Porto Alegre reduz em 27% vítimas fatais com Balada Segura

O número de mortes durante as madrugadas reduziu um terço, passando de 18 para 15, em 2011. O índice caiu de 40% para 27% em comparação ao período em que não era realizada a Balada Segura. Desde fevereiro do ano passado, quando começaram as blitze, os acidentes fatais também reduziram, proporcionalmente, 27%. Os dados foram divulgados na manhã desta quinta-feira pelo Departamento Estadual de Trânsito do Rio Grande do Sul (Detran/RS), responsável pelo programa. Entre os órgãos fiscalizadores estão a Brigada Militar, a Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC) e a Polícia Civil.

No total, foram realizados 295 pontos de fiscalização com a realização do teste do bafômetro. As blitze abordaram 19.195 condutores, dos quais 1.239 foram autuados por embriaguez. Dos motoristas multados, 994 se recusaram a realizar o exame do etilômetro. Outros 159 foram notificados por crime e 386 por estarem dirigindo sob a influência de álcool, em nível superior a seis decigramas por litro de sangue, ou de qualquer substância entorpecente que determine dependência física ou psíquica, de acordo com o artigo 165 do Código Brasileiro de Trânsito.

A faixa etária com mais autuações de pessoas embriagadas ao volante é a de 21 a 35 anos, que representa 59% do total. Os jovens entre 18 e 20 anos são o destaque positivo, somando apenas 1% dos condutores dirigindo alcoolizados.

O diretor-presidente do Detran, Alessandro Barcellos, acredita que a principal vitória neste primeiro ano do Balada Segura é a mudança no comportamento do motorista. “Mais do que fiscalizar e autuar, o papel dos órgãos envolvidos está no trabalho de conscientizar o condutor. O que nós queremos é que estas ações se propaguem por todo o Estado. Este será o nosso foco em 2012”, afirma.

Outro ponto destacado pelo Detran é o engajamento de diversas ONGs e entidades envolvidas com a causa da diminuição da violência no trânsito. Em dezembro do ano passado, a prefeitura de Porto Alegre em parceria com a empresa de transporte público Carris criou a linha C4 – Balada Segura, circulando pela região onde se concentram as casas noturnas. O ônibus é uma opção paras as pessoas que não querem sair de carro à noite.

Na primeira fase do programa, até setembro de 2011, as fiscalizações eram realizadas nas sextas-feiras e nos sábados. Nos últimos cinco meses, as blitze passaram a ser feitas também nas quintas-feiras. Segundo o diretor de Trânsito da EPTC, Carlos Pires, a expectativa é de que estes números sejam cada vez mais baixos em relação a acidentes e mortes nas madrugadas da Capital. “A população tem que ver a fiscalização como algo positivo para o trânsito e para a sua segurança, e não apenas como uma abordagem somente aos condutores, mas também às condições de seus veículos”, avalia.

Barcellos lembrou que o Balada Segura está acontecendo nas praias gaúchas e será estendido para outras cidades. “Ainda neste mês, Canoas passa a realizar a fiscalização durante as noites e madrugadas.”

Jornal do Comércio



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3 respostas

  1. Eu não duvido…
    Eu tinha o costume de beber e dirigir, parei de vez com isso..

    Meus amigos tambem…..

    Conheço muuuitas pessoas que pararam…

    No maximo, alguns que vão por camnhos alternativos, mas ainda assim, bebem beem menos…

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  2. Eu sempre olho com muita desconfiança para estes números da Lei Seca. No ClicRBS é registrado que de fevereiro de 2010 a fevereiro de 2011 foram 17 mortes, contra 15 entre fevereiro de 2011 a fevereiro de 2012. Esta é uma variação sem relevância estatística, que não pode ser atribuída a nenhum fator em específico. A maioria dos dados estatísticos apresentados pela Lei Seca não possuem significância estatística, mas são apresentados de forma distorcida.

    Não sou contra a Lei Seca, sou radicalmente contra a simplificação e generalização da mídia de que todos os males do trânsito se resumem a condutores embreagados. Isso é conveniente para o governo, que se furta a responder questões como renovação da frota (IPVA progressivamente maior para carros mais antigos, e não o contrário, como é hoje), conservação das estradas, melhor sinalização, etc.

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