Prefeitura de Curitiba instala 120 semáforos “inteligentes” para pessoas com mobilidade reduzida

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A Prefeitura de Curitiba está implantando na cidade uma nova tecnologia que permite aidosos e pessoas com dificuldade de mobilidade uma passagem mais segura de ruas. Serão instalados 120 semáforos inteligentes em 31 pontos da cidade, acionados por pessoas portadoras do cartão de passagens de idoso e de pessoa com deficiência da Urbs(Urbanização de Curitiba S/A).

O primeiro equipamento foi instalado na Praça Ouvidor Pardinho, no Centro, e começa a funcionar nesta terça-feira (14). No ano passado, uma tecnologia similar foi testada no bairro Alto da Glória e, com a aprovação do sistema, a Prefeitura iniciou processo de concorrência pública para contratar o serviço.

O sistema funciona através de uma botoeira especial acoplada ao semáforo, que é acionada pelos cartões da Urbs. Ao identificar o cartão, o semáforo abrirá por mais alguns segundos além do programado – de 20% a 30% a mais do que o tempo de semáforo normal.

A Prefeitura de Curitiba realizou, em 2013, uma pesquisa inédita com 400 pedestres idosos em vários cruzamentos do centro da cidade, determinando velocidade e tempos médios de travessia. Os dados levantados serviram de base para o aumento de tempo em muitos semáforos de pedestres de Curitiba e também para o cálculo do tempo de abertura dos semáforos especiais para pessoas com mobilidade reduzida.

A intenção é reduzir as fatalidades no trânsito da capital paranaense, principalmente com idosos, as maiores vítimas de acidentes fatais com pedestres na cidade segundo levantamento do projeto Vida no Trânsito, que analisa os acidentes de trânsito com mortes em Curitiba.

Jornal O Regional / Paraná

Porto Alegre realiza audiência pública sobre licitação dos ônibus

Paralisação do transporte, chuva e jogo do Grêmio esvaziaram sessão

Porto Alegre realiza audiência pública sobre licitação dos ônibus | Foto: Ricardo Giusti

Porto Alegre realiza audiência pública sobre licitação dos ônibus | Foto: Ricardo Giusti

Com forte aparato de segurança externa, de identificação de pessoas e de isolamento de área, a prefeitura começou às 19h30min desta quarta-feira a primeira audiência pública para a primeira licitação (internacional) do transporte coletivo de Porto Alegre nos últimos 70 anos. A coincidência entre falta de ônibus, chuva e jogo do Grêmio colaborou para esvaziar a audiência – cerca de 100 pessoas participam. O secretário municipal dos Transportes, e presidente da EPTC, Vanderlei Cappellari, preside o encontro.

São apresentadas no encontro as mudanças feitas em relação aos editais das duas tentativas anteriores, frustradas, de licitação: em março de 2014 e novembro do mesmo ano. As principais alterações, segundo Cappellari, são a maior transparência principalmente sobre custo e lucro, das empresas de ônibus, e o aumento do número de bacias (consórcios de empresas) das atuais três para seis.

Outro objetivo da audiência é recolher subsídios da população para a elaboração do edital, que será publicado dia 6 de maio próximo. O prazo para a apresentação das propostas se encerra em 6 de julho. A comissão licitante define os vencedores em 60 dias. As empresas vencedoras terão 180 dias para começarem suas operações. Uma exigência imediata é dotar 25% da frota, hoje de 1.703 ônibus, com ar-condicionado. Atualmente o percentual é de 23%, mas 70% dos coletivos da Carris tem ar-condicionado, o que não ocorre com a frota privada.

Em até 8 anos, 100% dos ônibus terão ar-condicionado, exige o edital. Uma liminar dada a uma ação da Procuradoria Geral do Município impede a vigência da sanção, da Câmara de Vereadores, que obriga ar- condicionado em 100% da frota de coletivos. “Sem essa decisão a licitação fica inviabilizada”, disse Cappellari.

Correio do Povo – Heron Vidal

Centro Cultural Caixa – 6 anos de atraso

Foto: Gilberto Simon - Arquivo Porto Imagem

Foto: Gilberto Simon – Arquivo Porto Imagem

Assinado em Novembro de 2008, o contrato entre Prefeitura Municipal e Caixa Federal para a construção de um Centro Cultural ainda não saiu do papel. São mais de seis anos em que a população de Porto Alegre, em especial a do Centro Histórico, espera por mais esta promessa que iludiu os contribuintes.

O contrato de execução de obra para restauração, reforma e ampliação do Edifício Imperial foi assinado no dia 19 de novembro de 2008, com as presenças do então prefeito José Fogaça e do secretário municipal da Cultura, Sergius Gonzaga. O evento ocorreu na sede regional da Caixa (Rua dos Andradas, 1000).

O imóvel pertenceu à prefeitura, que cedeu à Caixa Econômica Federal (Caixa) os cinco primeiros pavimentos e mais uma área de terreno livre nos fundos, onde seria erguida uma nova edificação. Os andares superiores iriam sediar a Secretaria Municipal da Cultura (SMC). A área total do espaço seria de 8,8 mil metros quadrados e a obra deveria ter o prazo de duração máxima de 15 meses, com valor de execução de R$ 16,5 milhões. Passaram-se 6 anos e nada.

Conforme o protocolo firmado entre Caixa e prefeitura, seria disponibilizado à população porto-alegrense um teatro com capacidade para 670 pessoas, além de espaço para museu, exposições, ensaios de dança e sala multimídia. Seu restauro e utilização cultural contribuiriam para o projeto de revitalização do centro da cidade.

Ficou só na intenção.

Conjunto cultural – As salas dos cinemas Imperial e Assinado em Novembro de 2008, o contrato entre Prefeitura Municipal e Caixa Federal para a construção de um Centro Cultural ainda não saiu do papel. São mais de seis anos em que a população de Porto Alegre, em especial a do Centro Histórico, espera por mais estsa promessa que iludiu os contribuintes. Guarani, térreo, mezanino e mais dois pavimentos do prédio de onze andares ficariam sob responsabilidade da Caixa durante 30 anos, em contrapartida à realização da obra. A iniciativa pretendia manter a concepção original de cine-teatro, preservando a fachada e outros elementos como pisos, luminárias e escadaria. O Conjunto Cultural se dedicaria a exposi- ções, mostras de cinema, oficinas e seminários, oferecendo sala de dança, camarins, vestiários, banheiros adaptados para portadores de necessidades especiais, foyer, cafeteria e livraria.

Localizado no calçadão da Praça da Alfândega (Rua dos Andradas 1051 e 1073), o edifício Imperial foi um dos primeiros arranha-céus da cidade, construído entre 1931 e 1933. De autoria de Egon Weindorfer e Agnello Nilo de Lucca, é um dos exemplares mais sofisticados da arquitetura art déco no Brasil, especialmente sua fachada, que representa a variante marajoara do movimento.A construção combinava um espaço de entretenimento (cine-teatro) com moradia, tendo introduzido na Capital o conceito dos duplex, apartamentos de dois andares.

A Caixa Federal, através de sua assessoria de comunicação, informou-nos o seguinte:

Ao Jornal do Centro A Caixa Econômica Federal informa que está em processo licitatório para contratação da empresa que executará as obras da CAIXA Cultural Porto Alegre conforme edital de concorrência nº 1601/2014, publicado no Diário Oficial da União de 03 de junho de 2014. O prazo estimado para a realização das obras é de 18 meses, após firmando o contrato com a empresa vencedora da concorrência. Atenciosamente Assessoria de Imprensa da CAIXA Regional Porto Alegre (RS).

Continue lendo, no Jornal do Centro, clicando aqui.

Publicado em 7 de abril de 2015.

Comissão de Meio Ambiente da Câmara discute projeto de revitalização do Cais Mauá

Imagem: Moglia Comunicação / Divulgação

Imagem: Moglia Comunicação / Divulgação

A Comissão de Saúde e Meio Ambiente (Cosmam) da Câmara Municipal de Porto Alegre realizou, nesta terça-feira (14/4), reunião para tratar do projeto de revitalização do Cais Mauá. Antes de ouvir os órgãos, entidades e associações convidadas, o presidente da comissão, vereador Marcelo Sgarbossa (PT), destacou a relevância do tema e a importância da construção de um debate democrático, especialmente aberto à população.

Kátia Suman, representante da entidade Cais Mauá de Todos, afirmou que o atual projeto de revitalização do espaço modifica substancialmente a paisagem de um local que carrega a importância histórica e afetiva de uma cidade que traz a palavra ‘Porto’ em seu nome. “Transformar drasticamente essa paisagem, sem consultar a população e sem ouvi-la, é inaceitável”, disse. “Existe o princípio da participação popular, queremos ser ouvidos e estamos batalhando para isso; é necessário aval da população para um projeto desse porte.”

O presidente do Sindicato dos Conferentes de Carga e Descarga do RS, Eduardo Antônio Reck, destacou que, desde o início, os trabalhadores da área em que atua se posicionaram contra o projeto. “A questão não foi técnica, mas uma decisão política”, disse. “Acreditamos que o porto tem que ser preservado enquanto porto.”

Crítico da condução do projeto, Juliano Rodrigues, representante do Sindicato dos Estivadores de Porto Alegre, afirmou que, durante o governo Yeda Crusius, houve a decisão de licitar a área do Cais Mauá, sem que o processo chegasse às mãos de todos os órgãos competentes. “Uma vez que esse projeto fantasioso foi apresentado, as autoridades no tema tomaram conhecimento, e o projeto ficou suspenso de fevereiro de 2011 até outubro de 2013″, contou. “Falta diálogo, pois direito não se faz somente com leis, mas também com bom senso.”

Já o engenheiro civil Luiz Alcides Capoani, superintendente de Portos e Hidrovias (SPH) do Rio Grande do Sul, disse que o quadro atual reflete uma situação iniciada em 2009, passando por diversos governos. “Não sou contra nem a favor do projeto, pois não o conheço suficientemente e estou procurando me inteirar. O que me preocupa é tomar uma decisão precipitada de qualquer natureza. Portanto, é necessário amparo legal e político, além do suporte técnico. Esse projeto é um desafio de todos nós”, declarou. Para ele, não se deve achar culpados para a situação e sim uma solução.

A posição do Executivo municipal foi trazida pelo secretário-adjunto do Gabinete de Desenvolvimento de Assuntos Especiais, Glenio Vinna Bohrer. “A prefeitura entende que esse projeto é importante e estratégico para a cidade e, nesse caso, o Município entra como interessado e como regulador do uso do solo do seu território”, disse. “Para o início desse trabalho, foi elaborado projeto de lei extremamente debatido e coube ao Município, que ainda segue nesse papel, aprovar os projetos urbanísticos dentro de todos os tramites legais.” Segundo Bohrer, todos os projetos especiais passam por estudo detalhado com participação de todas as secretarias pertinentes ao tema. “Temos toda a segurança de que o projeto está sendo avaliado nas suas minúcias”, frisou.

Representando a Secretaria Municipal de Urbanismo (Smurb), o arquiteto e urbanista Marcelo Allet confirmou que o projeto é uma intervenção de extrema importância para qualquer cidade. “Do ponto de vista conceitual, é muito bem vista, mas concordo que essa intervenção precisa ser discutida com a sociedade; não é apenas uma questão do ponto de vista técnico de planejamento, mas também evolutivo“, declarou. “Se olharmos para o lado, outras tantas cidades já convivem com projetos dessa natureza.” Ele enfatizou que o porto é passível de desativação, pois está obsoleto. “O projeto de revitalização do cais é um resgate cultural, pois o espaço é muito simbólico.”

A Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antac), representada pelo chefe da unidade de Porto Alegre, Fábio Cadore, esclareceu que a função do órgão é fiscalizar portos e empresas que transportam em trechos federais. “A primeira pergunta que faço é onde está a empresa vencedora da licitação para gerir o Cais Mauá? Imagino que ela teria as respostas para vários dos questionamentos levantados aqui hoje”, indagou. Segundo Cadore, esse processo correu à revelia da Antac, que recorreu ao Supremo Tribunal Federal para ser ouvida. “O fato é que existe um contrato celebrado, e a área é entendida como área não-operacional, por isso cabem projetos de revitalização, mas é natural que seja questionado o eventual uso dado. Assim, como os demais integrantes da mesa, penso que a participação popular é imprescindível”, argumentou.

Encaminhamentos

Nos encaminhamentos, a vereadora Fernanda Melchionna (PSOL) disse que, ao ter escutado os presentes na reunião, constatou que há o “descumprimento brutal” dos trâmites relacionados ao projeto de revitalização do Cais Mauá. “O que nós estamos vendo é um processo muito grave de desrespeito à democracia”, lamentou. Como presidente da Comissão de Direitos Humanos desta Casa legislativa, coloco-me à disposição para realizarmos reuniões conjuntas. Não aceitamos a lógica de ausência de democracia”, disse.

O vereador Kevin Krieger (PP) afirmou que todas as questões jurídicas estão sendo criteriosamente discutidas. “Se houve irregularidades, elas serão verificadas, porque a cidade precisa desse projeto. Espero que esse debate possa ter continuidade”, afirmou.

Ao final dos trabalhos, o presidente da Cosmam, Marcelo Sgarbossa (PT), sugeriu que seja formado um grupo de trabalho para tratar amplamente do assunto. “Será um espaço de trabalho contínuo para agregar novos pontos de vista, contando também com a participação popular”, concluiu.

Texto: Lisie Venegas (reg. prof. 13.688)
Edição: Claudete Barcellos (reg. prof. 6481)

Câmara Municipal

Projeto propõe plebiscito em novembro sobre cercamento da Redenção

Consulta pública pode decidir sobre instalação de cerca no parque.  Foto: Elson Sempé Pedroso

Consulta pública pode decidir sobre instalação de cerca no parque. Foto: Elson Sempé Pedroso

Está na Ordem do Dia para votação pelo Plenário da Câmara Municipal de Porto Alegre projeto que prevê plebiscito, em 15 de novembro de 2015, sobre o cercamento da Redenção (Parque Farroupilha). Conforme o autor do projeto, vereador Nereu D‘Avila (PDT), o isolamento do parque é uma forma de enfrentar os episódios como danos às pessoas e ao patrimônio público na grande área verde. A proposta também prevê a realização de ampla campanha de divulgação sobre o plebiscito na imprensa, em locais públicos e em escolas. A sessão da Câmara nesta quarta-feira (15/4) começa às 14 horas, no Plenário Otávio Rocha.

“Este projeto visa a convocar consulta plebiscitária à população de Porto Alegre, para tratar sobre tema polêmico e historicamente discutido em nosso município – o cercamento da Redenção -, a exemplo dos Parques Ibirapuera, coração de São Paulo, e Germânia, em nossa cidade”, justifica Nereu.

Violência

O vereador lembra que, nas páginas de jornal, são comuns as notícias de depredações dos monumentos, de destruição de árvores e plantas, assaltos e assassinatos, aliados ao crescente aumento da violência na Capital, atingindo de sobremaneira o Parque da Redenção. “Ninguém pode desconhecer a valia e os benefícios resultantes das áreas verdes urbanizadas, embelezadas e fundamentalmente preservadas, tão úteis à saúde pública em sua força tranquilizante e renovadora das energias humanas”, explica.

“A consulta à população mediante plebiscito é o que propõe este projeto, de forma que, após a necessária e ampla discussão dos aspectos favoráveis e contrários ao tema, em caso de resultado positivo, o prefeito afira a conveniência e a oportunidade do cercamento como forma de enfrentar os episódios que se repetem com danos às pessoas e ao patrimônio público junto ao Parque Farroupilha”, declara Nereu.

Texto: Marco Aurélio Marocco (reg. prof. 6062)
Edição: Claudete Barcellos (reg. prof. 6481)

Câmara Municipal

Embaixada dos EUA recruta profissionais para Consulado em Porto Alegre

Atividades no local devem começar em 2016

Consulado em Porto Alegre deve iniciar atividades em 2016 | Foto: Ricardo Giusti / CP Memória

Consulado em Porto Alegre deve iniciar atividades em 2016 | Foto: Ricardo Giusti / CP Memória

A Embaixada dos Estados Unidos está recrutando cinco profissionais para a construção do Consulado em Porto Alegre. O setor de Recursos Humanos da sede diplomática em Brasília já começou a receber os currículos dos candidatos das áreas de engenharia mecânica, engenharia elétrica e administrativa. Um dos responsáveis pela seleção, Gustavo Maciel, disse que a equipe ainda está na fase de análise dos candidatos e, dentro de duas semanas, deve vir à Capital para fazer as entrevistas.

A construção deve levar cerca de 18 meses. Não há data para o início das atividades, mas elas só devem começar em 2016. “Estamos empenhados em abrir o consulado assim que possível”, informou o consulado dos Estados Unidos em São Paulo.

Estão abertos dois postos de trabalho para engenheiro mecânico, um para tempo integral e outro para meio turno. Para engenheiro elétrico, também são duas vagas, sendo uma para turno integral e outra para meio turno. Ambos os cargos exigem inglês fluente. O salário é de R$ 40 mil a R$ 50 mil por ano.

Para a administrativa, há uma vaga e o profissional deverá autuar também como motorista. O conhecimento de inglês deve ser de nível 2. Por isso, a embaixada está aceitando currículos em português. Todos os cargos são temporários para até 18 meses. O salário vai de R$ 28 mil a R$ 35 mil por ano.

A repartição deverá ficar na avenida Assis Brasil, na zona Norte da Capital. O anúncio de atividades aqui no Rio Grande do Sul havia sido feito há mais de um ano. A capacidade de atendimento para renovação e para os procedimentos iniciais para a liberação de vistos seria de 100 mil pessoas por ano, conforme informações iniciais. Mais informações podem ser encontradas no site da Embaixada dos EUA.

Correio do Povo – Karina Reif

Aeroporto: governo do Estado confirma apoio à ampliação da pista

Fortunati participou de audiência com secretário estadual de Transportes  Foto: Ivo Gonçalves/PMPA

Fortunati participou de audiência com secretário estadual de Transportes  Foto: Ivo Gonçalves/PMPA

 

O prefeito José Fortunati participou nesta terça-feira, 14, de audiência com o secretário estadual de Transportes e Mobilidade, Pedro Westphalen, e com o Comitê em Defesa do Aeroporto Salgado Filho. Fortunati comunicou a Westphalen e aos integrantes do Comitê sobre o resultado da reunião com a presidente Dilma Rousseff, no último dia 8 de abril, quando ela garantiu que o governo federal irá bancar a ampliação da pista de pousos e decolagens, e também do encontro com o presidente da Infraero, Antônio Gustavo Matos do Vale. O prefeito obteve de Westphalen a confirmação de que o governo do Estado apoia a obra.

Fortunati expôs ao secretário como está a negociação com o governo federal e mostrou o ofício e os documentos entregues à União como comprovação de que as garantias necessárias foram dadas pela Prefeitura de Porto Alegre. “Tive duas reuniões muito produtivas em Brasília. Primeiro, com o presidente da Infraero, que deixou claro não existirem impedimentos técnicos para o início das obras. Depois, com a presidente Dilma, que nos confirmou que o governo federal vai ampliar a pista do Salgado Filho e designou o ministro do Planejamento, Nelson Barbosa, como responsável por liderar o trabalho”, explicou o prefeito.

O secretário de Transportes destacou a importância de ampliar e qualificar o Aeroporto Internacional de Porto Alegre para a economia e o desenvolvimento do Estado. “Algumas obras são estratégicas e essa é uma delas. O governo estadual dá pleno apoio à ampliação da pista do Salgado Filho. Estamos alinhados com a prefeitura para que o projeto saia do papel o mais breve possível”, afirmou Westphalen.

Na reunião, os representantes do Comitê em Defesa do Aeroporto Salgado Filho, Alcebíades Santini, Cláudio Candiota Filho e Teresa Cristina Fernandes Moesch, informaram ao prefeito e ao secretário que o Ministério Público Federal está acompanhando o caso. Também participaram do encontro os secretários municipais de Gestão, Urbano Schmitt, e de Acessibilidade e Inclusão Social, Raul Cohen, a diretora do Departamento Aeroportuário da Secretaria de Estado dos Transportes, Lígia Barreto, o vice-presidente da OAB-RS, Luiz Eduardo Amaro Pellizzer, o deputado estadual Tiago Simon e o vereador João Carlos Nedel.

Prefeitura de Porto Alegre

EPTC apresenta Plano de Mobilidade Urbana à população

Evento aberto à comunidade recebeu manifestações de 39 inscritos.  Foto: Lucas Barroso/Divulgação PMPA

Evento aberto à comunidade recebeu manifestações de 39 inscritos. Foto: Lucas Barroso/Divulgação PMPA

Na noite dessa segunda-feira, 13, técnicos da Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC) apresentaram à população, em audiência pública realizada no auditório da Secretaria Municipal de Administração (SMA), as diretrizes e ações para o Plano Diretor de Mobilidade Urbana. O evento contou com a presença do vice-prefeito Sebastião Melo, do diretor-presidente da EPTC, Vanderlei Cappellari, além de representantes de entidades dedicadas ao tema.

O objetivo foi a apresentar o Plano à população e coletar de subsídios para a conclusão do trabalho, atendendo à Lei Federal 12.587, que estabelece os princípios, objetivos e diretrizes da Política Nacional de Mobilidade Urbana. Os técnicos da EPTC ressaltaram, entre outros pontos relevantes, o alto número de pessoas que vêm da região para Porto Alegre e a necessidade de um plano em parceria com as cidades da Região Metropolitana, para garantir um sistema mais racionalizado e com uma maior segurança e qualidade na circulação. Um dos pontos citados foi o elevado número de viagens que as linhas de ônibus, urbanas e metropolitanas, fazem até o Centro. Conforme levantamento da EPTC, são mais de 30 mil por dia.

Outro tópico proposto foi a necessidade de ampliar o investimento em transportes alternativos, como ciclovias e catamarã, integrando com os demais modais mais da cidade. A audiência teve a inscrição de 39 pessoas que sugeriram pautas e apontamentos em relação à mobilidade urbana. Os temas mais tratados pelos participantes foram a qualificação do transporte coletivo e ações do poder público que priorizem os pedestres e o incentivo à bicicleta.

Conforme Cappellari, a principal meta do encontro foi alcançada. “Nessa etapa queríamos ouvir as pessoas, receber sugestões. Em nossos projetos, a prioridade é o pedestre, o transporte coletivo e o transporte não-motorizado. Essas são as diretrizes básicas e o foco do Plano de Mobilidade. Entretanto, o debate não se encerra aqui. Encaminharemos o documento completo para a Câmara de Vereadores e seguiremos ouvindo as pessoas”, declarou.

Sebastião Melo ressaltou o tempo de elaboração, de dois anos, e a complexidade do trabalho. “Mobilidade é um tema de alta complexidade. Toda e qualquer ação nessa área mexe com a vida das pessoas, com a rotina. Ao longo dos anos, houve um crescimento absurdo da frota de veículos nas grandes cidades. Além disso, há uma tendência de as pessoas procurarem as capitais para trabalho ou para morar. Esse Plano é importante para isso, para criar uma diretriz de como a cidade vai ser no presente e no futuro”, finalizou.

Nos próximos dias, será apresentado à população, nos canais de comunicação da prefeitura, o documento completo. Até o dia 17 de abril, também estará disponível o e-mail planodemobilidadepoa@eptc.prefpoa.com.br para o recebimento de manifestações e sugestões em relação ao Plano de Mobilidade.

Prefeitura de Porto Alegre

Comitê em Defesa do Salgado Filho contesta Padilha, envia pedido de informações à Infraero e recorre ao Ministério Público

Foto: José Arthur Eidt

Foto: José Arthur Eidt

O Comitê em Defesa do Aeroporto Salgado Filho, movimento que reúne mais de 70 entidades, enviou oficio com pedido de informações à presidência da INFRAERO. O Comitê discorda das decisões tomadas pelo Ministro Padilha que retardam, mais uma vez, as obras de extensão da pista em 920 metros. “Não há fundamentação técnica nem coerência nas imposições do Ministro”, diz Claudio Candiota, advogado e presidente da ANDEP (Associação Nacional em Defesa dos Direitos dos Passageiros do Transporte Aéreo), entidade que coordena o Comitê, juntamente com OAB/RS e Fórum Latino Americano de Defesa do Consumidor.

O Conselho de Administração aprovou a obra de extensão da pista, mas condicionou o início da obra à retirada das famílias no entorno. Os técnicos do Comitê discordam da exigência que contraria acordos assinados com o Município. A área está cercada e à disposição da INFRAERO, desde 2011.

No ofício, ainda sem resposta, o Comitê destaca que “retirar obstáculos que se encontram em área externa àquela onde será realizada a obra é óbice tecnicamente injustificável”. Alega, ainda, que “não há fundamentação jurídica a amparar tal exigência. Não há lógica em retirar, antes, obstáculos que só podem ser considerados “obstáculos às operações aéreas que só ocorrerão depois de concluída a obra”. O prefeito José Fortunati considera a manobra procrastinatória. É “enrolation”, disse.

Veja a matéria integral na Revista Aviação Notícias, clicando aqui.

(publicado mediante autorização da revista)

Ato de Instalação do Parlamento Metropolitano será em 24 de abril

2ª Reunião preparatória para o lançamento do Parlamento Metropolitano  Na foto: Presidente da CMPA vereador Mauro Pinheiro e mesa diretora do Parlamento Metropolitano Foto: Guilherme Almeida

2ª Reunião preparatória para o lançamento do Parlamento Metropolitano. Na foto: Presidente da CMPA vereador Mauro Pinheiro e mesa diretora do Parlamento Metropolitano
Foto: Guilherme Almeida

O Parlamento Metropolitano da Grande Porto Alegre voltou a se reunir, na manhã desta sexta-feira (10/4). No encontro, realizado no Auditório Ana Terra da Câmara Municipal de Porto Alegre, ficou definido que serão sete as Comissões Permanentes (lista abaixo).

O presidente da Câmara Municipal de Porto Alegre, Mauro Pinheiro (PT), destacou o Ato de Instalação do Parlamento Metropolitano, marcado para o dia 24 de abril, às 10h, no plenário Otávio Rocha. “Junto do nosso secretário-geral, Juarez Souza (PMDB), presidente da Câmara de Gravataí, fiz um convite ao governador do Estado, José Ivo Sartori, que ficou de colocar na agenda a solenidade do dia 24”, ressaltou.

Além de Pinheiro, que também preside o Parlamento Metropolitano, compareceram os vereadores da Capital Jussara Cony (PCdoB), Lourdes Sprenger, Pablo Mendes Ribeiro (ambos do PMDB) e Sofia Cavedon (PT).

Mesa Diretora
Presidente: Mauro Pinheiro (PT – Porto Alegre)
Secretário-geral: Juarez Souza (PMDB – Gravataí)
1º secretário: Luiz Antônio Castro (PT – São Leopoldo)
2º secretário: Valetin Melo (PT – Nova Hartz)

Polos Legislativos Regionais
Vale do Caí: vice-presidente Diego Martins (PMDB – Portão)
Cidades: Capela de Santana, Montenegro, Portão, São Sebastião do Caí

Vale do Gravataí: Éderson ‘Dedo’ Machado (PT – Viamão)
Cidades: Santo Antônio da Patrulha, Glorinha, Gravataí, Cachoeirinha, Alvorada, Viamão

Vale do Paranhana: Eduardo Kohlrausch (PTB – Taquara)
Cidades: Igrejinha, Parobé, Rolante, Taquara

Vale do Rio dos Sinos: Guilherme Mota (PMDB – Nova Santa Rita)
Cidades: Esteio, Nova Santa Rita, Sapucaia do Sul, São Leopoldo, Canoas

Vale do Sapateiro: Neila ‘Mana’ Becker (PT – Estância Velha)
Cidades: Novo Hamburgo, Sapiranga, Campo Bom, Nova Hartz, Dois Irmãos, Estância Velha, Ivoti, Araricá

Carbonífera: Ernani ‘Chacrinha’ (PMDB – Guaíba)
Cidades: Arroio dos Ratos, Charqueadas, Eldorado do Sul, Guaíba, São Jerônimo, Triunfo

Comissões Permanentes
Os grupos de trabalho, formados por vereadores das 34 Câmaras, terá a finalidade de elaborar estudos e propostas relacionados às temáticas. A escolha dos coordenadores de cada comissão ocorrerá em reuniões preliminares, ainda sem data definida.

Segundo o presidente da Câmara da Capital, Mauro Pinheiro (PT), a intenção é promover grandes seminários temáticos no fim do ano. “Pensamos em convidar autoridades, até de fora do País, para que possamos conhecer melhor algumas experiências positivas que outras cidades e regiões implantaram”, acrescentou.

1. Desenvolvimento Urbano e Infraestrutura
2. Transporte e Mobilidade
3. Saúde
4. Meio Ambiente e Saneamento
5. Educação, Ciência e Tecnologia, Cultura e Esporte
6. Segurança, Direitos Humanos e Cidadania
7. Turismo e Desenvolvimento Econômico e Regional

Texto: Maurício Macedo (reg. prof. 9532)
Edição: Marco Aurélio Marocco (reg. prof. 6062)

Câmara Municipal

Milhares protestam contra o governo em Porto Alegre

Manifestantes levaram cartazes contra o PT, os altos impostos e a corrupção

Milhares protestam contra o governo em Porto Alegre | Foto: Tarsila Pereira

Milhares protestam contra o governo em Porto Alegre | Foto: Tarsila Pereira

Terminou por volta das 17h30min a manifestação contra a presidente Dilma Rousseff e o governo federal em Porto Alegre. Segundo a Brigada Militar, cerca de 35 mil pessoas participaram do ato que começou na avenida Goethe, seguiu em caminhada pelas ruas da cidade e voltou ao ponto para o Parcão para a dispersão.

Manifestantes levaram cartazes contra o PT, os altos impostos e a corrupção. Assim como em 15 de março, muitos vestiram camisetas do Brasil e carregaram bandeiras. Alguns portavam faixas pedindo uma intervenção militar, mas foram criticados pelos demais integrantes do ato.

O protesto foi tranquilo, com apenas trocas de xingamentos entre os participantes e pessoas favoráveis ao governo Dilma que gritavam das sacadas dos prédios.

FONTE: Correio do Povo – Mauren Xavier

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Vejam aqui fotos da Agência RBS, por Félix Zucco e Omar Freitas:

Justiça gaúcha veta ar em todos os ônibus

Foto: Gilberto Simon

Foto: Gilberto Simon

A justiça adora legislar. Só não legisla contra ela mesma. Quando se trata de auxílio-moradia, o mais escandaloso e imoral privilégio de uma corporação brasileira, a justiça sempre se dá ganho de causa. É um conforto que ela não se nega.

A Câmara de Vereadores de Porto Alegre decidiu que todos os ônibus da capital deveriam ter ar condicionado.

A Prefeitura Municipal, para encanto dos donos de ônibus, recorreu à justiça para invalidar a decisão dos vereadores.

A justiça fechou com a Prefeitura.

No conforto do seu ar geladinho, o juiz decidiu que a plebe pode esperar mais alguns anos. Afinal, está acostumada a sentir frio, calor, pressão e tudo mais. No Rio de Janeiro, o rei do ônibus, Jacob Barata, vive reclamando das imposições do legislativo. Por coincidência, ele é também um dos reis do dinheiro nas contas do HSBC da Suíça. Pobrezinho desse empresário abnegado.

Já podemos fechar a Câmara de Vereadores de Porto Alegre.

O TJ pode tomar o lugar dela. A alegação do juiz é que não seria atribuição de vereador propor tal medida, exclusiva do executivo. Por quê? Não convence. Não cria despesa direta para a prefeitura, salvo como dona de empresa de ônibus, o que já é uma situação indireta. Além disso, a Carris está muito bem no quesito ar. O juiz considerou também que haveria impacto no preço das tarifas e prejuízo às empresas, que teriam de comprar ônibus novos. Não é atribuição do juiz decidir sobre impacto nas tarifas nem sobre investimentos das empresas. O cidadão togado abusou das suas funções e usurpou poderes dos vereadores.

A explicação é uma só: juiz não anda de ônibus.

Os empresários de ônibus agradecem de olhos molhados.

A plebe usuária de ônibus pensa na sua insignificância: eles podem tudo, não são eleitos.

Podem até ter mais de uma residência e ainda receber auxílio-moradia.

A Índia é aqui. Vivemos num sistema de castas.

Juremir Machado da Silva

Em três meses, governo do Estado do RS atrai R$ 9,5 bilhões em novos investimentos

Seminário de Governo - Foto: Luiz Chaves/Palácio Piratini ©

Seminário de Governo – Foto: Luiz Chaves/Palácio Piratini ©

O governo do Estado já atraiu sete novos empreendimentos, com investimentos superiores a R$ 9,5 bilhões. São empresas que, apesar da grave crise econômica vivida pelo país neste ano, acreditam que o desenvolvimento pode ser alcançado a partir do Rio Grande do Sul. Entre os novos empreendimentos, o destaque é o Centro de Distribuição de Peças da Ford, em Gravataí. A unidade deve movimentar 7,5 mil peças/mês, com expectativa de faturamento de R$ 4 milhões/mês, atendendo aos três estados do Sul e países como Uruguai e Argentina. O exemplo foi citado pelo governador José Ivo Sartori, na manhã desta sexta-feira (10), no Centro de Treinamento da Procergs, na zona sul de Porto Alegre, durante seminário do governo do Estado.

Contudo, o maior investimento será feito pela Transgas, que aplicará R$ 8 bilhões na instalação de uma fábrica de fertilizantes a partir da gaseificação do carvão mineral em Candiota. Serão gerados 5 mil empregos temporários nos 39 meses necessários às obras. Depois de pronta, a fábrica terá 300 postos fixos de trabalho. Fornecedores e parceiros da unidade criarão mais 300 empregos, e as áreas da infraestrutura e mineração, outros 600 postos. Já foram confirmados investimentos da Yara Fertilizantes, da Belluno, da Mor, da Omega Engenharia e do Frigorífico Labema.

No encontro, o governador reiterou o compromisso com a retomada do crescimento do Estado e destacou que as secretarias e órgãos da administração estadual têm de trabalhar em equipe, de modo a qualificar os serviços. “O foco é a vida no Rio Grande”, completou, assinalando que as ações devem ocorrer de forma integrada nas secretarias. De acordo com Sartori, a mudança não é mais uma opção, é uma exigência, porque as pessoas querem bons serviços, querem ver seus recursos bem aplicados e esperam retorno pelos impostos pagos. “A sociedade quer também a boa política. Não quer mais a demagogia, as promessas, quer soluções”. Destacou ainda que o cenário exige transparência e austeridade, exigindo criatividade e articulação de parcerias para a execução das ações.

Desde o primeiro dia de governo, foram adotadas medidas para o enfrentamento do rombo projetado em R$ 5,4 bilhões para este ano: redução de 35% nos CCs, corte de diárias, revisão dos valores destinados ao custeio, entre outras. Em outra frente, o governo trabalha na implementação de um modelo de gestão permanente, baseado em indicadores de eficiência e desempenho. Nas próximas semanas serão firmados contratos de gestão para que as secretarias estabeleçam objetivos e metas a serem cumpridos.

Investimentos – Somado a isso, o Executivo quer criar um ambiente favorável aos novos empreendimentos, além de estabelecer uma agenda política e de relacionamento com a União, com os demais poderes de Estado, com as instituições e com a sociedade. Conforme Sartori, o governo vem-se organizando para promover as mudanças que o Estado precisa. “Se não fizermos o dever de casa, vamos ficar para trás. E ficar para trás, nesse mundo acelerado, é perder empresas, empregos e qualidade de vida”, completou. Ao citar que, em pouco mais de três meses, há ações nas diferentes áreas, Sartori disse que o rumo está muito claro. “No final desses quatro anos, com o apoio de todos, queremos um estado mais próximo da comunidade e com serviços de melhor qualidade”.

Ao final do encontro, o chefe da Casa Civil, Márcio Biolchi, destacou que o governo vem-se organizando para enfrentar problemas estruturais do Estado e enumerou 89 ações já executadas pelas secretarias nos três primeiros meses da atual gestão. Biolchi reiterou que o governo vem agindo de forma transparente ao expor a dificuldade das finanças e o esforço contínuo para pagar os servidores em dia e preservar os serviços nas áreas da saúde, da segurança e da educação.

Conforme o chefe da Civil, a austeridade serve para o governo tenha mais controle do serviço público e maior resolutividade. “Austeridade não se traduz em falta de serviços, impõe uma gestão mais eficiente”. Citou ainda que a grave situação fiscal não se dá apenas no ambiente macroeconômico e é vivida também por outros estados.

Texto: Eliane Iensen

Edição: Redação Palácio Piratini/Coordenação de Comunicação

Governo do RS

Com nove cervejarias, bairro de Porto Alegre é polo para amantes da bebida

Bairro na Zona Norte de Porto Alegre abriga nove microcervejarias.
Premiadas em festivais, bebidas ganham fama e atraem turistas.

Bairro de Porto Alegre reúne nove cervejarias que, apesar de concorrentes, firmam parcerias para compra ou transporte de produtos (Fotos: Rafaella Fraga/G1)

Bairro de Porto Alegre reúne nove cervejarias que, apesar de concorrentes, firmam parcerias para compra ou transporte de produtos (Fotos: Rafaella Fraga/G1)

Depois do vinho, cuja produção fez da Serra do Rio Grande do Sul um polo que atrai turistas do mundo inteiro, o estado agora é reconhecido pela fabricação de cerveja artesanal. Prêmios nacionais e internacionais e o boca a boca dos visitantes começam a atrair público ao bairro Anchieta, localizado na Zona Norte de Porto Alegre. É lá, em uma área de pouco mais de dois quilômetros, que estão instaladas nove microcervejarias. Juntas, produzem cerca de 100 mil litros da bebida por mês (confira abaixo o mapa com as empresas e o tipo de cerveja produzido).

Uma delas, a Tupiniquim, foi eleita a melhor cervejaria nacional do ano. A Seasons, com a sua BasiliCow, ainda emplacou a cerveja do ano no Festival Brasileiro da Cerveja, o principal do país, realizado em março, em Blumenau (SC). As duas fabricantes são vizinhas: dividem a mesma calçada.

Veja a matéria completa, no G1, clicando aqui.

Projeto propõe extinguir nomes ligados à Ditadura em Porto Alegre

Texto visa acabar com nome de instituições e espaços públicos que homenageiam integrantes do regime militar

Se projeto for aprovado monumento a Castelo Branco, no Parcão, terá que mudar de nome | Foto: Carla Ruas / CP Memória

Se projeto for aprovado monumento a Castelo Branco, no Parcão, terá que mudar de nome | Foto: Carla Ruas / CP Memória

Entrou em tramitação na Câmara de Vereadores de Porto Alegre um projeto de lei do vereador Engenheiro Comasseto, do PT, que prevê a extinção e a troca de nome de todas as instituições, equipamentos, logradouros e espaços públicos da Capital que prestem homenagem aqueles que participaram da ditadura militar no Brasil.

Dentro desse contexto, o vereador elencou, no texto, governantes, agentes e apoiadores do regime transcorrido entre 1964 e 1985, com a substituição imediata de nomenclatura. De acordo com o petista, “pessoas que praticaram tais atrocidades, não são dignas de homenagem, menos, ainda, de memória respeitosa por parte da população civil”. O texto do projeto está embasado no relatório da Comissão Nacional da Verdade (CNV), que apontou as circunstâncias e a autoria das violações de direitos humanos praticadas durante a Ditadura.

Algumas ações semelhantes já correm no legislativo porto-alegrense: após ser rejeitada pela Casa, a mudança do nome da avenida Castelo Branco para avenida da Legalidade e da Democracia foi aprovada em 2014. A mudança também foi embasada na CNV.

Outro projeto proíbe homenagens a “subversivos”

Já no dia 5 de março, a vereadora Mônica Leal (PP) protocolou projeto de lei para impedir que espaços públicos de Porto Alegre recebam nomes de condenados por subversão à ordem pública no período da Ditadura Militar e de quem participou de grupos contrários ao regime.

Ela solicitou acréscimo de texto afirmando que existe uma “caça as bruxas aos integrantes da Revolução de 64”. Mônica sustenta que a CNV, que investigou crimes cometidos durante o período da Ditadura Militar, apurou apenas os membros do regime, deixando de fora “grupos armados contrarrevolucionários, que também atuaram durante esse período”.

Correio do Povo

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Querem apagar a história, é isso ?  Que coisa mais ‘non sense’ !! Espero sinceramente que os vereadores tenham algo na cabeça e não aprovem essa barbaridade !!

Aprovado o transporte de animais em ônibus e lotações

Caixas apropriadas serão exigidas para carregar os animais de estimação.  Foto: Elson Sempé Pedroso

Caixas apropriadas serão exigidas para carregar os animais de estimação. Foto: Elson Sempé Pedroso

Os vereadores de Porto Alegre aprovaram, na tarde desta quarta-feira (8/4), o projeto de lei do Executivo municipal que autoriza o transporte de animais domésticos de pequeno e médio porte (cães e gatos de até 10 quilos), acompanhados por seus responsáveis, nos veículos do sistema de transporte coletivo, seletivo ou individual da cidade. O transporte ficará limitado a quatro animais por viagem no período das 10 às 16 horas e das 21 às 6 horas. A proposta recebeu 22 votos sim e quatro não.

Para ter direito a transportar seu animal nos ônibus, nas lotações e nos táxis, o proprietário deverá, segundo o projeto, apresentar carteira de vacinação atualizada, na qual conste, pelo menos, as vacinas anti-rábica e polivalente em dia. O animal deverá estar limpo e acomodado em caixa apropriada, isenta de dejetos, água e alimentos, à prova de vazamentos e resistente, para garantir segurança, higiene e conforto próprio e dos passageiros e funcionários dos veículos.

Pelo projeto, se houver necessidade de limpar a caixa durante o trajeto do ônibus ou da lotação, o responsável pelo animal descerá no ponto de parada mais próximo. Caso o animal passe a emitir ruídos perturbadores durante a viagem, deverá ser solicitado o desembarque ao passageiro. Os transportadores poderão cobrar tarifa pelo serviço, a ser estabelecida pela Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC).

O horário permitido para o transporte dos animais ficou estabelecido na emenda nº 2, de autoria do vereador Clàudio Janta (SDD), aprovada juntamente com o projeto. A emenda nº 1 foi rejeitada pelo plenário.

Texto e edição: Claudete Barcellos (reg. prof. 6481)

Câmara Municipal

Smurb vistoria marquises no Centro Histórico da Capital

População pode encaminhar denúncias pelo telefone 156 da prefeitura   Foto: Betina Carcuchinski/PMPA

População pode encaminhar denúncias pelo telefone 156 da prefeitura   Foto: Betina Carcuchinski/PMPA

A Secretaria Municipal de Urbanismo (Smurb) realizou nesta quarta-feira, 8, ação de fiscalização de marquises e sacadas projetadas sobre logradouro público no Centro Histórico da Capital. O trabalho tem como objetivo cumprir a Lei Municipal n° 6.323/88 que determina que os proprietários ou responsáveis pelos prédios apresentem a cada três anos o Laudo de Estabilidade Estrutural. Os proprietários deverão apresentar o Laudo até o dia 2 de julho na sede do EdificaPOA (rua Siqueira Campos, 805), dirigido à Secretaria Municipal de Urbanismo. O Edital de Notificação foi publicado pela Smurb no dia 2 de abril e deve ser atendido em um prazo máximo de 90 dias.

De acordo com o secretário de Urbanismo, Valter Nagelstein, o último edital havia sido publicado em 2005 pela prefeitura. “De tempos em tempos é preciso publicar um novo edital para relembrar os proprietários ou responsáveis pelos prédios da importância de atualizar seus laudos e de manter as marquises em boas condições”, destaca.

A partir de julho, os técnicos da Smurb iniciarão o levantamento  em áreas onde se concentram o maior número de marquises (Centro Histórico, av. Farrapos, av. Assis Brasil, entre outras). “A ideia é verificar as marquises mais avariadas e analisar quais as edificações atenderam o Edital, aplicando as sanções previstas”, explica o supervisor de Controle da Smurb, Paulo André Machado.

Denúncias – A população também pode colaborar com a fiscalização encaminhando denúncias pelo telefone 156 da prefeitura.

Informações – Mais informações podem ser obtidas na página da Smurb na Internet, pelo telefone 3289-8827 ou na av. Borges de Medeiros, 2244, andar térreo, nos dias de plantão técnico (terças e quintas-feiras, no turno da manhã).

Prefeitura de Porto Alegre

Prefeitura protocola ação contra lei que obriga ar-condicionado nos ônibus

EPTC entende que é impossível para as prestadoras trocarem a frota até o prazo de lançamento da licitação

De acordo com a EPTC, a lei deixa em situação de desigualdade as atuais prestadoras do serviço e as que disputarão o novo edital | Foto: Tarsila Pereira / CP Memória

De acordo com a EPTC, a lei deixa em situação de desigualdade as atuais prestadoras do serviço e as que disputarão o novo edital | Foto: Tarsila Pereira / CP Memória

A Procuradoria Geral do Município (PGM) protocolou, nesta quarta, em caráter de urgência a ação de inconstitucionalidade em relação à lei aprovada pela Câmara,em 1º de março, que obriga ar-condicionado em 100% dos ônibus trocados ou comprados pelas empresas de Porto Alegre.

De acordo com a procuradora-geral do município, Cristiane da Costa Nery, a nova lei promoverá alterações no edital de licitação para a concessão do serviço de transporte coletivo por ônibus, o que retardará a sua publicação, prevista para 6 de maio deste ano, onde consta a exigência de condicionadores de ar nos coletivos de forma escalonada. Além disso, essas alterações restringem o caráter competitivo do processo licitatório. “A promulgação da Lei Municipal 11.806 cria diversos empecilhos à licitação do transporte coletivo por ônibus, que há muito é aguardada pela população porto-alegrense”, reforça Cristiane.

De acordo com a Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC), a lei deixa em situação de desigualdade as atuais prestadoras do serviço e as que disputarão o novo certame, previsto para ser lançado em 6 de maio. O diretor-presidente da EPTC, Vanderlei Cappellari, disse que, caso o texto não seja derrubado, a permanência da data do edital está ameaçada.

O Tribunal de Justiça explica que, em casos usuais, o prazo para julgamento é maior, exceto nos processos em regime de urgência. É possível, com isso, que a ação seja julgada até o início de maio.

A EPTC entende que é impossível para as prestadoras concorrentes realizarem a troca de 100% da frota até o prazo de lançamento da licitação, a não ser que a tarifa, hoje de R$ 3,25, suba mais R$ 0,13. A imposição da existência de ar-condicionado em toda a frota adicionada ao sistema acarreta aumento do consumo de combustível e aumento do valor do chassi, parcelas essas que interferem no custo do cálculo tarifário.

Correio do Povo e Rádio Guaíba

* Com informações da repórter Ananda Müller

Presidente Dilma garante ao prefeito ampliação do aeroporto

Fortunati também tratou de questões de interesse dos municípios brasileiros   Foto: Paulo Negreiros/Divulgação PMPA

Fortunati também tratou de questões de interesse dos municípios brasileiros   Foto: Paulo Negreiros/Divulgação PMPA

Em reunião na manhã desta quarta-feira, 8, no Palácio do Planalto, o prefeito José Fortunati recebeu da presidente Dilma Rousseff a garantia de que o governo federal irá bancar a ampliação da pista do Aeroporto Internacional Salgado Filho. “Saio desta reunião extremamente otimista em relação ao futuro do nosso aeroporto. Este gesto da presidente Dilma nos tranquiliza e nos dá esperança de que os porto-alegrenses e a economia da cidade e do estado não serão prejudicados”, afirmou o prefeito, após encontro reservado.

A presidente adiantou que a ampliação deverá sair, independentemente da construção ou não de outro terminal no município de Portão e também da alternativa de concessão em Porto Alegre. Dilma também determinou que o ministro do Planejamento, Orçamento e Gestão, Nelson Barbosa, fique com a responsabilidade da negociação direta com o executivo municipal.

Presidente da Frente Nacional de Prefeitos, Fortunati também tratou, em uma longa reunião de cerca de 2 horas e 40 minutos, de questões de interesse dos municípios brasileiros. O encontro foi acompanhado pelo vice-presidente Michel Temer e pelos ministros da Fazenda, Joaquim Levy, e da Casa Civil, Aloísio Mercadante, além de Nelson Barbosa.

No encontro, foram discutidos o estabelecimento do Regime Especial de Incentivos para o Transporte Coletivo Urbano e Metropolitano de Passageiros (Reitup), a repactuação da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide), com parte dos recursos destinados a investimentos em transporte coletivo, e a normalização no repasse dos recursos constitucionais, como para a saúde, que estão sendo contingenciados pela crise financeira do governo federal.

Acompanhado do prefeito de Belo Horizonte, Márcio Lacerda, além de outros executivos da FNP, Fortunati debateu a questão das dívidas dos municípios e recebeu do ministro Levy a indicação de que, em 15 dias, o Senado vote o prazo de vigência do novo indexador. “Foi uma reunião histórica. Tivemos também a garantia da retomada do Comitê de Articulação Federativa, instância criada no governo Lula, onde se reúnem os chefes das três instâncias de governo: federal, estaduais e municipais”, festejou o presidente da FNP. O comitê será coordenado pelo vice-presidente Michel Temer para abrir as negociações com os municípios.

Prefeitura de Porto Alegre

Água contaminada pela Feira do Peixe fecha chafarizes no Centro

Vísceras e escamas deixaram cheiro ruim nos reservatórios da atração turística da Capital

Vísceras e escamas deixaram cheiro ruim nos reservatórios da atração turística da Capital. Foto: Gilberto Simon - Arquivo Porto Imagem

Vísceras e escamas deixaram cheiro ruim nos reservatórios da atração turística da Capital. Foto: Gilberto Simon – Arquivo Porto Imagem

Os chafarizes do Largo Glênio Peres, no Centro Histórico de Porto Alegre, foram fechados nesta terça-feira devido ao mau cheiro. Os 19 jatos foram desligados porque a água foi contaminada por vísceras e escamas da Feira do Peixe. O reservatório de água no subsolo, que abastece os chafarizes, deve passar por uma limpeza para que a atração possa voltar a funcionar normalmente.

Conforme o oficial de manutenção, responsável por ligar e desligar os chafarizes, Valter Soares do Amaral, foi feita uma limpeza externa para retirar os resíduos de peixe que foram jogados sobre o local, no entanto, ainda será necessário trocar toda a água contaminada. “O cheiro estava horrível e a água muito suja quando liguei, então tive que desligar e limpar, mas como a água está podre ela também terá que ser trocada”, explicou.

A limpeza do reservatório subterrâneo deve ser realizada pela prefeitura. O coordenador do Mercado Público Antônio Lorenzi, afirmou que o trabalho deverá ser feito pelo Departamento Municipal de Água e Esgoto (Dmae). “Vamos entrar em contato nessa semana ainda com o Dmae para que ele possa fazer o processo de aspiração para retirar a água e fazer a troca”. Enquanto o trabalho não for concluído os chafarizes não serão ligados. Segundo Lorenzi, ainda não há uma previsão de quando o serviço será feito.

Os organizadores da Feira do Peixe informaram que os pescadores sempre são alertados para que não seja jogado nenhum material que suje o Largo Glênio Peres e arredores. Instalados em 2012, os chafarizes são iluminados por luzes multicores e fazem parte de um dos cartões postais da Capital, junto ao Mercado Público.

Correio do Povo – Jézica Bruno

Aeroporto: prefeito pedirá apoio a Dilma para ampliação da pista

Fortunati participou de audiência com o presidente da Infraero, Antônio do Vale   Foto: Paulo Negreiros/Divulgação PMPA

Fortunati participou de audiência com o presidente da Infraero, Antônio do Vale   Foto: Paulo Negreiros/Divulgação PMPA

O prefeito José Fortunati participou, na tarde desta terça-feira, 7, de audiência com o presidente da Infraero, Antônio Gustavo Matos do Vale, para tratar da ampliação da pista de pousos e decolagens do Aeroporto Internacional Salgado Filho. Na reunião, na sede da Infraero, em Brasília, Fortunati entregou ofício e mais de 20 documentos que comprovam que todas as condições exigidas pela empresa e pelo governo federal para o início das obras foram atendidas pela Prefeitura e Porto Alegre.

Depois de mais de uma hora de audiência, o prefeito saiu otimista do encontro, porque Matos do Vale se mostrou sensível aos argumentos e reconheceu que não existem impedimentos técnicos para que as obras sejam executadas e que a prefeitura atendeu todas as demandas da Infraero. “Estou cada vez mais convencido de que a ampliação da pista do Aeroporto Salgado Filho só não saiu do papel ainda por questões orçamentárias e não devido a divergências administrativas. Vou aproveitar meu encontro com a presidente Dilma Rousseff e fazer um apelo pessoal para que ela olhe com carinho e priorize essa obra tão importante para Porto Alegre e para o estado”, afirmou Fortunati.

A ampliação da pista do Aeroporto Internacional Salgado Filho, esperada há mais de 30 anos pela comunidade gaúcha, foi aprovada em reunião do Conselho de Administração da Infraero no dia 24 de fevereiro deste ano. Com a confirmação, a pista deverá ser ampliada em 920 metros, passando dos 2.280 metros atuais para 3.200 metros. A assinatura do contrato foi condicionada à liberação de recursos orçamentários.

A empresa também chegou a exigir, para assinar o contrato, a remoção de todas as famílias que habitam de forma irregular as áreas do entorno, que compreendem as vilas Nazaré, Dique e Floresta. Com base em documentos assinados pela direção da Infraero, a retirada das famílias é necessária à plena operação da pista e pode ser executada até a conclusão da ampliação. De acordo com o cronograma da prefeitura, até o final de 2016 todas as famílias e obstáculos serão removidos. A expectativa do governo federal é, a partir do momento em que for licitada, que a obra seja concluída em quatro anos.

Prefeitura de Porto Alegre

Movimentos “do contra” se organizam contra o Pontal

Imagem: Divulgação.

Imagem: Divulgação.

O Jornal Já, um dos mais retrógrados veículos que já existiram nesta província, noticia exaustivamente as audiências públicas quer acontecerão amanhã (8) e na quinta (9).

Veja a matéria que foi publicada hoje neste blog/jornal/site:

Movimentos se organizam para audiências públicas do Pontal

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Aproveito e convido a todos para participar das audiências públicas.

São elas:

  • Dia 08 de abril, quarta-feira, no Salão Amarelo do Jockey Club, Av. Diário de Notícias, às 19h
  • Dia 09 de abril, quinta-feira, no Salão Paroquial da Igreja Sagrada Família, na Rua José do Patrocínio, 954, Cidade Baixa, às 19h

Imagens do “projeto”:

https://portoimagem.wordpress.com/imagens-do-parque-do-pontal/

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Deixo aqui um texto que redigi em 2014, por solicitação de um estudante de jornalismo:

O Pontal do Estaleiro

Por que fui (e sou) favorável ao projeto

Porto Alegre sempre careceu de áreas interessantes e urbanizadas na orla do Guaíba. Esta área da Ponta do Melo, como é chamada originalmente, sempre foi uma região totalmente distante do dia a dia da cidade. Nunca pertenceu de fato a ela. Nos primórdios do desenvolvimento da nossa cidade foi um lixão. Muito pior dos que temos hoje. Posteriormente foi cedida a uma empresa, Estaleiro Só S.A. que o transformou num dos mais importantes estaleiros navais do país, tendo exportado navios para o mundo todo até a década de 80.  Pois bem, com a ruína da indústria naval no Brasil, o Estaleiro Só faliu na década de 90.

Desde então, aquela área segue totalmente entregue ao nada. Até que um dia, uma empresa a compra e resolve construir um belíssimo empreendimento de uso misto, com torres residenciais, hotel e torre comercial, de apenas 14 andares. Para a população desavisada, são verdadeiros espigões.

A questão central era por que construir prédios residenciais em plena orla?  Não deveria ser uma área pública, para uso de todos?

Segundo esse raciocínio, sim. Mas considere o seguinte: a cidade possui 72 Km de orla, quase integralmente sem acesso da população. As únicas áreas da orla que possuem este acesso, razoável, são a praia de Ipanema e a região da Usina do Gasômetro. Todas as outras partes da orla jazem desertas, sem segurança, sem urbanização, sem estrutura para se usufruí-la.

Neste ínterim, temos o lançamento do empreendimento Pontal do Estaleiro, que, conforme a lei de uso de áreas próximas à orla, propõe a utilização de 54% do total da área do pontal para a população. Ou seja, mais da metade da área seria de uso público!

Esta é a principal razão pela qual sou totalmente favorável ao empreendimento tal qual ele fora concebido. O projeto também previra marina pública, restaurantes, amplas áreas para contemplação do Guaíba, calçadões, ciclovia, paisagismo elogiável. Todos estas características tornariam a área ímpar na cidade. Uma área com nível de urbanização que jamais imaginamos existir em Porto Alegre.

Eis que em 2009, foi realizado um referendo com o intuito de a população resolver se seria a favor de construir prédios residenciais (e somente eles) no empreendimento. Após uma estúpida e mentirosa campanha liderada por algumas empresas jornalísticas de grande expressão na cidade, há uma esmagadora vitória do NÃO à construção. Cerca de 1,9% dos eleitores da cidade compareceram às urnas (22 mil eleitores frente a um universo de 1,06 milhão de eleitores). 18.212 votaram para que o projeto tenha apenas áreas comerciais. A favor das construções residenciais, 4.362. O grande problema é que a maioria da população acredita que nada vai sair ali.

Há quem prefira um parque no local. Questões: Mas já não temos parques suficientes na orla? E eles são bem aproveitados? Possuem uma exemplar infraestrutura? O poder público tem condições de investir em mais uma grande área de lazer?

Resumindo, sou favorável ao projeto da forma como ele foi elaborado originalmente por que tornará viva uma área morta da cidade, levando população residente movimentando o local em todos os horários e não somente áreas comerciais. Uma área que nunca foi utilizada pela população e agora o será. Uma área privada que se tornará pública em 54%. O que é melhor? 0% pública ou 54% pública?  Teremos uma área pública (parcial) mas com ótima estrutura, inédita na cidade, para que todos, sem exceções, dela usufruam.

Gilberto Simon

Alguns links esclarecedores no Blog Porto Imagem:

Mais de cem viagens serão feitas para limpar lago do Largo dos Açorianos

Centenas de espécies nativas foram capturadas e devolvidas ao Guaíba

Lodo retirado pela retroescavadeira será colocado nas bordas do lago para secagem | Foto: André Ávila

Lodo retirado pela retroescavadeira será colocado nas bordas do lago para secagem | Foto: André Ávila

A remoção do lodo acumulado no lago do Largo dos Açorianos, um dos principais pontos turísticos de Porto Alegre, iniciou na manhã desta segunda-feira. A estimativa é de que a equipe do Departamento Municipal de Limpeza Urbana (DMLU), responsável pela limpeza, retire mais de dois mil metros cúbicos do local, o que resultará em mais de cem cargas de caminhão, segundo o chefe da seção do Centro do DMLU, Franco Marques. Há, pelo menos 30 cm de lodo no lago, podendo chegar a 50 cm em alguns pontos. Pela manhã, apenas um operador de retroescavadeira trabalhou. No turno da tarde, uma equipe deve auxiliar na limpeza.

“Com o tempo, vamos avaliar a necessidade de aumentar a equipe para essa operação, mas acreditamos que deve contar com o envolvimento de 20 pessoas”, explica Marques. O processo de revitalização da área, demandado e coordenado pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Smam), deve durar cerca de 40 dias. Isso porque o lodo retirado pela retroescavadeira será colocado nas bordas do lago para secagem para somente após ser transportado, sem escorrer ou sujar ruas, até a Unidade de Transbordo da Lomba do Pinheiro. Posteriormente, o material segue para o Aterro de Minas do Leão.

Na última semana, resíduos e restos de peixes foram removidos pelo DMLU, entretanto, na manhã desta segunda-feira, já havia lixo novamente acumulado, como sacolas e copos plásticos. A última limpeza no largo, tombado em 1979, foi realizada há 15 anos. “Não há a necessidade de fazer todo esse processo com muita frequência, mas pelo acúmulo de lodo encontrado era possível ter feito antes”, informou o secretário da Smam, Cláudio Dilda. O processo foi preciso para avaliar o desgaste da estrutura da Ponte de Pedra. “É um patrimônio histórico e arquitetônico importante para a cidade que precisa ser conservado”, completou Dilda. A partir de uma avaliação de peritos na base da estrutura da ponte será possível identificar as técnicas de recuperação e um possível tempo de duração.

Técnicos da equipe de fauna silvestre da Smam capturaram centenas de espécies nativas, que foram devolvidas ao Guaíba. Já foram recolhidos 170 litros de água com centenas de peixes de pequeno porte — o maior foi um pintado de cerca de 30 centímetros. Também foram retirados cágados, que foram levados ao Guaíba. Peixes de espécies exóticas não puderam ser reinseridos no meio ambiente por veto da Portaria da Secretaria Estadual de Meio Ambiente de 2013.

Correio do Povo – Jéssica Mello

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A matéria deve ter querido dizer centenas de empécimens, exemplares. Espécies deve ser uma ou duas apenas.

O que está acontecendo com a ciclovia da Ipiranga ?

Ciclovia da Ipiranga, junto ao parque Marinha do Brasil está sendo parcialmente destruída. Foto: Thierry Claas

Ciclovia da Ipiranga, junto ao parque Marinha do Brasil está sendo parcialmente destruída. Foto: Thierry Claas

A ciclovia da Av. Ipiranga esta sendo destruída parcialmente para a construção de uma calçada.

A principio o que era para ser motivo de alegria (construção de uma calçada em torno do parque) está se tornando uma dor de cabeça para muitas pessoas, primeiro pela falta de planejamento e gestão, depois por ter sido criada uma situação em que os pedestres ficam contra os ciclistas e vice e versa.

Os ciclistas se mobilizaram pedindo que fosse feita uma calçada no local, para que os pedestres não usassem mais a ciclovia.

Pois a calçada tão pedida esta sendo construída sobre a ciclovia…

O parque no qual a ciclovia está sendo retirada é o Parque Marinha do Brasil que possui uma área de 70,70 hectares, ou seja, caberiam muito bem ciclovia e calçada lado a lado.

Post sugerido pelo leitor Thierry Claas, inclusive fotos que o ilustram.