Insegurança é a maior queixa na Redenção

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Jornal Metro – Porto Alegre – 10/12/2013



Categorias:segurança

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49 respostas

  1. Tanto na Antiguidade como na Idade Média, proporcionalmente ao número de habitantes de cada região, a quantidade dos mais diferentes praticantes de crimes contra os seres humanos, era infinitamente menor do que na época atual. Por que? Ora, quem praticava um furto tinha a mão esquerda decepada, no segundo, a direita e no próximo delito, era decapitado. Bandido também tem medo de morrer, então a criminalidade urbana ou rural daqueles períodos era bastante diminuta.
    Enquanto nossas leis forem elaboradas por intelectuais de plantão, isto é, intelectualóides, a criminalidade praticada contra os humanos direitos, vai seguir em escala geométrica.

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    • Claro, essa é única coisa que mudou da idade média para hoje. As populações não moravam em áreas muito menos densas (onde todos se conheciam), já existiam drogas, consumismo e tanta outra coisa.

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  2. Eu continuo curioso sobre qual o o medo que tem os usuários da redenção, e qual problema que querem resolver cercando .

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    • Eu mato a tua curiosidade. Os que são a favor de cercar a Redenção não tem medo de andar lá à noite por um simples motivo: eles não andam lá à noite. É uma questão de higienismo. Eles não frequentam o parque à noite, mas tb não querem que gays, travestis e prostitutas o façam. Se a questão fosse mesmo de segurança, estariam falando em iluminação, eventos noturnos, no Café do Lago, em policiamento, mas não em cercarmento. Sugiro estabelecermo um toque de recolher na cidade toda, quem sabe acaba com a violência depois das 22h.

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  3. A cultura do medo não beneficia ninguém senão os próprios bandidos e a polícia ineficiente. Uma barbaridade é os jornais fazerem reportagens de “cuidem-se no Centro durante as compras de final de ano” daí aparece um policial dando várias dicas de como evitar assaltos – ou seja, se formos assaltados, a culpa vai ser nossa, já que não seguimos à risca as “dicas” da polícia”. É a polícia jogando a responsabilidade do combate ao crime nos cidadãos. Se não existisse esse medo geral mais pessoas estariam na rua, e a violência diminuiria, e o comércio de rua cresceria, e o numero de pessoas na rua aumentaria ainda mais, e a economia fluiria, e o urbanismo melhoraria, o trânsito diminuiria e assim vai… Desde que “larguei” o medo de andar na rua (depois de muita auto-terapia), minha qualidade de vida aumentou significativamente. Larguei o carro e ônibus lotado, só ando a pé (minha saúde melhorou), e não tem lugar da cidade que eu evite por medo de assalto. E nunca mais fui assaltado – sendo que ando todo dia nas proximidades da Santa Casa e outros lugares que a Zero Hora adora dizer que são os mais perigosos da cidade.

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    • Até o dia em que tu vai ser assaltado. Assalto é aleatório. Tu pode andar 200x por um lugar perigoso e não ser assaltado, assim como andar a 1a vez num lugar perigoso e ser assaltado. Tu está aumentando tuas probabilidades de ser assaltado, mesmo que ainda não tenha acontecido.

      O Brazil é um dos países mais inseguros do mundo. Uma das maiores taxas de homicidios DO MUNDO TODO. Certamente um dos poucos paises em que tu pode ser assaltado a mão armada em plena luz do dia. Quem vem aqui dizer que anda tranquilo por aí, favor cale a boca e vá ouvir as dezenas de relatos de pessoas que já foram sequestradas e assaltadas. Conheço inumeras, e olha que eu não conheço muito gente.

      Por que Porto Alegre tem tanto predio? E por que casas são mais baratas que apartamentos (comparando o m2)? Por que hoje em dia quem mora numa casa espera o dia em que vai chegar, abrir a porta e ver tudo vazio.

      E aí, tem segurança aqui nesse pais?? Continua andando tranquilo… até o dia em que tu não vai mais andar tranquilo de novo.

      Para mim Porto Alegre toda é como zona militarizada. Não paro o carro sem inspecionar tudo em volta. Não caminho na rua sem analisar todo mundo a 50 metros de distância.

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      • “Até o dia em que tu vai ser assaltado. Assalto é aleatório. Tu pode andar 200x por um lugar perigoso e não ser assaltado, assim como andar a 1a vez num lugar perigoso e ser assaltado. ” – ou seja, essa história de andar dentro do carro, fechado não resolve nada. A segurança tem que ser feita pelo poder público e não adianta usar cultura do medo para se trancar em casa ou no carro.

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    • Uma das causas do aumento da criminalidade foi a decisão dos intelectuais de plantão que impuseram sobre a população aquela famigerada campanha do desarmamento. Já tendo certeza que o cidadão não possui arma, cresceu a confiança do bandido em assaltar sem correr risco de levar um tiro de sua vítima. Outro ponto que favorece o bandido é divulgar por todos os meios que a vítima nunca deve reagir. Ficou muito mole para os criminosos. Toda a reação faz parte do ser humano, e, não havendo reação, é o mesmo que nos entregarmos de bandeja para o vagabundo.

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  4. Ta aí algo que a turma da “defesa da alegria” poderia protestar.

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  5. Enquanto não tivermos a pena de morte, o povo vai continuar sendo trucidado. Se as leis não permitem, então que o povo faça valer esta pena pelo tribunal popular.

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    • Nos EUA existe pena de morte e os índices de criminalidade são altíssimos.

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    • Não caia nessa falácia, Luiz Antonio: É a certeza da punição, e não a gravidade da mesma que gera segurança em uma cidade. Estudos nos EUA e em países europeus apontaram isso durante décadas, e cidades que criaram suas políticas de segurança pública baseadas nessa idéia conseguiram reduzir seus índices de criminalidade significativamente.
      Existe um livro chamado “Fixing Broken Windows” de autoria de George Kelling, que discute isso e, se não me engano, o livro “Freedomnomics” de John Lott tem um capítulo com essa discussão também.
      Defender o aumento da severidade das punições gera apenas uma sociedade com alta taxa de criminalidade – visto que a probabilidade de ser punido continua pequena – que pune de maneira exacerbada os poucos infratores que são pegos.

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    • Acho que não tem de aumentar as punições mas o nível de PUNIBILIDADE, digamos assim. Não é possível controlar a violência de país onde a maior parte dos homicídios não vai a julgamento porque não se descobriu o autor desses crimes. E essa situação piora em crimes mais banais (mais que infernizam a vida do cidadão).

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  6. Achei que faltou dados. Insegurança para o que? Imagino que possam sentir medo de passar ali de noite realmente, mas nos finais de semana é muito tranquilo ao meu ver.

    Cercar só vais nos deixar impossibilitados de usá-lo a noite (assim como hoje não podemos, só quando há eventos) então não acho que resolva a segurança.

    Me impressiona acharem a conservação boa.

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    • Deve ser apenas imaginário mesmo cara.

      LATROCÍNIO AUMENTA 31% NO RS NESTE ANO
      ZERO HORA ONLINE 31/07/2013 | 16h22

      Houve 50 roubos seguidos de morte de janeiro a junho, contra 38 no ano passado

      O Rio Grande do Sul teve um aumento de 31,6% nos latrocínios no primeiro semestre deste ano, em comparação com igual período de 2012. De janeiro a junho do ano passado, foram 38 roubos seguidos de morte. Agora são 50.

      O aumento concentrou-se no período de janeiro a março, quando os latrocínios mais do que dobraram, passando de 16, em 2012, para 35, em 2013. No segundo trimestre, houve queda de 32,8%, segundo dados divulgados nesta quarta-feira pela Secretarias Estadual da segurança Pública.

      Nos homicídios, houve queda de 6,3% no semestre. Foram registradas 965 mortes em 2013, contra 904 em 2012. Nos crimes contra o patrimônio, a tendência foi de aumento, com destaque para o furto de veículos (incremento de 14,4%) e o roubo (12,6%).

      Os números

      As estatísticas da segurança pública gaúcha de janeiro a junho nos últimos três anos:

      Homicídio doloso
      2011: 780 casos
      2012: 965 casos (23,7%)
      2013: 904 casos (-6,3%)

      Furto
      2011: 84.693 casos
      2012: 80.754 casos (-4,6%)
      2013: 77.852 casos (-3,6%)

      Furto de veículo
      2011: 7.369 casos
      2012: 7.309 casos (-0,8%)
      2013: 8.363 casos (14,4%)

      Roubo
      2011: 22.384 casos
      2012: 22.353 casos (-0,13%)
      2013: 25.166 casos (12,6%)

      Roubo de veículo
      2011: 5.536 casos
      2012: 5.834 casos (5,4%)
      2013: 6.091 casos (4,4%)

      Latrocínio
      2011: 39 casos
      2012: 38 casos (-2,5%)
      2013: 50 casos (31,6%)

      Tráfico
      2011: 4.238 casos
      2012: 4.623 casos (9%)
      2013: 4.860 casos (5,1%)

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      • hahah e tu percebeu que o latrocínio relacionado a veículos teve destaque no crescimento!?!?!? hahahaha… E agora, podemos falar da Redenção?

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  7. É, mas segundos alguns que postam nesse blog, isso não passa de “cultura do medo” divulgada pela mídia…

    A pergunta que eu faço é AONDE nesta cidade alguém não tem queixas quanto a segurança….

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    • Bem, o meu comportamente é totalmente de risco para quem vive a vida “compartimentada” entre casa, trabalho, academia, shopping e o carro integrando os pontos. Faço tudo de bicicleta, ônibus e a pé, nunca sinto medo e nunca fui assaltado.

      Nada mais a declarar.

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      • Então tens sorte, porque minha locomoção é de trem, ônibus e a pé e já fui assaltado 4 vezes, tanto de dia quanto a noite.

        Nada mais a declarar.

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      • Nossa, pega o teu caso pessoal e acha que isso representa alguma coisa, parabéns.

        Agora tenta olhar para os lados….

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        • Eu me locomovo principalmente a pé, mas também de lotação e, um pouco, de carro. O único desses modais que me deixa com um pouco de medo é o carro, na hora de estacionar ou pegar o carro estacionado na ru, talvez por, nas minhas relações, só ter relatos de pessoas sendo assaltadas nessa situação. Particulamente, só fui assaltado quando era adolescente, há uns 15 anos e, hoje em dia, não tenho medo nenhum de andar a pé ou de transporte público, inclusive à noite.

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        • Ah, não ando de bicicleta porque tenho medo, não de assaltantes, nem do calor e nem da chuva, mas dos carros, ônibus, lotações, muretas e tintas vermelhas.

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        • Meio óbvio que boa parte dos meus amigos fazem o mesmo, Adriano. Dã.

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        • Quando olho para os lados vejo que o mais mata na cidade é acidente de trânsito.

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      • Cara de sorte.

        Ja fui assaltado diversas vezes, uma delas com tentativa de esfaqueamento, mesmo sem reagir nem nada, tudo por que o desgraçado estava drogado.

        O que evitou?
        O comparsa dele que estava sobrio e segurou ele depois da primeira tentativa.

        Ainda assim, o prejuízo foi grande.

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      • Acho que existe um padrão de pessoas que atrai assaltos. Acho que pessoas que ostentam pertences, ou portam-se de forma arrogante ou ainda tem intenção de causar inveja acabam sendo as preferidas para serem assaltadas.

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        • A culpa é da vítima na tua opinião. Parabéns também pra ti.

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        • É mesmo, na última vez que eu fui assaltado estava “ostentando” meu vale transporte. Na penúltima meu celular padrão 3o mundo. Neste mesmo ano quando me mudei para Lisboa as pessoas usavam notebook dentro do metrô.

          Comentário vazio e impertinente!!! Ainda que a pessoa utilizasse diamantes as 4h da manhã no centro, a culpa de ser assaltada é da falta de segurança, e é isto que devemos corrigir! Este teu comentário relativista é uma das coisas que fazem até serial killers hoje em dia arranjarem justificativa para seus crimes.

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        • Nao afirmei q a culpa era da vitima, essa e’ so’ uma explicacao pq tem pessoas q sao assaltadas seguidamente e outras nao.

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        • Para tua informação, os pobres são as maiores vítimas de assaltos pois moram em bairros com pouca segurança.

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        • Pergunta para os porteiros, encanadores, auxiliar de obras, etc. aposto que todos vão te dizer que já foram assaltados mais vezes que você. Vai ver que é pq estavam “ostentando”, sendo “arrogantes” ou querendo aparecer…

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  8. Em Curitiba há um parque estilo Redenção e bem no meio do Centro. Tem jeito clássico, verde fechado… e é cercado com majestosos portões. E não atrapalha em nada.

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    • Esse parque, o Passeio Público, é o parque menos frequentado pelos curitibanos e a área adjacente a ele é extremamente perigosa, principalmente à noite, local de tráfico de drogas e dentro e ao redor do parque sempre tem muitas “tias” trabalhando, ou nos “putedos” que tem ali por perto.

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      • Isso é verdade Kadu. Concordo. Moro em Curitiba e aqui a maioria dos parques e praças são cercados. Mas isso não ajuda em nada. Chega a ser estranho ver áreas verdes fechadas.

        Aliás, nenhum parque de Curitiba está imune a assaltos e tráfego de drogas. Na verdade, nenhum curitibano que se preze vai aos parques a noite. E mesmo durante o dia é complicado. Pois o policiamento também é raro. Assaltos durante o dia são menos frequentes apenas por causa do movimento maior de transeuntes.

        PS.: Eu e todos os meus amigos já fomos assaltados mais de uma vez, à luz do sol ou do luar, no centro ou dentro dos ônibus, terminais e estações tubo.

        Vejo que muitas pessoas comparam suas cidades com Curitiba, como uma espécie de cidade modelo, mas na verdade, muita coisa, pra não dizer quase tudo que temos de bom aqui, é baseado como referência a cidade de Porto Alegre.

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        • Estou em processo de mudança/retorno p POA, mas oficialmente morando em CWB ainda. CWB é uma cidade bonita (nos bairros turísticos e centrais, em outras regiões é igual ou pior que POA), mas não é tudo aquilo que a propaganda mostra. Já fui assaltado em pleno dia por aí também, a cidade está cada vez mais pichada, os tubos e os ônibus com os vidros riscados e com deficiência na manutenção dos equipamentos públicos. Sem falar nos problemas sérios de transporte atuais e o aumento da frota de carros. A violência tá grande. Em parte, culpa das últimas administrações, tudo o que CWB tem de turístico foi construído nas 2 últimas décadas do século passado, há muito tempo que a cidade não mostra nada de novo. O zoológico da cidade é uma tristeza de se ver, assim como a poluição dos rios pela própria empresa pública de saneamento. Porto Alegre foi agraciada com uma paisagem linda, com o lago Guaíba e os morros em volta, tem identidade, respira cultura, tem a magia do paralelo 30 (assim como a minha terrinha Santa Maria, hehe) tem um potencial enorme para ser uma cidade turística, só falta vontade de se fazer algo.

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  9. A guarda municipal que serve só para os prédios públicos poderia ficar na redenção durante o final de semana.

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  10. A Redenção é o seguinte: tem dias que tem polícia pra todo lado e outros (a maioria) que não se vê Polícia alguma.

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  11. Eu quando uso a linha 343 vindo do campus do vale e tenho que descer no centro fico realmente com receio de descer sozinho na parada da redenção, prefiro descer no ponto que fica em frente à reitoria. Ainda mais a noite, onde vários colegas já foram vítimas de assalto.

    E sim, sou contra o cercamento pois não adiantará de nada na segurança. Vai se gastar dinheiro com a construção da cerca, com a contratação de guardas para vigiar os portões e rondar todo o parque para que ninguém fique preso la dentro, e os assaltantes continuarão assaltando, “protegidos” pela cerca, afinal, eles vão pular o alambrado enquanto qualquer cidadão de bem e os brigadianos vão continuar usando os portões.

    Fora que eles ainda terão ali a própria Ufrgs para continuar assaltando, já vi assaltantes que se escondem atrás das grossas colunas dos prédios antigos da universidade a espera de alguém mais distraído passar para dar o golpe.

    Os assaltos só vão diminuir quando houver mais iluminação, mais brigadianos nas ruas e câmeras de vigilância (se bem que alguns estudantes da Ufrgs se posicionaram contra câmeras, pois iriam filmá-las fumando maconha pelo vale).

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