Para promotor Gilberto Thums, Fórum Social Mundial reúne “terroristas e marginais”

gilbertothumsO Promotor do Ministério Público Estadual do Rio Grande do Sul, Gilberto Thums, classificou o Fórum Social Mundial como encontro de “terroristas e marginais”, em matéria publicada na edição de janeiro da revista Expansão, informa nota publicada no site do MST. Thums é um dos promotores do MP gaúcho que defende a extinção do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra.

“Com o Fórum, para onde vieram terroristas e marginais de tudo que é espécie pagos com dinheiro público, veio também o pessoal das Farcs, da Colômbia, para mostrar aos brasileiros que a forma de reivindicação não era a que estava sendo utilizada”, disse Thums.

Ele também critica os intelectuais e os próprios colegas do Ministério na entrevista:

“A intelectualidade é toda de esquerda. Mais é muito fácil ganhar R$ 20 mil por mês e ser de esquerda. No próprio Ministério Público temos procuradores da justiça ganhando R$21 mil, e são vermelhos, esquerdistas, são do PC do B, por exemplo”.

No dia 10 de fevereiro, o governo Yeda Crusius (PSDB) e o MP estadual decretaram o fechamento de todas as escolas em acampamentos do Movimento Sem Terra no RS. Segundo o MST, a medida interrompeu as aulas de 300 crianças em um acampamento em Sarandi, norte do estado. A previsão é de que outras escolas sejam fechadas ainda este mês. Thums é um dos principais defensores da iniciativa.



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37 respostas

  1. Esse Gilberto Thums deve ser levado a uma Junta Médica e Psiquiátrica independente de fora do Ministério Público, para ser avaliado no seu estado de loucura de todo o gênero.
    Não dá para o erário pagar salário ativo para um sociofobista com poder de Promotor de Justiça.
    Está mais do que na hora do Ministério Público aposentar por ivalidez mental esse louco, que fala que o Forum social mundial e encontro de guerrilheiros e terroristas.

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  2. SE O PROMOTOR GILBERTO APOIOU O GOLPE DE

    64 NAO MERECE CRÉDITO .TEM COLOCAÇOES CONTRADITÓRIAS TÍPICAS DE QUEM NAO CONHECE A HISTÓRIA REAL DO PAÍS

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  3. bla,bla,bla

    estas baboseiras esquerdistas deveriam ser apagadas, até porque isso já não existe a muito tempo.
    tem um pessoal aí que continua a defender idéias vencidas… a cortina de ferro já ruiu a tempo, a casa caiu… graças a Deus.

    o MST é um movimento que se utiliza de táticas terroristas na sua atuação.

    Sobre o pretexto de luta pela terra cometem atos que deveriam ser punidos com o cárcere.

    Temos lei, ela é a Constituição. Se querem modificações sociais votem. Os melhor se candidatem para os cargos do legislativo nacional.

    O ESTADO DE DIREITO deve respeitado em primeira instância, ele é a salvaguarda dos cidadãos; sem ele, só a ANARQUIA.

    Realmente neste fórum social se reunem pessoas para fazer grandes discussões; os mesmos maconheiros-playboys que financiam o tráfico a discutir soluções para um mundo melhor…

    Gilberto Thums merece ser apoiado, por ter vergonha na cara, por ter coragem para se manifestar. E por fazer diferente.

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  4. Este texto foi extraído do primeiro número da coleção Fazendo Escola, editada pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra, setor de Educação, publicado em junho de 1998, com dados estatísticos atualizados.

    Agora senhor Eduardo informe-se a partir da leitura do texto acima…..descubra como funciona a escola itinerante.

    Quer você goste ou não, a Lei de Diretrizes e Bases da Educação apesar de falha em varios quesitos em função do golpe aplicado pelo governo FHC por ocasião de sua aprovação em 1996, legitima e sustenta a escola itinerante.

    Esta Lei infelizmente parece ser desconhecida por você, pelo tal promotor Gilberto e por grande parte da população brasileira.

    Isto realmente é uma pena visto que um povo sem educação publica e de qualidade não tem condições de revendicar seus direitos e exercer com dignidade seu papel de cidadão, trabalhador e contribuinte.

    Quanto a legitimidade do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra peço que procure se informar com relação a diferença entre os conceitos de ocupação e invasão. Eles possuem significados bastante diferentes mas isso vou deixar que o senhor mesmo procure se informar.

    Por fim gostaria de desculpar-me pela demora em responder seu comentário no tópico e também alertar-lhe que seja cuidadoso caso decida por informar-se melhor antes de opinar sobre algum assunto, afinal viver de olhos fechados, viver ignorante, é uma bênção. Conhecer, compreender, transforma-nos em seres sofredores.

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  5. Balanço das atividades
    do setor de educação do MST (6)

    Abrangência

    O trabalho de educação do MST abrange 23 estados no país, realizado nas seguintes frentes: ensino fundamental (primeiro grau); educação de jovens e adultos; educação infantil; formação de educadores em cursos não-formais, em cursos formais de magistério e de pedagogia; ensino médio, também na área de formação de técnicos, em administração de assentamentos e cooperativas.

    Dados estatísticos

    Dados que correspondem à abrangência do MST nas atividades escolares formais:

    1800 escolas de ensino fundamental;

    3,9 mil educadoras do ensino fundamental;

    160 mil estudantes, aproximadamente;

    30 mil educandos entre jovens e adultos;

    3 mil educadores de jovens e adultos;

    250 estudantes de educação infantil (cirandas infantis);

    448 estudantes no Magistério e em Pedagogia;

    37 estudantes de medicina em Cuba, 13 cursando o terceiro ano, 12, o segundo e outros 12 o primeiro ano;

    uma Escola Itinerante, que tem abrangência estadual no Rio Grande do Sul, atendendo a todos os alunos em idade escolar do ensino fundamental das áreas de acampamento, experiência da escola que acompanha alunos e pais em sua incansável luta por Reforma Agrária.
    Destaca-se que a maioria das escolas do MST não possuem biblioteca. Como exigência do Ministério da Educação e Desportos (MEC), somente escolas de ensino fundamental completo (1ª a 8ª séries), com mais de 100 alunos, têm a oportunidade de consegui-la. Sendo assim, apenas em torno de 100 escolas em acampamentos do MST têm biblioteca, as demais não satisfazem a tal exigência.

    Entretanto, há algumas experiências alternativas de bibliotecas em escolas de assentamentos, as quais conseguiram doações de livros de literatura — infantil, juvenil e de adultos —, dicionários, atlas, mapas… Ressalta-se que as bibliotecas que já funcionam nas escolas também atendem aos jovens e adultos do assentamento, que praticamente não têm acesso aos saberes, à ciência, à cultura e à arte.

    Notas

    1 Darlan Faccin Weide, Que fazer pedagógico em Acampamentos de Reforma Agrária no Rio Grande do Sul. Santa Maria (RS), 1998. Dissertação (mestrado em educação), Universidade Federal de Santa Maria.

    2 Isabela Camini, Aprovada a Escola Itinerante para os sem-terrinha: um ganho pedagógico e político para o MST. Porto Alegre, Coletâneas, revista do PPGEDU/UFRGS, v. 3, n. 89, p.67-68, set./dez. 1996.

    3 Id., O vento que levou a Escola Itinerante não levou a esperança dos que nela acreditam. Porto Alegre, 1997.

    4 Relatório Escola Itinerante. Porto Alegre, Secretaria de Estado da Educação, Departamento Pedagógico, Divisão do Ensino Fundamental e Setor de Educação do MST, 1997.

    5 Manifestação de Madalena — responsável pelo acompanhamento pedagógico da Escola Itinerante.

    6 Dados atualizados até janeiro de 2001.

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  6. A avaliação

    A avaliação na Escola Itinerante ocorre de forma global, participativa e contínua, acompanhando o processo de construção do conhecimento dos alunos. Diariamente o aluno é observado, avaliado e acompanhado pelos professores em cada etapa.

    Importa dizer que na concepção dialética da proposta de avaliação desta escola, avaliar significa considerar e valorizar todos os momentos pedagógicos, isto é, a metodologia, o conteúdo, os professores e a comunidade, dentro das suas responsabilidades, objetivando o crescimento coletivo.

    De acordo com esse processo avaliativo, garante-se ao aluno um comprovante de escolaridade em qualquer momento, para fins de transferência ou ingresso na escola regular.

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  7. A discussão e a organização curricular ocorreram inicialmente, quando os professores foram estudando, discutindo, selecionando conteúdos, planejando, fazendo encaminhamentos, experienciando, refletindo seus avanços, desempenhos e angústias, acontecendo assim como um dos momentos importantes do processo pedagógico.

    Este processo de organização e formação pedagógica estava previsto desde o início. Estava claro que para conceber e implementar uma proposta pedagógica específica, contando com um coletivo de pais, professores, Setor de Educação, direção do acampamento, havia a necessidade de um acompanhamento pedagógico sistemático e militante. Seu primeiro papel seria o de conhecer as necessidades, ansiedades, preocupações e aspirações da comunidade. Ao mesmo tempo, buscar entender a concepção de educação, e os princípios pedagógicos do MST.

    Sem dúvida, foi e continuará sendo preciso estudar muito, e refletir sobre cada passo do processo de implementação desta proposta pedagógica. Os princípios não se realizam por si mesmos. É preciso construir sua prática, a cada momento, em cada situação. E, sobretudo, é preciso admitir que, educadores e educandos, comunidade, MST e Secretaria, todos somos aprendizes neste processo. Daí o que temos a fazer é refletir juntos, não temendo o conflito e tendo humildade e ousadia.

    “Para mim, depois de 25 anos de magistério, acompanhar a Escola Itinerante é um desafio constante. Então a gente vê como professora está sempre aprendendo” (5).

    Neste processo está sendo muito importante o acompanhamento específico de uma professora experiente, indicada pelo MST e pela Secretaria de Educação, que está ajudando, desde o início, a refletir e a avançar o que-fazer pedagógico.

    A partir do primeiro mês de experiência, concluiu-se que haveria a necessidade de planejar as aulas conforme a metodologia dos temas geradores. Com esta constatação, o processo pedagógico foi redimensionado, tendo-se então uma nova visão sobre a importância de certos conteúdos a serem trabalhados, surgidos dos temas geradores, sem deixar de considerar os conteúdos indicados como básicos em cada etapa desse processo.

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