Morro Santa Teresa: não bastasse a falta de condições do mirante, agora a visão ganhou fios terríveis

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Não bastasse a total falta de condições para se apreciar uma das mais belas vistas da cidade, agora temos esta novidade.

Foto de 2011, por Gilberto Simon

Foto de 2011, por Gilberto Simon

O belvedere Deputado Ruy Ramos, no alto do Morro Santa Teresa, nas décadas de 60 e 70, era a melhor opção de se avistar a cidade do alto. Havia uma estrutura razoável, incluindo um restaurante panorâmico. Com o passar do tempo, foi-se deteriorando, a ponto de ficar intransitável, inseguro, com seu ápice negativo na retirada do roteiro turístico oficial da cidade pela secretaria de turismo.

Entretanto, os mais ousados continuavam a frequentá-lo, a levar pessoas visitantes lá para visualizar o skyline da cidade dos seus 140 metros.

Pois agora, numa situação que demonstra a total desintegração dos órgãos municipais, estaduais, diretrizes turísticas, a área ganhou postes com fios bem em frente ao mirante que ainda resta.

Não há palavras para descrever o que acontece lá. Somente a foto acima, tirada ontem, dia 5 de janeiro, pelo Gerson Ibias.

 

 



Categorias:TURISMO

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19 respostas

  1. Mirante de Poa: Carroça, lixão, buraco quente, boca, assalto, invasores. Arrecadação: Uns trocados na promoção do seu enterro!

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  2. A propósito, passando esse dias pela região notei que está se formando uma verdadeira montanha de lixo no alto do Morro Santa Teresa, provavelmente como resultado do “trabalho” de carroceiros e catadores, especialistas em espalhar lixo pela cidade.

    Que lindo!

    O Morro é nosso (do lixo)!

    Vale tudo para sobreviver: isso não tem como dar certo.

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  3. Minha mulher na conhecia o mirante, levei ela pra ver, paramos 2 minutos olhamos a vista e saimos…
    Melhor nao arriscar muito

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  4. Recomendo o filme “Depois da Avenida”, rodado aí na Vila Gaúcha. Dirigido pelo Vicente Moreno no qual eu participei, veiculado no Sportv. O filme conta a história de alguns personagens da comunidade, sob esse espectro morro/favela/tráfico/vista. A coisa ali é bem complicada, a boca de fumo vai ficando cada vez mais perigosa e o entorno cada dia mais sucateado. Soma-se à isso algumas ótimas pessoas tentando viver no meio do lixo e da droga alheia. E o poder público com a sempre oportuna vista grossa.

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  5. Tira os fios e bota um posto da BM.

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  6. Melhor retirarem logo esse mirante, pra parar de passar vergonha.

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  7. Que sonho se tirassem essa vila daí. Agora, sugiram só essa ideia para ver o que acontece, o mundo desaba!

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    • claro, acabemos de uma vez com os cidadãos dali, de um jeito ou de outro. Afinal, pobre tem que ficar escondido num buraco, longe das nossas vistas..não prestam, não merecem nada porque não trabalharam, meritocracia passa longe.

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      • Ao que me parece ninguém pediu para enterrar ninguém. Tente entender que este é um local publico, a que todos nós deveríamos ter acesso. Não é defendendo invasões que resolveremos o problema de falta de moradias dignas.

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      • Clarisse, há 72 números entre 8 e 80, incluindo-os. Chegastes a pensar neles? Chegastes a tentar compreender o que ele escreveu?

        Se não, talvez em seu ponto de vista, deveríamos então exterminar todos os brancos, pois todos os brancos são ricos e, logo, malvados.

        Agora pense: se eu disser que vou “tirar” a minha roupa para ir dormir, significa o mesmo que a roupa “tem que ficar escondida num buraco, longe das nossas vistas..não presta, não merece nada porque não trabalhara, meritocracia passa longe.” ??

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      • Essa visão de mundo da Clarisse é a causa principal porque a cidades brasileiras são as mais feias do mundo e não conseguimos resolver nossos problemas (urbanos, sociais, econômicos, políticos…): cada um se acha no direito de fazer o que quer, como quer e onde quiser. As leis, as regras, o bom senso… são meras sugestões, as segue quem tem algo a perder, quem quer produzir, quem quer melhorar, quem ainda tem alguma esperança (a minoria da população). Não tem como dar certo!

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      • As cidades brasileiras são (as mais feias?) do mundo por causa de uma herança secular de pobreza e escravidão, nada disso é de recorrência recente.. não conseguimos resolver nossos problemas, pois os próprios governantes não têm interesse em resolvê-los. os menos beneficiados sempre foram jogados às malezas, sem condições decentes, sem projetos que pensassem neles.. sugestão digna é retirar dezenas de pessoas que já moram há décadas no local, só para que a burguesia possa frequentar com mais segurança e beleza, para tirar fotos e botar nas redes sociais? achas certa essa decisão? acho que vocês têm que aprender um pouco mais sobre essa sociedade humilde que se encontra à parte do resto para poder compreender a referida situação. estou dizendo que é certo ocupar? talvez até diga mesmo. quando se tem uma família e não se tem aonde morar, qual é a ação mínima de sobrevivência que vem na cabeça? ocupar um espaço sem serventia óbvia. aí vocês vão dizer, vai trabalhar, vai estudar, etc. bom, já pararam para pensar como são difíceis as coisas, para nós que temos estudo e condições sociais, imagina pra quem não tem nada nem ninguém. julgar, julgar, julgar é muito fácil. querer tirar dali, melhorar, modernizar, embelezar, também é. mas pensar nas raízes dos problemas sociais, não, não é nem um pouco fácil. na vila gaúcha tem famílias inteiras, posto de saúde, mercado, escola, creche. é bonita? não, é horrível, mas é o que se apresenta para a população que ali mora, é tudo o que aquelas pessoas têm na vida. e antes de dizer qualquer coisa sobre eles, a maioria trabalha e estuda, exceto claro os traficantes e usuários de drogas. morei ali perto e pude observar diariamente o cotidiano do pessoal.. e outra, eles amedrontam os turistas que vão passear ali porque é uma atitude intrínseca à eles, é aquela velha guerra social de rico odiar pobre, e vice-versa.

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      • Clarice, concordo que expulsar os moradores do morro não é a solução. A exclusão social é uma espécie de perde-perde. O pobre continua no papel de excluído enquanto o abastado fica mais paranoico com a questão de segurança.

        Na minha opinião, ser rico e viver atrás das grades não é vida. Ter que ficar pulando “de oásis em oásis” para se sentir bem. Do condomínio para o clube, do clube para o shopping, do shopping para o aeroporto (tudo dentro de um carro blindado)… isso é vida?

        Por outro lado, estamos vivendo numa sociedade esquizofrênica, onde o discurso oficial é de um governo de esquerda que tirou o pobre da miséria. Também é o discurso oficial de uma série de ativistas que se nutre financeiramente do governo, como CCs e integrantes de organizações “não-governamentais” (mas que de fato são órgãos do Executivo disfarçados).

        No entanto, olhando além do discurso oficial, a miséria e a violência continuam e, convenhamos, a culpa não é da classe média, pois é ela quem paga a maior parte dos impostos no país. Talvez seja culpa dos ricos, que sonegam tudo o que podem, mas não só. A culpa é de uma gestão pública que não sabe trabalhar com números e tudo se dá numa dimensão simbólica. “Vamos mudar os símbolos e tudo se resolve”.

        Acho importante melhorar a auto-estima do brasileiro, mas só isso não enche o estômago, não educa, não faz progredir culturalmente e financeiramente. Acho que o grande desafio do PT nos próximos quatro anos é aprender a dar limites à violência e avançar socialmente através de números, já que até então os progressos se deram mais no campo do discurso, o que é importante, mas não produz mais efeitos significativos.

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  8. Achei o de menos os fios….

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    • Talvez por que tu seja turista em POA e fotógrafo…..

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      • Não quero dizer que não achei feio, só acho que tá tudo tão horrível que não muda.

        Se fizessem um mirante decente daí sim isso ia saltar aos olhos. O ideal era arrumar tudo e enterrar os fios.

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      • A primeira e única vez que tentei ir lá para tirar fotos foi em 2004. Quase fui assaltado. Primeiro, chegou um piá tentando me morder uns pilas. Depois um pivete maiorzinho. Depois vinham dois maiorzões na minha direção. Nesse momento, já tinha dado a partida no carro e escapei a tempo. Não sei como anda hoje e nem me interessa. Há outros mirantes até melhores em Porto Alegre sem esse tipo de “inconveniente”.

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      • Semiografo, a segurança no local melhorou muito. Sempre que vou, a qualquer horário, me sinto seguro e nunca presenciei nada de extraordinário. Acho que foi o único ponto de melhora do mirante nos últimos 20 anos. E ainda que hajam outros mirantes em Porto Alegre, a vista desse é imbatível…

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  9. Até demorou pra que isso acontecesse.

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