Arquiteta defende novo olhar sobre os espaços públicos

rua-dos-andradasA arquiteta Ada Raquel Schwartz, da Secretaria de Urbanismo, foi uma das palestrantes na primeira audiência pública para discutir o novo código de convivência da Capital, realizada no auditório da Câmara Municipal de Porto Alegre, na noite de terça-feira, 14. A arquiteta falou sobre os logradouros públicos, suas finalidades e usos.

Intitulada “Logradouros Públicos e as Funções Urbanas”, a palestra abordou as quatro funções (circular, habitar, trabalhar e recriar) dos espaços urbanos. Ada começou examinando o conceito de logradouro público e discorrendo sobre suas finalidades. A parte mais polêmica, porém, ficou para o final, quando a arquiteta expôs conceitos sobre o uso dos logradouros públicos. Segundo ela, “muitas das fontes dos conflitos urbanos vêm da nossa legislação, que determina que as calçadas, por exemplo, são de responsabilidade dos proprietários dos imóveis, quando deveriam ser espaços públicos”, defendeu.

Prefeitura de Porto Alegre



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12 respostas

  1. Sobre as calçadas de Porto Alegre. Uma coisa não ficou clara para mim: se somos nós, os moradores, que devemos manter com nosso dinheiro, as calçadas, por que isso não se estende a um direito que, então teríamos, de escolhar as árvores que queremos plantar nelas?! Sim, por que na hora de plantar e cortar árvores – aí a coisa passa para os órgão públicos. Acho isso uma contradição e, mais, um desrespeito para conosco. Há muito gostaria de ter um plátono aqui na rua, para desfrutar a beleza dessa árvore tanto no verão como no outono. Mas … quem disse que posso plantar?

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  2. Trololó, papinho furado…. A prática desmente o discurso :

    http://rsurgente.opsblog.org/2013/05/15/pedestres-x-carros-moradores-do-bairro-auxiliadora-cobram-passagem-de-pedestres/

    Pedestres x Carros: moradores do bairro Auxiliadora cobram passagem de pedestres

    May 15th, 2013 by Marco Aurélio Weissheimer.

    Desde 2008, os moradores do bairro Auxiliadora, que vivem entre as ruas Mata Bacelar e Coronel Bordini, vem lutando junto à prefeitura de Porto Alegre pela construção de uma passagem de pedestres entre essas duas vias. O projeto, segundo esses moradores, representa uma solução urbana de circulação de pedestres, trazendo maior segurança, conforto e valorização das condições de mobilidade comunitária.

    Em maio de 2012, a Associação dos Moradores e Amigos do bairro Auxiliadora (AMA) produziu um vídeo mostrando a atual realidade da área e, principalmente, de seus moradores. Esse vídeo, segundo seus realizadores, “ilustra de forma cristalina a lógica perversa que perpassa as decisões que dão preferência à circulaçao dos carros em detrimento das pessoas”.

    Segundo João Volino Correa, presidente da AMA, a Prefeitura está, desde 2009, sem definição para execução do Projeto Passagem de Pedestres, mesmo a associação tendo conquistado o direito de uso para sua viabilização, e conseguido parceiro privado para a sua execução.

    Com apoio dos moradores do bairro Moinhos de Vento, a AMA e os moradores do bairro Auxliadora querem que a Prefeitura providencie com a máxima urgência os termos de compromisso necessários a fim de que o projeto Passagem de Pedestres seja viabilizado.

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  3. Sou gaúcho, morei e estudei em P.Alegre , moro fora há 45 anos , sinto um grande abandono em certos lugares , jardins viraram estacionamentos irregulares , lugares que não são seguros nem de dia e de noite. É muito importante que as autoridades , agora estejam planejando uma nova opção para os espaços públicos , com mais segurança , áreas de laser bem estruturadas , enfim , voltar a ser um lugar muito agradável para a população …….

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  4. E a “revvitalizaçao” da rua da praia??

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  5. Não devia ter nada de polêmico. Simplesmente não faz sentido o asfalto ser público e a calçada ser privada. Relega o pedestre a depender da boa vontade dos proprietários dos imóveis.

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    • Na Alemanha a prefeitura faz a calçada e cobra o valor do proprietário. Assim todas as calçadas tem o mesmo padrão, tanto estético quando de eficiência e manutenção.

      Aliás, na cidade que eu morei quase todas as calçadas tem ciclovia, assim deixando os ciclistas 100% seguros contra automóveis.

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  6. A maior parte dos espaços públicos de Porto Alegre não está em seus parques, largos e praças, e sim no conjunto de PASSEIOS PÚBLICOS que flanqueiam as ruas.

    E eles estão, cada vez mais, VAZIOS E INSEGUROS, devido às cercas que separam os domínios público e privado.

    Culpada a legislação urbanística vigente, que não acompanhou a evolução dos conceitos de desenho de cidade, que hoje – no mundo civilizado – determinam que a INTERFACE entre domínios sejam não cercas ou muros, mas sim atividades de comércio e serviços que ANIMEM as calçadas.

    Portanto, minha carta colega Ada, o que está em falta é um PROJETO MODERNO de cidade, e não simplesmente acrescentar mais uma responsabilidade à já esclerosada gestão dos espaços de todos.

    E claro, compreender que o conceito dos recuos de jardim é ultrapassado, por em sua maioria não constituirem-se de jardins, e sim de estacionamentos, e de que grande parte da área verde da cidade está concentrada ao longo dos passeios.

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    • Isso tudo é a tua concepção de cidade.

      Eu prefiro o conceito de subúrbios, nos quais têm pouco comércio e assim as zonas residenciais ficam tranquilas, podendo sem melhor aproveitadas pelas crianças e também mais silenciosas e aconchegantes.

      Prefiro que zonas movimentadas com comércio sejam delimitadas.

      Já morei na Europa, já experimentei o estilo de vida deles, e não acho que deva ser modelo pro resto do mundo.

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  7. Pouco importa de quem é a calçada. O que importa é ela existir e estar em perfeito estado de conservação. Foi muito interessante a iniciativa da prefeitura de cobrar as calçadas dos moradores do centro e cidade baixa. Mas e o resto da cidade? Tem que expandir esse programa pra toda a cidade, dar prazo e multar o proprietário que se recusar a consertar a calçada.

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