacou que as doações são fundamentais para manter o local limpo e as famílias protegidas do frio e da umidade. “Os moradores estão conseguindo manter o ambiente saudável e bem organizado. É um momento difícil e a Campanha do Agasalho tem nos ajudado a superar”, disse Nazaret. Desde a semana passada, 10 mil peças foram distribuídas na região das Ilhas. A visita foi acompanhada pela equipe que coordena a Campanha do Agasalho, Defesa Civil, Fasc e SMS.

Dique do Arroio Feijó – No final da tarde, o prefeito visitou o Dique do Arroio Feijó, acompanhado do vice-prefeito e do diretor-geral do DEP, e de engenheiros da Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (Fiergs), parceira da Prefeitura para as obras de contenção. O DEP, com apoio da Smov, levou para lá 40 caminhões com pedra rachão para a compactação do dique, deixando a estrutura mais resistente. Já a Fiergs colocou uma barreira com 6 mil sacos de areia. Também estão sendo instaladas câmeras de videomonitoramento pelo Ceic e pela federação. “É importante que a população saiba da segurança deste trabalho, para que haja tranquilidade sobre a contenção”, salientou Fortunati.

Prefeitura de Porto Alegre

Porto Alegre inicia projeto pioneiro de descarte de bituca no País

O descarte inadequado de bitucas pode gerar multa de 297,35 reais. (Foto: Reprodução)

O descarte inadequado de bitucas pode gerar multa de 297,35 reais. (Foto: Reprodução)

Porto Alegre deu início nesta quinta-feira (23) ao projeto Poa Sem Bituca, pioneiro em descarte adequado de bitucas de cigarro no País. A iniciativa é fruto de um convênio entre o  DMLU (Departamento Municipal de Limpeza Urbana) e a empresa Eco Prática.

A companhia vai  instalar bituqueiras em lixeiras tipo bolinha. As bitucas coletadas serão encaminhadas para empresa de coprocessamento e aproveitadas na geração de energia na produção de cimento.

O diretor-geral do DMLU, André Carús, lembrou que Porto Alegre tem 250 mil usuários de tabaco e é a capital com o maior número de fumantes no País. Destacou ainda que a estimativa do Ministério da Saúde é que cada fumante produza, em média, 20 bitucas por dia.

Temos a geração de cerca de cinco milhões de pontas de cigarro diariamente na Capital e boa parte deste resíduo acaba sendo jogado de forma irresponsável nas ruas, praças, parques e canteiros. Este, além de ser um resíduo tóxico, é de difícil catação por parte dos garis. Esta iniciativa é mais uma forma de sensibilizarmos a população para o descarte adequado dos resíduos”, afirmou.

Carús lembrou ainda que, conforme o novo Código Municipal de Limpeza Urbana, o descarte inadequado de bitucas pode gerar multa de  297,35 reais.

O diretor-presidente da Eco Prática, Flávio Costa Leites, destacou que, com o apoio do poder público, a nova etapa de implantação do projeto é a busca por parceiros comerciais e financiadores da iniciativa. “Nossa meta é ter pelo menos quatro mil bituqueiras implantadas na cidade em um ano, a contar de hoje. Mas queremos chegar a dez mil bituqueiras em pouco tempo. Para isso, vamos buscar novas parcerias, a fim de implantar coletores em frente de bares, restaurantes, casas noturnas e locais de concentração de fumantes”, explicou.

O SUL

 

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Imagens: Chuvas mudam a paisagem às margens do Guaíba

22/07/2015 - PORTO ALEGRE, RS, BRASIL - orla do guaiba, próximo a Usina do Gasômetro, alagada devido as chuvas no estado. Foto: Guilherme Santos/Sul21

22/07/2015 – PORTO ALEGRE, RS, BRASIL – orla do guaiba, próximo a Usina do Gasômetro, alagada devido as chuvas no estado. Foto: Guilherme Santos/Sul21

A chuva intensa que caiu nos últimos dias na Capital aumentou o volume de água no Rio Guaíba. O excesso de água transformou a paisagem da Orla, que ficou alagada. Por força da natureza, a margem do Guaíba se transformou numa espécie de praia. Desde que o sol reapareceu, na terça-feira (21), quem circula pelo local tem contemplado a novidade, seja para tomar um chimarrão, andar de bicicleta ou apenas sentar e apreciar.

Confira fotos da Orla alagada, todas do SUL21, do fotógrafo Guilherme Santos:

Para ver mais fotos, vá ao ao SUL 21 clicando aqui.

Mobilização pelas plataformas P-75 e P-77 em Rio Grande tem dimensão nacional

A retomada da construção das plataformas em Rio Grande mobilizou trabalhadores dos setores petroleiro e metalúrgico, interessados na continuidade das obras e na geração de empregos. (Foto: Divulgação)

A retomada da construção das plataformas em Rio Grande mobilizou trabalhadores dos setores petroleiro e metalúrgico, interessados na continuidade das obras e na geração de empregos. (Foto: Divulgação)

Em um contexto repleto de más notícias sobre o cenário econômico, a confirmação de que a Petrobras vai retomar a construção das plataformas P-75 e P-77, em Rio Grande, representou um alento para a região Sul do Estado e uma vitória para a mobilização nacional dos trabalhadores do setor em defesa da Petrobras e de uma política de soberania energética parta o país. A estimativa do prefeito de Rio Grande, Alexandre Lindenmeyer (PT), é que a retomada da construção das plataformas gere cerca de 4,5 mil empregos direto. O novo cronograma das obras deve ser divulgado nas próximas semanas.

O acordo firmado entre a Petrobras e o consórcio QGI, no início de julho, garante o retorno ao Estado de um contrato cujo valor inicial chegava a US$ 1,6 bilhão, superando um impasse que se arrastava desde fevereiro, quando as obras de construção das plataformas foram paralisadas. Havia possibilidade de uma nova licitação ou mesmo da transferência das obras para o exterior. A P-75 e a P-77 serão instaladas, respectivamente, nos campos Búzios II e Búzios IV, na área da cessão onerosa, no pré-sal da Bacia de Santos. As duas plataformas vão produzir, individualmente, até 150 mil barris de petróleo e vão comprimir 7 milhões de metros cúbicos de gás natural por dia.

Marco Weissheimer – SUL21

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Rio Grande ultrapassa Paranaguá em volume de exportações de soja

SOJA-EMBARCANDOO porto do Rio Grande ultrapassou o de Paranaguá em exportações de soja e ocupa agora o segundo lugar, atrás apenas do porto de Santos, mostra levantamento da Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec).

Enquanto o terminal gaúcho respondeu no primeiro semestre do ano por embarques de 5,590 milhões de toneladas do grão – alta de 12,7% ante os seis primeiros meses de 2014 – o porto paranaense movimentou 5,206 milhões de toneladas, queda 13,7%.

O diretor-geral da Anec, Sérgio Mendes, disse que os portos de Rio Grande e São Francisco do Sul, em Santa Catarina, vêm se consolidando como alternativas de escoamento de grãos na região Sul, enquanto Paranaguá continua recebendo cargas de estados do Centro-Oeste. “Em virtude do line-up de Paranaguá, exportadores buscam mais eficiência em outros portos”, apontou Mendes. “Rio Grande acaba sendo uma rota interessante no Sul do País.”

Leia a matéria completa no Caminhos da Zona Sul, clicando aqui.

Prefeitura admite déficit de 14 mil placas de rua

Seis mil danificadas serão trocadas após licitação, prevista para setembro 

Seis mil danificadas serão trocadas após licitação, prevista para setembro | Foto: Mateus Bruxel/ CP Memória

Seis mil danificadas serão trocadas após licitação, prevista para setembro | Foto: Mateus Bruxel/ CP Memória

A Prefeitura de Porto Alegre confirmou a falta de 14 mil placas com nomes de rua na Capital após ter se reapropriado, cerca de dez dias atrás, de parte do mobiliário urbano. Além dessas, outras seis mil terão de ser trocadas em função do desgaste do tempo ou por terem sido alvo de vandalismo. Desde a semana passada, o Executivo recuperou a posse de relógios digitais, totens e abrigos de ônibus (paradas cobertas) que eram explorados de forma ilegal, há mais de 20 anos, por meio de concessão amparada por liminares. A administração pública previa receber os equipamentos em funcionamento, mas parte dos relógios foi entregue desligada na Capital.

Com a retomada do mobiliário urbano, a Prefeitura pretende abrir uma licitação, em setembro, para que empresas interessadas disputem a exploração dos equipamentos, por meio de publicidade, e ainda garantam a instalação de placas de rua. É o que explica Arnaldo Guimarães, coordenador de um grupo de trabalho criado para tratar da questão. “O vencedor da licitação vai poder explorar a publicidade do mobiliário urbano, mas em contrapartida vai precisar trocar os abrigos de ônibus, garantir a manutenção dos equipamentos e colocar as placas de rua que estão faltando”, explica.

Guimarães garantiu, contudo que todas as vias de Porto Alegre dispõem hoje de pelo menos uma placa de identificação. Porém, em determinadas avenidas, o déficit passa de 50 placas, por exemplo.

Em agosto, uma audiência publica discute o tema. A intenção da Prefeitura é lançar o edital no mês seguinte. Apenas um vencedor vai poder explorar os bens de Porto Alegre, por 20 anos. A estimativa é de que a contrapartida para a colocação de placas de rua resulte em uma economia superior a R$ 1 milhão.

Lucas Rivas / Rádio Guaíba / Correio do Povo

Guaíba registra maior cheia do século, com 2,53 metros em Porto Alegre

Marca é a maior desde junho de 1984, quando chegou a 2,60 metros

Guaíba registra maior cheia do século, com 2,53 metros em Porto Alegre | Foto: Samuel Maciel

Guaíba registra maior cheia do século, com 2,53 metros em Porto Alegre | Foto: Samuel Maciel

O nível do Guaíba bateu recorde determinando a maior cheia em Porto Alegre no século 21. A medição no Cais Mauá chegou a 2,53 metros no início da noite desta quarta-feira, maior cheia desde junho de 1984, quando atingiu 2,60 metros. Ao menos até esta quinta-feira, a previsão é de estabilidade ou pequena elevação, de acordo com o Sistema Metroclima, da Prefeitura de Porto Alegre.

Além disso, o Metroclima alerta que a cheia será prolongada e deve persistir nos próximos dias, podendo chegar ao começo da semana que vem. Isso porque todos os rios que desembocam na área da Capital apresentam elevação: Caí, Gravataí, Jacuí, Sinos e Taquari.

De acordo com o Sistema Metroclima, grande parte da vazão do Guaíba vem do rio Jacuí, que está com cheia maior do que na semana passada e com o nível aumentando de forma consistente entre São Gabriel e Porto Alegre. A situação sugere cheia na parte final da bacia junto à Capital ainda por muitos dias. Em Rio Pardo, o Jacuí subiu mais de meio metro em 24 horas nessa terça e à noite estava em 15,10 metros. Na região de Triunfo, onde recebe as águas do Taquari, o Jacuí no começo desta manhã estava com 5,46 metros contra 4,73 metros na mesma hora de terça.

O Rio Taquari passa por cheia, porém menor que no final da semana passada. Em Estrela o auge do repique foi na noite dessa terça-feira com 17,87 metros contra 21,35 metros no final da última semana. Grande quantidade de água do Taquari ainda encontrará o Jacuí antes deste desembocar em Porto Alegre nas próximas 48 a 72 horas.

O Caí também passa por cheia em toda a bacia com pico maior agora na região de Montenegro e São Sebastião do Caí do que na última semana. A maior vazão do Caí alcança Porto Alegre no fim de semana. O Sinos segue em forte cheia, mas encontra-se estabilizado no pico da cheia entre Campo Bom e São Leopoldo, sinalizando que o maior volume de água chegará durante o fim de semana e o começo da semana que vem. O Gravataí segue em cheia histórica na Grande Porto Alegre com níveis sem precedentes em décadas.

Segundo a meteorologia, devido ao nível muito alto do Guaíba é importante estar atento ao vento na área Norte da Lagoa dos Patos, onde ocorre o represamento do escoamento das águas. Não há indicativo de vento Sul moderado ou forte até sexta. Entre sábado e o domingo há possibilidade do vento voltar a soprar do quadrante Sul com intensidade moderada e deve coincidir com o nível muito alto pela chegada da vazão de rios contribuintes.

Correio do Povo

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Título sensacionalista. Mas reproduzi no Blog. Por século se entende os últimos 15 anos…. ou, na explicação do CP, a maior cheia desde 1984, ou seja, dos últimos 31 anos.

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Leia também, em Zero Hora:

Bar flutuante do Gasômetro afunda com cheia do Guaíba

Espaço já estava interditado pela Smic e buscava a reabertura por meio de recurso

Smam inicia urbanização da Praça onde era o antigo Estádio dos Eucaliptos

Entre os serviços estão a pavimentação do passeio externo e de amplo passeio interno  Foto: Divulgação/PMPA

Entre os serviços estão a pavimentação do passeio externo e de amplo passeio interno  Foto: Divulgação/PMPA

O projeto de qualificação integral da Praça Eucalipto, oficialmente sem nome, localizada na avenida Silveiro, foi iniciado. A obra, projeto da Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Smam), é oriunda de termo de compensação firmado com a construtora Melnick Even Hematita Empreendimentos Ltda.

Entre os serviços a serem executados constam a execução da pavimentação do passeio externo e de amplo passeio interno, ao longo do qual se desenvolvem os ambientes de estar, as áreas de contemplação, a área do recanto infantil e da academia de ginástica. O projeto ainda prevê plantio de árvores nativas e mudas de herbáceas, assim como grande área gramada. O prazo estimado para essa qualificação é de 120 dias

A praça trará referências ao antigo estádio dos Eucaliptos, oficialmente chamado de Estádio Ildo Meneghetti.

Prefeitura de Porto Alegre

‘Pedestrovia’ busca dar prioridade a quem anda a pé no centro de Porto Alegre

Na rua Doutor Flores, no centro de Porto Alegre, uma mudança chamou a atenção dos transeuntes e comerciantes: ao lado da calçada, no início da rua, uma parte foi separada do resto da via por uma faixa branca. O espaço para estacionamento de carros, motos e parada de táxi foi transferido para o lado dessa faixa, que parece uma pequena ciclovia, mas é voltada para pedestres. A “pedestrovia” (brincadeira com as palavras pedestre e ciclovia) faz parte de um projeto que busca tornar o Centro mais acessível às pessoas que o frequentam a pé, tirando a prioridade dos carros.

A iniciativa é apenas a primeira fase do projeto Rua Para Pessoas, que começou a ser discutido em um grupo de trabalho que se reúne desde o ano passado. Com a presença de secretarias da Prefeitura e entidades da sociedade civil, o GT foi uma iniciativa da ONG Mobicidade, com o objetivo de “Privilegiar ao máximo o trânsito de pedestres, visando conforto e segurança, e o atendimento às condições de acessibilidade universal, com especial atenção às áreas de cruzamentos viários”.

Faixa para pedestres amplia espaço, estreito na calçada | Foto: Caroline Ferraz/Sul21

Faixa para pedestres amplia espaço, estreito na calçada | Foto: Caroline Ferraz/Sul21

Por enquanto, a mudança causou estranhamento aos trabalhadores e frequentadores da região, que afirmam não terem sido consultados ou informados sobre a “pedestrovia” antes de sua implantação. A falta de explicações a respeito da iniciativa foi uma das críticas feitas por eles, que disseram que a faixa apareceu “da noite para o dia’.

Essa faixa, entre as ruas Voluntários da Pátria e General Vitorino, é a primeira de várias do tipo que serão pintadas. Nas ruas paralelas à Doutor Flores, o modelo se repetirá: na Marechal Floriano Peixoto, no trecho entre a Avenida Otávio Rocha e a rua General Vitorino, e no mesmo trecho da rua Vigário José Inácio. A ideia é formar um “quadrilátero”, que tenha a rua dos Andradas como ponto central, onde o pedestre seja priorizado.

O integrante da Mobicidade Marcelo Kalil pondera que “o ideal seria que proibissem a circulação de carros” na região, mas a “pedestrovia” foi o que foi possível, por enquanto, a partir do diálogo com a Prefeitura. “Hoje em dia, muita gente caminha ali no meio da rua. O que conseguimos no momento foi ampliar o espaço do pedestre”, explica, refletindo que a humanização da cidade está indo “a passos de formiguinha”.

Tombos?

Sem saber do objetivo do projeto, que incluiu sociedade civil e poder público, muitos trabalhadores da região levantaram a hipótese de que isso tenha sido feito devido aos problemas com a calçada, que é muito escorregadia, onde pelo menos uma pessoa cairia por dia, segundo vários comerciantes. “Deve ser por causa dos tombos. Alguém deve ter ligado para a Prefeitura e reclamaram, porque realmente é muito escorregadio”, avaliou Isis Peres, que trabalha em um mercadinho na rua. (…)

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Débora Fogliatto – SUL 21

DMLU firma parceria para aproveitamento energético de resíduos

Órgãos firmaram protocolo de intenções de colaboração recíproca nesta terça-feira   Foto: Julia Clavelin/Divulgação PMPA

Órgãos firmaram protocolo de intenções de colaboração recíproca nesta terça-feira   Foto: Julia Clavelin/Divulgação PMPA

O Departamento Municipal de Limpeza Urbana (DMLU) e a Fundação de Ciência e Tecnologia (Cientec) firmaram, nesta terça-feira, 21, parceria para o desenvolvimento de alternativas tecnológicas para o processamento de resíduos sólidos. O objetivo é estudar alternativas para o aproveitamento energético de resíduos, bem como a otimização de unidades para a compostagem de resíduos ricos em matéria orgânica.

O diretor-geral do DMLU, André Carús, e o presidente da Cientec, Daiçon Maciel da Silva, são os signatários do protocolo de intenções de colaboração recíproca na área de serviços tecnológicos e pesquisa, desenvolvimento e inovação. Entre as ações previstas estão treinamentos, consultorias, serviços tecnológicos, estudos e projetos de pesquisa, desenvolvimento e inovação de processos e produtos, nas áreas de atuação das instituições.

De acordo com Carús, o departamento busca incentivo à pesquisa para projetos de tratamento e reaproveitamento de resíduos. Destacou que a preocupação maior é com o resíduo orgânico. “Hoje, Porto Alegre recolhe cerca de 2 mil toneladas de resíduos diariamente. Deste total, 1,2 mil toneladas são recolhidas pelos caminhões da Coleta Domiciliar. Até o final do ano gostaríamos de ter um projeto de reaproveitamento, se não para a totalidade, mas para uma parte deste resíduo.” Carús disse ainda que a parceria irá contribuir para a qualificação do quadro de profissionais do DMLU.

Daiçon destacou que a gestão eficiente dos resíduos é um dos maiores desafios para as administrações públicas municipais. “A questão dos resíduos é um problema ambiental, legal e econômico, pois onera muito as prefeituras.” Ele reconheceu ainda o esforço e o destaque que Porto Alegre tem na área de limpeza urbana no país. “Estou otimista com a parceria. Acredito que teremos investidores interessados em financiar nosso projeto.”

Também participaram do ato de assinatura pela Cientec o superintendente de Produção, José Aloisio Kunzler, e o gerente substituto do Departamento de Engenharia de Processos, Guilherme de Souza. Acompanharam a assinatura pelo DMLU o supervisor administrativo e financeiro, Gustavo Fontana, e o engenheiro da Divisão de Resíduos Especiais, Eduardo Fleck.

Prefeitura de Porto Alegre

Recuperação de talude do Dilúvio deve levar três meses e custar mais de R$ 280 mil

Erosão também provoca bloqueio de parte da ciclovia da avenida Ipiranga

Erosão também provoca bloqueio de parte da ciclovia da avenida Ipiranga | Foto: Betina Carcuchinsk / PMPA / CP

Erosão também provoca bloqueio de parte da ciclovia da avenida Ipiranga | Foto: Betina Carcuchinsk / PMPA / CP

O Departamento de Esgoto Pluviais (DEP) espera receber o sinal verde da Procuradoria Geral do Município (PGM), na próxima semana, para recuperar o talude do arroio Dilúvio, na avenida Ipiranga, em Porto Alegre. Conforme o diretor-geral do DEP, Tarso Boelter, após iniciado, o trabalho deve ser concluído em 90 dias. O custo total é estimado em R$ 283 mil. Enquanto isso, o local segue isolado com uma lona, para evitar a erosão. A ciclovia da Ipiranga, no trecho, também permanece bloqueada.

Além do dano no talude, próximo ao Palácio da Polícia, conforme Boelter, houve problemas no cruzamento com a Salvador França. Nesse ponto, porém, prejuízo foi menor e os técnicos do DEP conseguiram finalizar o conserto hoje. Três ressaltos hidráulicos, equipamentos que servem para conter a correnteza do arroio, também foram danificados e o DEP precisa, agora, licitar o conserto.

O medo de Boelter é de que, com a sequência das chuvas, a avenida Ipiranga seja danificada em função da erosão. A estimativa do DEP é de que um terço do esgoto de Porto Alegre seja escoado pelo Dilúvio.

Rádio Guaíba – Correio do Povo

Cais Mauá do Brasil emite nota sobre corte de árvores no projeto do Cais

A Assessoria de Relações Institucionais da Cais Mauá do Brasil S.A. emite oficialmente uma nota sobre a polêmica do corte de 330 árvores no Cais que será revitalizado com obras começando em 2016.

Seguem abaixo os esclarecimentos sobre as alterações na vegetação na área do projeto:

Esclarecimentos sobre as alterações na vegetação na área do projeto de revitalização do Cais Mauá

Imagem: Divulgação

Imagem: Divulgação

A Cais Mauá do Brasil S/A esclarece que todas as alterações previstas na vegetação existente na área do Cais Mauá, descritas no Estudo de Impacto Ambiental e Relatório de Impacto do Meio Ambiente (EIA-RIMA) da revitalização do espaço, estão de acordo com a legislação referente ao assunto.

Está prevista a remoção de 330 árvores, contudo, cerca de 80% delas são exóticas, ou seja, espécies não nativas do Rio Grande do Sul. Exóticas são as espécies de árvores que foram trazidas de outras regiões e, inadvertidamente, inseridas em um ambiente que não é o seu próprio. Especialistas consideram que  esses indivíduos (denominação técnica para as árvores) podem influenciar negativamente a flora e fauna do local onde foram inseridos. Além disso, estão incluídas nessas 330 unidades árvores a partir de 1,30 m de altura, pouco mais altas que um arbusto. De todas as árvores que serão afetadas – 350 no total –, 330 serão suprimidas e 20 serão removidas e replantadas no entorno imediato. Em toda a área afetada pelo empreendimento, 239 árvores existentes serão mantidas, sendo que 190 dessas ficam na Praça Brigadeiro Sampaio.

A empresa esclarece, ainda, que as indicações dessas remoções foram submetidas à Secretaria Municipal de Meio Ambiente de Porto Alegre (SMAM), seguindo todos os procedimentos legais. Serão fornecidas, como compensação ambiental, 769 mudas de árvores, mais que o dobro das suprimidas, sendo que as novas mudas são de espécies nativas da região e serão parcialmente aproveitadas na área do próprio Complexo Cais Mauá. As demais serão plantadas em local a ser indicado pela SMAM. O EIA-RIMA apresenta, no item 8.4 (Programa de Manejo e Compensação Vegetal), toda a orientação para plantio, monitoramento, manutenção e poda dessas mudas, de forma a garantir o sucesso no seu desenvolvimento e crescimento sadio.

EIA-RIMA disponível no site da revitalização

Para maior transparência e visando subsidiar o debate em busca de uma licença social, a Cais Mauá do Brasil está publicando, na íntegra, o EIA-RIMA em seu site www.vivacaismaua.com.br. A legislação determina que o documento, com mais de 2.500 páginas, fique disponível na biblioteca da SMAM mas, para facilitar o acesso às informações, os estudos foram disponibilizados em formato digital, inclusive para download.

Fonte: Cais Mauá do Brasil S/A em release enviada direto ao Blog.

(grifos feitos pelo Blog)

Águas do Guaíba invadem calçadão de Ipanema

DMLU faz mutirão de limpeza na zona Sul de Porto Alegre

Águas do Guaíba invadem calçadão de Ipanema | Fotos: Samuel Maciel

Águas do Guaíba invadem calçadão de Ipanema | Fotos: Samuel Maciel

As águas do lago Guaíba invadiram o calçadão de Ipanema na zona Sul de Porto Alegre. Parte do calçamento da avenida Guaíba foi arrancada pelas ondas que se formaram devido à cheia.

O Departamento Municipal de Limpeza Urbana (DMLU) organizou um mutirão nesta terça-feira para limpar o trecho que ficou coberto por água, vegetação e barro.

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Correio do Povo

Nível alto do Guaíba preocupa moradores das ilhas

Vento Sul cria “efeito cascata” e gera problemas em diversos pontos da região Metropolitana

Ilhas de Porto Alegre estão em alerta devido ao nível do Guaíba | Foto: Samuel Maciel

Ilhas de Porto Alegre estão em alerta devido ao nível do Guaíba | Foto: Samuel Maciel

Passados os episódios mais fortes de chuva em Porto Alegre, o problema agora se concentra nas Ilhas, devido ao alto nível do Guaíba. O vento Sul, que soprou no início da noite desta segunda-feira e deve voltar na manhã de terça em Porto Alegre, forçará o aumento do nível da água, prejudicando moradores da região e criando um “efeito cascata”.

Pela manhã, o nível do Guaíba atingiu 2,01 metros no cais do porto pela manhã. Às 23h07min o nível era de 2,26 metros no local, conforme o sistema Metroclima, da Prefeitura de Porto Alegre – a situação é considerada “alerta” a partir de 2,1 metros. Já na região da Ilha da Pintada, o nível estava em 1,87 metro às 23h06. Lá o alerta começa a partir de 1,8 metro.

De acordo com a MetSul Meteorologia, o quadro se agrava en fyblçai di vento Sul devido ao escoamento das águas dos rios Gravataí e Sinos, represada com o Guaíba alto. A situação força ainda uma piora em Canoas e na bacia Gravataí. o “efeito cascata” também afeta moradores de Cachoeirinha, zona Norte de Porto Alegre e Alvorada:

“Se o vento virar (ir para Sul), teremos uma das maiores inundações da região das ilhas de Porto Alegre”, projetou o presidente da Colônia de Pescadores Z5, Vilmar Coelho, ainda pela manhã, ao acompanhar a chuva constante e o aumento gradual do nível do Guaíba. Segundo ele, que sempre viveu na região, a sensação é de apreensão com o comportamento do vento. “Já vi muita chuva e o Guaíba subir, mas nada dessa maneira. Não há intervalo. Chove sem parar”, resumiu ele, ao se referir à noite anterior.

De 21 estações meteorológicas em Porto Alegre, oito já registraram mais de 300 milímetros de chuva em julho. A média histórica mensal de precipitação neste mês na Capital é 121,7 mm.

Ilha da Pintada já sente os efeitos da cheia

Na ilha da Pintada os efeitos do excesso de chuva eram visíveis. Em vários trechos da avenida Nossa Senhora da Boa Viagem a água do Guaíba cobria o asfalto e avançava para dentro dos pátios das residências. Para chegar em casa, muitas pessoas precisavam entrar na água. “É o jeito. Tenho que chegar em casa”, comentou Gabriel Souza de Lima, que mora há poucos meses às margens do Guaíba. Ele recordou que a água vem avançando nos últimos dias e está preparado para uma inundação. “O jeito é levantar as coisas mais valiosas, como os eletrodomésticos. O resto damos um jeito depois”, afirmou.

Segundo a gestora do Centro Administrativo Regional (CAR) das Ilhas, Patrícia Salcedo, o monitoramento tem sido constante nos últimos dias. Ela afirmou que nenhuma família precisou ser removida, apesar de haver algumas localidades em que as casas estão ilhadas. “Há casos de algumas famílias que estão ilhadas, mas que não querem deixar as suas casas. Estamos monitorando”, ressaltou ela.

Em função do grande volume de chuva, a água avança sobre as casas em todas as ilhas. Às margens da BR 116, na Ilha Grande, as residências estavam ilhadas. Os deques das marinas que ficam na ilha dos Marinheiros praticamente desapareceram ao serem cobertas pelas águas.

Correio do Povo

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Edifícios com tecnologias verdes poderão ser obrigatórios em SP

Um projeto de lei em tramitação na assembleia legislativa do Estado de São Paulo prevê a obrigatoriedade de instalação de dispositivos para a captação de energia e de água da chuva em novas construções

Imagem: Arcoweb

Imagem: Arcoweb

O projeto de lei 662/2015 quer tornar obrigatória a aplicação de tecnologias verdes na construção de novos prédios, centros comerciais e condomínios residenciais do estado de São Paulo.

Segundo dados do Green Building Council Brasil (GBC Brasil), prédios sustentáveis podem economizar até 30% de energia e 40% de água.

Especialistas acreditam que o uso consistente de materiais de isolamento de alto desempenho e outras medidas passivas, com uso da luz e ventilação natural, poderia reduzir quase pela metade o crescimento futuro do consumo de energia dos edifícios.

Um exemplo de empreendimento que utiliza dispositivos de captação de energia e água é o EcoCommercial Building (ECB), que tornou-se o primeiro prédio do Brasil a gerar energia solar para cobrir 100% de sua necessidade anual. O edifício também conta com mais de 20 tecnologias para construções sustentáveis.

O diretor do programa EcoCommercial Building no Brasil, Fernando Resende, comenta que os resultados foram verificados na prática com um ano de medição, e que anualmente, já considerando os custos de amortização dos sistemas instalados, o prédio gerará uma economia de 50% dos custos com energia. “Vale destacar que o valor investido foi equivalente ao de uma obra tradicional de mesma proporção”, afirma.

O prédio conta ainda com a certificação LEED-NC Platinum do U.S. Green Building Council, que reconhece as melhores estratégias e práticas sustentáveis. Trata-se do sexto edifício deste tipo construído no mundo.

Além disso, o ECB Brasil é o sexto projeto da empresa MaterialScience no mundo e o primeiro da América Latina. O edifício emprega coberturas e fachadas feitas com chapas de policarbonato Makrolon® de alto desempenho, que permite que a luz natural seja aproveitada, retendo até 50% do calor, com baixo peso, o que reduz custos com estruturas.

Painéis com núcleo de poliuretano (PU) garantem o isolamento térmico do edifício, reduzindo em até 90% o calor transmitido por coberturas e paredes. A tecnologia também diminui significativamente a espessura de isolamento e possibilita grande velocidade de execução, ao substituir as convencionais paredes de alvenaria.

Arcoweb

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Ainda acho muito pouco, apenas colher água da chuva e prover energia no local. É preciso mais. Telhado verde por exemplo. E é urgente. Pelo menos, sigamos o exemplo de São Paulo.

Prefeitura define 15 dias para readequação de GPS nos táxis

 Reunião estabeleceu que grupo de trabalho irá avaliar os equipamentos   Foto: Ricardo Giusti/PMPA


Reunião estabeleceu que grupo de trabalho irá avaliar os equipamentos   Foto: Ricardo Giusti/PMPA

Representantes dos permissionários de táxi de Porto Alegre e taxistas foram recebidos no Salão Nobre da Prefeitura no final da manhã desta segunda-feira, 20, pelo prefeito em exercício Sebastião Melo e os diretores-presidentes da EPTC, Vanderlei Cappellari, e Procempa, Mário Teza. Também estavam presentes no encontro o tenente-coronel Francisco Vieira, da Brigada Militar, e o diretor da Show Tecnologia, empresa que venceu a licitação e presta o serviço de GPS, Eduardo Lacet, além de vereadores da Capital.

Os temas abordados foram as queixas em relação ao GPS dos táxis. Segundo taxistas, o sistema apresenta problemas técnicos que comprometem o monitoramento dos veículos. Por esse motivo, a prefeitura definiu, em conjunto com a categoria, suspender o serviço por 15 dias. O objetivo da paralisação temporária é formar um grupo de trabalho, composto por técnicos da prefeitura, vereadores e taxistas, e realizar uma auditoria para reavaliar o funcionamento dos equipamentos de GPS oferecidos pela Show Tecnologia.

Segundo Melo, o sistema é importante para a cidade, mas não pode seguir operando com problemas. “Após esses 15 dias, tomaremos uma decisão que leve em conta o usuário, a cidade de Porto Alegre. Esse sistema de GPS é vital para monitorar os táxis, traz mais conforto ao passageiro, mais segurança. Agora, não podemos aceitar um serviço com problemas. Por isso, em conjunto com a categoria, definiremos se a empresa vai seguir ou não”, afirmou.

O sistema de GPS foi implantado há dez meses, com base na nova lei dos táxis (lei municipal). Para possibilitar a implantação, foi antecipado o horário da bandeira 2, das 22h para as 20h. Atualmente, dos 3.920 veículos da frota, 3.326 já contam com os equipamentos de monitoramento em tempo real.

Nesse meio tempo, 14 ocorrências policiais, como furto e sequestro, foram solucionadas com a contribuição do GPS. “O sistema não é só importante para a segurança. O GPS é uma ferramenta de gestão, que vai colaborar para, no futuro, redimensionar a frota, sabendo se é preciso mais táxis para a cidade”, declarou Cappellari.

Prefeitura de Porto Alegre

Com muitos atrativos à população, obras de revitalização do Cais Mauá iniciam em 2016

Júlia Costa (diretora do Cais Mauá Brasil S/A), Luiz Eduardo Franco de Abreu (presidente da Positiva CCTVM) e Ademir Schneider (presidente do Conselho do Cais Mauá Brasil S/A) (Foto: Jackson Ciceri/O Sul)

Júlia Costa (diretora do Cais Mauá Brasil S/A), Luiz Eduardo Franco de Abreu (presidente da Positiva CCTVM) e Ademir Schneider (presidente do Conselho do Cais Mauá Brasil S/A) (Foto: Jackson Ciceri/O Sul)

Foi entregue à prefeitura de Porto Alegre o Estudo de Impacto Ambiental e Relatório de Impacto do Meio Ambiente (EIA-RIMA) para o prosseguimento da construção do Cais Mauá e revitalização de todo o complexo que envolve os armazéns do Cais do Porto e seu entorno. O passo seguinte é a liberação da Licença Prévia Ambiental (LP) para o início das obras, previsto para 2016. Serão necessários 24 meses de construção, contados a partir da obtenção de todas as licenças e autorizações relativas ao projeto.

Luiz Eduardo Franco de Abreu, presidente da Positiva CCTVM, empresa gestora do projeto Cais Mauá, diz que o modelo gaúcho foi inspirado na revitalização do porto de Barcelona (Espanha). Hoje, existem em todos os continentes cerca de 70 portos revitalizados, dos quais 18 com expressão mundial e quatro deles ofertando um mix de operações similares às que estão sendo previstas para o Rio Grande do Sul.

Júlia Costa, diretora do Cais Mauá do Brasil S.A, carioca e no momento sediada na Capital gaúcha, praticamente em tempo integral, está otimista com o andamento das negociações, que deverão fazer com que o projeto em breve mostre seu rosto, passando a ser uma realidade no cenário local, com adaptações que preveem atrair o público na sua totalidade.

Alguns exemplos citados por Luiz Eduardo Franco apontam como diferencial para o projeto gaúcho a implantação de uma roda-gigante com capacidade para atender 200 mil passageiros/ano. O tradicional barco de passeio pelas águas do Guaíba, o Cisne Branco, ficará anexado ao projeto, de forma harmônica, em um terminal que igualmente deverá abrigar a barca do GNU que conduz os associados à sua sede na Ilha do Pavão, bem como o terminal do Catamarã que faz a travessia Porto Alegre/Guaíba. Outras novidades ficarão por conta de um aquário com espécies de água doce, um ônibus anfíbio e um navio museu para visitação. “Itens incluídos nesta nova fase do projeto, visando gerar atrativos ao grande público”, finaliza.

Os executivos visitaram nesta quinta-feira (02) a Rede Pampa, apresentando as inovações e os próximos passos do novo cais, que promete alterar o cotidiano do povo gaúcho quanto a opções de lazer e divertimento.

O SUL

2 DE JULHO DE 2015

GPS nos táxis de Porto Alegre não funciona   

Foto: Gilberto Simon

Foto: Gilberto Simon

A prefeitura poderá rescindir o contrato assinado no dia 24 de julho do ano passado com a Show Tecnologia do Brasil Ltda., empresa responsável pela instalação do Sistema de GPS na frota de táxis da capital gaúcha.

A decisão será anunciada nesta segunda-feira (20) durante audiência no Paço Municipal e atende à reivindicação do Sindicato dos Taxistas de Porto Alegre (Sintáxi).

Segundo o presidente Luiz Nozari, a rescisão do contrato se deve à inoperância do serviço, já que os permissionários não conseguem acompanhar o movimento dos táxis, nas telas dos computadores, tablets e smartphones.

O rastreamento deveria ser em tempo real com atualização do sistema a cada 60 segundos, mas isto não acontece na prática e há casos em que, pelo GPS instalado, o táxi permanece parado por horas nu! m determinado ponto da cidade, só que o veículo está circulando e transportando passageiros.

Affonso Ritter

Dois mil e dezesseis, por Adeli Sell

Nomes, siglas, palpites, pesquisas secretas. Tudo, menos uma palavra sobre “o que fazer” na cidade. Tem sido assim nos últimos tempos. Foi assim que um governador se elegeu há pouco. Nome, sigla, um partido que não era um partido. E, agora, José? A cidade há tempos está em busca de um espaço na urbanidade, pois no vácuo das inexistências, algo se coloca em seu lugar. Fomos sendo tomados por obstáculos. Ficou difícil andar numa calçada sem tropeçar num objeto que não deveria estar ali. É difícil achar uma faixa pintada para se ver de longe, chamando o cidadão a não passar no meio dos carros. Claro, falta educação também… É penoso ficar numa parada na qual a chuva te molha, querendo ou não. Aqui, divagando, penso no assobio do metrô e me deparo com um velho ônibus de um consórcio qualquer, atrasado, freio enferrujado. O banco está sujo, olho pela janela embaçada de pó, vejo pichações, lixo espalhado, moradores de rua em turbas dormentes. Chocante é ver que o restauro não ocupa o lugar do carcomido, do gasto, da falta de cor. E lá se vai nosso patrimônio. A cidade volta a ser tomada de camelôs ilegais, vendendo ilegalidades, vendendo celulares roubados. Sei que a violência é tratada na esfera estadual, mas cabe à Prefeitura fazer a ponte. O tema moradores de rua se confunde com ordas de craqueiros, punguistas, pequenos meliantes. Ao poder público cabe cuidar de quem precisa de saúde pública e assistência social, usando a lei, as regras, a força do poder de Estado contra os atos infracionais. Há locais em Porto Alegre em que reina o estado de natureza, tão temido por Hobbes há séculos atrás, propondo um Estado autoritário. Não é nossa visão. Mas tem gente que quer reinar na cidade na base destas políticas que mostraram ao mundo sua falência. Nós propugnamos uma cidade democrática, cidadã, sustentável e inclusiva. Com radicalidade vamos buscar uma urbanidade plena, com claros direitos e deveres de parte do governo e dos cidadãos. Vamos erguer uma Ágora do tamanho da Capital, abarcando cada questão, cada problema, encontrando soluções coletivas e pactuadas. Mas não vamos repetir nenhuma das demagogias dos últimos tempos, nem tergiversar sobre temas dados. Os que necessitam de amadurecimento terão dia e hora para decidir e tocar o ritmo que uma metrópole exige de seus governantes. As pessoas terão uma cidade que se mexa e deixe as pessoas se mexerem, sem obstáculos. A mobilidade será radicalizada com ações públicas. Estaremos abertos às Parcerias Público-Privadas, elevando sempre o interesse público como divisor de águas. Haverá espaços plenos para o trabalho local ou dos que aqui querem ter seu lar. Será, portanto, uma cidade acolhedora. Não haverá barreiras para investidores, resguardados os interesses da cidadania, pois seremos a Capital Turístico-Cultural do Mercosul. Em algum momento houve uma suspensão da modernidade que floresceu no início do século XX. Agora, cravaremos uma cunha profunda, para nos separarmos do atraso reinante. Olhares para frente, sem esquecer que a Revolução de 23, que dividiu o Estado, criou o autoritarismo gaudério e a grenalização política. Faremos um enterro sem pompas deste passado, com uma lápide para ensinar a nós e às gerações futuras: “Aqui jaz o atraso”. Nas flores daqui, novas vidas e cores vão surgir e tomar conta de Porto Alegre.

Adeli Sell é escritor e consultor, acadêmico de Direito. Foi vereador por 16 anos.

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Prefeitura monitora nível do Lago Guaíba

Medição das 17h30 desta sexta-feira, 17, aponta nível do lago em 2,15m no cais   Foto: Joel Vargas/PMPA

Medição das 17h30 desta sexta-feira, 17, aponta nível do lago em 2,15m no cais   Foto: Joel Vargas/PMPA

A Prefeitura de Porto Alegre mantém a atuação preventiva e mobiliza as equipes dos serviços municipais para atender as comunidades diante da instabilidade climática. Por intermédio do Centro Integrado de Comando (Ceic), é monitorado o nível do Guaíba, que já apresenta cheia. Nas medições das 17h30 desta sexta-feira, 17, o lago estava em 2,15m no cais do porto, e em 1,92m na Ilha da Pintada, já dentro do nível de Alerta. Apesar de estar nos pontos mais altos da escala, não apresenta crescimento, por isso, é baixo o risco de inundações nas Ilhas da Capital.

O trabalho de prevenção nas comunidades ribeirinhas é realizado pela Defesa Civil da cidade. Este plano de ação e resposta é permanente, e potencializado durante períodos críticos, como agora. Na região das Ilhas, os agentes atuam diretamente com o Centro Administrativo Regional (CAR) e líderes comunitários, reforçando os procedimentos desenvolvidos durante todo o ano. Há levantamento dos locais para possível abrigagem, alimentação e assistência médica à população atingida, caso necessário.

O Sistema Ceic-Metroclima está monitorando as condições climáticas, principalmente a vazão dos cinco rios que abastecem o Guaíba. De acordo com os meteorologistas, o Rio Jacuí, que responde por 70% da vazão do lago, está em cheia, mas já estabilizou. Novos volumes são esperados para este sábado, principalmente do Rio Taquari, o segundo maior contribuinte. A previsão é de mais 24 a 36 horas de cheia, mas o vento Norte deve auxiliar na vazão para a Lagoa dos Patos.

Previsão – A chuva dá uma breve trégua e o sol pode aparecer neste sábado, 18, na Capital, após 120 horas consecutivas de tempo instável. Algumas projeções computadorizadas até indicam chance de instabilidade no domingo, mas a maioria dos dados aponta chuva mais forte entre segunda, 20, e terça-feira, 21. O Ceic-Metroclima destaca que, novamente, não podem ser afastados altos volume de precipitação na cidade com risco de raios e transtornos. O alerta fica para altos volumes, que combinados com vento Sul, tendem a represar as águas no começo da semana.

De acordo com o Ceic, essas condições críticas são consequência do fenômeno El Niño, que está causando um inverno bem mais chuvoso do que o normal na região Sul. Nesta primeira quinzena de julho, todas as regiões da cidade superaram a média histórica mensal, de 121,7 mm. No bairro Sarandi, as chuvas já chegaram a 218mm. Por isso, se necessário, poderão ser disparados alertas para os serviços municipais envolvidos com o atendimento de ocorrências.

Proteção contra cheias – Em função de uma possível elevação ainda maior do nível do Guaíba, a equipe técnica do Departamento de Esgotos Pluviais (DEP) também foi mobilizada e está vistoriando as 14 comportas de fechamento do dique de proteção contra as cheias da cidade, no Muro da Mauá. Será realizada uma bateria de testes, a fim de garantir a funcionalidade das comportas, caso seja necessário seu fechamento em função do aumento do nível do lago. O DEP avaliará o tipo de maquinário e equipamentos necessários para esta ação que deverá iniciar-se na próxima semana.