DIVERCIDADE AZENHA – Uma ideia para a futura área do Estádio Olímpico

Em um cenário brasileiro de desenvolvimento econômico e investimento recorde na construção civil, Porto Alegre é mais uma das cidades brasileiras com necessidade urgente de reurbanização. O crescente aumento no número de automóveis, o colapso do sistema de transporte desestruturado e a insegurança são apenas alguns fatores que já fazem parte do dia-a-dia de seus habitantes.

Em clima da Copa do Mundo de 2014 e como cidade escolhida para sediar jogos da copa, as atenções se voltam para Porto Alegre, criando um momento favorável para implementação de projetos de requalificação urbana. Uma série de projetos já estão previstos, como a implantação da 1ª fase da linha 2 do metrô, a duplicação da Av. Tronco, a ampliação da pista do Aeroporto Internacional Salgado Filho, o projeto Portais da Cidade, a reforma do Estádio Beira-Rio e a construção do novo Estádio Arena Tricolor, além de uma série de reformas a serem realizadas no sistema viário da capital.

Neste contexto que surge uma oportunidade única de intervenção urbana. Com a construção da Arena Tricolor no bairro Humaitá, nova sede do Grêmio Foot-Ball Porto Alegrense, o Estádio Olímpico Monumental, antiga sede, será demolido, liberando uma área de mais de 80.000 metros quadrados (8 ha) em meio a cidade. Sua localização é privilegiada, em uma zona de confluência de bairros consolidados e em constante desenvolvimento, Menino Deus, Azenha e Medianeira. Além disso, é ponto de distribuição de importantes vias de conexão de Porto Alegre, como a Av. Azenha, Av. Érico Veríssimo, Rua José de Alencar e a Av. Prof. Oscar Pereira.

O local possui também grande valor histórico e sentimental no imaginário porto-alegrense. É sede do Grêmio desde 1954, de um dos times com maior número de torcedores no Rio Grande do Sul. E em 1980, a rótula da Rua José de Alencar, ao lado do estádio, foi o local escolhido pelo Papa João Paulo II para a celebração de sua missa campal para mais de 300 mil pessoas.

Este novo vazio urbano pode se transformar em um agente unificador e fortalecedor para a região e para a cidade, contudo, se tratado erroneamente, poderá separar e estratificar, tornando-se uma cicatriz na face de Porto Alegre.

Nesta temática, esta proposta de projeto para o trabalho final de graduação da UFRGS visa dar um novo uso à área hoje ocupada pelo estádio e quadra adjacente, devolvendo-a como parte atuante da cidade, através de um centro urbano multifuncional. O programa engloba habitação, centro comercial, escritórios, centro de convenções, hotéis, um terminal intermodal de transporte público, estacionamento, bicicletários e o tratamento dos espaços abertos do entorno. O centro também serviria de apoio para o Estádio Beira-Rio em dias de jogos da copa, facilitando o acesso e estacionamento. O terminal intermodal, dentro dos moldes do projeto Portais da Cidade, poderia ajudar na redistribuição das linhas de transporte público para as diferentes zonas de Porto Alegre, evitando o acúmulo de linhas no centro.

IMAGENS

 

Imagens em ótima resolução, clique para ampliar.

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PROJETO:  Martina Jacobi

Orientador: Benamy Turkienicz

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Maxma Studio – www.maxmastudio.com.br

Fone: (51) 91072188

martina@maxmastudio.com.br

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Categorias:Arquitetura | Urbanismo, Paisagismo, Plano Diretor, Prédios, Reurbanização, Revitalização da Azenha, Sustentabilidade

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29 respostas

  1. Achei o projeto meio pesado, mas gostei de boa parte dele..

    😀

    Bem que poderiam fazer algo diferente, grande e bonito na area da rotula do papa.
    Não falo em prédio, e sim, em monumento mesmo..

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  2. Esta área é da Oas?

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    • Infelizmente. Portanto, não sei iludam, as torres vão ser quase iguais as da Arena. A Azenha vai morrer, falando sério. Tenho muito medo desse projeto. Se duvidar me junto aos ecoxiitas se eles forem protestar.

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  3. Sim… toda área do Olimpico pertencerá a OAS, inclusive aquele posto de gasolina, próximo a rótula do Papa.

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  4. Belíssimo projeto, contudo, não há tempo hábil, pelo menos em terras tupiniquins, para tal empreendimento. Estamos há dois anos para a Copa; conhecedor da “burrocracia” que emperra nosso desenvolvimento desde o império, só o laudo ambiental passaria esses 2 anos em trâmites. Porém, a ideia é ótima!

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    • Mas este projeto não tem nada a ver com a Copa. A cidade não acaba depois da Copa. Isso é um projeto belíssimo para a cidade e que pode ser executado a qualquer tempo.

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      • “O centro também serviria de apoio para o Estádio Beira-Rio em dias de jogos da copa…” Me refiro à hipótese destacada no texto. É um belo projeto; que algo assim seja realidade para a região, à qualquer tempo e o quanto antes!

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  5. Pena q é sonho. Aquela área já teve até o plano diretor alterado para permitir prédios mais altos. Provavelmente teremos um conjuntinho residencial padrão tosco desses que tem às pencas pela cidade.

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  6. Ué, fiz um comentario tri de boa, sem provocar ninguem e não apareceu..
    o.0

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  7. Se a área é da Oas, provavelmente saíram Torres residenciais de 3 dormitórios com 55 metros quadrados a R$ 500.000 ao estilo monobloco soviético !!!!!essa terrinha é uma província medíocre !!!!!!

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    • Na “melhor” das hipóteses em estilo neo-clássico. Hahaha!

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    • Luli, medíocre são os engenheiros que projetam tal coisas….se achas que aqui é uma província procura um lugar bem desenvolvido para ti….

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      • Os engenheiros projetam para ter o menor custo possível, e consequentemente mais lucro para as construtoras porque são orientados a isso.
        Medíocres são os donos dessas empresas que só pensam no dinheiro e tão se lixando com a cidade e população.

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      • Todo dono de empresa só quer dinheiro. O diferencial é o povo que enxerga o que esta sendo oferecido e se nega a comprar. Se isso acontecer os donos de empresas vão orientar os engenheiros a criar projetos inovadores.

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      • mediocre é o lugar…

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      • Eu to procurando um lugar bem desenvolvido pra ir morar, mas a provincia não me da oportunidades financeiras para isso..
        haha

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  8. Seria legal, mas na mão das nossas grandes construtoras eu não esperaria muito.

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  9. A prefeitura bem que poderia ter exigido alguns mimos para liberar essa altura.
    Coisas como prédios com um padrão de arquitetura e acabamento da area externa, não precisava ser algo de primeiro mundo, mas um basico pra salvar a area…

    Mas se a OAS pensar em criar meio que um bairro novo dentro da azenha, poderia inovar… e revolucionar

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  10. Não gostei muito dos prédios cinzas, parecem presídios. Se o projeto fosse mais puxado pro lado dessa imagem ficaria mais harmonioso: https://portoimagem.files.wordpress.com/2012/07/camera-12.jpg

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  11. Again, acho que essa ideia deveria ser espalhada URGENTEMENTE pelas redes sociais, imprensa, prefeitura, vereadores….ate para os “ecoxiiiiiitas”.
    Senao acabaremos com dezenas de commieblocks sovieticos ou pombais a la OAS!!!

    PS: Ficar na ETERNA choradeira do blog ou em projetos de photoshop nao vai ADIANTAR EM NADA!!!!!!

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  12. Poderia ser incluída uma área pública para prática de esportes, como pista de atletismo, etc… já que vai substituir um estádio e falta algo desse tipo naquela região.

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  13. Os bairros azenha e Medianeira ficaram muitos anos parados no tempo. Esse novo empreendimento vai dar vida nova a esses bairros e os tornará bairros de classificação nobre e vai valorizar também os empreendimentos ao seu redor.
    Louvado seja esse mega empreendimento! Eu Já garanti a compra de um imóvel próximo
    do entorno que transformarei em loja comercial.

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  14. A loja Pisos Garibaldi vai mudar sua sede para próximo do entorno do empreendimento!

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  15. Acho que não deve haver área pública aí não. É só para juntar mendigos e aumentar a insegurança no local. Imaginem a noite os assaltos. Enquanto o poder público não souber fazer gestão de espaços públicos, tem mais que incentivar projetos privados bem fiscalizados…

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    • Ólá Ricardo Vc tem razão! um exemplo é a praça Dr. josetti na Rua Aurélio Py quem tem uma cancha de futebol de areião toda sucateada, que é um tormento para os moradores locais.

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