Rodoviários entram em GREVE amanhã!

É notícia dos principais sites de jornais da cidade. Está programada para amanhã uma greve no transporte coletivo de Porto Alegre. A previsão é que apenas 30% da frota irá circular. O sindicato patronal oferece 4% de reajuste aos rodoviários. A categoria pede 22%.

Nosso trânsito ficará mais caótico do que o normal amanhã, culpa de quem quer pagar reajuste menor que a inflação, sob o argumento de que o impacto na tarifa seria ainda maior. Proponho a revisão dos critérios de isenção já! E que se abra a caixa-preta dos reais custos operacionais das empresas. 

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34 respostas

  1. Olha eu me preocuparia mais com o salario de um depudado seja ele federal, estadual o que for, ao inves de criar uma solução para o transporte publico deveriamos pensar o quanto de impostos pagamos para o governo, retirar de vez o emprego de quem em muitas vezes não tem uma oportunidade profissional melhor, não é a solução, não vai haver diferença na passagem tirando o cobrador ou deixando
    o salario de um politico poderia pagar por mais de 2 meses a passagem de uma unica linha, aqui é a fonte de todo problema se não ganhacem tanto pra não fazer, nada não estariamos discutindo
    é logico que os donos de empresas de transportes tiram o deles por fora.
    no meu ponto de vista com esse aumento poderiam ao menos melhorar o transporte publico com mais comodidade e conforto para as pessoas afinal de contas quantas pessoas são transportadas desconfortaveis depois de um dia duro é acabam dormindo de pé.

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  2. A idéia do Mobus é ótima (pq nao entra logo pra eptc?). Mas ainda tem outros problemas: o tempo absurdo de espera na parada e o traçado das linhas.

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  3. Aumentar a concorrencia como? Os passageiros vao pegar o primeiro onibus que aparecer e nao esperar o proximo da mesma linha por ser de outra empresa. A saída é o estado monopolizar o transporte publico, trabalhando com preço de custo e publicando as contas na internet.

    Além disso, por lei, o tempo maximo de espera na parada deve ser de 10 minutos. Coloca uma catraca na parada qdo vc entra ( como em Curitiba) vc passa o cartao, qdo entrar no onibus, vc passa de novo e calcula o tempo que vc teve que esperar. Se passou do tempo vc pode andar de graça.

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    • Conquanto eu concorde que seja difícil de garantir uma livre concorrência para o passageiro final por causa do situação que citaste, creio que pior ainda seria transformar tudo em monopólio estatal. Idealmente, quando um serviço ou produto não está sendo oferecido de forma eficiente, há que se alterar a forma de comercialização, visando sempre colocar mais fornecedores no mercado, diluindo os poderes de monopólio/oligopólio. No caso específico dos ônibus, na minha opinião, ocorre que o mecanismo atual favorece a presença de empresas grandes demais, com muito poder político e pouca motivação para oferecer um preço menor por um serviço melhor. O modelo ideal seria parar de negociar tudo em termos de valor da passagem individual (isto é, acionamento da roleta), e passar a negociar apenas o custo do quilômetro-passageiro-potencial. Explico como funcionaria:

      1) Todos os anos, o poder público, através de pesquisas técnicas de demanda e retorno dos usuários, estipula os parâmetros de cada linha de transporte coletivo, especificando o tamanho dos veículos requeridos, frequências, horários. Pegando, para cada viagem da linha, o tamanho do percurso e multiplicando pela capacidade do veículo, temos o número de passageiros que poderiam ser atendidos em ocupação plena; essa unidade seria o quilômetro-passageiro-potencial (km/paxpot).

      2) A cada seis meses (ou até menos), é feito um leilão, aberto, onde as empresas habilitadas informam o valor do km/paxpot para cada um de seus veículos. Todas as propostas são organizadas por ordem crescente de valor, e casadas nesta ordem com as viagens requeridas para cada linha (respeitando-se o parâmetro de tamanho do veículo previamente definido, é claro). Poderia haver algum mecanismo obrigando que viagens específicas tenham melhor nível de serviço, i.e. acesso universal, ar-condicionado, etc, de forma que não ficássemos só com cacarecos.

      3) Todas as viagens seriam medidas por pontualidade e outros atributos do serviço (limpeza, acidentes, etc), de forma a obter um índice de qualidade de atendimento da empresa que realizou a viagem, que seria posteriormente utilizado de alguma forma nos leilões para privilegiar empresas boas e punir empresas ruins.

      4) Todos os tipos de viagem seriam cobertas pelo sistema; poderíamos ter linhas e viagens próprias para atendimento com ônibus articulados, ônibus simples, lotações, microônibus e até vans. Qualquer empreendedor poderia se candidatar ao leilão, condicionado apenas a vistorias de segurança e adequações de padronização (i.e. identidade visual, sistema de cobrança, etc) nos veículos de sua frota.

      5) Poderia ser estipulado que cada empresa tenha uma determinada quantidade de veículos de reserva técnica (para cobrir panes, etc), mas com a possibilidade de negociação de um “seguro de panes”, onde a empresa que não veículos extras pagaria um prêmio para ter direito de uso em veículos de outras empresas nessas situações.

      6) A passagem seria cobrada do passageiro de maneira integrada através de bilhetagem eletrônica, permitindo múltiplas viagens em diversas linhas dentro de um período (algo como duas horas seria ideal). Seria interessante prever a cobrança em degraus, embora isso possa ser complicado do ponto de vista de impacto econômico. A libertação do paradigma de pagar-passagem-para-virar-catraca permitiria também outras formas de cobrança, como passes diários, semanais ou mensais, que sairiam mais em conta para o passageiro e estimulariam a opção pelo transporte coletivo.

      7) Este sistema abrangeria toda a região metropolitana, embora fosse interessante ter algumas divisões geográficas, na hora do leilão, considerando que, por exemplo, empresas baseadas em Alvorada teriam dificuldade de atender linhas de São Leopoldo.

      Óbvio, pra uma coisa dessas funcionar, teria que tirar do jogo todos os beneficiados pelo status quo, que não têm interesse algum em mudar o sistema. Difícil.

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      • Perfeito mobus, concessão não é garantia de nada, pode ser pior ou melhor que um sistema 100% público, depende apenas de como a licitação foi feita.

        Em Rio Grande chega a ser pior que POA pois lá há apenas 1 empresa privada operando em toda a cidade. O absurdo é tanto que os onibus saem lotados já na 1a parada passando reto nos pontos seguintes. Como não há outra empresa para absorver estes clientes, não há outra opção a não ser esperar 2h para pegar um ônibus da mesma empresa.

        Por isto é importante fazer uma concessão com regras claras que incentivem constantemente a concorrência e permita novos operadores a entrar em serviço. A forma como é feita atualmente deixa a população a merce de um clubinho de empresas que possuem monopólio da sua linha e quase nenhum incentivo para reduzir custos e melhorar a qualidade.

        A idéia de cobrar por Km (já há tecnologia para isto) e cada empresa poder alterar livremente seus preços, inclusive de acordo com horário, além de racionalizar o transporte público, contribuiria para reduzir os horários de pico ao longo do dia. Cobrando mais barato horários alternativos incentivaria pessoas que não necessitam viajar/trabalhar nestes horários a utilizarem outros, economizando dinheiro e cedendo lugar para outras pessoas que tem mais urgência.

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        • Adriel,

          Acho que não expliquei bem isso no meu outro comentário, mas a ideia não é cobrar do passageiro a tarifa proporcional à quilômetragem da sua viagem pessoal. A minha proposta é que a prefeitura compre no leilão o quilômetro-passageiro-POTENCIAL, isto é, a prefeitura (em nome dos passageiros) compra um determinado número de lugares no veículo por um determinado número de quilômetros. Todo o dinheiro arrecadado nas passagens iria para prefeitura, que pagaria então as empresas conforme os preços previamente contratados.

          Eu sei que esse processo pode parecer muito convoluto, mas existe um fundamento econômico e social nisso. Cobrar o quilômetro direta e linearmente na tarifa final do passageiro seria absolutamente cruel com a população de baixa renda, que mora mais longe dos centros de destinos de viagem. A intermediação da prefeitura amortece esse problema sem penalizar as empresas – haja visto que o custo da empresa é linear ao quilômetro rodado, e assim ele seria pago.

          Outro ponto importante é que, se a prefeitura quiser beneficiar algum operador neste sistema, ela só o conseguirá se superdimensionar o serviço comprado (i.e. botar mais viagens numa linha do que o necessário); num modelo onde o passageiro paga diretamente, a prefeitura pode agir mancomunada com o operador subdimensionando o serviço (i.e. botando menos viagens). É evidente que ambos conluios são negativos, mas eles têm impactos diferentes: no sistema passageiro-paga-direto, um conluio aumenta a lotação (sem alterar tarifa); no sistema prefeitura-intermedia, uma prefeitura mal-intencionada poderia aumentar a tarifa e comprar mais viagens “inúteis”, mas pelo menos isso diminuiria a lotação e beneficiaria o passageiro.

          Enfim, precisaria aparar algumas arestas; com certeza seria interessante ter uma tarifa variável de acordo com a demanda dos horários, a exemplo do que é feito em várias cidade mundo afora.

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        • Sei não, colocar a prefeitura como intermediária acaba tirando a liberdade de escolha do cliente… sem contar que ela é péssima em fiscalizar estas empresas.

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    • Exatamente… muitas linhas possuem onibus de 15 em 15 minutos (ou menos). Muitos passageiros vão se programar para pegar outro onibus se o serviço for melhor, isto estimulará todas as empresas a melhorarem seus serviços. Se 10% dos passageiros deixarem de pegar um ônibus pq o serviço é ruim, isto ja é o suficiente para dar um rombo significativo nas contas de uma empresa de transportes.
      Não é o modelo de concorrência perfeita visto que continua sendo concessão, mas ja é algo melhor!

      Agora, querer estatizar o transporte público achando que irá melhorar é muita falta de visão de mundo! Desde queando serviço público foi sinônimo de qualidade? Ainda mais sem concorrência! O estado até pode operar com preço custo, só que na prática o que acontece é operar de forma deficitária, ou então de forma ineficiente. Enquanto empresas privadas estão constantemente se modernizando para reduzir custos, as empresas públicas não possuem esta preocupação pq não visam o lucro. O que acontece é que em poucos anos mesmo com o lucro o serviço das empresas privadas acaba saindo mais barato que o serviço das empresas públicas que operam “sem lucro”.

      Em Rio Grande existe a DATC, empresa pública da prefeitura que faz transporte para POA. O que acontece é que mesmo tendo uma oficina com vários mecânicos, quando o ônibus estraga eles acabam pagando uma oficina privada pq se fossem esperar fazer licitação das peças este processo demoraria meses. Este é só um exemplo do desperdício que ocorre. Além disto, a viagem pela Planalto custa a mesma coisa e é muito melhor.

      Nos EUA acabei de comprar uma passagem pela http://www.megabus.com/ . Vou fazer uma viagem de 4,5h ida e volta para 2 pessoas pagando apenas R$75 o total. Aqui no Brasil R$75 custa CADA um dos trechos para cada pessoa.

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  4. Trabalhei como rodoviário, é uma classe marginalizada, pelos empresários e pelo seu sindicato que é uma piada. Tem tabelas que rendem só em dinheiro em torno de 600,00, fora vt, passe antecipado e escolar, gente o rendimento total é em torno de 1.200,00 por dia, claro tem as que rendem no total uns 400,00, mas tem as que rendem bem mais. Isso por dia 1.200,00 x 5: 6.000,00 por semana isso é só uma tabela, uma dupla de funcionários. Os empresários não estão nem ai com o passageiro, querem é GRANA mesmo, e os funcionários bah!

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