Pichações estão custando R$ 500 mil/ano para EPTC

Os usuários das linhas de ônibus que embarcam e desembarcam nas paradas da III Perimetral, em Porto Alegre, precisam conviver diariamente com as pichações e depredações registradas nesses locais. De acordo com a Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC), são gastos anualmente cerca de R$ 500 mil com problemas de manutenção e roubos, considerando custos de limpeza e reposição de peças. A cada mês, são investidos cerca de R$ 45 mil. “Lamentamos que a verba destinada para esses reparos poderia estar sendo usada em questões mais urgentes”, declarou o diretor de trânsito da EPTC, Vanderlei Capellari.

Um dos pontos mais críticos é o complexo Mendes Ribeiro, localizado no entroncamento da III Perimetral com a avenida Protásio Alves. Ontem, quatro elevadores danificados estavam fora de uso. “Isso sempre acontece nos finais de semana. Na última vez, ocorreu o arrombamento e o roubo da luz de emergência dos aparelhos”, relatou o técnico de manutenção de elevadores Anderson Pereira Barbosa.

Nem as escadas rolantes escapam da ação dos vândalos. “Muitas vezes a ação da Polícia Civil e da BM inibe os marginais. Outro fator importante e que precisamos ressaltar é a ação da população no que diz respeito a acionar a Polícia quando presencia uma atitude como essa”, ressaltou Capellari. “Quando os infratores notam que as pessoas fiscalizam, eles se retraem.”

O auxiliar de limpeza do DMLU Osvaldo Santos convive diariamente com o desafio de apagar as marcas deixadas pelos vândalos. “Uma vez estava escrito: “limpe bem que voltaremos amanhã”, contou Osvaldo. São necessárias horas de trabalho com produtos químicos para limpar as paredes e os equipamentos. “Pichação é assim – um dia sim e outro também”, lamentou.

Correio do Povo



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