Relógios de rua da Capital terão um dos sistemas mais modernos do país

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Trabalho foi articulado entre várias secretarias e órgãos do governo  Foto: Luciano Lanes / PMPA

Os relógios de rua da Capital terão um dos sistemas mais modernos do país, integrando segurança pública, mobilidade, sustentabilidade ambiental e econômica, além de comunicação com a população que circula por todas as regiões da cidade. Foi lançada na manhã desta segunda-feira, 3, a consulta pública do edital para concessão de instalação, operação e manutenção do serviço. O prefeito Nelson Marchezan Júnior lembrou que o processo está sendo tratado de maneira transparente, para entregar um melhor serviço à sociedade: “Vamos apresentar algo bem feito, que vai mudar a cidade. Teremos uma Porto Alegre mais segura, mais organizada e mais econômica”, disse.

O trabalho vem sendo articulado entre várias secretarias e órgãos do governo, conforme explicou o secretário municipal de Parcerias Estratégicas, Bruno Vanuzzi. “Este projeto não representa um órgão, mas é integrado entre as secretarias. Envolve segurança, receita, respeita o meio ambiente, atende aos requisitos legais, mobiliário, conversa com as vias da cidade e tem sustentabilidade econômica”, explicou.

O projeto prevê a instalação de 168 relógios eletrônicos em todas as regiões da cidade, do Lami, no extremo Sul de Porto Alegre, até a Ilha da Pintada. Mais que o triplo da quantidade existente no passado, que era em torno de 50. Os locais para instalação foram discutidos com a população e as licenças garantidas, conforme o secretário municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade Maurício Fernandes. “A condução transversal de todo o processo trará previsibilidade e segurança jurídica aos licitantes, que terão a garantia de que estão entrando em um negócio confiável”, destacou.

O prazo para realização da Consulta Pública é de 30 dias. Após esse período, a prefeitura deverá publicar o edital em 15 dias. A concessão à empresa vencedora da licitação será de 20 anos, a partir da assinatura do contrato. A concessionária deverá finalizar a implantação dos relógios em 24 meses e irá explorar a publicidade nos aparelhos digitais com exclusividade.

Nova tecnologia – Todos os equipamentos contarão com câmeras de monitoramento, ligados à rede óptica do município para possibilitar a integração ao Centro Integrado de Comando da Cidade (Ceic), que também servirão para identificação de veículos irregulares. A maioria dos pontos também oferecerá acesso Wi-Fi gratuito. Além de marcarem a hora, os relógios deverão indicar a temperatura local e o índice de radiação ultravioleta, obtidos a partir de dados oficiais de órgãos nacionais. Informações de interesse público também poderão ser veiculadas nos aparelhos digitais, tais como campanhas de vacinação, trânsito, previsões meteorológicas, entre outras.

Histórico

Anos 80-90 – Relógios sem licitação e contrato sem repasse para a Prefeitura. Não havia regramento e o mobiliado era utilizado sem demover nada para a administração municipal.
1999 -Lei do Mobiliário Urbano disciplinando o uso dos equipamentos e Veículos Publicitários.
2015 – Desativação do relógios.
2015 – Edital deu deserto porque, segundo as empresas de mídia, eram negócios diferentes: relógio e placas de rua. Nenhuma empresa participou da licitação.
2016 – Em maio, foi aberto o aviso de nova licitação para os relógios eletrônicos digitais.
2016 – Em setembro, em razão de questionamentos de licitantes quanto ao prazo exíguo para a elaboração das propostas para licitação de relógios e placas de rua, a Comissão de Licitações decidiu prorrogar o prazo para a abertura da concorrência.
2017 – Projeto atual começou a ser desenvolvido pela atual gestão com a formação de um grupo de trabalho com diversas secretarias envolvidas
2018 – edital de concessão
Em fevereiro de 2018, foi encerrada a consulta pública sobre a localização dos 168 pontos da Capital que irão receber os novos relógios eletrônicos digitais de rua. O objetivo era permitir que a sociedade e o mercado encaminhassem comentários sobre o conteúdo do projeto, trazendo transparência e legitimidade ao processo licitatório.
– Em setembro de 2018 consulta pública do edital é lançada.

Também participaram do evento o vice-prefeito Gustavo Paim, o secretário de comunicação Orestes de Andrade Jr,  o secretário-adjunto de Parcerias Estratégicas Fernando Dutra, o diretor de operações da EPTC Fabio Juliano e empresários do setor.

Prefeitura de Porto Alegre



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13 respostas

  1. Tomara que dê certo, mas essa lenga lenga dos relógios já está a tanto tempo na fase de projeto/planejamento que não acredito mais.

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  2. Se der certo vai ser uma ótima coisa para a cidade!

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  3. Que tal algo como isso nas paradas de onibus e calcadas mais largas?
    https://www.link.nyc/

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  4. Tomara que haja alguem que saiba criar e instalar esse sitema, e mais dificil ainda, alguem com interesse nisso

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  5. Muito legal esses relogios, o problema é que é um pouco sofisticado demais, podendo dificultar o interesse de empresas que possam implantar os relogios, mas enfim, que dessa vez tenhamos eles de volta à Porto Alegre.

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  6. Esse tipo de anúncio (tonitruado pela mídia) é uma verdadeiro acinte aos cidadãos. Porto Alegre imunda, abandonada, esburacada, tomada pela mendicância, drogadição, violência e toda sorte de falta de urbanismo, e a imprensa e blogs periféricos divulgando notícias de relógios hi tech como fachada para encobrir as nossas mazelas diárias. Eu fico injuriado com isso. É a total falta de noção social e ausência completa de engajamento na luta contra a falta de gestão da nossa cidade. Até parece que moram em outro lugar, outro país. Triste imprensa.

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    • exato, levam 3 anos pra licitar relógios!!!

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    • É o típico porto-alegrense que reclama de tudo, fica injuriado de ver qualquer melhoria e que há alguns meses bradava “que absurdo, gastar dinheiro reformando a orla quando poderiam construir 10 hospitais, etc, etc”. O fato de a cidade ter mazelas automaticamente torna pequenas boas ações em descaso para com os problemas mais importantes. Pela lógica, só poderemos plantar flores nos canteiros quando erradicarmos o analfabetismo: ou se investe nas prioridades da cidade, ou não se investe em nada. Já vi gente ser criticada por voluntariar com portadores de deficiência em vez de distribuir alimentos para crianças famintas. Isso pra mim é complexo de juiz, sempre julgando e apontando o que poderia ser feito melhor. Por esse padrão de pensamento ilógico que nada sai na nossa aldeia, pois nenhuma ação nunca será boa o suficiente. Se 1 hospital é construído vão reclamar que poderiam ter feito 2 com o mesmo dinheiro e por ai vai. Não sei como essas pessoas conseguem ser felizes com tanta negatividade.

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