Pontal: novo projeto também não encontra consenso

Câmara tem noite de completa bestialidade, com pessoas explanando absurdos, colocando Porto Alegre como uma cidade provinciana, interiorana, sem aspirações de cidade turística e sim aspirações de cidade sede de movimentos xiítas, radicais ao extremo. Uma metrópole que a cada ano perde posições entre as cidades mais desenvolvidas do país, não é de se duvidar que se torne uma cidade decadente, uma cidade em que as empresas fogem, pois não há incentivos, e sim, posições contrárias ao crescimento. O que mais me deixa atormentado, é que estes ecoxiítas se dizem senhores da verdade, e que o poder público, ouvindo suas colocações, deduz que a cidade é contra o desenvolvimento. O que sentimos é exatamente o contrário. A cidade quer se desenvolver, mas é impedida por meia dúzia de entidades xiítas, que ditam as regras, sob o olhar de um prefeito mediocre, que não decide nada, e uma Câmara que baixa a cabeça para os seus problemas.

Gilberto Simon

Matéria a seguir retirada do site da Câmara

A audiência pública realizada na noite desta quinta-feira (5/3) pela Câmara Municipal de Porto Alegre reacendeu a polêmica sobre a proposta de modificação do regime urbanístico da área do Pontal do Estaleiro, a fim de permitir também a construção de residências naquela área. Um projeto do Executivo, tramitando na Câmara, prevê um referendo para que a população decida sobre o tema. A proposta, no entanto, também não encontra consenso.

Coordenando a audiência, o presidente da Câmara, vereador Sebastião Melo (PMDB), lembrou que o uso comercial da área já é permitido por lei aprovada pelo Legislativo. “O projeto do prefeito José Fogaça tem o mesmo teor daquele anteriormente aprovado pela Câmara e vetado pelo Executivo. Apenas acrescenta um artigo prevendo um referendo pela população.”, disse Melo.

Presente à audiência, a secretária municipal de Coordenação Política e Governança Local, Clênia Maranhão, garantiu que o Executivo não cogita a desapropriação do terreno, “que é uma área privada”. Também estava presente o secretário municipal do Planejamento, Márcio Bins Ely. A audiência pública, iniciada às 19 horas da quinta-feira, dia 5, terminou nas primeiras horas da sexta-feira, dia 6.

Contrário ao projeto, o professor Felipe Oliveira questionou o fato de a proposta ser discutida separadamente, no momento em que tramita o projeto de revisão do Plano de Desenvolvimento Urbano Ambiental (PDDUA). Ele também alertou para a necessidade de haver adequação do PDDUA ao Estatuto das Cidades. “O projeto foi comprado por R$ 7 milhões e quer faturamento de R$ 700 milhões. A Vila Cai-Cai foi retirada sob o argumento de que a orla do Guaíba não era para moradia. Que argumentos teremos para dizer, agora, que os ricos podem morar na orla?”, disse Oliveira. Ex-vereador e ex-secretário municipal de Meio Ambiente, Caio Lustosa, afirmou que os especuladores imobiliários se “assenhorearam da cidade”. Para ele, a área do Estaleiro “é e será sempre uma área pública”.

Fernando Bachi, morador de Porto Alegre, defendeu o projeto como alternativa de desenvolvimento turístico da capital gaúcha. “Não será a construção de alguns poucos prédios que irá prejudicar a orla do Guaíba. Precisamos apoiar esse projeto.” Também favorável à proposta, o presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Indústria Construção Civil, Valter Souza, defendeu a prerrogativa dos vereadores em decidir sobre o assunto e lembrou que a área, atualmente, está abandonada.

Vereadores

Autor do projeto original, vetado pelo prefeito José Fogaça, o vereador Alceu Brasinha (PTB) disse que defende a proposta porque deseja o crescimento de Porto Alegre. Também favorável ao projeto, Bernardino Vendruscolo (PMDB) lembrou que o terreno é uma propriedade privada. “Estão jogando desinformação para a população.” Para Valter Nagelstein (PMDB), será garantido que o meio ambiente seja preservado, com acesso ao local e urbanização. “Estamos garantindo que a população seja ouvida.” Também se manifestaram a favor do projeto do Executivo os vereadores Nilo Santos (PTB), Reginaldo Pujol (Dem), Nelcir Tessaro (PTB), João Pancinha (PMDB) e Elias Vidal (PPS).

Contrária ao projeto, a vereadora Fernanda Melchionna (PSol) disse que a Câmara não pode ceder às pressões da especulação imobiliária, “que atua no lógica do lucro, sem se importar com impactos ambientais”. Ela e a vereadora Maria Celeste (PT) defenderam a elaboração de um projeto que estabeleça regras urbanísticas para toda a orla do Guaíba. “A bancada do PT está estudando a possibilidade de apresentar um substitutivo ao projeto”, disse Celeste. Para Beto Moesch (PP), o projeto afronta o Estatuto das Cidades, fere a Lei Orgânica do Município e é inconstitucional. “Precisamos revogar a atual lei, rejeitar o referendo e tratar esse assunto na revisão do Plano Diretor.” Também se manifestaram contrariamente ao projeto os vereadores Mauro Pinheiro (PT), Lucio Barcelos (PSol), Carlos Todeschini (PT), Airto Ferronato (PSB), Juliana Brizola (PDT) e Sofia Cavedon (PT).

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Essa história do Pontal está se tornando surreal. NAUSEANTE.

 

Bah, estou enojado com esse jeito-de-ser da  “Capital da Resistência”.  Ando cansado disso, e não vejo nenhum sinal de reversão dessa cultura refratária.

 

 Por isso que começo a formatar um projeto de vida: SAIR de Porto Alegre.  Não sei ainda para qual cidade.

 Sempre sonhei em morar numa cidade com uma bela orla.  Esse é um dos maiores sonhos.   Assim como também tenho muita vontade de morar numa cidade dinâmica.  Moderna.  Ousada.  Cosmopolita. Ou seja: além de uma cidade com orla, gostaria de morar numa cidade que  AJA como metrópole.  

E ando  farto  desse jeito-de-ser portoalegrense, da cidade que arrota orgulho, se acham os melhores do país.  Esse papo cansa!

 

Adoro pequenas cidades do interior,  são uma delícia.  Mas, se moro numa cidade grande, com todos os problemas de cidade grande, também vou querer que ela tenha todas as coisas boas e bonitas de uma Metrópole vibrante e moderna.

 

 

Tenho vários prazeres no cotidiano indo aqui, ali, mas a cidade, em si, não me atrai mais.

Hoje  o que me  “prende” aqui é meu emprego, família, amigos.  A cidade, não.    

 

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Muitos falam que os movimentos feitos pelos contra-tudo não representariam o pensamento da população, pois a população quer, sim, uma cidade mais bonita e interessante.  Baseado nessa crença que tenho lutado junto meus colegas do Move Poa e do Porto Imagem.

 

Mas então leiam esse comentário feito em novembro pelo leitor Georgeano:

 

“Se a maioria da população quer desenvolvimento e beleza na orla, mas há muuuuitos anos o que se vê é o contrário, ou seja, uma infinidades de movimentos contra-tudo e contra orla bonita, então estamos diante de um caso espantoso na humanidade, onde a maioria da população quer uma coisa, mas essa maioria é invisível, muda, morta, passiva. Surreal.”

 

Georgeano, 24/11/2008

 

 

 

Não dizem que Porto Alegre é a capital mais politizada do país?  Mas, se for  verdade que a população  não pensa como os xiitas, o que parece é temos a população mais passiva do país, isso sim.

 

Será que estamos diante da população mais banana e mais passiva do mundo?  Acho que não: começo a acreditar que  a cidade não quer mesmo, mudar.  E isso não é resultado dos movimentos dos contra-tudo. Os conta-tudo só têm tanto sucesso na “Capital da Resistência” porque aqui  ENCONTRAM ECO para suas idéias.  Os xiitas não teriam toda essa força numa cidade cosmopolita, moderna e dinâmica.

 

Acho que  Porto Alegre quer ser província, sim. Pois além dos movimentos contra-tudo, a  “Capital do Não” também tem empresários medíocres, que não empreendem coisas ousadas na cidade, que deixam a cidade morrer no verão, que não se interessam em fazer atrações turísticas, marinas, belvederes…  temos políticos medíocres, temos muitos  políticos provincianos,  temos abundância de políticos esquerdistas pró Evo, Chaves, Bové, Stédile, MST, políticos pró expulsão de empresas, políticos pró destruição de pesquisas… e temos a população que aplaude esses políticos radicais… temos a população que é provinciana, que diz “Eu não quero desenvolvimento!!!”, que não quer que façam um calçadão na orla abandonada da Assunção  “porque vai atrair muita gente”…

 

Então vemos que a “Aquela capital orgulhosa lá do Sul” não tem mostrado estagnação somente por causa de meia-dúzia de movimentos contra-tudo: esses movimentos sim que se sentem à vontade na “Capital do Não“,  a cidade onde a cultura do não-pode acontece em todos os extratos.

 

Ao constatar que o provincianismo é disseminado, cheguei a desistir de ver esta metrópole, ou melhor, essa cidade grande, virar uma Metrópole de verdade. Virar uma metróple cosmopolita, empreendedora, vanguardista, dinâmica.  Uma Metrópole orgulhosa de seus costumes e tradições, sim – mas também aberta ao mundo e ao Brasil.  Uma Metrópole mais BONITA, agradável e interessante.

   

Disse que havia desanimado, mas volto a ter esperança por causa da chance do século que caiu sobre nós: a Copa do Mundo.  A Copa talvez consiga romper a cultura do NÃO.

 

Sim, continuarei ainda um bom  tempo na “Capital da Resistência”, e naturalmente continuarei na luta com meus amigos do Move Poa e Porto Imagem. 

 

Durante esse texto, usei vários termos entre aspas.  São as denominações que tem sido muito ouvidas por aí sobre Porto Alegre:

 

– Capital do Não

 

– Capital da Resistência

 

– Aquela cidade orgulhosa  lá do Sul

 

 

Espero que um dia possamos esquecer esses “títulos”.

Ricardo Haberland

 

 

 

 

 

 

 

 

 



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4 respostas

  1. Acompanho Porto imagem a pouco mais de ano e aprendi muito sobre Porto Alegre, suas noticias e seus ótimos comentários sobre a mesma. Como sempre tive muita vontade de morar nessa cidade, aos poucos vou perdendo o encanto, achava praticamente impossivel um projeto como o Pontal nao ser aprovado, sao essas pequenas grandes coisas q afastam a magia que Poa poderia ter. Como tb sempre tive a vontade de morar numa grande cidade com uma bela orla, vejo que Poa nao será essa cidade tao cedo, infelizmente seus moradores e politicos nao deixam isso acontecer. Infelizmente as cidades que mais me interessam nesse aspecto nao ficam no Brasil, sao Rosário, Montevideo e Buenos Aires. Aqui a única que tem um certo cuidado com a sua orla é Fortaleza, mas peca na segurança e com um centro velho rico mas decadente, tb precisando urgente de uma profunda intervençao para que mantenha vivo tb o seu lado antigo. Rosario consegue mostrar muito bem isso, um centro velho relativamente bem cuidado, uma orla bem movimentada com belos parques, mas sem esquecer que possam ser construidos predios novos e altos os quais dao o toque especial. Montevideu segue essa mesma cultura, e Buenos Aires é sem comentários, basta ir la e se deslumbrar com o seu centro velho q da a impressao de se estar na Europa, e Purto Madero com um quê de Dubai com Amsterdam…, é o que temos de melhor nas proximidades,,,infelizmente fora do Brasil!!!

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  2. Essa história do Pontal está se tornando surreal. NAUSEANTE.

    Bah, estou enojado com esse jeito-de-ser da “Capital da Resistência”. Ando cansado disso, e não vejo nenhum sinal de reversão dessa cultura refratária.

    Por isso que começo a formatar um projeto de vida: SAIR de Porto Alegre. Não sei ainda para qual cidade.
    Sempre sonhei em morar numa cidade com uma bela orla. Esse é um dos maiores sonhos. E tenho muita vontade de morar numa cidade dinâmica. Moderna. Ousada. Cosmopolita. Ou seja: além de uma cidade COM ORLA, gostaria de morar numa cidade que AJA como metrópole.
    E ando farto desse jeito-de-ser portoalegrense, da cidade que arrota orgulho, se acham os melhores do país (mas que, na real, caminha para um deprimente ocaso). Esse papo cansa!

    Adoro pequenas cidades do interior, são uma delícia. Mas, se moro numa cidade grande, com todos os problemas de cidade grande, também vou querer que ela tenha todas as coisas boas e bonitas de uma Metrópole vibrante e moderna.

    Tenho vários prazeres no cotidiano indo aqui, ali, mas a cidade, em si, não me atrai mais.
    Hoje o que me “prende” aqui é meu emprego, família, amigos. A cidade, não.

    __________________________________________

    Muitos falam que os movimentos feitos pelos contra-tudo não representariam o pensamento da população, pois a população quer, sim, uma cidade mais bonita e interessante. Baseado nessa crença que tenho lutado junto meus colegas do Move Poa e do Porto Imagem.

    Mas então leiam esse comentário feito em novembro pelo leitor Georgeano:

    “Se a maioria da população quer desenvolvimento e beleza na orla, mas há muuuuitos anos o que se vê é o contrário, ou seja, uma infinidades de movimentos contra-tudo e contra orla bonita, então estamos diante de um caso espantoso na humanidade, onde a maioria da população quer uma coisa, mas essa maioria é invisível, muda, morta, passiva. Surreal.”

    Georgeano, 24/11/2008

    Não dizem que Porto Alegre é a capital mais politizada do país? Mas, se for verdade que a população não pensa como os xiitas, o que parece é temos a população mais passiva do país, isso sim.

    Será que estamos diante da população mais banana e mais passiva do mundo? Acho que não: começo a acreditar que a cidade não quer mesmo, mudar. E isso não é resultado dos movimentos dos contra-tudo. Os conta-tudo só têm tanto sucesso na “Capital da Resistência” porque aqui ENCONTRAM ECO para suas idéias.

    Eles não teriam toda essa força numa cidade cosmopolita, moderna e dinâmica.

    Acho que Porto Alegre quer ser província, sim. Pois além dos movimentos contra-tudo, a “Capital do Não” também tem empresários medíocres, que não empreendem coisas ousadas na cidade, que deixam a cidade morrer no verão, que não se interessam em fazer atrações turísticas, marinas, belvederes… temos políticos medíocres, temos muitos políticos provincianos, temos abundância de políticos esquerdistas pró Evo, Chaves, Bové, Stédile, MST, políticos pró expulsão de empresas, políticos pró destruição de pesquisas… e temos a população que aplaude esses políticos radicais… temos a população que é provinciana, que não quer desenvolvimento perto de sua casa, que quer que toda a cidade tenha jeito de cidade do interior, que não quer que façam um calçadão na orla abandonada da Assunção “porque vai atrair muita gente”…

    Então vemos que a “Aquela capital orgulhosa lá do Sul” não tem mostrado estagnação somente por causa de meia-dúzia de movimentos contra-tudo: esses movimentos sim que se sentem à vontade na “Capital do Não”, a cidade onde a cultura do não-pode acontece em todos os extratos.

    Ao constatar que o provincianismo é disseminado, cheguei a desistir de ver esta metrópole, ou melhor, essa cidade grande, virar uma Metrópole de verdade. Virar uma metróple cosmopolita, empreendedora, vanguardista, dinâmica. Uma Metrópole orgulhosa de seus costumes e tradições, sim – mas também aberta ao mundo e ao Brasil. Uma Metrópole mais BONITA, agradável e interessante.

    Disse que havia desanimado, mas volto a ter esperança por causa da chance do século que caiu sobre nós: a Copa do Mundo. A Copa talvez consiga romper a cultura do NÃO.

    Sim, continuarei ainda um bom tempo na “Capital da Resistência”, e naturalmente continuarei na luta com meus amigos do Move Poa e Porto Imagem.

    Durante esse texto, usei vários termos entre aspas. São as denominações que tem sido muito ouvidas por aí sobre Porto Alegre:

    – Capital do Não

    – Capital da Resistência

    – Aquela cidade orgulhosa lá do Sul

    Espero que um dia possamos esquecer esses “títulos”.

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  3. Isso é foGO! Os candidatos a Prefeito pedem votos em troca de gerenciar a cidade e não resolvem nada sozinhos? Se o cara ganhou a maioria dos votos da população da cidade não tem pra que ficar fazendo outra “eleição” ou plebiscito pra decidir se faz ou não “tal coisa”. Se ele foi o escolhido pela MAIORIA então ELE QUEM VÁ DECIDIR!!!!!! Não deixamos a cidade nas MÃOS DELE?

    Votei no Fogaça e agora ele não faz nada? Po®®a!!!!!!!!!!!!!!!

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  4. Isso é foGO! Os candidatos a Prefeito pedem votos em troca de gerenciar a cidade e não resolvem nada sozinhos? Se o cara ganhou a maioria dos votos da população da cidade não tem pra que ficar fazendo outra “eleição” ou plebiscito pra decidir se faz ou não “tal coisa”. Se ele foi o escolhido pela MAIORIA então ELE QUEM VÁ DECIDIR!!!!!! Não deixamos a cidade nas MÃOS DELE?

    Votei no Fogaça e agora ele não faz nada? Po®®a!!!!!!!!!!!!!!!

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