Philip Morris centraliza produção em Santa Cruz do Sul

Maior fabricante mundial de cigarros investe R$ 113,5 milhões para concentrar o processo na capital do fumo, no Rio Grande do Sul

Por Pedro Pereira, de Santa Cruz do Sul (RS)

Philip_Morris_Brasil-aerea-450A Philip Morris Brasil inaugurou hoje, em Santa Cruz do Sul (RS), o projeto que centraliza toda a sua fabricação de cigarros. Além da linha de montagem, o local possui uma gráfica e laboratórios de análise de produtos. Com área construída de 40 mil metros quadrados, a unidade recebeu investimento de R$ 113,5 milhões e passa a abrigar os 1,6 mil funcionários da empresa na cidade.

Amâncio Sampaio, presidente da Philip Morris Brasil, comemora a conclusão da obra e a nova configuração do campus industrial. “Com infraestrutura da melhor qualidade e a consolidação de todas as etapas do processo produtivo, será ampliada ainda mais nossa competitividade para continuarmos a crescer e inovar no mercado”, projeta.

Em 2010, a Philip Morris Brasil iniciou o processo de verticalização de suas operações. Desde então, a empresa compra o tabaco diretamente de cerca de 17 mil produtores da região sul. Este passo levou à abertura de unidades de negócios em Santa Cruz do Sul, no Rio Grande do Sul, e nas cidades catarinenses de Araranguá, Canoinhas, Maravilha e Ituporanga.

A participação da companhia no mercado brasileiro é de 16%. A cada ano, a Philip Morris comercializa 25 bilhões de cigarros no território nacional. A fábrica de Santa Cruz do Sul continuará sendo responsável por 100% desta produção, além de uma pequena quantidade (não revelada) de tabaco que é exportada.

Atualmente, a empresa tem 2,7 mil funcionários no Brasil, distribuídos entre Curitiba, onde mantém sede administrativa desde a chegada ao país, em1973, a fábrica em Santa Cruz do Sul, e escritórios regionais em São Paulo, Curitiba, Porto Alegre, Rio de Janeiro, Campinas, Salvador, Brasília, Florianópolis, Belo Horizonte e Recife.

Os parlamentares presentes na cerimônia lembraram das dificuldades enfrentadas pelo setor nos últimos anos, quando o Brasil aderiu a uma ação global contra o tabaco. “Agora a presidente Dilma anunciou que não tomará nenhuma medida sem ouvir a Câmara e o Senado”, comentou Luiz Carlos Heinze, deputado federal, que criticou a postura da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

No ano passado, a agência publicou a Resolução da Diretoria Colegiada número 14 (RDC 14), que proibia o uso de ingredientes utilizados na fabricação de 99% dos cigarros. Entidades ligadas à cadeia de produção do tabaco e a Confederação Nacional da Indústria ajuizaram ação direta contra a Anvisa alegando inconstitucionalidade. A decisão está nas mãos da Justiça.

Revista Amanhã



Categorias:Economia Estadual

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18 respostas

  1. Grande empresa, ótima para trabalhar. Se a gauchada nao querem ela, mande de volta p CTBA. Estamos de portas abertas.

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  2. Fantastica noticia. Emprego, renda, desenvolvimento…tudo aquilo que os macunaimas da capital detestam. depois se perguntam porque querem transferir o aeroporto para fora de POA. Prq fora de POA o povo trabalha se esforca e merece todas as coias boas que o desenvolvimento traz. Os politizados que sao contra o desenvolvimento tem que aguentar no osso, ou deixarem de ser tao bobos e infantis.

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  3. Antes uma indústria do cigarro do que plantação de fumo. Não se sabe se são os agrotóxicos do fumo ou a própria planta, mas nas regiões fumageiras estão os maiores índices de suicídio.

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  4. Excelente investimento a cidade e ao Estado.
    Que venham mais.

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  5. Isso mesmo, Gilberto! Na atualidade, finalmente caiu a ficha de que a solucao para Porto Alegre e para todas as cidades é investimentos em transporte publico. Perfeito, eh por ai mesmo. Mas, independentemente isso, a pergunta é: um dia alguem vai tornar ilegal ou proibido os gauchos, ou o Brasil ou o mundo comprar carro? Se a reposta for nao, entao que nós, gauchos, (e brasileiros e o mundo) possamos comprar o maximo de carros produzidos AQUI.

    Senao, os carros que vao ser comprados em Porto Alegre e no mundo simplesmente serao os produzidos na Bahia, no Mexico…

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  6. Nao eh critica, mas todos os comentarios aqui estao sob o dominio da emocao, dos valores morais, da religiao, de tudo.
    Mas o que eh que acontece NA PRATICA: o que acontece eh o que o Guilherme escreveu. Portanto, a minha opiniao eh igual a dele.

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    • Apesar do que falei sobre as armas e as fábricas, sou totalmente favorável a este tipo de investimento, é mais empregos e a economia do RS agradece. Que que adianta o RS dizer não a essas fábricas se sempre vai ter alguém que vai dizer sim e nada vai mudar? Que venha mais fábricas de cigarro, de fumo, de armas, de tanques …A humanidade não vai deixar de fumar ou de matar pessoas por que alguma cidade ou estado podem não querer as fábricas de cigarros e armas…

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  7. Ou seja, margem discricionária ad infinitum.
    Quanto ‘a comparação Philip Morris X Taurus, é um estupro ‘a inteligência alheia . .
    Para relaxar e lembrar que gaúcho é melhor em tudo :

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  8. De qualquer forma eles iriam fazer a industria em algum lugar, e assim, pessoas iriam continuar morrendo, ao menos que entre um dinheiro para o estado, por que não iria mudar em nada.

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  9. Não entendi o post :
    1- O foco do blog é B o v .., digo Porto Alegre ;
    2- A Philip Morris é indústria da morte, logo não sei o que comemorar .

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    • Segundo o nosso cabeçalho: “Blog sobre Porto Alegre e Rio Grande do Sul. Urbanismo, economia, investimentos, problemas, polêmicas, desenvolvimento, turismo. Todos esses assuntos tratados de forma crítica e sem caráter ideológico ou partidário e, sim, com o propósito único de querer sempre o melhor para a cidade e o estado.” o post está dentro do foco. Mais alguma pergunta ?

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  10. Esta é um tipo de empresa que, mesmo que gere empregos, eu gostaria de ver bem longe do RS.

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