Movimento Viva Gasômetro reivindica área verde

Jacqueline Sanchotene pediu o cumprimento do Plano Diretor  Foto: Tonico Alvares

Jacqueline Sanchotene pediu o cumprimento do Plano Diretor Foto: Tonico Alvares

Buscar a efetiva criação do “Corredor Parque do Gasômetro” e, assim, garantir mais espaço para as pessoas. Este foi o foco do pronunciamento da coordenadora do Movimento Viva Gasômetro, Jacqueline Sanchotene, na Tribuna Popular da sessão ordinária da Câmara Municipal desta segunda-feira (20/5). “Nós, do Viva Gasômetro, temos nos sentido na ditadura desde o episódio de 6 de fevereiro, conhecido como a derrubada das árvores”, lamentou Jacqueline, logo no início de sua fala, tecendo críticas aos membros do Executivo, do Legislativo e do Judiciário que apoiaram este ato de “desrespeito à Lei”. Ela se refere às obras de ampliação da João Goulart que preveem a derrubada de 115 árvores e ignoraram a criação do parque que deveria unir o Gasômetro às praças Brigadeiro Sampaio e Júlio Mesquita.

“Queremos afirmar, nesta Casa, que só aconselha a duplicação da via no Gasômetro, na forma de via de superfície, quem não frequenta o Gasômetro. Quem frequenta este local é testemunha da multidão que acomete este local durante, principalmente, os finais de semana”, afirmou a líder do movimento, argumentando que o aumento da pista deverá ampliar a insegurança para os frequentadores e, assim, riscos de atropelamentos serão maiores.

Jacqueline fez um histórico do processo da concepção do Corredor Parque Gasômetro, desde 2007, nas reuniões preliminares para a revisão do Plano Diretor – coordenadas pelo então secretário municipal de Planejamento José Fortunati – até a aprovação da emenda que incluiu o inciso XXI no artigo 154, prevendo o Parque. A coordenadora lembra que a referida lei nunca foi regulamentada, e nos recentes episódios de derrubadas das árvores o prefeito justificou que o Plano Diretor era apenas “um plano de intenções”.

Apesar da falta de uma lei complementar, lembra a oradora, o Movimento Viva Gasômetro prestou homenagens aos que colaboraram para a aprovação da criação do parque, entre eles o próprio prefeito que, em 2010, recebeu da entidade uma homenagem por ter sancionado a lei 154, inciso XXI.

Leia também:  

Viva Gasômetro comemora inclusão de parque no projeto do Cais Mauá

Texto: Gustavo Ferenci (reg. prof. 14.303)
Edição: Carlos Scomazzon (reg. prof. 7400)

Câmara Municipal

 



Categorias:Parques da Cidade

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21 respostas

  1. PARABÉNS!

    Porto Alegre não aprendeu a LIÇÃO!

    Desde 1978, quando um grupo de CIDADÃOS abraçaram a Usina do Gasômetro, é por isso que esta, até hoje, em pé.
    Não surpreende, que sempre tentam tirar partido, em conjunto com a mídia.
    As verdadeiras abordagens não são assumidas, e agora tem que ser de supetão. Por isso como sítio histórico, o centro histórico, por todo os instrumentos jurídicos estão garantidos.
    O Movimento Viva o GASÔMETRO, está convidado a engajar-se a SALVAGUARDA que liderou os Movimentos VIVE, e só com a devida PRESERVAÇÃO dos valores da CIDADANIA, é que se fará a diferença.
    O MP, não pode assumir tendências oportunistas, em cima dos VALORES E VOCAÇÕES, que são manifestos, desde 1972. E, aqui ainda não assumiram a responsabilidade, pois os poderes, ainda estão ocultos.
    Apontamos que a Usina do Gasômetro foi DOADA ao Município de Porto Alegre, por São Jerônimo; que pena a história não se interessa por questões que possam questionar a imagem da governabilidade.
    Devemos desenvolver com outros critérios e princípios deliberativos, como Sociedade Civil e não esperando o paternalismo subserviente que aí esta.
    Enfim é só o começo da TRANSPARÊNCIA CIVIL.
    A resistência CIDADÃ é constitucional, portanto é pétrea.

    Jamil Campos Vergara
    -arquiteto-urbanista-paisagista
    a702.2mil@gmail.com

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    • Abraçaram o gasometro, hoje a cidade não pode ter nada de atraente perto dessa usina velha por que vai apagar ela.

      Coisa linda….

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  2. Essa geração (a minha) que foi criada sob o regime da ditadura, por pais que acreditaram (e colocaram em prática) na ideia do “é proibido probir”, e que achou que com o fim do regime antidemocrático todos os problemas tinham acabado, infelizmente, é uma geração perdida.

    Precisamos de novas ideias, novas ideologias, baseadas no equilíbrio, no meio termo, no bom senso…. Precisamos de pessoas que entendam que democracia não é a ditadura do eu ou do meu grupo, mas apenas um processo em que todos podem (e devem) ser ouvidos ou ter voz, mas que isso não significa que as minhas ideias necessariamente serão colocadas em prática.

    Enfim, que percebam que as mudanças num regime democrático não se dão em 180 graus, mas de grau em grau, porque sempre existe, e existirá, um contraponto e o certo não está aqui, nem do outro lado, mas no caminho do meio.

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  3. Tudo que as pessoas qurem é que a lei seja cumprida. Inacreditável ter q se lutar por algo tão básico

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  4. “temos nos sentido na ditadura desde o episódio de 6 de fevereiro, conhecido como a derrubada das árvores”, lamentou Jacqueline, logo no início de sua fala, “tecendo críticas aos membros do Executivo, do Legislativo e do Judiciário que apoiaram este ato”

    Ditadura é quando os outros mandam, Democracia é quando eu mando.

    A sociedade está errada enquanto ela está certa;
    Os poderes constituidos estão errados enquanto alguns ativistas estão corretos.
    Parece o Joãzinho do passo certo. Enquanto os 999 soldados desfilam no compasso diferente, o Joãozinho desfila no passo correto”

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    • Coma fezes, afinal 1 bilhão de moscas não podem estar erradas né?

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      • As moscas não estão erradas, fazem o mesmo que a gente: buscam o alimento que lhes é adequado.
        PS.: os biólogos que me desculpem se dei uma explicação errada, mas tive de responder a essa afirmação simplória…

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    • Não sei o que criticou no legislativo, mas o executivo atropelar o legislativo é coisa de ditadura ou no mínimo de caudilhismo.

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    • De certo o Adir acha que os “poderes constituídos” no Brasil agem com lisura no interesse do bem estar de toda população…

      Te falo em ingenuidade.

      E não são “alguns” ativistas, são milhares.

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  5. É isso aí, bom que tem mais gente cobrando o que foi conquistado democraticamentr.

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  6. Caro Guilherme, não é meia duzia, são muitas as pessoas que estam nessa luta, principalmente aqueles que usam essa região para seu lazer… Lamento que você não use, pois teria uma pensamento diferente! e tem mais, existe uma lei e ela deve ser cumprida!

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    • Muitas pessoas que não são maioria.

      Assim como o Pontal e outras obras….

      Uma lei que a maioria não da bola… uma lei que vai ajudar a manter a orla abandonada… e assim vai…

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    • Nas poucas vezes que eu fui lá pelos lados do Gasômetro, sempre tinha a presença de elementos em atitude intimidatória consumindo entorpescentes, e alguns até praticando pequenos assaltos. Tem coisa mais importante a se resolver do que esse problema das árvores, que no fim das contas vão ter a remoção compensada com replantios.

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  7. Ditadura é a maioria da população ter que esperar que façam algumas obras por que meia duzia não quer.

    Mas tudo bem, viver em Porto Alegre é assim mesmo.

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    • Não, ditadura é o executivo não respeitar o legislativo e atropelar leis. Não tens como afirmar que a maioria quer isso.

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    • A verdade é que a maioria da população não está nem aí para a cidade em que vivem.Estão mais preocupados com trabalho,estudo,futebol,novela,etc.

      A queda de braço acaba acontecendo com a minoria que não quer a obra por motivos ambientais contra a outra minoria que quer a obra pois a entendem como um “progresso para a cidade”.

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      • Exatamente.

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      • Concordo!

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      • Sempre é assim, há a maioria silenciosa e as minorias barulhentas!
        O que as minorias barulhentas deveriam fazer, independente do lado que estão é fazer um ato público de desagravo a quem fica indiferente, pois pior do que errar por tentar fazer algo (“desejar conservar” ou “progredir”) é ficar sem fazer nada somente tomando cerveja na frente da TV.

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        • Exatamente… Mesmo errando estão aprendendo a acertar. Agora, não fazendo nada, não se aprende nada.

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