Ônibus seguem fora de circulação em Porto Alegre (100%)

Acordo para funcionamento de 50% da frota não foi cumprido nesta manhã

Acordo para funcionamento de 50% da frota não foi cumprido nesta manhã Crédito: Tarsila Pereira

Acordo para funcionamento de 50% da frota não foi cumprido nesta manhã
Crédito: Tarsila Pereira

Após os representantes do Sindicato dos Rodoviários entrarem em acordo na reunião no Tribunal Regional do Trabalho (TRT) para o funcionamento de 50% da frota de ônibus nesta sexta-feira, os coletivos ainda não saíram das garagens das empresas nesta manhã. Apenas três veículos da Carris circularam para levar funcionários do Hospital de Ponto Socorro (HPS) ao trabalho.

Logo depois da reunião no TRT, muitos rodoviários se mostraram insatisfeitos com o indicativo de trégua na greve e deixaram a sede do Tribunal gritando que não cumpririam o acordo. Nesta manhã, os trabalhadores organizam piquetes em frente às garagens das empresas. A maior concentração se dá na sede da Carris.

Conforme o presidente da Empresa Pública de Transportes e Circulação (EPTC), Vanderlei Capellari, o sistema de transporte público da cidade sofre um prejuízo diário, aproximado, de R$ 2 milhões. “São custos com ônibus paralisados, depredações e manutenção da cidade”, disse.

Os rodoviários realizam assembleia no final da tarde desta sexta-feira, a partir das 17h, para avaliar a possibilidade de trégua na greve. Trabalhadores e empresários volta a discurtir a negociação salarial a partir da próxima segunda.

Correio do Povo



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21 respostas

  1. esta greve extrapolou, virou ilegal quando desobedeceu uma ordem judicial, virou bagunça organizada, ou colocam o que a justiça determina ou cadeia para os dirigentes sindicais

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  2. “Aos ser abordado sobre questões relacionadas à licitação do transporte coletivo, o prefeito abandonou a entrevista, deixando os jornalistas sem respostas.”

    Daqui a 30 dias tem que mandar a BM prender o prefeito e o Cappelari.

    Já podem prender agora, pois desde 2009 esses 2 ilustres políticos não cumprem a lei do plano cicloviários.

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    • Não sou contra a punição destes dois sujeitos que tu citaste, aí, não. O problema é que essa encrenca no transporte coletivo de POA tem o dedo – bem grande – de muita gente mais, inclusive dos que estão posando de coitadinhos agora: os rodoviários. E muitos outros mais. A verdade é que no Brasil só o cidadão comum é obrigado a cumprir leis e decisões judiciais. Prefeitos, governadores, sindicalistas, black bloc, movimentos sociais, esses podem dar uma banana para leis e para a Justiça que nada acontece, não é mesmo?

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      • Deixa eu ver, sindicalistas, black bloc e movimentos sociais não são formados por pessoas comuns? Quem são pessoas comuns gente que como cordeirinho bem mandado, só trabalha e vai para casa? Tu acha que as pessoas que participam desses movimentos não pagam impostos e não cumprem as leis no seu dia-a-dia?

        É incrível como as pessoas criminalizam pessoas que ousam lutar pelos seus direitos. Sabia que tem rodoviário que trabalha até 12 horas? Que ganha R$800? Se realmente é um serviço essencial para a cidade, que se valorize as pessoas que o fazem funcionar!

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        • Não te faça de desentendido! Eu queria ver se tu morasse no Morro Santana (com problemas de falta de água e luz há um mês, no meio da maior onda de calor da história), tivesse fazer das tripas coração (gastar uma fortuna para chegar ao trabalho, caminhar duas horas no mormaço), ser feito de palhaço, enquanto os black bloc quebram lojas, bancas de revista, emporcalham uma cidade que cada vez mais decai e nada acontece com eles. Queria ver se tu viria com este teu discurso aqui.

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        • heheh eu ia dizer o mesmo, João. É fácil ser compreensivo se tu mora no grande centro e são os outros trabalhadores que estão ferrados e sem transporte público.

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  3. Esse pessoal passou do limite há tempo…

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    • Que fique bem claro, Felipe: quem passou do limite foram esses governos permitindo que a ATP opere há 20 anos na ilegalidade, sem licitação, e os próprios empresários, que tem lucros absurdos em cima de um serviço essencial à população, oferecem um serviço porco a um custo elevado e ainda exploram seus funcionários.

      Os rodoviários estão apenas querendo ser ouvidos, exercendo o único poder que tem: a greve.

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      • Me desculpa mas eu discordo. Nem sempre as coisas são dividas entre mocinho e bandido, ou seja, quando tu me diz que as empresas estão erradas e deviam ter passado por licitação há decadas eu concordo. Mas de maneira alguma isso é argumento para inocentar os grevistas.

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  4. E a lindeza do Tarso não deixando a BM agir?!

    Que gracinha…

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    • Desde quando é problema de polícia ?

      Fortunati já fez um grande favor para a manutenção da greve quando disse que os trabalhadores estão de conchavo com as empresas.

      Colocar mais lenha e mandar a policia retirar meia duzia de pessoas que estão na frente da garagem ? O que irá resolver ? Os proprios motoristas que estão dentro da empresa não querem sair, isto é obvio.

      Sem falar que estamos na democracia, acabou a ditadura. Só com ordem judicial. É bem complicado, pois as empresas estão a mais de 20 anos na ilegalidade.

      Mas na conversa se resolve, é absurdo oferecerem somente 5% (que não bate nem a inflação).

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      • Ah e não tem conchavo?
        Santa inocência tua! Os motoristas/cobradores parecem umas marionetes nessa bagunça e não perceberam ainda.

        E não são meia dúzia bloqueando as garagens não, são mais de 100! Até o bloco de lutas tá na garagem da Carris bagunçando – e com certeza não foi de ônibus que eles chegaram!

        A BM tem que agir sim, a cidade não pode parar por picuinha de poder de sindicato!

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        • O Leandro não parece inocente, Bianca……….

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        • Na foto que a RBS publicou, não existe mais de 40 pessoas na frente da Carris. Tem nas outras empresas, devem ter mais de 10 garagens (ou muito mais). Não tem gente suficiente trancando. Os próprios motoristas não querem sair. Isto é óbvio.

          Pelo visto não deve saber que quem decide são os trabalhadores na assembléia. E não o sindicato, sindicato não tem esse poder. É assim que funciona as greves. Somente no comunismo ou nas ditaduras que não se pode fazer greve, o capitalismo não funciona sem greve.

          As empresas tem que parar a picuinha e sentar e conversar, tenho certeza que de um pouco a mais da inflação o pessoal aceita. Agora se partir para a violência acho bem pouco produtivo…

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        • De que maneira os trabalhadores estão de conchavo com as empresas, Bianca, se eles estão pedindo reajusta de salário SEM o reajuste da tarifa. Me explica, por favor.

          Como tu bem disseste, o Bloco de Luta está junto nessa, lutando por um transporte público de qualidade e contra o lucro exagerado das empresas. Se eles estão juntos com o Bloco, como podem estar juntos dos empresários?

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      • Sem dúvida existe conchavos, mas concordo contigo, não precisava atirar pedra nos marimbondos.

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      • Leandro como não precisa que a brigada intervenha? Os ônibus que saíram da garagem foram depredados. Isso quer dizer que TEM SIM gente querendo trabalhar. Como tu disse, estamos numa democracia e é dever do estado garantir a segurança daqueles que querem continuar trabalhando. Ou é ditadura dos sindicatos agora?
        Porque eles decidem sim, os trabalhadores fazem tudo de acordo com o que pede o sindicato, até parece que tu não conhece como a coisa funciona…

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        • Julian, nenhum motorista, em off, diria que quer trabalhar durante a greve. Só declara oficialmente que quer trabalhar porque está em contrato de experiência ou é novato (FGTS mais baixo). A polícia não tem que se meter num problema entre a iniciativa privada e os seus empregados. Definitivamente não é caso de polícia, ao menos enquanto ninguém sai ferido ou roubado.

          Serviço essencial? Certo, mas é um serviço concedido e não está incluso a proteção do Estado aos concessionários. Soluções que o Estado pode tomar:
          – Botar camburões do Exército e da Brigada para prestar serviço de transporte coletivo.
          – Pegar esses ônibus escolares públicos da região metropolitana e botar para rodar (afinal, a criançada está de férias).
          – Locar, em caráter emergencial, serviços de frete com ônibus privados de turismo.

          Se eu fosse prefeito, acionava as 3 opções ao mesmo tempo. Isso é que é atitude de Estado. Não é caso de guerra civil, é uma greve democraticamente instaurada. Não há caos algum, o que ocorre é que os acordos do sindicato não foram mediante assembleia. O diretor do sindicato pode ser responsabilizado oportunamente, mas nada mais do que isso. Não estamos num estado de sítio para mandar baixar o cacete. Os órfãos da ditadura sempre com suas soluções “ordeiras e democráticas”.

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        • Semiógrafo eu entendo teus pontos, mas tu tá partindo da premissa que todos querem tiram proveito da greve pra ganhar uma folguinha. Eu não penso assim (talvez porque eu não seja assim), teve greve ano passado aqui na empresa e aconteceu coisa semelhante.
          Não sei qual tua relação de afeto com os grevistas, mas uma vez que eles colocam a integridade de quem está tentando trabalhar em risco A POLÍCIA DEVE INTERVIR SIM. Ou agora eu posso espancar alguém que discorde do meu posicionamento dentro da empresa porque “é iniciativa do setor privado”?
          Ninguém falou em “baixar o cacete” de graça. A polícia tem que estar lá para garantir a segurança das pessoas, eles sabiam que os ônibus estavam sendo apedrejados.

          E não vem com esse papo de órfão da ditadura, daqui a pouco tá me chamando de fascista e burguês tbm…

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        • Julian, eu não parti dessa premissa de forma alguma. Acho que a única categoria que consegue tirar uma folguinha com greves, se é que isso é possível, é o magistério. Lembro da greve da UFRGS em 2001, sem falar nas greves nas escolas estaduais das quais vivenciei várias como aluno. Eram greve de meses, mas na hora de recuperar era o cão, tanto para os alunos quanto para os professores. Não existe greve fácil. Quem vai para a casa dormir vai precisar recuperar num horário menos oportuno, ou seja, greve é o último recurso, pois é desgastante para todo mundo.

          Eu acredito que essa barreira, se é que existe, beneficia a galera do contrato de experiência e do FGTS baixo e fácil de demitir, que fica entre a cruz e a espada, querendo aderir, mas também tendo de fazer de conta que está com o patrão. Também tem aqueles que já estão com a renda comprometida e não podem correr o risco de ter corte de salário. Sobre colocar a integridade em risco de quem quer trabalhar, a polícia está lá para coibir esse tipo de conflito. Esse sim pode ter intervenção policial. Agora, a BM furar o bloqueio na base da porrada, aí é tática de ditadura sim. Não se revida com agressão um conflito onde não há agressão.

          Órfão da ditadura é uma forma de se referir a uma mentalidade do século passado onde o Estado não se impunha pela justiça, mas sim pela força. Se tu me dá motivos para que a BM parta para cima dos motoristas, te dou outros dez pelos quais a mesma BM deveria partir para cima dos empresários. Na verdade, não sou nem a favor de uma coisa, nem de outra. O problema é que a velhamídia impõe o seu maniqueísmo de sempre como verdade. A BM tem que agir havendo ameaça à integridade física das pessoas, o que não parece ser o caso. Se isso não ocorrer, não passa de briga entre marido e mulher (ou patrão e empregado), e ela faz certo em não meter a colher.

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    • O judiciário que é ineficiente e não chamou a BM para agir.

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