Fortunati avalia pedir ajuda à Força Nacional para resolver impasse dos ônibus

Prefeito está insatisfeito com postura da Brigada Militar

Após os rodoviários não terem cumprido o acordo no Tribunal Regional do Trabalho (TRT) de colocar pelo menos 50% da frota de ônibus nas ruas de Porto Alegre nesta sexta-feira, o prefeito José Fortunati cogita pedir ajuda da Força Nacional de Segurança para garantir a circulação dos coletivos em Porto Alegre. O chefe do Executivo da Capital voltou a reclamar da falta de apoio da Brigada Militar (BM) para permitir que os veículos saiam das garagens das empresas.

“Ficou claro que a Brigada Militar está acompanhando de longe. Nós tivemos ontem vários ônibus depredados, um incendiado no final da tarde. O grande receio que temos ao tirar os ônibus da garagem é com relação à violência. Esperamos que a BM acompanhe nas garagens e depois também quando os veículos estiverem na rua. O mais importante agora é garantir o direito básico à população. Caso não possa contar com a BM, vou apelar à presidência da república e pedir que a Força Nacional venha a Porto Alegre”, declarou o prefeito à Rádio Guaíba.

Fortunati, no entanto, deixou claro que primeiramente vai formalizar um pedido de ajuda da Brigada Militar. “Farei um apelo nessa manhã formalizado à Brigada Militar, podendo entrar judicialmente para dar legitimidade a essa ação, se for necessário. Se continuar havendo uma não presença da BM para proteger as saídas dos ônibus, terei que apelar à presidência da república para que a Força Nacional venha a Porto Alegre”, completou.

Apesar do discurso de Fortunati, não cabe ao prefeito fazer o pedido de ajuda da Força Nacional. De acordo com o Decreto Lei de nº 7.957, de 12 de março de 2013, a Força Nacional de Segurança Pública será empregada “mediante solicitação expressa do respectivo Governador de Estado, do Distrito Federal ou de Ministro de Estado”.

Correio do Povo

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23 respostas

  1. Pelo andar da carruagem, o cidadão que comanda o Paço Municipal está na sinuca, evidente que muito ajudou para se chegar a esse ponto, em que devemos lembrar que tudo começou aqui em POA, tudo pela falta de transparência da Planilha de Custos do Transporte Público Municipal de POA, questionado pelo TCE, sub judice junto ao Poder Judiciário do RS, pela falta de Licitação da Concessão do Serviço Público de Transporte Público Municipal, enfim, ao que parece, está sozinho nesta luta, sem rumo …..

    Não esquecendo, tudo começou pela falta de transparência pública da maldita Planilha de Custos ……

    E Agora José, o que fazer?????????????????

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  2. Enfim, o Pref. Fortunati está colhendo o que plantou, nada como um dia após o outro, quem diria, refém dos Empresários, Políticos, Partidos e dos financiamentos privados em suas Campanhas Eleitorais.

    A relação de Agentes Públicos ligados ao PTB exercendo cargos públicos, e as doações dos Empresários do Transporte Público Municipal para os mesmos, demonstra sem dúvidas o uso da máquina pública em benefício de terceiros.

    E Agora José, o que fazer ?????????????????????

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  3. Ja passou da hora de acabar com a brigada… com tudo q vem acontecendo desde o ano passado seria o melhor momento pra se fazer isso, mas duvido q o governador tenha coragem (se ele nao conseguiu nem separar os bombeiros da brigada imagina isso)… duvido q os oficiais da brigada vao largar as tetas do governo tao facil assim tambem…

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    • Seria necessário uma PEC para mudar a constituição federal pra acabar com a brigada. O governador não tem competência ou poderes para mudar a constituição e eliminar a brigada (o que, na minha opinião, já deveria ter ocorrido).

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      • È a PEC 51, a da desmilitarização das polícias. Já está em tramitação.

        Antes que saiam criticando o fim das PMs, como se fosse um cataclisma mundial, saibam que a maioria dos praças e sub-oficiais, bem como investigadores das polícias civis é favorável ao projeto.

        Esse texto aqui vale a leitura:

        http://www.luizeduardosoares.com/?p=1185

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  4. Que exagero… Acho que fazer uma declaração dessas só vai se queimar, já que não pode ser implementada efetivamente.

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  5. Pois é, não entendi… ele quer um PM em cada ônibus?

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    • Não, ele quer que os ônibus não sejam impedidos de sair das garagens. Ocorre que a BM não está fazendo nada para permitir que aqueles que querem trabalhar, possam trabalhar.

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      • a velha postura de “nao intervir” (e assistir o circo pegar fogo) quando interessa pra eles

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      • A ZH tá dizendo que querem motorista mesmo http://zerohora.clicrbs.com.br/rs/geral/transito/noticia/2014/01/prefeitura-cogita-usar-brigadianos-como-motoristas-de-onibus-em-porto-alegre-4405743.html

        Até onde sei o judiciário que deve pedir intervencção mesmo.

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      • Não querem trabalhar, mas morrem de medo do que pode acontecer se não trabalharem. Na verdade eles estão torcendo para serem bloqueados. Até parece que você nunca foi assalariado. Até no funcionalismo público, onde existe estabilidade, esse tipo de coisa acontece: quem tem alguma chefia ou está no estágio probatório faz de conta que não aderiu à greve, mas na verdade deseja de ser impedido durante as greves.

        Essa greve está me surpreendendo mais ainda. Ao que parece, a categoria de verdade não está alinhada com o sindicato, o que é simplesmente a coisa mais comum do mundo. Os sindicatos hoje em dia são na verdade domadores de leões da classe patronal. O mais surpreendente é que no caso dos motoristas de ônibus, surge uma força consistente entre os trabalhadores que se opõe ao regime de panos quentes da liderança sindical.

        Posso citar uma série de categorias em que os sindicatos servem mais aos patrões do que aos trabalhadores, a lei de sindicatos é uma piada, não podem ter sindicatos concorrentes na mesma cidade, existe uma hierarquia, palhaçada total. Talvez o único sindicato realmente pró-laboral em Porto Alegre é o dos médicos. O Simers é coeso pra caramba e, embora o discurso deles de que os médicos ganhem pouco dificilmente convença, não dá para negar que é um sindicato que representa a categoria.

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  6. Tá colhendo o q plantou .

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    • Com certeza, ele está colhendo o que plantou. Mas existem outros envolvidos até o pescoço nesta história suja: além da prefeitura, a máfia da ATP, a máfia dos rodoviários, os partidinhos políticos TODOS já se movimentando para as eleições de outubro e todos com muito interesse em arrebanhar simpatizantes entre os grevistas, o tal do bloco de lutas, que pelo visto só quer “lutar” mesmo e que a população pobre se exploda, a estranha omissão da Metroplan…. É bastante gente para dizer “presente!”

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  7. O que me chamou a atenção nesta matéria foi o último parágrafo. Eu fora de defender o Fortunatti, que não merece defesa, mas este último parágrafo até traz uma informação verdadeira, a de que o prefeito não tem poderes legais para exigir a Força Nacional. Mas é o modo como foi escrito que me chama a atenção……

    Aí a gente lê a coluna do professor Juremir e tudo bate direitinho. Ao escrever aqui, sobre um outro assunto diferente deste, vc disse, Gilberto, que ficava admirado de Correio do Povo ter publicado uma tal matéria, pois era um jornal “sério”. Se é sério ou não, eu não posso afirmar, mas me parece que é um jornal “comprometido”. E não necessariamente com o fato de informar com isenção. Falam tal mal da ZH, que a RBS tem a cola presa com grandes empresários e etc, mas parece que temos aqui um outro veículo com rabo preso. Critica a prefeitura (ok) mas sutilmente tira o corpo do governo do RS fora (como se todos não fossem responsáveis pela balbúrdia em que estamos). Hmmmmmm.

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    • Sério que só perceberam isso agora?

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    • Mas “sutilmente tirando o corpo do governo do RS fora” porque? Afinal, qual a responsabilidade, objetiva, do Governador em relação ao transporte municipal?

      As pessoas desconhecem a separação que a constituição federal e estadual realizam nas esferas de atividade do governo estadual e municipal e ficam distribuindo culpas equivocadamente.

      O Governador não pode se meter no transporte municipal, a menos que a justiça decrete a intervenção do Governo do Estado no município.

      A responsabilidade aqui é inteiramente do prefeito, que tem a competência constitucional para cuidar desse problema, inclusive com ferramentas que a lei de licitações e a constituição lhe dão. Ficar de mimimi dizendo que a brigada não dá assistência e pedindo a força nacional de segurança é mostra de incompetência.

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      • “O Governador não pode se meter no transporte municipal”, estás enganado (ou mal-intencionado…) O governo estadual e o federal podem se “meter” como tu diz no transporte municipal. Existe um órgão estadual para cuidar – deveria ao menos – do transporte metropolitano – a Metroplan. O sistema de metrôs, que deve ser interligado ao de ônibus é federal. Não fale bobagens. E, ademais, estava me referindo ao uso ou não de força policial para garantir a segurança de passageiros e motoristas – uma prerrogativa estadual e não municipal – que quisessem trabalhar. Mas sei que vc entendeu bem, sim. Teu comentário deve ter outras motivações…..

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        • “Quando se trata do que está acontecendo, é fato público, notório. A Brigada sabe, o município sabe e o governo do Estado sabe o que está acontecendo. Eles têm essa incumbência de zelar pela paz social e podem decidir sem solicitar autorização do tribunal”
          Palavras que não são minhas, são da desembargadora Ana Luzia publicadas hj em entrevista à ZH. Mais claro, impossível. A não ser que tu consideres que ela está equivocada ou que a ZH alterou a declaração da desembargadora…. Mas daí é outra história, né?.

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        • Meu caro, bobagem quem está falando és tu, que desconhece completamente do que fala. A Metroplan cuida do transporte ENTRE as cidades. Dentro delas a responsabilidade é unicamente dos prefeitos.

          E não coloques tuas intenções nos outros. Se és um mal-intencionado não repute esta pecha a mais ninguém. Como eu disse, primeiro aprenda e depois opine, sem menosprezar a opinião alheia.

          A desembargadora só está botando lenha na fogueira falando desse jeito, mas entendo o que ela quis dizer, mas com certeza estava falando das depredações, não dos piquetes, que não podem e não devem ser tratados como caso de polícia.

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  8. A que ponto chegamos!

    Duvido que Força Nacional seja acionada, uma vez que para isso é necessário pedido do Governador Tarso, que não vai fazê-lo.

    O Prefeito falou também que vai pedir à justiça que PM’s dirijam ônibus. Como é que é? Tirar PM’s das ruas para dirigirem ônibus? Isso mesmo!!! Fortunatti está no desespero, é o que parece.

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    • O engraçado é que botar os motoristas pra dirigir é problema da classe patronal. Imaginem só, eu compro uma geladeira no Magazine Luiza, os vendedores entram em greve e eu vou chamar a polícia para recolocar os vendedores? Ora, eu vou processar a loja, que é tecnicamente quem está me fornecendo o produto.

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      • A tua geladeira é um serviço público essencial pra população?

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        • Cara… o serviço essencial não pode ser forçado na porrada se o concessionário não tiver competência para resolver o litígio por via extrajudicial. O serviço essencial pode ser restituído com auxílio de veículos da Administração Pública. Olha quanto carro, furgão, terceirizados, veículos escolares, camburões. Se fosse uma enchente, como é que se faz? Se aciona a defesa civil. Essa greve é como um temporal que destelhou um monte de casas. É por aí que teria que agir enquanto o litígio não é resolvido.

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