Bilhetagem eletrônica acabou com evasão de R$ 30 milhões por ano

Polibio Braga vem acompanhando há alguns meses o avanço da implantação da bilhetagem eletrônica pelos consórcios TRI e TEU em Porto Alegre e na Grande Porto Alegre. Existem ganhos notáveis para as empresas e para os consumidores. Não é apenas a questão da redução de preços no caso do segundo percurso, como também nem é o desaparecimento do mercado negro de fichas e o fim dos assaltos às empresas que retinham ou encomendavam suas quotas de passagem para os trabalhadores. O novo fator modernizador vai muito além disto, interferindo diretamente no favorecimento de uma política mais inteligente de racionalização do tráfego e trânsito de ônibus e passageiros.

É que também acabou a roubalheira dentro dos ônibus. As empresas de ônibus preferem falar em evasão, mas é roubalheira mesmo.

O caso que o editor investigou foi o do consórcio TRI, administrado pelas 15 empresas de Porto Alegre. O sistema todo exigiu investimentos de R$ 30 milhões.

Cristine Rochol / PMPA

Sistema de Bilhetagem Eletrônica - TRI Foto: Cristine Rochol / PMPA

Em pouco menos de um ano de bilhetagem eletrônica (2008), as 15 empresas de ônibus de Porto Alegre conseguiram evitar uma evasão de R$ 30 milhões apenas no ano passado. Ou seja, só o dinheiro que vinha sendo desviado (furtado) dentro dos próprios ônibus, pagou os R$ 30 milhões investidos. O caso do TEU não deve ser diferente.

É claro que nem o TRI ou qualquer empresa de ônibus informaram isto ao editor, que se baseou no dado de que aumentou em 5% o número de passageiros pagantes, transportados no ano passado em Porto Alegre. Há 20 anos este número só caía. É fácil fazer o cálculo. As empresas transportaram 350 milhões de passageiros no ano passado, apenas através do TRI, sendo que 300 milhões pagaram suas passagens. Isto representou uma movimentação de R$ 700 milhões no ano.

O QUE SÃO O TEU E O TRI – O sistema de bilhetagem eletrônica foi totalmente implantado nos ônibus que integram os chamados consórcios TEU (ônibus da Grande Porto Alegre) e TRI (ônibus das 15 empresas de Porto Alegre). Os passageiros portam seus cartões e com eles se movimentam dentro do sistema de transporte coletivo de Porto Alegre. Os sistemas TEU e TRI ainda não se falam e também não se falam com o Trensurb (metrô de superfície que liga a São Leopoldo). Isto vai acontecer. É o próximo passo.

Os cobradores ainda não perderam seus empregos, mas isto ocorrerá em algum momento, porque suas funções viraram simples adorno.

Polibio Braga

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Se mantiverem o atual sistema que os cobradores precisam liberar a passagem de estudantes, para aí ele poderem passar o cartão para passar na roleta, não haverá demissões de cobradores. A não ser que mudem este detalhe, que por sinal eu acho ridículo.



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1 resposta

  1. quem tem que cobrar a passagem eo cobrador e nao o motorista

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