“Eu vou fazer a ponte do Guaíba” , diz Serra

O Rio Grande ficou para trás” , afirma o candidato

Com um discurso voltado para o Rio Grande do Sul, incluindo as promessas de construção de uma nova ponte sobre o Guaíba para ligar a Capital à Zona Sul e de apoio à agricultura, o ex-governador José Serra inaugurou ontem o ciclo do Painel RBS com os pré-candidatos ao Planalto.Descontraído, contou até piada, mas fugiu de temas espinhosos, como o reajuste dos aposentados. Confira trechos da entrevista.

Primeiro dos principais pré-candidatos à Presidência a participar do Painel RBS, o ex-governador José Serra (PSDB) fez ontem afagos e uma promessa ao Rio Grande do Sul.

– Não é um compromisso, é um anúncio: vou fazer a segunda ponte do Guaíba – afirmou.

Serra repetiu a promessa a pedido do jornalista Lasier Martins.

Não foi o seu único agrado aos ouvidos dos gaúchos durante o Painel, realizado no Salão Nobre da sede do Grupo RBS com transmissão ao vivo por TVCOM, Rádio Gaúcha e site http://www.painelrbs.com.br e acompanhado pela diretoria, por editores e jornalistas da empresa. Ao comparar o Estado com Rio e Pernambuco – que ganharam impulso econômico com o petróleo e os estaleiros, respectivamente –, o candidato disse que o Rio Grande do Sul “ficou para trás”:

– O Rio Grande é um Estado muito qualificado. Tem uma classe empresarial capacitada, a expansão agrícola do Brasil foi feita pelos gaúchos. No entanto, tem recebido subinvestimentos do governo federal.

Entrevistado por Lasier e pelos jornalistas André Machado, Carolina Bahia, David Coimbra, Rosane de Oliveira e Tulio Milman, Serra discorreu, ao longo de uma hora e meia, sobre temas como educação, saúde, agricultura, reformas agrária e tributária, impostos, corrupção e investimentos.

Mas evitou temas mais espinhosos como a correção dos vencimentos dos aposentados (“Tudo é uma questão de custo, se tem dinheiro ou não tem. O que o governo Lula decidir, eu acato”) e a volta da CPMF, o imposto sobre o cheque. Também evitou avaliar o governo Lula.

Entre outros afagos aos gaúchos (como os elogios aos técnicos Dunga e Luiz Felipe Scolari), Serra enfatizou seu apoio à agricultura e criticou o câmbio e os juros que prejudicam produtores e exportadores do Estado.

– O juro e o câmbio são um tremendo imposto que você paga – disse, prometendo uma integração “total” dos ministérios da Agricultura e do Desenvolvimento Agrário para acabar com distorções no setor e com o “uso da reforma como pretexto” para outros interesses.

– Vou ser o presidente da produção. Aprendi que a agricultura no Brasil é uma coisa poderosa, é a galinha do ovos de ouro do desenvolvimento brasileiro – elogiou.

Porém, demonstrou pouco conhecimento com questões como o polo naval de Rio Grande (“Já ouvi falar, não conheço os detalhes”, disse o tucano).

Zero Hora



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