Academia Rio-Grandense de Letras quer criar sede na Confeitaria Rocco

Presidente da entidade teve reunião na Câmara para pedir liberação do prédio histórico da Capital

O presidente da Academia Rio-Grandense de Letras, Sérgio de Borja, esteve reunido com o presidente da Câmara Municipal, vereador Mauro Zacher (PDT), para discutir a ocupação da Confeitaria Rocco como sede da academia. Ele quer a interferência do Legislativo junto ao Executivo para a liberação do prédio histórico, na esquina da Riachuelo com a Doutor Flores, no Centro Histórico de Porto Alegre.

Segundo Borja, o objetivo é buscar parcerias, público-privadas, formando uma sociedade de amigos aos moldes do Theatro São Pedro. Na sede, seriam criados espaços dinâmicos para lançamentos de livros, conferências, exposições e mantendo, inclusive, a confeitaria que faz parte da história da Capital freqüentada pela grande maioria dos intelectuais gaúchos.

O historiador Moacir Flores, membro da Academia e presente à reunião desta manhã na Câmara, observou que a instituição possui uma pinacoteca com uma série de quadros doados por artistas de todo o País, e lamenta: “infelizmente não temos paredes para colocá-los”.

Integrando 40 escritores atualmente, a Academia Rio-Grandense de Letras funciona numa pequena sala na Rua dos Andradas. Desta forma, fica impossibilitada de receber escritores de outros estados e realizar encontros, conferências e seminários, conforme o vice-presidente Avelino Collet.

Correio do Povo



Categorias:Patrimônio Histórico

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26 respostas

  1. Olhando no site da Academia Rio-Grandense de Letras, vi que das 40 cadeiras, somente 33 estão ocupadas, ou seja, não vejo muito dinamismo nesta Academia.

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  2. E quem vqi ficar com os lucros da confeitaria? Quem vai administrar o negocio?

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