Obra na ERS 118 vai completar 20 anos

Duplicação desenhada no mandato de Britto perpassou por outros cinco governos

Cíntia Marchi

Obra na ERS 118 vai completar 20 anos | Foto: Samuel Maciel

Obra na ERS 118 vai completar 20 anos | Foto: Samuel Maciel

O projeto de duplicação da ERS 118 vai completar 20 anos em 2016. Desenhada no mandato de Antônio Britto (1995-1998) e perpassando outros cinco governos – Olívio Dutra (1999-2002), Germano Rigotto (2003-2006), Yeda Crusius (2007-2010), Tarso Genro (2011-2014) e José Ivo Sartori (2015-2018) –, estima-se que cerca de 50% dos trabalhos entre Sapucaia do Sul e Gravataí estejam concluídos.

Há duas notícias ainda piores: a obra está parada desde outubro de 2014 e não se tem precisão de retomada no atual governo para que a duplicação saia, definitivamente, do campo da ficção. “Quando ela for concluída, já nascerá saturada”, sentencia o professor de Transportes da Escola de Engenharia da Ufrgs João Fortini Albano.

Dividida em três lotes e envolvendo três contratos com três construtoras diferentes, a duplicação já teve inúmeras inaugurações previstas por se tratar de uma obra prioritária para a Região Metropolitana. Mas nenhum dos prazos se confirmou. De acordo com o Departamento Autônomo de Estradas de Rodagem (Daer), o governo “está empenhado em retomar a duplicação” e, no momento, negocia com as empreiteiras contratadas – Triunfo, Sultepa e Conterra – o pagamento de R$ 1,6 milhões (soma total) referentes aos meses de outubro, novembro e dezembro do ano passado.

“A retomada da obra aguarda a liberação de recursos por parte do Piratini e o processo de desapropriações às margens da estrada, sobretudo nos quilômetros iniciais (em Sapucaia do Sul)”, avisa o Daer em nota.

A história das obras na rodovia começa na década de 1970. O professor da Escola de Engenharia conta que, na época, por causa da crise de petróleo, resolveu-se fazer a estrada de concreto, alegando também a maior durabilidade. Por quase 20 anos, o concreto atendeu à sua finalidade, sem que houvesse conservação das duas faixas. “O Daer nunca se capacitou para colocar uma equipe adequada para trabalhar nessa rodovia. Ela foi se deteriorando e o tráfego só aumentou”, diz Albano.

Apesar de a duplicação ter sido projetada em 1996, passou a ser executada a conta-gotas pelas gestões posteriores, e uma série de complicações e falta de planejamento arrastaram a construção. “A ERS 118 espelha a total incompetência do governo e do Daer em conduzir essa questão como prioridade para a Região Metropolitana”, observa o professor. Dos 22 quilômetros, estão prontos até o momento 10,9 quilômetros de duplicação e 8,4 km de ruas laterais. O total de recursos investido é de R$ 65,9 milhões, segundo o Daer. De acordo com o projeto, são necessários R$ 222 milhões para concluir as obras.

Leia a matéria completa, no Correio do Povo, clicando aqui.

Serenata Iluminada do Cais Mauá reúne centenas no Centro

Grupo propõe diálogo sobre espaço público e se manifesta contra reforma prevista para o cais

Serenata iluminada movimentou o Centro na noite deste sábado | Foto: Fabiano do Amaral

Serenata iluminada movimentou o Centro na noite deste sábado | Foto: Fabiano do Amaral

Centenas de pessoas compareceram ao evento Serenata Iluminada do Cais Mauá, Centro de Porto Alegre na noite deste sábado. A proposta dos coletivos que organizaram e apoiaram o evento é propor uma reflexão sobre o uso dos espaços públicos de Porto Alegre. Músicos e outros artistas populares apresentaram-se em meio às pessoas.

A Brigada Militar não soube precisar a quantidade estimada de participantes, que se reuniram na avenida Sepúlveda, em frente ao pórtico de entrada do cais. Não houve, conforme a BM, registros de confusão.

Em carta aberta publicada pelo Grupo Porto Alegre.cecê na página da Serenata Iluminada no Facebook, o grupo critica a falta de participação popular na decisão sobre a reformulação do Cais Mauá, além das propostas estabelecidas para a reforma, como a construção de shopping center e de três torres às margens do Guaíba – algo que contraria o plano diretor de Porto Alegre.

“Entendemos que a cidade não pode ser tratada como mercadoria, e sim como espaço compartilhado de interação, apoio mútuo e fortalecimento dos que nela habitam”, ressalta a carta aberta publicada na rede social.

Correio do Povo

Tem início a primeira etapa da construção da nova Ponte do Guaíba

Obra está orçada em R$ 649,6 milhões e a previsão é de que seja concluída em setembro de 2017

Previsão é de a obra seja concluída em setembro de 2017 | Foto: André Ávila

Previsão é de a obra seja concluída em setembro de 2017 | Foto: André Ávila

A primeira etapa da obra da nova Ponte do Guaíba iniciou nessa semana com a cravação das estacas. A estrutura está sendo erguida em frente ao canteiro de obras, montado na rua João Moreira Maciel. A aérea está isolada pelo risco no manuseio de grandes estruturas. Na próxima terça-feira, completará um ano da assinatura do contrato da obra. A ponte está orçada em R$ 649,6 milhões e a previsão é de que seja concluída em setembro de 2017. A extensão será de 2,9 km, somados aos 4,4 km em acessos e 28 km de largura em pista dupla para cada sentido.

Um guindaste para fixação da estrutura pode ser visto de longe. O bate-estaca tem capacidade para 120 toneladas e funciona como um martelo gigante para cravar estavas com 22 metros de extensão. Cada uma, demora pouco mais de uma hora para ser colocada. De acordo com o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), os operários trabalharão nos próximos 45 dias na construção de dez blocos para a construção dos pilares da travessia. Serão duas semanas para colocar as estacas e um mês para a construção dos blocos dos pilares. As obras estavam paradas aguardando a aprovação dos projetos básico e executivo por parte do Dnit desde o ano passado.

Para tornar realidade a segunda possibilidade de travessia sobre o Guaíba, será necessário remover cerca de mil famílias das ilhas e zona Norte de Porto Alegre, além de 31 instituições e comércios. Neste ano, nenhuma reunião foi realizada com os moradores, mas, de acordo com o Dnit e a representante da comissão dos moradores das Ilhas, Beatriz Gonçalves, tudo está ocorrendo dentro do tempo acordado. A construção de moradias em terrenos dentro da ilha foi autorizado no ano passado pela Câmara de Vereadores. “O objetivo é reduzir ao máximo o impacto na vida e na economia de alguns moradores da localidade. As áreas para a construção das moradias já estão definidas e atualmente o Dnit trabalha no projeto da infraestrutura necessária para abrigar os imóveis”, informou o departamento, em nota. A expectativa do órgão é iniciar a mudança das famílias entre o final deste ano e o início de 2016.

Correio do Povo – Jéssica Mello

Apenas três “obras da Copa” serão entregues em 2015, em Porto Alegre

Pelo menos seis projetos ficaram em aberto para 2016

Obras na Voluntários estão entre as atrasadas | Foto: Tarsila Pereira

Obras na Voluntários estão entre as atrasadas | Foto: Tarsila Pereira

Retomadas em janeiro, as obras da trincheira da avenida Ceará, em Porto Alegre, devem ganhar mais ritmo em função do aumento no número de funcionários e da aquisição de equipamentos, nos próximos meses. A conclusão, no entanto, só deve ocorrer no final do ano que vem. Para 2015, das obras pensadas de início para a Copa do Mundo, só os corredores de ônibus do tipo Bus Rapid Transit (BRT) das avenidas Protásio Alves e Bento Gonçalves e a segunda parte do viaduto da Bento Gonçalves devem estar prontas, todas no primeiro semestre. De um total de 14 intervenções, quatro já foram entregues e seis continuarão pendentes.

O secretário de Gestão, Urbano Schmitt, revelou que mais 60 trabalhadores foram contratados pela empresa responsável pela trincheira da Ceará. Além disso, uma máquina necessária para as escavações foi adquirida pelos empreendedores. A obra apresentou problemas desde o início, quando o tipo de solo exigiu uma profundidade maior nas escavações. Foi feito um ajuste de preço e a empresa não concordou, desistiu, mas voltou atrás quando outra licitação já era elaborada.

Só quatro das obras iniciadas para o Mundial foram concluídas antes da competição: os viadutos da avenida Pinheiro Borda e da rodoviária, o corredor de ônibus BRT da avenida Padre Cacique e a duplicação da avenida Edvaldo Pereira Paiva. As obras da Copa tiveram o cronograma alterado pela Prefeitura. Durante os protestos de 2013, acabaram sendo retiradas da matriz de responsabilidades para o Mundial. A falta de repasses pelo governo federal também explica a demora na conclusão.

A trincheira da Anita Garibaldi, que era para ficar pronta em meados deste ano, está sem prazo para ser concluída. O mesmo ocorre com o BRT da avenida João Pessoa, a duplicação da avenida Voluntários da Pátria, a ampliação da avenida Tronco, a trincheira da Plínio Brasil Milano e o prolongamento da avenida Severo Dullius.

A ampliação da avenida Tronco é considerada a obra mais complexa. Das 1.525 famílias que terão de ser removidas, mais de 700 precisarão ser realocadas. Na Voluntários, o trecho 1, entre a rua da Conceição e a avenida Ramiro Barcelos, vai ser concluído ainda em 2015, mas não há prazo para que a obra completa, até a Sertório, seja inaugurada.

Sobre o prolongamento da Severo Dullius, Schmitt explicou que o Tribunal de Contas do Estado aprovou a mudança de traçado e deve assinar nos próximos dias a autorização. Em função do acúmulo de lixo no local, que mudou as características do solo, precisou haver uma alteração de planos.

Samuel Vettori – Rádio Guaíba / Correio do Povo

Nova ponte do Guaíba: Um grande circo armado, por Luiz Domingues

Foto: Divulgação / DNIT

Foto: Divulgação / DNIT

Um Grande Circo foi armado no dia 14 de outubro de 2014, na rua João Moreira Maciel nº 8880 próximo à ponte móvel do Guaíba, a estréia foi às às 14h.

Os donos do Circo são os Diretores da Queiroz Galvão Othon Zanoide de Morais Filho e Erton Medeiros e que, me desculpem os outros donos, porque não tive o prazer ou desprazer de conhecê-los o que não vem a caso, o meu objetivo e elogiar, até porque o espetáculo foi bonito, bem produzido.

Para a estréia foram expedidos convites para pessoas importantes como Ministros, Deputados Federais, deputados Estaduais, Prefeitos, Vereadores e até eu fui convidado e compareci, só que não fui o único palhaço presentes, haviam outros palhaços mais importantes, até posamos para fotos juntos. Nela está o ilusionista, o Excelentíssimo Senhor Ministro dos Transportes Paulo Sergio Passos acompanhado de sua assistente, a Excelentíssima Senhora Ministra Miriam Belchior.

Pela minha pose na foto o amigo leitor pode constatar de que eu estava lá presente, mais não estava contente com o circo armado, afinal tudo era um mero espetáculo direcionado para a imprensa. Imprensa essa que não acredita mais nas promessas evasivas de que as obras da ponte vão iniciar.

Acredito que deverão estar se perguntando por que a minha revolta, não estou revoltado porque sou um pacifista, mas muitas pessoas no meu lugar com já teriam tomado outro tipo de atitudes.

Vou fazer um breve relato e julguem vocês mesmos:

Passamos atuar em busca de uma ponte alternativa desde o dia 11 de Março de 2006, de lá para cá foram feitos todos os tipos de relatos às autoridades competentes e até fomos ouvidos, porem os que nos ouviram usaram nossa necessidade como instrumentos políticos para angariar votos e serem reeleitos.

Qual necessidade? Explico:

Em 2006 quando iniciamos a busca de uma segunda ponte no Guaíba, o fluxo de veículos no vão móvel da ponte era de 37 mil veículos/dia, hoje o fluxo dobrou, atualmente é de 63 mil veículos por dia nos dois sentidos podendo chegar até 70 mil. E o Prejuízo econômico aos empresários e cidadãos da metade Sul? Em 2006, era de 120 milhões ao ano, hoje chega a R$ 1.250.000.000,00 ao ano.

Além dos fatos relatados ainda tem o prejuízo direto a população como nos casos em que se busca recursos médicos na capital, é notório que o sistema de saúde esta uma “maravilha”, mas ainda há os casos em por milagre uma pessoa consegue agendar uma consulta médica em Porto Alegre, mais quando estão se deslocando para o atendimento a ponte é içada e lá se vai a consulta marcada e o próximo agendamento somente quando a ponte estiver pronta, e claro o paciente será atendido se ainda estiver vivo.

Há os defensores do Governo Federal, que argumentam que pelo menos se esta fazendo. Só me resta bater Palmas para esses idiotas que são os parasitas de uma administração e que usam e abusam de seu poder e usa as dificuldades e necessidades de um povo, sendo que ainda passa por cima de um desenvolvimento promissor de um estado inteiro para se manter em seu posto político.

O que me credencia a usar esses adjetivos é a longa espera que os políticos nos impuseram… Quais são?

Eu Luiz Domingues, Fui o fundador do Movimento Ponte do Guaíba e na oportunidade a então hoje presidente era chefe da Casa Civil e na oportunidade até mandou que a CONCEPA, fizesse estudos e que ela imediatamente o fez, porem a presidente sentiu que podia angariar muitos votos do povo gaúcho, com promessas evasivas a essa necessidade, descartou a qualquer possibilidade de licitação e entregou aos donos do Circo acima citados.

A necessidade da metade Sul, até rendeu uns trocadinhos a empresas. Por exemplo, a Engevix Engenharia, foi à vencedora da licitação para fazer o EVETEA (estudo de viabilidade técnica econômica e ambiental) e traçado, como a presidente tinha que apadrinhar a Queiroz Galvão, usou o argumento de que a ponte tinha que ser de imediata construída e rescindiu o contrato com a Engevix que teve o custo de 7.500.000,00 reais.

Na oportunidade até fizeram um grande espetáculo no DNIT/RS, reuniram a imprensa para mostrar um pré projeto, e foi em cima deste pré projeto que anunciaram o inicio das obras da ponte.

Agora sou eu que pergunto cadê as obras da ponte?

Como alegam que a FEPAM ainda não deu licença se tem noticias de que estava tudo liberado, tenham dó!!!

Para terminar permitam-me a expor o meu ponto de vista:

1º – Essa ponte não vai ser construída em três anos, Mal começou e o ritmo das obras da nova ponte já está lento. Pelo cronograma original, o atraso já chega há três meses.
2º – Essa obra será o trampolim político para próxima eleição presidencial (aqui no Sul).
3º – O custo da obra não vai ser só de: 649 milhões ( conforme a licitação)
4º – A Presidente virá entregar Retroescavadeiras e fará grande discurso sobre a ponte, lá estarão um monte de babacas e eu junto para aplaudi-la. Porque eu vou estar lá? Há… Sei lá mais vou estar, talvez seja como o ditado que quando não se pode com o inimigo alie-se a ele. É o que vou fazer.

Sobre o reassentamento das famílias

As famílias precisam ser transferidas até dezembro de 2015 sem que haja prejuízo ao ritmo dos trabalhos, isso é o que eles dizem. Nesse período, o Governo Federal precisa contratar as empresas que irão realizar a construção das mil novas moradias. Como???

O ano tem 365 dias, para entregar as mil moradias, 2,7 casas terão que ser construídas por dia estão brincando ou estão tirando nos gaúchos pra burros, talvez imaginem que não sabemos fazer contas???

Artigo publicado no Blog do Movimento Ponte do Guaíba, com o título “Olha Nós Aqui Outra Vez”, no dia 04/01/2015

* Luiz Domingues é presidente do Movimento Ponte do Guaíba

Cinemateca Capitólio será aberta ao público hoje, 27

Capital é uma das poucas cidades a contar com um grande cinema de rua   Foto: Betina Carcuchinski/PMPA

Capital é uma das poucas cidades a contar com um grande cinema de rua   Foto: Betina Carcuchinski/PMPA

Após um amplo processo de restauro, a Cinemateca Capitólio abre suas portas nesta sexta-feira, 27. Parte da programação do aniversário de 243 anos de Porto Alegre, a cerimônia oficial de inauguração será às 10h30. As atividades ao público começam a partir das 19h. Os participantes poderão visitar o prédio e assistir à sessão inaugural. No programa, o curta metragem Início do Fim, de Gustavo Spolidoro (filmado nas ruínas do prédio), e o longa Vento Norte, de Salomão Scliar (primeiro longa-metragem de ficção sonoro realizado no Rio Grande do Sul). A sessão inaugural conta com o apoio do Museu de Comunicação Social Hipólito José da Costa, que cedeu a cópia de Vento Norte para esta exibição.

Ao longo do fim de semana, 28 e 29 de março, as portas também estarão abertas ao público, com exibições gratuitas de três grandes clássicos do cinema, A Doce Vida, de Federico Fellini, O Leopardo, de Luchino Visconti, e Alphaville, de Jean-Luc Godard.

A conclusão das obras da Cinemateca Capitólio representa um momento histórico na vida cultural de Porto Alegre. Iniciado em 2004, o longo e complexo processo de restauração do Cine-Theatro Capitólio, uma das mais luxuosas salas de cinema da cidade, além de recuperar a vocação original do espaço como sala de exibição, também teve o objetivo de transformar o prédio em um local destinado à preservação da memória audiovisual do Rio Grande do Sul. O restauro foi financiado pela Petrobrás, pelo BNDES e pelo Ministério da Cultura, e também contou com recursos da Prefeitura de Porto Alegre, proprietária do prédio.

Com esta inauguração, a capital gaúcha passa a ser uma das poucas cidades brasileiras a contar com um grande cinema de rua, preservado em toda a sua imponência e riqueza arquitetônica, possibilitando às novas gerações o contato com um autêntico memorial da era de ouro da exibição cinematográfica. Um período marcado pelos gigantescos e suntuosos “palácios do cinema”, normalmente localizados na região central das grandes cidades, cujas sessões atraíam uma multidão de espectadores.

Veja a matéria completa no site da prefeitura, clicando aqui.

Liberado hoje o trânsito de automóveis pelo viaduto São Jorge

Com seis faixas, estrutura dará maior fluidez entre as zonas Norte e Sul  Foto: Ricardo Giusti/PMPA

Com seis faixas, estrutura dará maior fluidez entre as zonas Norte e Sul  Foto: Ricardo Giusti/PMPA

O viaduto São Jorge, no cruzamento da Terceira Perimetral com a avenida Bento Gonçalves, teve o trânsito liberado para automóveis às 7h desta quinta-feira, 26, dia em que Porto Alegre comemora 243 anos. Com 540 metros e seis faixas de tráfego, o viaduto dará maior fluidez aos cerca de 90 mil veículos que fazem o trajeto entre as zonas Norte e Sul, além das cinco linhas de transporte coletivo. Esta foi a primeira etapa da obra. Dentro de cerca de um mês, a prefeitura deve liberar a passagem das linhas de ônibus no local.

 “É um belo presente para Porto Alegre, uma vez que este é o principal gargalo do trânsito da cidade depois do X da rodoviária. A mobilidade urbana, sem dúvida, é um importante diferencial na qualidade de vida das pessoas”, disse o prefeito José Fortunati, referindo-se à diminuição de tempo de deslocamento. De acordo com cálculos da EPTC, quem se desloca da zona Sul para a zona Norte e vice-versa terá um ganho de 15 minutos com a liberação a partir de hoje. Além disso, destacou o prefeito, aumentou de forma significativa a segurança dos usuários do transporte coletivo. “Aqui era uma região com muitos atropelamentos, principalmente do passageiro que necessita fazer a integração de linhas para o Centro. Esta é uma demonstração de que estamos trabalhando pela qualidade de vida do condutor e do passageiro de transporte coletivo ao mesmo tempo”, acrescentou.

A obra interliga as avenidas Salvador França e Aparício Borges sobre a avenida Bento Gonçalves sem interrupções. Possui três níveis: o do asfalto, o superior para veículos e o intermediário na parte central para as cinco linhas de Transversais que cruzam a Bento. De acordo com o diretor-presidente da EPTC, Vanderlei Cappellari, a obra é inédita na América Latina e tem despertado o interesse de arquitetos de outros estados. “Acredito que, de todas as obras da Copa, esta seja a mais importante, tanto pela segurança do passageiro quanto pela fluidez do trânsito”, disse, ressaltando que a tendência é de aumento no número de usuários do transporte coletivo, em função da tranquilidade na troca do coletivo. “Na Terceira Perimetral, atualmente circulam 100 mil passageiros ao dia”, concluiu.

A liberação do trânsito também foi acompanhada pelos secretários de Gestão, Urbano Schimitt, e de Obras, Mauro Zacher.

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imagem137854 Fotos: Ricardo Giusti/PMPA

Obra - O viaduto São Jorge é uma das cinco obras da Terceira Perimetral (além das passagens de nível das avenidas Ceará, Anita, Plínio Brasil Milano e Cristóvão Colombo). A obra teve um investimento de R$ 79,4 milhões. Para facilitar a orientação aos condutores e pedestres, foram instaladas 25 novas placas indicativas de trânsito no local.

Estrutura - O viaduto tem extensão total de 540 metros, com seis faixas de tráfego, rampa com declividade de 8% para veículos e de 6% para corredor de ônibus. O viaduto incorpora estação de ônibus do corredor da Terceira Perimetral e alças laterais para acesso à avenida Bento Gonçalves.

Próximas etapas – Nas etapas seguintes, que têm previsão de conclusão no primeiro semestre, serão liberadas as alças laterais e a estação de ônibus. A partir disso, o transporte público também vai utilizar o viaduto.

Desvios – Nas próximas etapas, as alças laterais serão liberadas ao tráfego e os trabalhos para a estação de ônibus São Jorge, concluídos. Com isso, os usuários de transporte coletivo poderão realizar a integração entre as linhas que circulam na avenida Bento Gonçalves e Terceira Perimetral (Aparício Borges). Até a conclusão da segunda fase das obras do viaduto, o desvio implantado pela EPTC segue valendo para as linhas ônibus. Os condutores que pretendem acessar a Bento Gonçalves, nos dois sentidos, vindos das avenidas Aparício Borges ou Salvador França, também deverão utilizar o desvio.

Veja o vídeo:

Prefeitura de Porto Alegre

Grupo técnico estabelecerá normativas para fiação subterrânea

Secretário destacou que novo sistema traz melhorias paisagísticas e de segurança   Foto: Maia Rubim/PMPA

Secretário destacou que novo sistema traz melhorias paisagísticas e de segurança   Foto: Maia Rubim/PMPA

Um Grupo de Trabalho (GT) Técnico, coordenado pela prefeitura, será criado para a construção de normativas para a implementação de fiações subterrâneas em Porto Alegre. O GT será formado por representantes da Secretaria Municipal de Urbanismo (Smurb), Secretaria Estadual de Minas e Energia, Companhia Estadual de Energia Elétrica (CEEE), Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), Sulgás, além de entidades da sociedade civil organizada. A formação do grupo foi acordada durante reunião nesta quinta-feira, 26, entre o secretário da Smurb, Valter Nagelstein, o secretário de Minas e Energia, Lucas Redecker, o presidente da CEEE, Paulo de Tarso Pinheiro Machado e o diretor de Distribuição da CEEE, Júlio Hoffer, no Centro Administrativo da Capital.

De acordo com o secretário estadual de Minas e Energia, Lucas Redecker, para a implantação de fiações subterrâneas será necessário um planejamento de longo prazo, através da utilização de um padrão internacional.

Segundo o secretário da Smurb, Valter Nagelstein, com a nova legislação, os empreendimentos que vierem a ser implementados em Porto Alegre já deverão estar projetados com a utilização de fios subterrâneos. “Não será uma tarefa fácil, mas com certeza será muito positiva para a nossa cidade”, destaca.

Segurança – Nagelstein ainda afirma que algumas das principais cidades brasileiras já vêm implementando esses moldes, o que gera melhoria do paisagismo, maior segurança para os moradores e redução de custos de manutenção do sistema de energia. “A rede fica protegida da chuva e da queda de árvores, assim como de atos de vandalismo”, destaca. Segundo dados das distribuidoras de energia, mais de 90% das quedas no fornecimento são causadas por danos aos cabos.

Em 2005, a Câmara Municipal de São Paulo aprovou a Lei 14.023, que obriga concessionárias, empresas estatais e operadoras de serviço a enterrarem todo o cabeamento (de rede elétrica, telefonia, televisão e afins) instalado no município. A regulamentação da lei, em vigor desde 2006, prevê o enterramento de 250 quilômetros de fios e cabos por ano.

Em âmbito federal, não há legislação específica, no entanto, o programa Monumenta do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), vinculado ao Ministério da Cultura, destina desde 2010 mais de R$ 205 milhões para revitalizar centros históricos no Brasil, incluindo o enterramento de cabos elétricos.

Prefeitura de Porto Alegre

Senado aprova Lei Geral das Antenas

Texto, que segue para sanção, unifica regras para instalação e compartilhamento de torres, além de agilizar processos de autorização para empresas de telecomunicações

Projeto busca melhorar acesso a serviços tecnológicos   Marcello Casal Jr./Agência Brasil

Projeto busca melhorar acesso a serviços tecnológicos   Marcello Casal Jr./Agência Brasil

O Plenário do Senado aprovou, nesta quarta-feira (25), a Lei Geral das Antenas, como é conhecido o substitutivo da Câmara dos Deputados ao Projeto de Lei do Senado (PLS) 293/2012. Do ex-senador Vital do Rêgo (PMDB-PB), o projeto foi aprovado na Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação e Informática (CCT) em novembro do ano passado e enviado ao Plenário em regime de urgência. Agora, a matéria segue para sanção presidencial.

O texto unifica regras para instalação e compartilhamento de torres, além de dar mais celeridade aos processos de autorização para as empresas de telecomunicações. Para o senador Walter Pinheiro (PT-BA), relator da matéria na CCT, a legislação é um avanço que vai permitir o compartilhamento de antenas com agilidade e eficiência, garantindo a expansão da telefonia celular e o atendimento com qualidade para o usuário de serviços tecnológicos.

Walter Pinheiro disse que o projeto é importante para a modernização do país. Ele informou que somente em Tóquio, no Japão, há mais antenas que no Brasil inteiro. Na visão do senador, o Brasil vive a necessidade da expansão de sua infraestrutura para a ampliação de serviços como a banda larga e para a implantação de recursos tecnológicos em cirurgias médicas, por exemplo. O senador ainda cobrou vontade política do governo para ações de inovação tecnológica no país.

— Este é o jogo: baratear o preço para levar serviço ao cidadão, onde quer que ele esteja — afirmou.

Avanço

O senador Omar Aziz (PSD-AM) manifestou apoio ao projeto, apontando que não dá pra fazer educação de qualidade sem tecnologia. Para o senador Raimundo Lira (PMDB-PB), a nova legislação vai colaborar para a diminuição da burocracia no setor. Já o senador Ronaldo Caiado (DEM-GO) afirmou que o projeto será um “grande avanço” em áreas como a saúde e a educação.

Na opinião do senador Blairo Maggi (PR-MT), a matéria vai colaborar para a melhoria da qualidade de vida do cidadão do interior. O presidente Renan Calheiros afirmou que a lei é de grande interesse para o país. Ele elogiou o papel do ex-senador Vital do Rêgo, autor da matéria, e do relator, Walter Pinheiro, na elaboração do texto final. Por sua vez, o senador Ricardo Ferraço (PMDB-ES) disse que o projeto é “necessário e urgente”.

— Trata-se de um tema decisivo para o avanço da tecnologia em nosso país — afirmou Ferraço.

POR AGÊNCIA SENADO | 25/03/2015 UOL – CONGRESSO EM FOCO

Parlamento Metropolitano terá primeiro encontro na sexta-feira

Presidente Mauro Pinheiro (e) visitou os 33 municípios.  Foto: Elson Sempé Pedroso

Presidente Mauro Pinheiro (e) visitou os 33 municípios. Foto: Elson Sempé Pedroso

Será realizado, nesta sexta-feira (27/3), o primeiro encontro reunindo representantes do Poder Legislativo da Região Metropolitana. Às 10 horas, começará a reunião preparatória do Parlamento Metropolitano no Plenário Ana Terra, da Câmara Municipal de Porto Alegre (avenida Loureiro da Silva, 255 – 2º andar). Estarão em pauta os termos do acordo para a criação do novo fórum, que representará cerca de 440 vereadores de 34 cidades. “A intenção é criar um espaço de debate pluripartidário, buscando ampliar a participação dos parlamentares na discussão de temas de grande relevância para a sociedade e que envolvam problemas comuns aos municípios”, ressalta o presidente da Câmara da Capital, Mauro Pinheiro (PT).

Na reunião, será feita a eleição da Mesa Diretora, formada pelo presidente e mais seis vices, um de cada região (Carbonífera e dos Vales do Caí, do Gravataí, do Paranhana, do Rio dos Sinos e do Sapateiro). Também haverá a definição do dia mais adequado da semana para os encontros e serão marcadas as datas da segunda reunião preparatória e da solenidade de instalação oficial do Parlamento Metropolitano.

Polos Legislativos Regionais

  • Carbonífera: Arroio dos Ratos, Charqueadas, Eldorado do Sul, Guaíba, São Jerônimo, Triunfo
  • Vale do Caí: Capela de Santana, Montenegro, Portão, São Sebastião do Caí
  • Vale do Gravataí: Santo Antônio da Patrulha, Glorinha, Gravataí, Cachoeirinha, Alvorada, Viamão
  • Vale do Paranhana: Igrejinha, Parobé, Rolante, Taquara
  • Vale do Rio dos Sinos: Esteio, Nova Santa Rita, Sapucaia do Sul, São Leopoldo, Canoas
  • Vale do Sapateiro: Novo Hamburgo, Sapiranga, Campo Bom, Nova Hartz, Dois Irmãos, Estância Velha, Ivoti, Araricá

Câmara Municipal

Primeira etapa do viaduto da Bento será liberada para o trânsito

Viaduto terá extensão total de 540 metros, com seis faixas de tráfego  Foto: Divulgação/PMPA

Viaduto terá extensão total de 540 metros, com seis faixas de tráfego  Foto: Divulgação/PMPA

A partir das 7h desta quinta-feira, 26, data do aniversário de 243 anos de Porto Alegre, será entregue oficialmente à cidade a primeira etapa do viaduto da Bento Gonçalves, com a liberação do trânsito de veículos. Os condutores que circulam nos dois sentidos da Terceira Perimetral, avenida Aparício Borges, poderão transpor o cruzamento com a avenida Bento Gonçalves sem interrupções, ganhando tempo significativo nos deslocamentos.

A liberação de uma das mais importantes obras de mobilidade da Capital terá a presença do prefeito José Fortunati e dos secretários dos órgãos envolvidos. O objetivo do viaduto é qualificar o fluxo de mais 80 mil veículos que circulam por dia na região, conforme dados da Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC). Para facilitar a orientação aos condutores e pedestres, foram instaladas 25 novas placas indicativas de trânsito no local.

A obra de mobilidade, que interliga as avenidas Salvador França e Aparício Borges, sobre a avenida Bento Gonçalves, faz parte das cinco obras da Terceira Perimetral (além das passagens de nível das avenidas Ceará, Anita, Plínio Brasil Milano e Cristóvão Colombo) e é uma intervenção urbanística já prevista no projeto original. A obra é executada pelo Consórcio Nova Bento (Construtora Cidade Ltda e Sultepa Comércio e Construções Ltda), vencedor da licitação, com custo de R$ 79,4 milhões.

“A primeira etapa da liberação será somente para veículos. Nas próximas etapas, que têm previsão de conclusão no primeiro semestre, serão liberadas as alças laterais e a estação de ônibus. A partir disso, o transporte público também vai utilizar o viaduto. Acreditamos que a obra vai facilitar muito a vida das pessoas, sendo a principal alternativa, mais ágil e segura, para interligar as zonas Norte e Sul”, afirmou Vanderlei Cappellari, diretor-presidente da EPTC.

O viaduto terá extensão total de 540 metros, com seis faixas de tráfego, rampa com declividade de 8% para veículos e de 6% para corredor de ônibus. O viaduto vai incorporar estação de ônibus do corredor da Terceira Perimetral e alças laterais para acesso a Bento Gonçalves. A altura mínima entre a superestrutura do vão do Viaduto e a Bento Gonçalves é de 5,5 metros. Nos retornos sob os acessos ao vão central, a altura livre é de 3,8 metros.

Desvios – Nas próximas etapas, as alças laterais serão liberadas ao tráfego e os trabalhos para a estação de ônibus São Jorge, concluídos. Com isso, os usuários de transporte coletivo poderão realizar a integração entre as linhas que circulam na avenida Bento Gonçalves e Terceira Perimetral (Aparício Borges). Até a conclusão da segunda fase das obras do viaduto, o desvio implantado pela EPTC segue valendo para as linhas ônibus, em razão da continuidade das obras na estação São Jorge, que segue bloqueada para embarque ou desembarque.

Os condutores que pretendem acessar a Bento Gonçalves, nos dois sentidos, vindos das avenidas Aparício Borges ou Salvador França, também deverão utilizar o desvio, pois as alças laterais ainda não estão concluídas.

Prefeitura de Porto Alegre

TJ-RS reduz indenização da Ford ao RS em 85%

Desembargador considerou responsabilidade do governo da época pelo fim do contrato

TJ-RS atribuiu responsabilidade por fim do contrato ao governo | Foto: Samuel Maciel

TJ-RS atribuiu responsabilidade por fim do contrato ao governo | Foto: Samuel Maciel

Após mais de quatro horas de sessão, nesta quarta-feira, os desembargadores da 21ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça (TJ), em Porto Alegre, aceitaram parcialmente a condenação da Ford por ter desistido de instalar a sua filial no município de Guaíba, em 1999. A sentença em 1º grau previa que a montadora indenizasse o RS em R$ 160 milhões (valor sem atualização). Porém, o relator, desembargador Marcelo Bandeira Pereira, estipulou o valor em R$ 22,7 milhões (15% da sentença original), que é apenas parte da primeira parcela do financiamento da empresa com o Banrisul. O valor será atualizado em 6% de juros até 2003 e deste ano até 2015, em 12%, além da correção do IGP-M (Índice Geral de Preços – Mercado).

A decisão, considerada pelos desembargadores como uma das mais importantes da história jurídica do Estado, deverá ser publicada nesta quinta. Ambas as partes (empresa e governo do Estado) poderão recorrer, mas ao Superior Tribunal de Justiça.

Segundo o advogado da Ford, Humberto Bergmann Ávila, o resultado pode ser considerado satisfatório por dois motivos. Primeiro, porque o valor foi reduzido em mais de 80% da sentença inicial. Segundo, porque os desembargadores responsabilizaram o governo do Estado da época pelo rompimento do contrato.

Em nome da Procuradoria-Geral do Estado (PGE), Gustavo Petry avaliou o resultado como uma “vitória com gosto de derrota”. Ele disse que após a publicação, a decisão será avaliada com cautela.

A sessão da 21ª Câmara Cível começou às 14h, com a leitura da sentença da 5ª Vara da Fazenda Pública, em maio de 2013. Depois se manifestaram os representantes da Ford e do governo do Estado. Em seguida, foi lida a manifestação do Ministério Público Estadual (MPE), que aceitou a sentença. Então, coube ao relator fazer a sua explanação, que durou mais de duas horas.

Entre outros apontamentos, o desembargador Marcelo Bandeira Pereira considerou que a atitude do governo estadual (na época sob o comando de Olívio Dutra) de revisar o contrato com a empresa, que havia sido firmado menos de um ano antes, como decisório para afastar a montadora. Além do que, na época, a Ford era assediada por outros estados. A montadora firmou acordo com o RS em 1998. No ano seguinte, a empresa rompeu o contrato e instalou a sua fábrica na Bahia.

Correio do Povo – Mauren Xavier

O novo projeto para o Pontal

Imagem: Divulgação.

Imagem: Divulgação.

Temos uma ótima notícia da cidade: está sendo apresentado publicamente o novo projeto do Pontal.  Antigamente chamado de Pontal do Estaleiro, agora é o Parque do Pontal.

Atualmente, a região não passa de um monte de mato e terra onde ninguém tem acesso, uma parte da nossa cidade totalmente desaproveitada, onde não há acesso pelo cidadão e não gera riqueza alguma para nosso município.

Matéria no Jornal Já divulgada ontem deu detalhes sobre o projeto, e existiu algo assombroso:os comentários.

Pessoas atacaram o projeto que chamaram de absurdo com os argumentos que:

  • Não pode construir prédios tão próximos da orla
  • Vai destruir o patrimônio histórico
  • Tirará o acesso do cidadão a uma área pública
  • Beneficiará apenas os ricos

É uma reciclagem dos mesmos argumentos de 2009, quando a consulta popular, feita por um prefeito fraco e sem pulso, derrubou a projeto original. Naquela época, escrevi um texto mostrando que não havia como rebater os argumentos de quem era contra o projeto porque não havia argumento algum.

E agora voltam-se os mesmos “argumentos”, que na verdade não passam de um punhado de falácias repetidos ou porque age deliberadamente de má fé ou por quem desconhece completamente o projeto e está sendo manipulado.

Dizer que vai tirar o uso público da área: é mentira. Atualmente, não há uso algum.  E eu corto meu braço direito se alguem me disser “não é verdade, Filipe, eu e minha família sempre vamos passear e olhar o pôr-do-sol na área do estaleiro só, tomamos um chimarrao por lá, fazemos um piquinique”.

Além disso, a área vai ser tornada pública. A área pública do novo projeto será próxima da orla e ainda vai ter toda uma estrutura preparada para isso.

Eu gostaria de que algum crítico do projeto viesse aqui e me respondesse com base em quê sustenta o argumento de que vai tirar do povo algo que é de todos se atualmente ninguém frequenta aquela área.

O argumento de que vai destruir o patrimônio histórico dispensa comentários. Não há mais nada no terreno! Também convido quem defende esse ponto de vista a defendê-lo no blog.

Os dois “argumentos” restantes – de não poder construir prédios na orla e beneficiar apenas os ricos, vou deixar para responder juntos novamente, abrindo espaço para que quem os defenda possa se manifestar.

Essas pessoas – em geral, membros da ONGs, associações de bairros, pessoas formadoras de opinião que atacaram o projeto anterior com os mesmos argumentos do atual são ricos. Alguns dos braços anti-prédios em nossa cidades são movimentos como Moinhos Vive, e dispensa comentários a situação econômica de quem mora no Moinhos de Vento. São membros da elite dizendo que o projeto só beneficiárá as elites.

Prefiro algo que possa ser frequentado somente pelas elites do que para ninguém. Tenho certeza que uso gerará emprego e renda para quem não pertence às mesmas elites do que algo uma área da cidade que, atualmente, está morta. E ainda que fosse assim, pode ter certeza que o cidadão de classe mais baixa não terá bloqueado acesso à área pública. Ele pode não ir ao shopping fazer compras, pode não ter condições de levar sua família para ir jantar à beira do Guaíba, mas poderá desfrutar do área do parque como qualquer outra pessoa com maior poder aquisitivo.

Em relação a ser contra “prédios” próximos da orla, volta e meia aparece alguém que disse isso tirando “selfies” no Puerto Madero e achando lindo.

BMPA_ESTALEI_EIA_TX10_EIA_COMPLETO-1118-2Para este escritor e este Blog, a cidade de Porto Alegre tem um potencial turístico latente e abandonado, e deve investir pesadamente em recuperá-lo. E que não pare por aí, que sejam desenvolvidos projetos em lugares como Belém Novo ou na Praia do Lami, atualmente, apenas um calçadão, alguns bares e difícil acesso. O governo não tem como manter tudo isso sozinho, e para isso, é necessário abrir espaço para a iniciativa privada , que lucrará gerando renda,emprego e desenvolvimento, ao invés de argumentos retrógados demonizando o capital e preferindo a cidade abandonada e recebendo em seu aeroporto turistas do centro do país que vai imediatamente entra numa van e ir direto para a Serra.

Uma vez, estive nos EUA e peguei um livro turístico sobre os Brasil. Procurei por Porto Alegre, havia alguns dados sobre população e clima, e um texto pequeno, dizendo “em Porto Alegre, não há muito o que ser visto. Apenas uma parada para seguir para a Serra Gaúcha ou para Montevidéu e Buenos Aires”. Ponto.

E agora, novamente, convido os críticos do projeto para virem aqui e me responderem: estão satisfeitos com isso?

BMPA_ESTALEI_EIA_TX10_EIA_COMPLETO-1118-3Nós queremos uma cidade desenvolvida, pujante, ousada, referencia nacional e internacional em turismo, shows, congressos, feiras científicas, urbanismo, mobilidade. Não queremos uma cidade acomodada, se contentando com o médio, com a mediocridade. E por isso vamos defender projetos que contribuam para isso. Acreditamos que o Parque do Pontal será uma contribuição importante, e por isso o defendemos, não só ele, como também o Cais Mauá, o projeto Orla do Guaíba, o sistema BRT e a linha 2 do metrô, que, saindo todos do papel, teremos uma mudança para melhorar na cidade dentro de alguns anos.

Por Filipe Wels (Porto Imagem)

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Veja mais informações sobre o projeto aqui na ZH.

Porto Alegre receberá R$ 150 milhões para obras de drenagem

Recursos serão investidos na execução de obras do Programa DrenaPOA. Divulgação/PMPA

Recursos serão investidos na execução de obras do Programa DrenaPOA. Divulgação/PMPA

O Ministério das Cidades anunciou, no final da tarde desta terça-feira, 24, a liberação de R$ 150 milhões para obras de macrodrenagem em Porto Alegre. O ministro Gilberto Kassab fez questão de comunicar ao prefeito José Fortunati, por telefone, a liberação dos recursos. O investimento será aplicado na execução de obras do Programa de Drenagem Urbana de Porto Alegre – DrenaPOA, lançado em dezembro de 2014.

O ministro já autorizou a Caixa Econômica Federal a negociar junto à prefeitura a assinatura dos contratos para a licitação das obras. Do total de R$ 150 milhões, R$ 107,2 milhões são para a bacia do Arroio Areia, R$ 40,7 milhões para bacia do Arroio Moinho e outros R$ 2,082 milhões para estudos e projetos de engenharia para macrodrenagem nas bacias do Arroio Manecão e Guabiroba.

Os valores anunciados acima foram atualizados pelo Mistério das Cidades.

Obras com licitação no primeiro trimestre de 2015:

1 – Sistema de proteção contra as cheias – O valor total para reforma e ampliação, com colocação de geradores próprios de energia, de 13 casas de bombas do Departamento de Esgotos Pluviais (DEP), é de R$ 86,99 milhões. Inicialmente, o valor investido será de R$ 41,64 milhões para reforma e ampliação de cinco casas de bombas – 12, 13, 15, 16 e Vila Farrapos. A diferença entre esses valores será destinada à segunda etapa das obras, com execução prevista para o segundo semestre de 2015. O DEP tem até junho do próximo ano para atender a complementação de documentação exigida pela Caixa Econômica Federal (anteprojetos e comprovação de titularidade). Quando as primeiras cinco casas de bombas forem ampliadas, a capacidade de bombeamento das águas das chuvas passará de 45 mil litros por segundo para 67 mil litros por segundo – um aumento de quase 50 % na capacidade de vazão das águas pluviais nos equipamentos. As obras beneficiarão toda a cidade e têm prazo estimado em 36 meses.

2 – Bacia Hidrográfica do Arroio Areia – Ampliação do sistema de macrodrenagem da bacia hidrográfica do Arroio Areia. A obra terá custo aproximado de R$ 106 milhões. Atenderá uma região crítica em dias de chuvas intensas. Nos últimos 20 anos, quatro pessoas já morreram no entorno em dias de alagamento devido à grande quantidade e à velocidade que volume de água adquire no deslocamento. A obra contemplará parte dos bairros Boa Vista, Chácara das Pedras, Cristo Redentor, Higienópolis, Jardim São Pedro, Passo D’Areia, Santa Maria Goretti, São João, Três Figueiras, Vila Ipiranga, Bom Jesus e Vila Jardim. Serão implantadas sete bacias de detenção e ampliados os condutos de macrodrenagem em diversos bairros e pontos. A casa de bombas Silvio Brum também passará por reformas. A expectativa é de que todo esse complexo de obras seja executado em 48 meses.

3 – Bacia Hidrográfica do Arroio Moinho – Ampliação do sistema de macrodrenagem da bacia hidrográfica do Arroio Moinho. O valor da obra é de aproximadamente R$ 38 milhões. A intervenção abrangerá parte dos bairros São José e Vila João Pessoa. Serão implantadas duas bacias de detenção de cheias e construídas novas tubulações e galerias pluviais, que alcançarão aproximadamente 4.827 metros de extensão. Os trabalhos têm prazo estimado em 36 meses.

Projetos executivos com licitação no primeiro trimestre de 2015:

4 – Bacia Hidrográfica do Arroio Guabiroba – O projeto compreende os bairros Belém Novo e Ponta Grossa. O valor para elaboração do projeto está orçado em R$ 457,75 mil. O projeto prevê a execução de um canal de macrodrenagem para evitar que as cheias dos arroios Guabiroba e Salso provoquem alagamentos no loteamento Parque Agrícola Albion, no bairro Ponta Grossa. A medida viabilizará a regularização fundiária do loteamento e a pavimentação do sistema viário do entorno.

5 – Bacia Hidrográfica do Arroio Manecão – O estudo abarca o bairro Lami e o Extremo-Sul da cidade. O valor do projeto é de R$ 1,49 milhão. Está prevista a implantação de oito reservatórios de detenção em diversos locais, uma casa de bombas na Vila Jardim Floresta e diques de proteção contra cheias na Vila Jardim Floresta e praia do Lami.

Prefeitura de Porto Alegre

Iniciativa privada assumirá aeroportos do sul

Concessões do Salgado Filho, em Porto Alegre, e Hercílio Luz, em Florianópolis, serão realizadas no primeiro semestre de 2016

Obra do Aeroporto Internacional Salgado Filho - Terminal 1. Foto: Infraero

Obra do Aeroporto Internacional Salgado Filho – Terminal 1. Foto: Infraero

O ministro da Aviação Civil, Eliseu Padilha, confirmou nesta terça-feira (24) que os aeroportos de Porto Alegre, Salvador e Florianópolis serão concedidos à iniciativa privada no primeiro semestre do ano que vem como o portal AMANHÃ adiantou no dia 12 março (leia aqui).

A intenção do governo é licitar os três aeroportos juntos, mesmo considerando que a elaboração do edital referente ao Aeroporto Salgado Filho, em Porto Alegre, seja mais complexa do que a dos demais. “A ideia é licitar todos juntos, no primeiro semestre do ano que vem, porque lá [em Porto Alegre] teremos a construção de um novo aeroporto. Faremos a concessão do já existente [Salgado Filho] com a obrigação do concessionário [de] construir um novo. Já fizemos sondagens no mercado com possíveis operadores”, ressaltou Padilha.

O novo terminal, que será construído a cerca de 20 quilômetros do Salgado Filho, deve ficar pronto em 2029. “O novo terminal será construído na cidade de Portão, região metropolitana de Porto Alegre. Atualmente, o Salgado Filho está em obras. E vai começar [a ser construído] um hotel, vai haver uma extensão de pista. Ele [aeroporto] está sendo adequado para atender ao Rio Grande do Sul até 2029. Até lá, o outro vai estar pronto”, informou o ministro.

Revista Amanhã

Processo entre RS e Ford ganha novo capítulo nesta quarta-feira

TJ-RS julgará apelação da empresa, condenada a ressarcir o Estado em R$ 162 milhões

Mauren Xavier

TJ-RS julgará apelação da empresa, condenada a ressarcir o Estado em R$ 162 milhões | Foto: R. Santos/CP Memória

TJ-RS julgará apelação da empresa, condenada a ressarcir o Estado em R$ 162 milhões | Foto: R. Santos/CP Memória

Após quase 17 anos, o caso Ford ganhará um novo capítulo nesta quarta-feira. A apelação da empresa, que foi condenada a ressarcir o Estado, será julgada a partir das 14h pela 21ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJ-RS). A montadora foi condenada após desistir de instalar uma filial no município de Guaíba, na Região Metropolitana, em 1999.

A apelação se refere à condenação da 5ª Vara da Fazenda Pública de Porto Alegre, emitida em maio de 2013. A juíza Lílian Cristiane Siman julgou parcialmente procedentes os pedidos feitos pelo Estado contra a montadora. No julgamento, participam representantes tanto da Ford quanto do governo, que vão fazer as suas sustentações durante a sessão. Estarão presentes os desembargadores Armínio José de Abreu da Rosa e Almir Porto da Rocha Filho, além do relator Marcelo Bandeira Pereira.

O valor a ser ressarcido pela empresa foi estipulado em R$ 162 milhões (referente à época da negociação). Esse montante corresponderia ao que o Estado investiu para garantir o empreendimento, além de parte do financiamento, no valor de R$ 36 milhões. Em 1999, a empresa já havia recebido recursos para o início das obras. Na ocasião, a Ford alegou a falta de pagamento por parte do governo, que estava em processo de troca de gestores, com a saída de Antonio Britto e posse de Olívio Dutra. A empresa montou a fábrica no estado da Bahia.

Na época, o total do financiamento era de R$ 210 milhões. Pelo acerto, o valor seria repassado aos poucos, mediante prestação de contas das etapas. No entanto, após o pagamento da primeira parcela, a Ford se retirou do negócio alegando atraso no pagamento da segunda parcela.

O processo de indenização foi aberto pelo governo do Estrado, por meio da Procuradoria-Geral do Estado. A justificativa é de que o Rio Grande do Sul acumulou prejuízos financeiros pelo acordo feito com a montadora. Além do valor que foi repassado à empresa, o governo ainda pediu indenização pelos gastos relativos às obras de infraestrutura e estudos técnicos, entre outros, ligados ao projeto de instalação.

Correio do Povo

Ampliação da Celulose Riograndense quase pronta

Começou terça-feira, a parada de manutenção que marca a integração da unidade antiga com a nova planta. Por conta disso, terá duração de 23 dias, em vez dos 10 usuais.

O plano é iniciar a operação da unidade que vai mais do que triplicar a atual capacidade em 3 de maio – um domingo.

Para reduzir a poluição sonora, a empresa construiu um abafador de sons – espécie de contêiner que diminui a dispersão dos ruídos. Nas semanas anteriores, esse equipamento permitiu a limpeza das linhas de vapor sem que a maior parte da população de Guaíba ficasse sabendo, destaca Walter Lídio Nunes.

Até fevereiro, o valor investido somava U$$ 2.014.065 (em valores da cotação comercial que decolou ontem, seriam R$ 6,6 bilhões). 

Informações da ZH.

Fotos da ampliação, do site da empresa:

Para ver mais fotos e vídeos, clique aqui.

O PROJETO

Em dezembro de 2012, o Rio Grande do Sul recebeu a confirmação do maior investimento privado de sua história. A Celulose Riograndense, sediada em Guaíba, anunciou que até 2015 serão investidos mais de R$ 5 bilhões na expansão de sua fábrica. Divididos em três grandes áreas: Industrial, Florestal e Infraestrutura, o projeto irá aumentar em mais de três vezes a capacidade de produção da unidade. Hoje, a empresa possui 214 mil hectares de terras, dos quais 81 mil são destinados à preservação ambiental.

A nova fábrica demandará contratação de empresas locais, gerando mais desenvolvimento, negócios, impostos, empregos e melhores condições de vida em toda a região. Mais de 7 mil postos de trabalho diretos serão gerados e 17.100 indiretos até 2015, quando a planta entrará em atividade. Posteriormente serão criados mais 2.500 empregos diretos.

Além do investimento na obra, a expansão vai gerar, durante a fase de construção, R$ 102 milhões de recolhimento de ICMs para o Estado. Com a entrada em funcionamento, a geração anual de divisas será da ordem de R$ 1,4 bilhão. Atualmente, a fábrica de Guaíba produz 450 mil toneladas de celulose por ano. Com a ampliação, passará a 1.750 toneladas por ano e 100% da produção comercializada.

A expansão trará inúmeros benefícios, alavancando a cadeia produtiva com o incentivo participativo para as empresas locais, criando condições para que essas ampliem sua participação de mercado, aprimorando seus processos e modernizando seus parques fabris, ajudando no crescimento e desenvolvimento do Estado como um todo. Fonte: Celulose Riograndense

Falta de vagas expulsa trabalhadores de Rio Grande

Estaleiro Rio Grande - Marcus Maciel / FOTOS DE MARCUS MACIEL Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/economia/negocios/falta-de-vagas-expulsa-trabalhadores-de-cidade-gaucha-15666516#ixzz3VGYzDhUh  © 1996 - 2015. Todos direitos reservados a Infoglobo Comunicação e Participações S.A. Este material não pode ser publicado, transmitido por broadcast, reescrito ou redistribuído sem autorização.

Estaleiro Rio Grande – Marcus Maciel / FOTOS DE MARCUS MACIEL

RIO GRANDE (RS) e RIO – No auge da produção de seu polo naval, na década passada, Rio Grande atraiu dez mil operários de fora do estado. Mas o sonho de trabalhadores como o mineiro Milton Guimarães e o baiano Wlisses Michel Gomes de fincar raízes na cidade está chegando ao fim: desempregados, os dois “trecheiros” — como são conhecidos os trabalhadores nômades que percorrem o país em busca de oportunidade em obras — já arrumam as malas para pegar a estrada. Agora, com as famílias.

Desde novembro de 2013, quando as obras da P-58 foram concluídas, o nível de ocupação nos estaleiros de Rio Grande não para de cair. De 24 mil trabalhadores diretos em janeiro daquele ano, o polo naval emprega pouco mais de oito mil hoje, dos quais menos de dois mil são de outros estados. A cidade tem hoje um contingente de três mil desempregados de fora do estado, e de quatro mil que nasceram na cidade.

ALUGUEL MAIS CARO

O último baque foi a conclusão da P-66, em dezembro, que deixou Milton, de 30 anos, e Wlisses, de 37 anos, a ver navios. Na época em que Wlisses “desceu” para o Rio Grande, conseguir um emprego não demorava mais do que duas semanas. Com o aviso de um tio de que estava “jorrando” emprego no polo naval, ele arrumou as trouxas e, um mês depois, trouxe a mulher e os filhos.

Animado com a perspectiva de emprego farto pelos próximos 30 anos, como prometia a propaganda do governo, financiou casa, carro e moto. O operário trabalhou na montagem da P-55 e depois numa fornecedora de peças para a Engevix até ser contratado pela Ecovix para a construção da P-66. Hoje, percebeu que a vida estável que vinha levando era uma ilusão.

— Dizem por aí que vão abrir oportunidades, mas até agora só apareceram dez vagas aqui, outras ali. Antes, abriam 200, 300 num dia só. Vou esperar acabarem as parcelas do seguro-desemprego e, se não aparecer nada até junho, terei que correr trecho de novo. A família, agora, vai junto — disse.

O mineiro Milton, em Rio Grande desde 2013, completa:

— Não queria ir embora. Trouxe a mulher e os filhos, porque achei a cidade boa. Agora, os preços explodiram. Estou pagando R$ 900 de aluguel e até para fazer uns bicos ficou difícil. No fim de março, entrego tudo e vou embora.

(…)

O Globo – Flávio Ilha, Ramona Ordoñez e Bruno Rosa

Leia a matéria integral no O Globo, clicando aqui.

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Corrupção afunda retomada da indústria naval

Vereadores mantêm veto de Fortunati ao Feriado da Consciência Negra

Votação encerrou empatada em 15 a 15, nesta segunda-feira

Vereadores mantêm veto de Fortunati ao Feriado da Consciência Negra | Foto: Ederson Nunes / CMPA / CP

Vereadores mantêm veto de Fortunati ao Feriado da Consciência Negra | Foto: Ederson Nunes / CMPA / CP

Apesar da pressão feita por dezenas de populares nas galerias, os vereadores de Porto Alegre mantiveram o veto do prefeito José Fortunati à criação de um feriado municipal ao Dia da Consciência Negra, em 20 de novembro. A votação ocorreu na tarde desta segunda-feira.

A votação sobre análise do veto terminou empatada em 15 a 15. Dos 36 vereadores da Capital, três estavam ausentes e três não votaram. Cobrada pelo presidente nacional do partido, a bancada do PDT, partido ao qual ainda pertence o prefeito, votou dividida: dois votos sim, uma ausência e um voto não – o vereador Márcio Bins Ely não registrou seu voto. Na semana passada, após derrubarem vetos de Fortunati, o prefeito se licenciou da sigla.

Como votaram os vereadores
Partido – Vereador – Voto

DEM – Reginaldo Pujol – Não
DEM – Dinho do Grêmio – Não Votou
PCdoB – Jussara Cony – Sim
PCdoB – Rodrigo Maroni – Sim
PDT – João Bosco Vaz – Ausente
PDT – Dr. Thiago – Sim
PDT – Delegado Cleiton – Sim
PDT – Márcio Bins Ely – Não Votou
PDT – Nereu D’Avila – Não
PMDB – Lourdes Sprenger – Não
PMDB – Idenir Cecchim – Não
PMDB – Professor Garcia – Não
PMDB – Pablo Mendes Ribeiro – Não
PP – Kevin Krieger – Não
PP – Guilherme Socias Villela – Não
PP – João Carlos Nedel – Não
PP – Mônica Leal – Ausente
PRB – Waldir Canal – Não
PRB – Séfora Gomes Mota – Ausente
PROS – Bernardino Vendruscolo – Sim
PSB – Paulinho Motorista – Sim
PSB – Airto Ferronato – Não
PSD – Tarciso Flecha Negra – Sim
PSDB – Mario Manfro – Não
PSOL – Fernanda Melchionna – Sim
PSOL – Prof. Alex Fraga – Sim
PT – Engº Comassetto – Sim
PT – Mauro Pinheiro – Sim
PT – Sofia Cavedon – Sim
PT – Alberto Kopittke – Sim
PT – Marcelo Sgarbossa – Sim
PTB – Carlos Casartelli – Não Votou
PTB – Elizandro Sabino – Não
PTB – Cassio Trogildo – Não
PTB – Paulo Brum – Não
SDD – Clàudio Janta – Sim

Correio do Povo

Primeira etapa do viaduto da Bento será liberada para o trânsito nesta quinta-feira

Obra irá qualificar o fluxo de mais 80 mil veículos que circulam por dia na região   Foto: Joel Vargas/PMPA

Obra irá qualificar o fluxo de mais 80 mil veículos que circulam por dia na região   Foto: Joel Vargas/PMPA

A partir das 7h desta quinta-feira, 26, data do aniversário de 243 anos de Porto Alegre, será entregue oficialmente à cidade a primeira etapa do viaduto da Bento Gonçalves, com a liberação do trânsito de veículos. Os condutores que circulam nos dois sentidos da Terceira Perimetral, avenida Aparício Borges, poderão transpor o cruzamento com a avenida Bento Gonçalves sem interrupções, ganhando tempo significativo nos deslocamentos.

A liberação de uma das mais importantes obras de mobilidade da Capital terá a presença do prefeito José Fortunati e dos secretários dos órgãos envolvidos. O objetivo do viaduto é qualificar o fluxo de mais 80 mil veículos que circulam por dia na região, conforme dados da Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC). Para facilitar a orientação aos condutores e pedestres, foram instaladas 25 novas placas indicativas de trânsito no local.

A obra de mobilidade, que interliga as avenidas Salvador França e Aparício Borges, sobre a avenida Bento Gonçalves, faz parte das cinco obras da Terceira Perimetral (além das passagens de nível das avenidas Ceará, Anita, Plínio Brasil Milano e Cristóvão Colombo) e é uma intervenção urbanística já prevista no projeto original. A obra é executada pelo Consórcio Nova Bento (Construtora Cidade Ltda e Sultepa Comércio e Construções Ltda), vencedor da licitação, com custo de R$ 79,4 milhões.

“A primeira etapa da liberação será somente para veículos. Nas próximas etapas, que têm previsão de conclusão no primeiro semestre, serão liberadas as alças laterais e a estação de ônibus. A partir disso, o transporte público também vai utilizar o viaduto. Acreditamos que a obra vai facilitar muito a vida das pessoas, sendo a principal alternativa, mais ágil e segura, para interligar as zonas Norte e Sul”, afirmou Vanderlei Cappellari, diretor-presidente da EPTC.

O viaduto terá extensão total de 540 metros, com seis faixas de tráfego, rampa com declividade de 8% para veículos e de 6% para corredor de ônibus. O viaduto vai incorporar estação de ônibus do corredor da Terceira Perimetral e alças laterais para acesso a Bento Gonçalves. A altura mínima entre a superestrutura do vão do Viaduto e a Bento Gonçalves é de 5,5 metros. Nos retornos sob os acessos ao vão central, a altura livre é de 3,8 metros.

Desvios – Nas próximas etapas, as alças laterais serão liberadas ao tráfego e os trabalhos para a estação de ônibus São Jorge, concluídos. Com isso, os usuários de transporte coletivo poderão realizar a integração entre as linhas que circulam na avenida Bento Gonçalves e Terceira Perimetral (Aparício Borges). Até a conclusão da segunda fase das obras do viaduto, o desvio implantado pela EPTC segue valendo para as linhas ônibus, em razão da continuidade das obras na estação São Jorge, que segue bloqueada para embarque ou desembarque.

Os condutores que pretendem acessar a Bento Gonçalves, nos dois sentidos, vindos das avenidas Aparício Borges ou Salvador França, também deverão utilizar o desvio, pois as alças laterais ainda não estão concluídas.

Prefeitura de Porto Alegre

Mauro Pinheiro anuncia Frente Pró-Ampliação do Salgado Filho

Fortunati e Pinheiro falaram na AL.  Foto: Thalles Campos

Fortunati e Pinheiro falaram na AL. Foto: Thalles Campos

O presidente da Câmara Municipal, vereador Mauro Pinheiro (PT), confirmou na manhã da sexta-feira (20/3) a criação da Frente Parlamentar Pró-Ampliação da Pista do Aeroporto Salgado Filho. Foi no Plenarinho da Assembleia Legislativa, durante a terceira reunião do Comitê em Defesa do Aeroporto, com a presença d9o prefeito de Porto Alegre, José Fortunati. Mauro Pinheiro disse que os vereadores estão dispostos a trabalhar no sentido de encaminhar soluções para que as obras tenham início. Reconheceu o papel do Executivo, que, segundo ele, não mede esforços para cumprir com a sua parte, reassentando os moradores das vilas Dique e Nazaré e melhorando o tráfego no local. A Frente Parlamentar terá como finalidade acompanhar todos os passos para garantir a execução das obras que, conforme ele, são estratégicas para o desenvolvimento do Rio Grande do Sul.

Histórico

Fortunati exibiu um histórico, com documentos e fotos, comprovando o que o Executivo vem fazendo em termos de infraestrutura para a liberação do espaço e garantir as obras de ampliação da pista do Salgado Filho. Confirmou, no entanto, que não se pode voltar atrás quanto à realização das obras, afirmando que “a Infraero não tem base para interromper o processo”. O prefeito não descartou que vê “uma certa má vontade no processo de ampliação”, justificando a demora. “Estamos fazendo o que deve ser feito e vamos entregar toda a infraestrutura dentro do prazo estabelecido, se houver empecilhos não serão da nossa parte”, concluiu Fortunati. Também participaram da reunião os vereadores Cássio Trogildo (PTB) e João Carlos Nedel (PP).

Texto: Flávio Damiani (reg. prof. 6180)
Edição: Marco Aurélio Marocco (reg. prof. 6062)

Câmara Municipal

Fortunati perde paciência e diz que a Infraero amarra de propósito as obras do Salgado Filho

Foto: José Arthur Eidt

Foto: José Arthur Eidt

Durante o encontro de representantes do governo do Estado, da Prefeitura de Porto Alegre e da Empresa de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero), que discute a ampliação da pista do Aeroporto Salgado Filho, o prefeito José Fortunati declarou que o município já concedeu todas as condições necessárias para o aumento a via no terminal:

- Todas as condições necessárias para o início das obras foram realizadas pela prefeitura de Porto Alegre”

O prefeito falou durante encontro na Assembléia do RS.

Conforme Fortunati, a remoção total de famílias da Vila Dique deve ser concluída até agosto de 2015. “A Infraero não pode culpar a remoção de casas ou colocar obstáculos para não ter feito a licitação da obra do aeroporto. Não tenho dúvida de que a licitação da obra pode ser feita hoje. Entraves têm o objetivo de postergar a ampliação”, acrescentou o prefeito.

Fortunati comentou ainda que toda documentação exigida foi entregue à Infraero, assim como a área em que a pista do Salgado Filho será ampliada.

Presente ao encontro, o representando da Infraero, Carlos Alberto Souza, disse que as obras só começarão no final do ano que vem – se começarem.]

José Fortunati voltou a bater de frente:

- Tem alguma coisa estranha acontecendo. Me parece muito claramente que querem impedir a ampliação.

- O governo Dilma precisa investir R$ 700 milhões nas obras de ampliação, mas parece não ter o dinheiro ou quer ganhar tempo para privatizar o aeroporto e não tem coragem de dizer isto.

Políbio Braga

Impasse sobre remoção de famílias pode adiar obra no Aeroporto Salgado Filho

Integrantes do Comitê em Defesa do Aeroporto Salgado Filho se reuniram sexta para tentar agilizar obras da pista. Fortunati diz que prefeitura cumpriu exigências|Foto: Cristine Rochol/PMPA

Integrantes do Comitê em Defesa do Aeroporto Salgado Filho se reuniram sexta para tentar agilizar obras da pista. Fortunati diz que prefeitura cumpriu exigências|Foto: Cristine Rochol/PMPA

Da Redação*

Na terceira reunião do Comitê em Defesa do Aeroporto Salgado Filho, realizada na manhã desta sexta-feira (20), o prefeito José Fortunati apresentou um conjunto de documentos que comprovam que o governo cumpriu as exigências necessárias e que não haveria entraves técnicos para o início das obras de ampliação da pista para pouso e decolagem do local. Isso porque, nos últimos dias, surgiu uma nova exigência imposta pelo Conselho de Administração da Infraero, responsável pelos aeroportos: a remoção de todas as famílias da Vila Nazaré, localizada ao redor da área atingida pelo prolongamento da pista do Salgado Filho. Tal imposição não estava prevista nos primeiros documentos, assinados em 2011.

“A remoção das famílias de Vila Nazaré não impacta o início das obras da primeira fase. A área se encontra completamente desocupada. Todas as garantias necessárias foram atendidas para o começo das obras”, garantiu Fortunati, sobre as imposições feitas pelo governo federal e Infraero.

Quanto ao ofício da Infraero solicitando a “remoção de obstáculos”, referindo-se a árvores, antenas e postes, o prefeito afirmou que parte deles já foi retirada e o restante ocorrerá depois da ampliação da pista, já que não estão na área abrangida pelo prolongamento da pista. Em relação às famílias que vivem em áreas ao redor do Salgado Filho, ele informou que já foram removidas 922 e que a conclusão desse trabalho ocorrerá em dezembro de 2016, conforme cronograma estabelecido. O mandatário da Capital também argumentou que a Infraero não levou adiante as duas licitações devido à troca de comando da estatal e a problemas nos editais, como falhas em projetos, e não pela remoção das famílias.

Foto: Camila Domingues/Palácio Piratini

Foto: Camila Domingues/Palácio Piratini

O presidente da Associação Nacional em Defesa dos Direitos dos Passageiros do Transporte Aéreo (Andep) e integrante do comitê, Cláudio Candiota Filho, por sua vez, pediu uma ação urgente da Infraero e celeridade no processo, uma vez que a obra é aguardada há mais de 30 anos. “Essa nova exigência não faz o menor sentido. É o típico ‘te dou por aqui e te tiro por ali’. É o governo federal que está dificultando, não a Infraero. Uma vez que a questão técnica já foi resolvida pela prefeitura, a obra poderia começar amanhã”, argumentou ele, referindo-se à remoção de todas as famílias da Vila Nazaré.

Em resposta às cobranças do prefeito e da Andep, o superintende da Infraero na Região Sul, Carlos Alberto da Silva Souza, informou que o começo das obras depende do aval do Conselho de Administração da Infraero e que a licitação só deverá ocorrer no final de 2016. A ampliação da pista de pousos e decolagens em 920 metros está estimada em cerca de R$ 500 milhões. Atualmente, a extensão da pista é de 2.280 metros.

Terminal de passageiros

Enquanto a ampliação da pista de pouso e decolagem não sai do papel, a reforma e ampliação do terminal de passageiros do Salgado Filho está em andamento e deve estar concluída em janeiro de 2017. A obra, que iniciou em setembro de 2013, prevê ampliação da área do terminal de 37,6 mil m² para 60,3 mil m², aumentando a capacidade de passageiros de 15,3 milhões para 18, 9 milhões ao ano. A ampliação do terminal está contemplada no PAC 2 (Programa de Aceleração do Crescimento), a um custo de R$ 181 milhões.

Antes da Copa do Mundo de 2014, foram realizadas algumas melhorias no aeroporto. Foi feita a reforma e a ampliação do piso térreo de desembarque, com duas novas esteiras de restituição de bagagens.

*Com informações da assessoria de imprensa da prefeitura.

SUL 21

Prefeitura já deu condições para ampliação no Salgado Filho, diz Fortunati

Para prefeito de Porto Alegre, supostos entraves teriam caráter postergatório

Prefeitura já deu condições para ampliação no Salgado Filho, diz Fortunati | Foto: Vinícius Reis / Assembleia Legislativa / Divulgação / CP

Prefeitura já deu condições para ampliação no Salgado Filho, diz Fortunati | Foto: Vinícius Reis / Assembleia Legislativa / Divulgação / CP

Durante o encontro de representantes do governo do Estado, da prefeitura de Porto Alegre e da Empresa de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) que discute nesta sexta-feira a ampliação da pista do Aeroporto Salgado Filho, o prefeito José Fortunati declarou que o município já concedeu todas as condições ncessários para o aumento da via no terminal. “Todas as condições necessárias para o início das obras foram realizadas pela prefeitura de Porto Alegre”, disse na Assembleia Legislativa.

Conforme Fortunati, a remoção total de famílias da Vila Dique deve ser concluída até agosto de 2015. “A Infraero não pode culpar a remoção de casas ou obstáculos para não ter feito a licitação da obra do aeroporto. Não tenho dúvida de que a licitação da obra pode ser feita hoje. Entraves têm o objetivo de postergar a ampliação”, acrescentou o prefeito.

Correio do Povo e Rádio Guaíba

Com informações dos repórteres Mauren Xavier e Eduardo Paganella

Fortunati participará de reunião do comitê em defesa do aeroporto

Prefeitura deu as garantias necessárias ao início da ampliação da pista  Foto: Joel Vargas/PMPA

Prefeitura deu as garantias necessárias ao início da ampliação da pista  Foto: Joel Vargas/PMPA

O prefeito José Fortunati participa nesta sexta-feira, 20, da terceira reunião técnica do Comitê em Defesa do Aeroporto Salgado Filho. No encontro, marcado para as 9h30 no Plenarinho da Assembleia Legislativa, ele irá reforçar que todas as garantias necessárias ao início das obras de ampliação da pista de pousos e decolagens foram dadas à Infraero pela Prefeitura de Porto Alegre, e apresentará todos os documentos que comprovam que as condições exigidas pela empresa foram atendidas. Fortunati falará sobre os investimentos já feitos pelos governos municipal, estadual e federal e sobre o cronograma de remoção das famílias das áreas do entorno do sítio aeroportuário.

Sobre o comitê – O Comitê em Defesa do Aeroporto Salgado Filho foi instalado pela OAB/RS, com o objetivo de agrupar diversas entidades e setores da sociedade civil para estudar a matéria e propor soluções, amparadas em dados técnicos, que justifiquem a ampliação do terminal de passageiros e de carga e o prolongamento da pista do Aeroporto. A criação do comitê aconteceu na primeira reunião técnica do grupo, no dia 22 de janeiro, onde também foi apresentado o cronograma de ações e as definições das responsabilidades.

Segunda reunião técnica – Foi realizada no dia 6 de fevereiro, com a participação do ministro de Estado da Secretaria de Aviação Civil da Presidência da República, Eliseu Padilha, autoridades dos executivos municipal e estadual, do Legislativo e do Judiciário. Na reunião foi feita a apresentação do Plano Diretor do Aeroporto Salgado Filho, elaborado pela Infraero.

Trânsito no viaduto da Bento Gonçalves será parcialmente liberado na próxima semana

Segundo secretário de Obras, Mauro Zacher, faltam apenas alguns ajustes

Serão seis faixas de tráfego, com extensão total de 540 metros em três níveis | Foto: André Ávila

Serão seis faixas de tráfego, com extensão total de 540 metros em três níveis | Foto: André Ávila

Com data marcada para inauguração no dia 26 de março, o viaduto da Terceira Perimetral com a avenida Bento Gonçalves está pronto para circulação. Faltam apenas alguns ajustes, que serão finalizados nos próximos dias. Na manhã desta quinta-feira, o secretário de Obras e Viação de Porto Alegre, Mauro Zacher, vistoriou a obra. Na próxima semana, o trânsito será parcialmente liberado em toda a estrutura.

As quatro pistas (duas em cada sentido) do nível superior serão usadas, para o deslocamento de veículos de passeio. Os ônibus continuarão utilizando os desvios, segundo informações da Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC). Os últimos detalhes já estão sendo concluídos nessas pistas, como a pintura anti-pichação nas muretas da elevada, preparação da iluminação e limpeza do pavimento. “Está tudo em perfeitas condições, atendendo ao cronograma proposto”, afirmou. De acordo com Zacher, a entrega da obra completa ocorrerá em junho deste ano, quando serão liberadas as estações definitivas e uma pista em cada sentido para os coletivos.

Ainda é preciso remover quatro famílias residentes entre as avenidas Ipiranga e Bento Gonçalves para dar continuidade à obra nas vias laterais. Da mesma forma, existe ainda a necessidade da liberação por parte do governo estadual para que parte da área da Brigada Militar seja cedida para a construção de um desvio. “Até junho tudo será resolvido, as situações estão bem encaminhadas também com o Demhab (Departamento Municipal de Habitação)”, explicou o secretário.

O novo viaduto visa desafogar o fluxo de veículos na Terceira Perimetral. Serão seis faixas de tráfego, com extensão total de 540 metros em três níveis. O viaduto liga as avenidas Salvador França e Coronel Aparício Borges, é uma das cinco intervenções na Perimetral. A obra tem um custo estimado em R$ 79,4 milhões, e foi iniciada em janeiro de 2013. O projeto foi proposto como uma das melhorias para a Copa do Mundo.

Zacher explicou os imprevistos na construção de estruturas, que inviabilizaram a inauguração do viaduto antes do mundial de futebol. “A Copa do Mundo é um grande pretexto. A Prefeitura optou por fazer investimentos em obras públicas que trouxessem benefícios para a cidade, não em estádios. Estamos lidando com uma cidade ‘viva’, onde podem acontecer imprevistos.”

Correio do Povo – Jéssica Mello

Canoas é a primeira cidade gaúcha a ter Parklet

Foto: Tony Capellão

Foto: Tony Capellão

Em frente ao Banco do Brasil, na rua 15 de Janeiro, centro de Canoas, um espaço de convivência, que ocupa uma vaga de carro, vem atraindo cada dia mais adeptos.

Bancos em madeira, floreiras e um pequeno bicicletário chamam a atenção de pedestres que circulam por ali. Seja para descansar, ler, aguardar um compromisso e até ponto de encontro o Parklet caiu no gosto dos moradores de Canoas.

O prefeito Jairo Jorge assinou decreto regulamentando a instalação e o uso desses espaços de convivência no passeio público para toda a cidade. De acordo com o documento qualquer pessoa ou empresa também pode tomar a iniciativa da instalação, desse tipo de projeto em suas vizinhanças, desde que arque com a implantação, manutenção e desmontagem.

Deverá ser acessível ao público, não podendo se tornar propriedade privada dos patrocinadores. O próximo Parklet deverá ser em frente a Central de Atendimento ao Cidadão.

De acordo com o prefeito “as pessoas são mais importantes que os carros”, por isso perder uma ou duas vagas de automóveis não é significativo se comparado ao ganho para a população.

Também chamado de mini-praças, os parklets são uma realidade nos Estados Unidos, desde 2010, e chegou ao Brasil em 2014 com projetos em São Paulo.

No Rio Grande do Sul, Canoas, por meio do Núcleo de Inovação da Prefeitura de Canoas, foi a primeira cidade a colocar o projeto em prática.

A instalação dos Parklets

O pedido de instalação e manutenção de parklets, por iniciativa de pessoas físicas ou jurídicas, de direito público ou privado, será instaurado na Coordenadoria de Atendimento ao Cidadão (CAC), com remessa para análise inicial pela Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico, que fará os trâmites internos necessários.

Para analisar os casos previstos no decreto uma Comissão de Controle Urbanístico (CCU) foi instituída, com a atribuição de examinar e deliberar sobre as matérias relativas à aplicação da legislação urbanística composta por representantes, titular e suplente, dos órgãos da administração pública.

SUL 21

Estátua de Carlos Drummond tem livro furtado na Praça da Alfândega, em Porto Alegre

Segundo a Brigada Militar nenhum comunicado foi feito na corporação

Estátua do escritor novamente virou alvo de vandalismo | Foto: Samuel Maciel

Estátua do escritor novamente virou alvo de vandalismo | Foto: Samuel Maciel

Quem passa apressado pela Praça da Alfândega, em Porto Alegre pode não ter reparado, mas Carlos Drummond de Andrade deixou de ler para o amigo Mario Quintana. A estátua do escritor novamente virou alvo de vandalismo e o livro que estava em suas mãos foi levado. Comerciantes ambulantes, instalados na praça da Alfândega, deram falta do objeto há cerca de 15 dias, mas segundo a Brigada Militar nenhum comunicado foi feito na corporação.

A seção de Memória da Secretaria de Cultura de Porto Alegre – que é responsável pelos monumentos espalhados pela cidade – desconhecia o paradeiro do livro. O coordenador do setor, arquiteto Luiz Custódio, observou que praticamente todos os dias alguma obra é danificada no município. Agora ele deve informar a situação para a coordenadora do PAC Cidades Históricas, Briane Bicca, responsável pela restauração da praça. Ele negou que o livro pudesse ter sido restaurado, como ocorreu em dezembro de 2011, quando a estátua de Carlos Drummond sumiu e, em seguida, a secretaria Municipal de Meio Ambiente informou que tinha sido recolhida para conserto.

O Monumento à Literatura, como é conhecida a obra, foi criado por Eloisa Tregnago e Xico Stockinger e inaugurado em 2001. E desde lá a obra é visada por assaltantes ou depredadores, devido ao material utilizado: o bronze. Conforme a comandante da 1ª Companhia do 9º Batalhão da Polícia Militar, Martha Richter, o último registro de furto do livro ocorreu há mais de um ano.

A comerciante ambulante Tainan Ramos, 24 anos, não tinha percebido que o objeto tinha sumido. “Que absurdo isso.” O curador José Francisco Alves, 50 anos, também ficou estarrecido. “É tradição. No Rio de Janeiro (onde a estátua fica na orla de Copacabana) o alvo são os óculos. Aqui é o livro. É uma maldição que Drummond carrega.”

Correio do Povo – Hygino Vasconcellos

Operação desarticula cartel de coleta de lixo no Estado

Divulgação/ MP RS

Divulgação/ MP RS

A Promotoria de Justiça Especializada Criminal de Porto Alegre, com apoio da Brigada Militar e do Ministério Público de Contas, cumpriu na manhã desta terça feira (17) 18 mandados de busca e apreensão e sete de prisão preventiva em Novo Hamburgo, Porto Alegre, Tramandaí, Igrejinha, Canela, Torres, Santo Antonio da Patrulha, Alvorada, Taquara, Carlos Barbosa, Parai e Arroio do Meio.

A Operação Conexion, dirigida e coordenada pelo Promotor de Justiça Ricardo Herbstrith, teve início a partir de denúncias da existência de um cartel formado por empresas do ramo de coleta de resíduos sólidos, prestadoras de serviço em vários municípios do Rio Grande do Sul. Após sete meses de investigações, com interceptações telefônicas autorizadas pela Vara Criminal da Comarca de Torres, desvendou-se um esquema criminoso organizado pelo grupo de empresários. O objetivo principal era fraudar processos licitatórios dividindo o mercado de atuação de cada empresa, eliminando totalmente o caráter competitivo que norteia os certames.

Para o êxito das ações, o grupo fundou uma associação denominada Associação Gaúcha das Empresas de Limpeza Urbana (Agelurb), sediada em Novo Hamburgo. No local, em reuniões mensais, o cartel organizava a divisão do mercado e determinava qual das empresas integrantes do esquema seria a vencedora da próxima licitação ou alvo de contratação emergencial por parte de alguma cidade.

Inicialmente, vislumbra-se a participação de 25 empresas associadas. Entre elas, estão a Mecanicapina e WK Borges de Porto Alegre – prestadoras de serviços em Porto Alegre, Canoas e Novo Hamburgo, onde possui um contrato emergencial para o recolhimento do lixo da cidade no valor de R$ 2.131.483,55; Onze Construtora e Urbanizadora; Brisa Transportes e Trans Ambiental, ambas de Tramandaí; Geral Transportes, de Canela; Biomina e Camaro, de Taquara; Komac Rental, de Torres; Eco Limp, de Santo Antonio da Patrulha; Biasoto & Cia, de Carlos Barbosa; Recicagem Adeva, de Paraí, entre outras.

Há fortes indícios de que as fraudes possam ter ocorrido ao menos em 12 municípios do Estado, entre eles, Palmares do Sul, Tavares, Santo Antonio da Patrulha e Novo Hamburgo.

Do Ministério Público do RS

SUL 21